Gatos

Abssínio

Apesar de ser uma das raças mais antigas de que se tem conhecimento, ainda há controvérsia sobre a sua origem.
Na aparência, os abissínios lembram os gatos do Antigo Egito.
Ainda hoje, possuem uma aparência selvagem, lembrando o felis lybica, o ancestral africano de todos os gatos domésticos.
O nome Abissínio não é devido à Etiópia ou Abissínia, como se pensa, mas porque o primeiro gato dessa raça exibido na Inglaterra, foi importado desse país.
A Inglaterra é considerada o berço da raça, a qual resultou do cruzamento entre exemplares trazidos inicialmente da Abissínia por soldados britânicos, com outros gatos ingleses vermelhos, prata e tigrados. O exército inglês deixou a Abissínia em maio de 1868, época em que esses gatos entraram pela primeira vez na Inglaterra.
O Abissínio foi reconhecido oficialmente em 1882 na Inglaterra.
No livro Inglês, de Gordon Staples, “Cats, Their Points, Etc.”, publicado em 1874, há a primeira menção ao gato abissínio. Nele aparece “Zula”, propriedade da esposa do Capitão Barret-Lennard. Esse gato foi trazido após a guerra.
Infelizmente, não existem registros por escrito dos gatos Abissínios anteriores a esses importados.
Estudos recentes realizados por geneticistas, mostram que a origem mais provável do Abssínio é a costa do Oceano Índico e partes do sudeste da Ásia.
Apesar do Abissínio como raça ter sido refinado na Inglaterra, a sua introdução aquele país e outros, foi o resultado de colonizadores e mercadores que paravam em Calcutá, o maior porto do Oceano Índico.
O primeiro Abissínio a ser importado da Inglaterra para a América do Norte, chegou por volta de 1900. Somente por volta de 1930 é que Abissínios de boa qualidade foram exportados para os Estados Unidos, formando a Associação de Criadores da Raça Abissínio.
De acordo com o livro “Kitten Buyer’s Guide” de Carolyn Osier, os Abissinios são muito inteligentes, gostam de estar com o homem, curioso, leal, companheiro.
Diferente da maioria dos gatos, é apaixonado pela água, da qual se aproxima quando tem oportunidade e onde, às vezes, nada. O macho assume as tarefas com os filhotes quando a mãe se ausenta. Tem voz suave e é bastante silencioso.
A pelagem do Abissínio pode ter a coloração agouti, semelhante a cor da cotia, os olhos delineados por uma pele escura, circundados por pêlos mais claros e com uma risca superior quase vertical.
Existe ainda a cor ruddy, também chamada de lebre.
A cor silver ainda não é muito aceita pelas entidades americanas. Apesar de ser conferido o pedigree, não permitem inscrevê-la nas exposições. No Brasil, só o Clube Brasileiro do Gato, filiado á entidade européia Fife-Federação Internacional Felina, confere títulos a exemplares de cor silver.
Ficha
Características físicas: cabeça triangular com contornos arredondados, testa e crânio suavemente curvos; pescoço arqueado; focinho não ponte-agudo; orelhas grandes, levemente ponteagudos; olhos ouro, verdes, cobre ou avelãs, amendoados, grandes; corpo médio, musculoso, dorso levemente arqueado; pernas finas e longas; pés ovalados e compactos; rabo longo e afilado.
Pelagem: média, densa, de textura fina com 4 a 6 bandos de cores alternadas, escuras nas pontas dos pêlos e claras na raíz e subpêlo lanudo. Sem manchas brancas no corpo, exceto nas narinas, queixo e parte superior do pescoço. Marcas tigradas nas pernas e cauda podem indicar mestiçagem e são falta desqüalificante nas exposições.
Cores: ruddy (tons de abricot e preto); sorrel (mescla de vermelho e tom de abricot mais intenso); blue (tons creme com coloração cinza-claro e escuro) e beige-fawn ( tons de camurça rosado mesclado com coloração camurça mais forte) e silver (subdividida em 4 tonalidades, todas com a predominância de prata, reconhecida só na Europa). Obs: filhotes nascem laranja-escuros com manchas pretas ou quase preto. Cores começam a surgir na 6ª semana e podem finalizar só aos 6 meses ou mais.
Cuidados: escovações quinzenais com escova de cerdas macias, contra e à favor do pêlo. Limpar orelhas com cotonete e água boricada semanalmente até os 8 meses de vida e depois só quando sujas. Corte regular só das unhas da frente (as de trás gastam naturalmente).
Ninhadas: 3 a 4 filhotes, podendo ultrapassar.
Tempo de vida: média de 12 anos.

American Short Hair - Pêlo Curto Americano

O American Short Hair é uma raça conhecida por sua longevidade, robustez,, amabilidade com crianças e cães, boa aparência e disposição. Possui porte forte e atlético, é ágil e ativo, com um corpo de médio para grande, chegando a pesar até cerca de 6 kg, ligeiramente mais longo que alto. Sua conformação deve indicar poder e resistência.
Descendente de gatos domésticos que chegaram à América com os primeiros imigrantes, no Mayflower, esta raça se desenvolveu ajudando os lares, celeiros e armazens americanos a manter sob controle os ratos, devido à sua habilidade em caçá-los. Era chamado de Domestic Shorthair, que significa “Doméstico de Pêlo Curto” e a partir de 1966 foi adotado o nome de American Shorthair. Além de curta, a pelagem é espessa, o que lhe dá resistência ao frio.
Essa mudança de nome foi feita para distinguir essa raça nativa da América do Norte, do gato doméstico comum, habitante das ruas, diferenciando o American Short Hair de outros gatos de pêlo curto.
Por ser descendente de animais que caçavam gatos, portanto de trabalho, o temperamento do American Short Hair é ativo, gosta de espaço para se exercitar, correr, brincar e saltar.
Gosta da vida ao ar livre mas se adapta dentro de casa. Sendo um excelente companheiro.
É quieto mas ronrona alto.
É disciplinado e aprende a conviver bem com outros animais, inclusive pássaros.
Ficha
Características: deve assemelhar-se a um atleta com corpo forte, musculoso. A cabeça é ovalada. Pescoço forte, com espessura constante e ligeira curvatura; orelhas médias arredondadas nas pontas e inseridas afastadas; olhos grandes, largos, alertas, bem separados com ligeira inclinação para cima e, dependendo da coloração da pelagem, nas cores cobre, ouro, verde, azul, avelã e um olho com cor diferente do outro; focinho quadrado; pernas musculosas e patas firmes, cheias, redondas com almofadas pesadas e 4 dedos na frente e 5 atrás. Os ombros, peito e patas traseiras bem desenvolvidos. A cauda de tamanho médio, espessa na raiz, afilando abruptamente, deve ter o comprimento igual à distância dos ombros à base da mesma. Evite os exemplares com excessiva robustez ou alongamento, com cauda muito curta, pelagem longa e macia e olhos protuberantes, características indesejáveis segundo o padrão da raça.
Pelagem: curta e densa para proteger do frio e a pele de machucados superficiais e nunca fina, longa ou suave.
Cores: 61 reconhecidas pela CFA entre branco, preto, azul, vermelho, Silvers, Chinchillas, Cameos, Shadedes, Smokes, Tortoiseshells, Creams, Tabbies e bicolores, exceto os exemplares nas cores chocolate, sable, lavanda, lilás, cores de Siamês e com marcação tabby do Abissínio. O padrão da The Internacional Cat Association – TICA reconhece todas as cores.
Peso aproximado: fêmeas 4,5kg – machos 6,3kg.
Reprodução: amadurecem sexualmente rápido. Ninhada média de 4 filhotes, cujas cores são identificáveis ao nascer, exceto os smokes.
Tempo de vida: 15 a 20 anos.

Angorá Turco

O gato que conhecemos por angorá turco surgiu de forma natural na região que hoje corresponde à Turquia e foi, muito provavelmente, domesticado pelos tártaros e chineses. Seu nome é aquele da cidade em que surgiu: Angorá, capital da Turquia, atualmente conhecida por Ancara. Os turcos acreditavam que estes gatos brancos e peludos traziam sorte e, desta forma, eles eram muito cobiçados pelos ricos comerciantes daquela região.
No século XVII um navegador italiano chamado Pietro Della Vale introduziu estes gatos na Europa, através da Itália. No século XVIII estes elegantes gatos já faziam sucesso nos salões da nobreza francesa, sobretudo na corte do Rei Luis XV que possuía um Angorá de nome Brillant. Entre as personalidades históricas que se encantaram por esta raça estão os reis franceses Luis XIV, Luis XV e Luis XVI, além da Rainha Maria Antonieta, o Cardeal de Richelieu e Madame de Pompadour, favorita do rei. O Angorá também serviu de inspiração aos artistas europeus. É possível encontrar gatos desta raça nas obras dos pintores Bachelier, Linné, Bouffo e Coubert.

Este foi o primeiro gato de pêlo longo da Europa. O escritor inglês W. Heir escreveu, em 1889, que os angorás mais apreciados eram os brancos de olhos impares, seguidos pelos azuis e pretos. Pouco depois o angorá branco passou a ser a única coloração aceita. Foi então utilizado na criação de uma das raças mais populares: o persa. O sucesso deste último quase causou a extinção do antigo Angorá. Foi nesta época que o termo angorá passou a designar qualquer gato peludo e não mais uma raça, o que perdura até a presente data entre os leigos.
Após a 2a Guerra Mundial o zoológico de Ancara iniciou um projeto de seleção e reprodução da raça utilizando alguns gatos brancos. Foi também nesta época proibida a exportação dos gatos Angorás. Apesar desta proibição os americanos Virginia e Thomas Tório conseguiram em 1962 importar um casal de gatos Angorás do zoológico de Ancara, chamados Yildiz e Yildizcik, que logo tiveram a primeira ninhada em solo americano. Em 1967 houve a primeira apresentação de angorás turcos em uma exposição na cidade americana de Los Angeles.
Devido a utilização unicamente de gatos brancos na revitalização da raça a FIFE só aceita gatos desta cor, e nos USA, pais que não segue a FIFE mas sim a CFA os gatos brancos são preferidos apesar de ser admitido qualquer coloração desde 1978. Felizmente há uma grande tendência por partes dos criadores em criar exemplares coloridos uma vez que o grande número de gatos inteiramente brancos vem causando um aumento no número de surdez no Angorá Turco.

Características
O Angorá turco é acima de tudo um gato elegante. Seu pêlo semilongo e sedoso, geralmente branco, é uma marca registrada desta raça milenar. Apesar do gato branco com olhos azuis ou ímpares serem mais comuns e apreciados há de se ressaltar que este maravilhoso animal pode ter as mais diversas cores: preto, azul, tricolor ou escama de tartaruga. Na verdade só não é permitida a marcação ponteada, ou seja, a marcação característica do gato siamês. O pêlo do Angorá só estará completo em seu segundo aniversário e deve-se levar em conta que ele muda no verão tornando-se mais curto.

Comportamento
Os gatos desta raça são muito inteligentes e apegados ao dono. Não é raro um angorá turco seguir seu dono por toda a casa como um cachorrinho e conseguir tudo aquilo que deseja através de um ronronar particularmente carinhoso. São mesmo capazes de aprenderem truques tal é a inteligência destes gatos. São também gatos muito brincalhões, carinhosos e curiosos. Por fim, vale ressaltar que estes gatos se dão bem com cães e com crianças, salvo se estas últimas ainda forem bebês.

Azul Da Rússia - Russian Blue

Origem
Diz-se que esse gato de pelagem azul se originou na região russa de Arkahangelsk, no mar branco, onde já era visto no século XVII, e que, por volta de 1860, foi levado à Inglaterra por navegadores, onde fez imediatamente sucesso e participou de diversas exposições.
Uma outra hipótese é que esse gato tenha surgido no mediterrâneo, assim como o Chartreux, de modo que foi também conhecido por gato maltês, gato azul e gato espanhol.

Há ainda aqueles que defendam que os Azuis da Rússia descende dos gatos reais do Czar da Rússia. Apenas em 1939 a raça passou a ser oficialmente conhecida por Azul da Rússia.
Essa raça quase foi extinta durante a Segunda Guerra Mundial o que levou os criadores a cruzar os poucos exemplares existentes com gatos siameses e britishs shorthair (pêlo curto inglês). Por conta dessa mistura seu tipo físico ficou mais alongado, tornando-o quase um siamês de pelagem azul e, ainda, a raça perdeu seu típico olhar esmeralda.
Nos anos 60 os criadores europeus se movimentaram para voltar ao tipo original, com o corpo mais curto e de cor mais escura, modificando o padrão oficial, o qual passou a especificar que o tipo siamês não era desejável. Nos Estados Unidos, no entanto, permanece um tipo mais alongado e de pelagem mais clara.
Nos anos 80 surgiu o Nebelung, um Azul da Rússia de pelagem semi-longa que em 1987 foi reconhecido como uma raça a parte pela TICA.

Características
A principal característica do Azul da Rússia é sua pelagem dupla de cor prateada que parece uma pelúcia ou uma pele de foca. São aceitas várias nuances de cinza, podendo ir do prateado ao azul, mas, sem manchas tigradas quando atingir a idade adulta.
O Azul da Rússia é um gato alongado de corpo musculoso e estrutura média, nem muito atarracado, nem tão esbelto quanto o siamês, parecendo-se com o tipo dos gatos representados no antigo Egito.
Sua cabeça é pequena e cuneiforme, com orelhas com base ampla, pontudas e retas, cuja principal característica é uma pele bem fina, quase transparente. Outra característica marcante da raça são os olhos amendoados de cor de esmeralda.
Os cuidados com sua pelagem se resumem a escová-lo no sentido contrário do pêlo.

Comportamento
O Azul da Rússia é um gato calmo e tímido, mas que após se habituar com seu dono lhe ficará bastante apegado. Por conta desse seu temperamento, o lar ideal para o Azul da Rússia é um ambiente tranqüilo, onde não seja perturbado e que, de preferência, não tenha crianças muito levadas e barulhentas.
Enfim, o Azul da Rússia é um excelente gato de apartamento, que não se incomodará em passar horas repousando, bem agasalhado em um dia frio de inverno.
Inteligentes e amantes de brincadeiras, esses gatos se divertem sem, contudo, destruir sua casa. São muito dóceis e por essa razão se dão bem como crianças, outros gatos animais de outras empecíeis. As fêmeas são ótimas mães, cuidando atentamente de seus filhotes. E, até os machos, chegam a se revezar cuidando das crias quando a fêmea os deixa por alguns momentos. Seu miado é bastante suave, de modo que pode ser difícil identificar uma fêmea no cio.

Bengal

Raça recente e única a descender diretamente de um felino selvagem.
Foi desenvolvida por Jean Mill nos EUA, a partir de uma fêmea de Leopardo Asiático e de um gato doméstico.
O Leopardo Asiático possui o mesmo número de cromossomos que um gato doméstico, por isso alguns dos filhotes híbridos podem nascer férteis.
O Bengal mantém os reflexos rápidos de seu ancestral selvagem. Mas deve ser afetuoso com seu dono.
Apesar de descender de felinos selvagens, o Bengal ronrona e as vezes mia forte.
Sua cabeça deve ser grande, orelhas pequenas de pontas arredondadas. Olhos grandes e ovais, verdes ou amarelos.
Corpo longo, com ossatura pesada.
A extremidade da cauda deve ser preta; a barriga com marcas; as almofadas das patas em acordo com a cor do corpo e com a mesma cor das demais patas.
Pelagem: curta, cheia e macia como uma seda, com as pintas dispostas de forma horizontal, de preferência formando rosetas. Pode ter padronagem semelhante ao mármore.
Marcas brancas no corpo e marcação tigrada devem ser evitadas.

O Bengal foi reconhecido apenas pela Tica-The International Cat Association dos EUA, em maio de 1992. As demais entidades ainda observam a raça, paran certificar-se de que o temperamento selvagem foi completamente abolido.
No Brasil ainda é uma raça rara.

Bobtail Japonês

História
O Bobtail surgiu no Japão no século VII.Lá acredita-se que a variedade mi-kê traz sorte, felicidade e prosperidade.Nos templos e estabelecimentos japoneses, muitas vezes há imagens suas nas portas, dando as boas-vindas. Também é símbolo da amizade. Um casal da raça vindo do Japão chegou aos Estados Unidos no final da década de 1960, e o mi-kê foi reconhecido por lá dois anos depois. Na França o reconhecimento ocorreu em 1981, com o casal Sirikit (fêmea) e Aikido (macho) trazidos por Hélène Choisnard de Bangkok e dos Estados Unidos, respectivamente.
Padrão Oficial

Japanese bobtail – pequena cauda
A principal característica do Bobtail é a pequena cauda (que mede entre oito e dez centímetros quando esticada).O gato a mantém curvada, o que a torna semelhante a um rabo de coelho. É uma raça elegante, com uma boa musculatura porém esbelta.Suas pernas são esguias, sendo as posteriores maiores que as anteriores. Seu pelo é médio e sedoso e várias cores são aceitas, com exceção às semelhantes das do Siamês ou do Abissínio.A mais apreciadas são a preta, branca e vermelha, seja nas variedades bicolor ou tricolor, ou como única cor.
Temperamento
Tranqüilo, fiel, amigável, curioso, afetuoso e sociável, se adapta com facilidade a diversas circunstâncias.Tem um miado cantado e gosta de “conversar” com o dono.

Cingapura

PAÍS: Cingapura
Ancestrais: Pêlo curto Ticked sem pedigree
Origem: 1974
Opção de pêlo Longo: Nenhuma
Índole: Curioso
O nome desta raça tem origem na cidade onde se iniciou o seu desenvolvimento, em meados da década de 1970. Os seus ancestrais, levando com frequência uma vida selvagem no sudeste asiático e conhecidos como o “Drain Cat of Singapore”(Gato dos Esgotos de Cingapura), mostram um padrão de pelagem tipo Abíssimo.

Ao regressar aos Estados Unidos em 1975, Tommy Meadow levou com ele cinco dos gatos locais de Cingapura. Esses cinco gatos, mais um outro tirado da SPCA de Cingapura, forneceram a base para a raça.
O Cingapura é uma raça pequena chegando a pesar menos de 2,7 kg. Tradicionalmente de cor marrom-zibelina, com manchas onduladas bege-claras por todo o corpo e no focinho, o queixo e o peito são usualmente mais claros.
O cingapura foi exposto pela primeira vez nos Estados Unidos em 1975 e pouco depois era concedido à raça o status de campeonato.

Cornish Rex

PAÍS: Grã-Bretanha
NOME EM INGLÊS: Cornish Rex
ANCESTRAIS: Pêlos curtos sem pedigree
ORIGEM: 1950
ÍNDOLE: Brincalhão
OPÇÃO PÊLO LONGO: Nenhuma
CARACTERÍSTICAS: Quando repousa, o Cornish Rex enrola usualmente a ponta de sua flexível cauda.
Estes gatos originaram-se de um filhote nascido em 1950 na Cornualha, Inglaterra. Foram desde então criados para ter um tipo de corpo relativamente exótico, ou Oriental, numa vasta gama de cores. À sua característica pelagem faltam os pêlos primários, exteriores, ao passo que as cerdas e a lanugem são onduladas e de comprimento reduzido. Por causa de seu pêlo relativamente curto, o Cornish Rex pode não se sentir bem ao ar livre quando o tempo está frio e úmido.
Denominado “rex, por alusão a uma similar mutação verificada em coelhos, o primeiro filhote rex, Kallibunker, foi acasalado com sua mãe e, a seu devido tempo, novos rexes foram reproduzidos.
Mutações idênticas à do Cornish Rex ocorreram na Alemanha e nos Estados Unidos: o Rex Alemão apareceu pela primeira vez em 1931, mas hoje é muito raro, mesmo na Alemanha. Na América do Norte foram registradas várias mutações rex, mas não são atualmente cuidadas de um modo sistemático.
O Conish Rex foi estabelicido no começo dos anos 1960 e reconhecido em 1967.
COR: Branco; creme; azul-e-branco; escama-de-tartaruga; escama-de-tartaruga e van branco; canela-e-prata; si-rex point chocolate; fumaça vermelho; fumaça azul; fumaça azul-creme; fumaça preto-e-branco.

Exótico

PAÍS: EUA
Ancestrais: Persa (pelo longo) com o Pelo curto Americano, ou seja o American Shorthair, e o Britsh Shorthair.
Origem: Décadas de 1960
Opção de pêlo Longo: Persa Azul
Índole: Brincalhão; afetivo
Características físicas: Pelagem macia e aveludada, bochechas largas, cabeça e olhos grandes e nariz muito curto, corpo curto, compacto, com cauda curta.
No início dos anos 60, os americanos resolveram criar uma raça de gatos que fossem dóceis, com um temperamenteo excelente, alem de belo e com uma pelagem que não desse trabalho, ou seja , de facil hogiene.
Surgiu então o Exótico, um gato fruto do acasalamento do Persa (pelo longo) com o Pelo curto Americano, ou seja o American Shorthair, e o Britsh Shorthair., na intensão de , com este acasalamento fazer uma mistura que originasse , um gato roliço,de aparência arredondada do American , com o temperamento e modo de agir , calmo e meigo do Persa.
Muito se fez para tornar o gato Exótico com o padrão que existe atualmente. Possuidor de uma pelagem macia e aveludada, bochechas largas, cabeça e olhos grandes e nariz muito curto, corpo curto, compacto, com cauda curta.
Encontra-se numa grande variedade de cores, das quais resultado das duas raças que fizeram parte da criação do gato Exótico, num total de até 95 variações.
Acredita-se que com o passar dos anos, a raça Exotico será mais popular e em maior numero de exemplares que o gato Persa, isso se dará ao fato da simpatia deste felino, criado pelo homem e que agrada com certeza a grande maioria dos amantes de gatos.
Foi reconhecido como raça por algumas das maiores entidades felinas mundiais, como CFA (Cat Fancien Association) ,dos USA, e a FIF (Federação Internacional Felina) da Europa.
Do acasalamento de Exóticos com Persas, os quais são permitidos, resulta o nascimento de ambas as raças, ou apenas uma delas, nunca mestiços, o que ocorre, quando se fixa o tipo por mais de 20 gerações de cruzamentos.
O primeiro Exótico que veio ao Brasil, foi trazido por Anne Marie Gasnier, criadora paulista, por volta da decada de 80.
EXÓTICO: Ao contrário de sua correta definição, o gato Exótico é definido como: diferente, impopular, extravagante e chique

Himalaio

Em 1950, o Gato Siamês foi cruzado com o Persa para criar uma raçã com o corpo do Persa mas com a coloração do Siamês, sendo este nomeado de Himalaio. O Himalaio ficou como raça separada do Persa nos Estados Unidos até 1984, quando a CFA os unificou, mesmo com a objeção de ambos os conselhos das raças. Alguns criadores de Persa ficaram descontentes com a introdução desse híbrido em suas linhas puras de Persa.
Características
Temperamento - são brincalhões e gentis, além de possuírem uma voz agradável. Os Himalaios se adaptam bem à vida em apartamento, mas gostam de espaços abertos para se movimentar. Precisam de brinquedos ou companhia.
Porte - médio ou grande
Pelagem - longa, farta, exuberante e com marcações colorpoint, ou seja, escura nas extremidades (face, orelhas, cauda e pontas das patas)

Korat

PAÍS: Tailândia
Ancestrais: Desconhecida
Origem: 1300 – 1700
Opção de pêlo Longo: Nenhuma
Índole: Carinhoso e brincalhão
Tipo de pêlo: curto, fino e ajustado ao corpo.
Com o nome da província de Korat no nordeste da Tailândia, estes gatos parecem ter uma história muito longa nessa parte do mundo.
A raça foi vista pela primeira vez no Ocidente em 1896, com as linhagens modernas datando de 1959, quando um criador americano obteve um casal. Foram criados juntos e outros se seguiram, havendo hoje Korats mantidos por criadores de gatos de raça em todo o mundo.
Uma associação da raça foi fundada em 1965. Apesar da raça ter sido reconhecida nos Estados Unidos em 1966, só foi reconhecida na Grã-Bretanha em 1975.
Esta raça tem sido aprecisada na Tailândia há séculos e está registrada no Cat Book Poems do reino de Aytthaya (1350 – 1767).

Maine Coon

Diz a lenda que o gato MaineCoon surgiu do cruzamento de gatos selvagens da floresta com guaxinis (“racoons” em inglês). Essa crença lhe deu o nome CoonCat, ou simplemente Coon. Posteriormente, a atual denominação surgiu em 1953 pelo Estado do Maine, leste dos EUA. Na verdade, o MaineCoon é o resultado do cruzamento de gatos americanos de pêlos curtos com o Angorá e outras raças de pêlos longos.
O MaineCoon impressiona pelo seu tamanho e sua personalidade afetiva. Um macho da raça pode chegar a pesar 13kg. Imponente e Majestoso, apresenta uma pelagem exuberante com as mais vairadas cores, não necessitando de tanta manutenção, pois seu pêlo é mais fácil de ser cuidade do qua as demais raças de gatos com pêlos longos.
Mesmo após 200 anos de seu surgimento, o Maine Coon ainda pode ser encontrado solto em florestas e fazendas na sua região de origem, e são considerados como estoques naturais da região do estado do Maine e são chamados de “fundações”. Mas, afinal o que são fundações?
As fundações do MaineCoon não são tipos de organizações, mas apenas um grupo seleto de criadores que fazem expedições em fazendas, florestas e abrigos de animais a procura de gatos coloniais naquela região, até então muito parecidos com o Maine Coon, pois este trabalho resume-se em adquirir um gato da natureza vindo diretamente dos estoques do Maine para serem reconhecidos como “purebreds” por diversas associações responsáveis como TICA, CFA, ACA, ACFA etc para que futuramente estes gatos próximos das origens da raça, dotados de valor híbrido possam cruzar com exemplares showline e gerarem novos filhotes para serem introduzidos em linhas comerciais, a serem vendidos a criadores oficiais da raça pelo mundo que muitas vezes, procuram introduzir Coonies mais próximos das origens em seus plantéis, afim de aumentar a resistência do sistema imunológico de suas futuras proles, direcionando os objetivos de sua criação para os traços da fundação da raça. Sem dúvidas, o trabalho de fundação é o mais difícil dentro da criação profissional destes gatos e esta prática é conhecida mundialmente como “MaineCoon Foundation”, extremamente necessária para dar reforço aos alicerces de linhas já muito depuradas ao redor do mundo, dentro da criação oficial.
Atualmente, devido ao trabalho dedicado de muitos criadores extrangeiros, promovendo a diversidade genética, evitando cruzamentos consanguíneos, e possível dizer que há gatos com tipos modernizados e outros mais tradicionais, todos dentro do Standard da raça. Os tipos mais tradicionais são gatos mais robustos e com detalhes avantajados, com orelhas mais separadas, ossatura dura e extremamente forte e em algumas vezes com características pouco expressivas, relacionadas a marcação corporal, porém extremamente grandes e pesados em sua forma mais original já conhecida pelo público.
Os tipos mais modernizados são gatos um pouco mais extremados, com relação a colocação de orelhas mais levantadas e expressivas marcações corporais, mais conhecidos como “Lynx Tips” que o trabalho de criação vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos para tornar o MaineCoon um gato mais competitivo e maleável pelos juízes durante as exposições felinas, reduzindo um pouco o tamanho e controlando o peso, sem perder a originalidade do “gato gigante” que é seu diferencial, dentro de alguns critérios, afim de impressionar ainda mais o público e os juízes com características mais selvagens, porém dotado com extrema docilidade de temperamento, administrados na dose certa pelo criador/expositor que deve saber conciliar estes extremos para encantar o público, fazendo com que as pessoas sintam o ar selvagem e a docilidade do Maine Coon, o Mapache do Maine.

Persa Branco

FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Carnívora
FAMÍLIA: Felidae
NOME CIENTÍFICO: Felis catus
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: cerca de 35 cm
Cabeça redonda
Um gato persa branco, que se acredita ser de origem chinesa, tinha primitivamente olhos azuis A maioria dos animais era atacada por uma surdez hereditária, aparentemente ligada à cor azul dos olhos. Por esta razão, já há vários anos, os criadores desse gato têm procurado desenvolver uma nova variedade: o persa branco de olhos alaranjados, que não apresenta o problema da surdez.
A pelagem dos gatos brancos de pelo longo é particularmente frágil e difícil, de cuidar. Como poucos gatos gostam de água e sabão, os gatos brancos freqüentemente parecem Ter a cor amarela. Mas isso é apenas por causa da sujeira. Por outro lado, não é aconselhável expor esses animais à umidade e ao frio. Por isso, o melhor é usar xampu especialmente para limpá-los.
A pelagem do gato persa branco é macia e sedosa, alvíssima. Ele tem o corpo rechonchudo, as patas fortes e curtas. A cabeça é redonda e das orelhas saem tufos de pelos. Os olhos, grandes e redondos, podem se azuis, safira ou alaranjados.

Persa Negro

FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Carnívora
FAMÍLIA: Felidae
NOME CIENTÍFICO: Felis Catus
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: cerca de 35 cm
Cauda curta e grossa

O gato persa negro, que é uma das raças de pelo comprido mais antiga, nunca foi muito popular. Não costuma aparecer em exposições, sobretudo porque a pelagem perfeitamente negra é de difícil seleção. Seu pelo tem de ser absolutamente negro, sem nenhuma mancha ou reflexo.

Por outro lado, os gatos pretos em geral são considerados portadores de azar, segundo a crença popular. De qualquer forma, os persas negros são sempre admirados nos raros concursos em que aparecem.

O corpo desse animal é ligeiramente rechonchudo, sem ser pesado. Sua cauda é relativamente curta e grossa. A cabeça, redonda e grande, é marcada pelo nariz pequeno, focinho largo e bochechas cheias. Os olhos são grandes, alaranjados ou cor de cobre.

Sagrado da Birmânia

FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Carnívora
FAMÍLIA: Felidae
NOME CIENTÍFICO: Felis catus
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: cerca de 35 cm
Olhos azuis
O gato sagrado da Birmânia descende dos animais antigos gatos criados nos templos budistas. Segundo a lenda, existia num templo um gato branco, de pelo comprido, que era o fiel companheiro de um sacerdote. Quando este morreu, assassinado por invasores, o gato pulou para cima do corpo de seu dono e aí ficou, para evitar que alguém se aproximasse. Nesse momento, sua pelagem foi ficando cor de creme. Os olhos dourados tornaram-se azuis e as patas, nariz, orelhas e cauda, azuis – cinzentos. Apenas os quatro pés, que estavam em contato com o corpo do defunto, permaneceram brancos. Depois disso, todos os outros gatos criados nos templos ficaram iguais a ele.
A cabeça do gato sagrado da Birmânia é grande e perfeitamente redonda. O nariz é curto, mas não achatado, e os olhos redondos são ligeiramente frisados no ventre e as patas sempre “enluvadas” de branco.
Esses gatos são sociais e muito inteligentes, e tem uma vantagem sobre os siameses: não são ciumentos.

Siamês

FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Carnívora
FAMÍLIA: Felidae
NOME CIENTÍFICO: Felis catus
CARACTERÍSTICAS:
Patas traseiras mais compridas que as patas dianteiras.
Olhos azul-escuros e oblíquos Pelo fino, curto e brilhante. Período de gestação: 62 a 66 dias e 3 a 6 gatinhos por cria
Foi na Tailândia (antigo Sião) Que os ocidentais viram esses gatos pela primeira vez. Eles ficavam cuidadosamente protegidos no palácio real de Bangkok. Foram levados para a Inglaterra em 1884 e daí se espalharam para outras partes do mundo.
A elegância do corpo e a graça dos movimentos conquistaram para o siamês o título de príncipes dos gatos. Mas é o miado desagradável e a personalidade incomum que realmente o distinguem. Em relação ao dono , ele se comporta mais como um cão do que como um gato. Adora ser acariciado e pode passear atado numa coleira. É fiel e ciumento. Mas, como todo gato, ele às vezes age de modo estranho. Num instante, é capaz de passa da maior frieza às mais vibrantes expressões de afeto.
A fêmea requer cuidados especiais. No cio, ela fica quase histérica. Pode rolar pelo chão, gemendo, ou correr pela casa, rasgando e arranhando tudo o que encontrar pela frente. Ela deve acasalar mais cedo possível. Um mês depois do acasalamento, suas tetas começam a inchar e os filhotes podem ser sentidos em seu ventre. Eles nascem brancos e vão mudando de cor à medida que crescem.

Sphynx

NOME EM INGLÊS: Canadian Hairless ou Sphynx
PAÍS: Canadá
ANCESTRAIS: Pêlos curtos sem pedigree
ORIGEM: 1966
ÍNDOLE: afetivo e inteligente
TAMANHO: médio
PESO: Fêmeas (seis a oito libras) é geralmente menor que machos (oito a dez libras).
PELAGEM: Apesar de serem descritos às vezes como “pelados”, os gatos Sphynx retêm uma quantidade variável de lanugem que é mais visível nas extremidades do corpo.
CARACTERÍSTICAS: Orelhas triangulares e arredondadas nas pontas; bigodes podem estar ausentes; presença de pigmentos cutâneo dando cor ao corpo e o padrão de manchas é único para cada gato; cauda longa afinando até a ponta; pernas de comprimento médio, corpo esguio no formato dos gatos orientais; corpo musculoso e não excessivamente enrugado.
Em 1966 um gato doméstico deu à luz a um gatinho sem pêlos em Toronto, Canadá. Assim iniciou a criação do gato de Sphynx, uma mutação natural que deu origem a raça que conhecemos hoje. Foram achados este gato e alguns outros gatos naturalmente sem pêlos em todo o mundo. Eles foram criados naturalmente pela mãe natureza e deram início a esta raça incomum. Este não é, porém, um caso único: mutações semelhantes têm ocorrido em cães e ratos.
Em anos recentes, parece ter havido um interesse crescente por estes gatos que estão sendo atualmente criados tanto na Europa como nos Estados Unidos.
Está hoje esclarecido que a falta de pêlo do Shpynx é uma mutação recessiva, o que significa que estes fatos precisam ser acasalados entre eles a fim de garantir que a prole tenha uma idêntica aparência “pelada”. (O filhote ao lado esta com 2 semanas)

Tonquinês

PAÍS: Birmânia (Myanmar)
Ancestrais: Birmanês x Siamês
Origem: Décadas de 1930
Opção de pêlo Longo: Tiffanie creme
Índole: Ativo, afetuoso
Existem provas sugerindo que o primeiro tonquinês visto no Ocidente foi realmente aceito como o fundador da linhagem Burmese. Existe certamente uma estrita relação entre o tonquinês e o birmanês, sendo o primeiro aceito como um híbrido birmanês x siamês.
Na década de 1960, durante o desenvolvimento inicial dos tonquineses, eles tornaram-se conhecidos como os Siameses Dourados, porque tinham a característica coloração sépia-bronze-dourado dos Burmese contrabalançada pela padronagem point dos Siameses. O Tonquinês foi reconhecido primeiro no Canadá e mais tarde nos Estados Unidos, em 1972.
A criação destes gatos gravita agora em torno das linhagens tonquinesas, e uma percentagem de filhotes birmanêses e siameses pode ser prevista em cada ninhada. Numa ninhada de 4 filhotes de pais tonquineses haverá em média dois filhotes tonquineses, um siamês e um birmanês. Mas alguns pais tonquineses podem produzir ninhadas que não contêm nem uma só cria tonquinesa.
O Tonquinês é agora aceito por todos os organismos cadastrais nos Estados Unidos.

Van Turco

PAÍS: Turquia
Ancestrais: Gatos locais sem pedigree
Origem: Século XVII
Opção de pêlo curto: Nenhuma
Índole: Esperto
Tipo de pêlo: pêlo longo e sedeoso até as raízes.
Estes gatos têm todos uma pelagem branca como giz característicamente colorida, a qual não deve exibir o menor indício de amarelo. Suas manchas devem, idealmente, estar restritas à cabeça e à cauda, embora alguns gatos possam ter em seus corpos manchas localizadas de cor, tipo nódoas de tinta. Castanho-avermelhado e creme, as duas cores mais reconhecidas, existem – cada uma delas – em três formas, as quais se distinguem om base nas respectiva colocações dos olhos.
Estes podem ser de cor âmbar ou azul ou uma combinação odd dessas duas cores, com delineamentos cor-de-rosa em todos os casos. A surdez somente está associada aos Vans Turcos de olhos azuis, e os gatos de olhos odd podem sofrer de surdez somente no lado correspondente ao olho azul.