Cães

Afghan Hound

A primeira menção à raça que hoje conhecemos como Afghan hound se encontra num papiro, datado aproximadamente de 400 a 3000 a. C, achado nas proximidades de Jebel Musa, localizada na pequena península do Sinai, entre o Golfo de Suez e o Golfo de Akaba, local que fazia parte do antigo Egito. Neste documento o cão é mencionado como hábil caçador e muito aceito pela nobreza. Em túmulos do vale do Nilo também foram encontradas reproduções destes animais. Acredita-se que inicialmente tenha sido presente de um Sheik a Mênfis, tendo recebido o apelido de cara de macaco.
Não se sabe exatamente quando a raça se instalou na parte norte do Afeganistão como também não foram encontrados traços de sua passagem pela Arábia ou pela Pérsia- vias naturais de acesso.
Apesar de confirmada a origem Egípcia, há dúvidas se o Afeganistão fez grandes contribuições para o desenvolvimento da raça. Criado num país montanhoso e vivendo em regiões altas, onde invernos são especialmente severos, o Afghan pouco mudou em suas características marcantes. Pelagem compacta, sedosa, de textura fina e cobrindo todo o corpo; orelhas pendulares e um topete de pelagem sedosa no alto da cabeça. Outra característica hereditária da raça é a sua acomodação a qualquer tipo de temperatura- isto porque além de invernos gelados, o Afeganistão possui verões muito quentes.
Dotado de uma excelente visão e grande velocidade, era o cão mais indicado na caça a leopardos e na perseguição a gazelas e coelhos selvagens

CARACTERÍSTICAS DA RAÇA

Com sua elegante aparência e porte altivo e aristocrata o Afghan tem conquistado muita gente e é tido por muitos como “O REI DOS CÃES”.
A sua pelagem longa e sedosa, cresce gradativamente e chega ao auge quando o cão completa 3 ou 4 anos. O filhote possui apenas uma penugem por todo o corpo de textura lanosa, e um característico bigode que geralmente cai após os 12 meses.
O corpo é esguio e os ossos ilíacos aparentes, características que o tornam muito veloz. É um cão atlético e necessita de exercícios constantes. Talvez por um reflexo de seu passado de caçador, um Afghan pode fugir em disparada se tiver oportunidade.
De temperamento reservado e muitas indiferentes com estranhos, é tido como um cão independente. Porém como as demais raças, é muito apegado ao seu dono, com quem gosta de compartilhar os passeios ou descansos no sofá.
Gosta de viver em grupo, principalmente com outros Afghans. Mas também convive com outros cães tranqüilamente. O Afghan só costuma atacar outros cães se for provocado.
Outra característica marcante na raça é a expressão original e o olhar distante, como se tivesse recordando os tempos passados. Daí vem a frase que todo criador fala: “UM AFGHAN NUNCA OLHA PARA VOCÊ, E SIM ATRAVÉS DE VOCÊ.”

CUIDADOS ESPECIAIS

Para que o cão possa ter a pelagem completa é necessário aguns cuidados especiais de seu dono. Os banhos devem ser semanais ou no máximo a cada dez dias. Um banho bem dado, com produtos de boa qualidade dispensa as escovações durante a semana. A raça não requer tosa, mas pode ser feito o trimming no dorso e pescoço, pois neste lugares a pelagem é mais curta e lanosa.
Uma alimentação balanceada, como uma ração de boa qualidade, e exercícios constantes é o suficiente para se ter um animal em boas condições.

PADRÃO DA RAÇA

APARÊNCIA GERAL: dão a impressão de força e dignidade, combinando velocidade e vigor. A cabeça portada alta.
CARACTERÍSTICAS: expressão oriental é típica da raça. O olhar do Afghan é distante e parece ver através das pessoas.
TEMPERAMENTO: indiferente e digno, com certa coragem e determinação.
CABEÇA E CRÂNIO: crânio longo, não muito estreito, com occipital proeminente. Focinho longo, de presas fortes e stop leve. Crânio bem balanceado encimado por um longo topete. O nariz é, preferivelmente, preto sendo a cor fígado aceitável em exemplares de pelagem clara.
OLHOS: de preferência escuros, não penalizado os exemplares com olhos de cor dourada.
Quase triangulares, ligeiramente oblíquos, no sentido do canto interno para o canto externo.
ORELHAS: de inserção baixa bem para trás, portadas rente às faces e revestidas por pêlos longos e sedosos.
FOCINHO: maxilares fortes, com mordedura em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os dentes superiores se sobrepondo estreitamente com relação aos inferiores e bem alinhados na mandíbula. A mordedura em torquês é tolerada.
PESCOÇO: longo, forte, portando a cabeça alta.
ANTERIORES: ombros longos e inclinados bem alocados para trás, bem musculosos, fortes, sem serem carregados. Membros anteriores retos com boa ossatura. Visto de frente aprumados com os ombros. Cotovelos bem ajustados, trabalhando rente ao tórax.
TRONCO: linha superior é reta e de nível, de comprimento moderado bem musculosa, com a garupa inclinando-se ligeiramente na direção da cauda. Lombo reto, largo e, preferencialmente, curto. Ílios bem proeminentes e bem separados. Costelas moderadamente arqueadas e boa profundidade de peito.
POSTERIORES: fortes, com joelhos bem curvados e bem angulados. Longos entre a garupa e os jarretes que são relativamente curtos. Os ergôs podem ser removidos.
PATAS: as anteriores são fortes e muito grandes, tanto em comprimento quanto na largura e revestidas por pelagem longa e espessa. Os dedos são arqueados, metacarpos longos e flexíveis, almofadas plantares, perfeitamente apoiadas no chão. As posteriores são longas, mas não tanto quanto as anteriores, com as características de pelagem iguais.
CAUDA: de inserção baixa e tamanho médio, portada alta, quando em ação, formando um anel no final.
PELAGEM: longa e de textura muito fina na região das costelas, nos membros e nos flancos. Nos cães maduros, o pêlo é curto e denso ao longo de toda a linha superior.
COR: todas as cores são aceitas.
TAMANHO: machos de 68 a 74 cm e fêmeas de 63 a 69 cm.
MOVIMENTAÇÃO: suave e elástica, com estilo de alta classe.
FALTAS: qualquer desvio dos itens deste padrão deve ser considerado como falta e penalizada na exata proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos bem visíveis e normais, totalmente descidos na bolsa escrotal.

Airedale Terrier

No começo do século passado, na Inglaterra, os caçadores de raposa, texugo, doninha, lontra, nútrias e demais variedades de caça menor, nas proximidades do rio Aire, idealizaram o cruzamento entre o Ryke preto e marrom – ágil, corajoso, de boa visão e audição (considerado o ancestral não só do Airedale, mas também do Irish, Fox e Welsh) – com o Otter Hound (cães de faro apurado e inegável habilidade em nadar). O resultado desse cruzamento foi o Airedale Terrier, o maior e mais forte dos terriers, um cão de defesa e caça, resistente à água a ao gelo. Chamados inicialmente, por volta de 1864, de Working, Waterside e Bingley Terrier, surgiram em exposições em 1879 e o primeiro registro oficial data de 1884. Ainda hoje são empregados na caça na África, Índia e Canadá. Também são usados pelas polícias alemãs e inglesas. Em vários guerras tiveram papel de destaque como mensageiros, inclusive na Guerra das Malvinas.

Padrão oficial (padrão atual da raça de acordo com a CBKC-FCI válido a partir de janeiro de 1990)

GRUPO: 31 Grupo – Cães Terriers.
APARÊNCIA GERAL: musculoso, ativo, curto; o maior dos terriers.
CARACTERÍSTICAS: expressão viva e movimentos rápidos.
TEMPERAMENTO: extrovertido, confiante, amistoso, corajoso, inteligente, sempre alerta e não agressivo.
CABEÇA E CRÂNIO: crânio longo, achatado e não muito largo entre as orelhas, estreitando-se suavemente em direção aos olhos; bem balanceado, sem dobras ou rugas, com stop muito pouco visível e bochechas niveladas. Mandíbula superior e inferior profundas, fortes e musculosas.
FOCINHO: preto, bem cheio e adiante dos olhos.
OLHOS: pequenos, não proeminentes, escuros e alertas.
ORELHAS: pequenas, em forma de V e portadas lateralmente. A dobra da orelha deve estar ligeiramente acima da linha do crânio.
BOCA: lábios aderentes, mordida preferencialmente em tesoura.
PESCOÇO: limpo, musculoso, de comprimento e largura moderados, aumentando suave-mente em direção aos ombros; livre de pregas ou barbelas.
ANTERIORES: ombros largos, bem inclinados, omoplatas achatadas, pernas dianteiras retas com boa ossatura, cotovelos perpendiculares ao corpo.
CORPO: dorso curto, forte e reto, sem sinal de fraqueza, lombo musculoso, costelas bem arqueadas, peito profundo, aproximando-se da altura dos cotovelos, mas não largo.
POSTERIORES: coxas largas e poderosas, pernas musculosas e bem anguladas; jarretes bem colocados (paralelos um ao outro quando vistos de trás).
PÉS: pequenos, redondos e compactos com boas almofadas e dedos moderadamente arqueados.
CAUDA: de inserção alta, portada alegremente sem curvar sobre o dorso e normalmente amputada na mesma altura da linha superior do crânio.
MOVIMENTAÇÃO: os membros deslocam-se retos para frente. A força propulsora provém dos posteriores.
PELAGEM: dura, densa, não muito comprida a ponto de parecer emaranhada. Pêlos retos e deitados cobrindo todo o corpo e pernas.
COR: o manto, a parte superior do pescoço e da cauda são pretos. 0 resto do corpo é cor de canela (tan) e as orelhas freqüentemente de um canela mais escuro.
ALTURA: macho de 58 a 61 cm na cernelha; fêmeas de 56 a 59 cm na cernelha.

O Airedale é o maior dos terriers, dotado de um forte caráter que o converteu em um excelente cão de defesa, o que não impede que seja muito brincalhão, esperto e um tanto travesso.

CUIDADOS COM O AIREDALE TERRIER

É um cão cujo pêlo precisa de alguns cuidados periódicos, dependendo de seu comprimento.
Um principio essencial é que não se penteia o Airedale.
Nas orelhas, o pêlo deve ser aparado tanto por dentro quanto por fora. Na parte superior do crânio e nas laterais, nas bochechas e na região submaxilar, o pêlo deve estar sempre curto. A barba se deixa a partir das junções dos lábios e sobre as arcadas orbitárias. As sobrancelhas ficam com pêlos abundantes. O pescoço pela-se progressivamente para que pareça estreito na frente e ressalte o formato dos ombros. O lombo deverá ser nivelado para que pareça reto e a parte traseira da coxa e das nádegas deve ser aparada cuidadosamente, arredondando nos lados para encurtar ao máximo o cão. A cauda cortada deve equilibrar-se harmoniosamente com o conjunto do corpo.

COMPORTAMENTO

“Deus nos enviou o Terrier com uma tal valentia que em seu coração não há nem faísca de covardia.” Estes versos do doutor Still, bispo de Bath, são do século XVI e manifestam um traço dominante do caráter de todos os Terriers: sejam pequenos ou grandes: estes cães são valentes. E evidentemente o Airedale, com sua imponente estatura, também é valente
Mas isso não quer dizer que seja um valentão. Nos Estados Unidos, nos anos vinte, dizia-se que uma pessoa muito agradável era “muito Airedale”. Este cão mostra-se encantador na família e extrema-mente paciente com as crianças, com quem está dis-posto a brincar freqüentemente.

Não há dúvida de que o Airedale, que antigamente esteve a serviço do exército e da polícia, segue fiel a seu instinto de guardião, tanto com as pessoas de sua convivência quanto com a casa que o abriga..

O Airedale precisa ser educado com firmeza, sobretudo quando é muito pequeno, mas obedecerá facilmente a um dono que saiba sê-lo.

No mais, o Airedale, como todos os terriers, é um companheiro que não incomoda. Nascido por assim dizer, na beira de um rio, gosta bastante de água. Quando estiver perto de um pântano, este exímio nadador não vacilará nunca em se jogar na água, mesmo que seja um cão disciplinado. Não repetirá incansavelmente, entretanto, um mesmo exercício, nem sequer para agradar ao seu dono. Tomará a iniciativa de acabar com qualquer brincadeira ou trabalho que julgue fatigante.
Ao contrário de outros terriers, o Airedale apresenta a vantagem de não ser muito barulhento, só latindo por motivo justificado.
O Airedale é um cão robusto que vive em média treze anos e com pouca predisposição para problemas de saúde.

É um pouco propenso, de qualquer forma, ao surgimento de eczemas, não sendo recomendável uma dieta muito rica em proteínas.

O Airedale, como quase todos os Terriers, tem certa tendência a brigar com outros cachorros, circunstância que se deve ter em mente quando se iniciar a educação do cão, não o incentivando jamais a começar brigas e afirmando nossa autoridade sobre o jovem cão, para que ele não adote uma atitude dominadora.

Akita

AkitaProveniente da Província de Akita na Ilha de Honshow é reconhecido como Patrimônio Natural Nacional do Japão.
Cão do tipo Spitz, ou seja: cão de orelhas triangulares, cauda enroscada com a mesma aparência das raças nórdicas como o Husky, Samoyeda, Malamute do Alaska.
Sua origem mais admitida é a de que teriam sido feito cruzamentos entre o Kari, o mais antigo cão de Japão e o Chow Chines. Além de um excelente cão de guarda, foi criado também para a caça de grandes animais como o alce, o antílope, o porco do mato e o Yezo, um grande urso existente no
Japão que pode chegar a até 350 kg. Seus sentidos como a visão, o olfato, e a audição são muito apurados, isto faz do Akita um ótimo cão de guarda.
É um cão extremamente quieto, seu latido é considerado um alerta real, pois só late quando há alguma coisa errada.

SUA EVOLUÇÃO

Na época chamada de Edo que foi de 1.603 à 1.867, apenas aos nobres era dado o direito de Ter um Akita, que era homenageado em cerimonias especiais.
Na era MEIJI que foi de 1.868 à 1.912 o Akita foi usado como cão de combate pois era moda no Japão como as rinhas de hoje. Nesta época o Akita foi cruzado com o Tosa , um forte cão japonês.
Por volta de 1.930 felizmente esses combates foram banidos pelo prefeito da província de Akita e a raça voltou a sua função inicial, que era a caça.
Em 1.927 para a preservação da pureza da raça que por pouco não foi extinta, foi criada a “Sociedade Akita Inu Hozankai “do Japão.
Quando em 1.931 foi considerado Patrimônio Natural Nacional, o governo japonês tomou todas as precauções para preservar a raça, até o ponto de interditar sua exportação.
Até hoje o Akita é tão importante para o Japão que o governo se encarrega de manter um campeão Akita, mesmo que seu proprietário não tiver condições de faze-lo. No Japão é chamado de “Ichi-Ban” que significa “numero um”. A raça foi introduzida na Europa por volta dos anos 70. A introdução da raça nos Estados Unidos se deu após a guerra. Lá chegando houve uma mestiçagem com cães do tipo molosso e com pastores alemães, por volta de 1.940.
A grande diferença entre os dois tipos: o japonês e o americano fizeram com que ambos países desenvolvessem seus tipos separadamente criando assim o japonês do tipo spitz; focinho mais fino, orelhas eretas, não muito grandes e inclinadas para a frente, sua estrutura física moderadamente robusta, tipo de raposa.
O americano como característica uma estrutura física mais robusta, suas orelhas maiores, o focinho mais grosso e quase sempre de mascara negra, alem de poder ser malhado. Depois de muito tempo, isto é em 1.992 ao padrão japonês foram acrescentados alguns detalhes que destinguiam os dois tipos, como a mascara negra, que foi considerado como falta e a cor malhada não considerada como preferida.
Assim seguiram os dois tipos, um caminho feito lado a lado até que em Junho de 1.999 a FC I (Federação Cinológica Internacional) dividiu definitivamente o Akita em duas raças diferentes, todos os Akitas tem até o dia 31/ 12/99 para serem avaliados por trens juizes, os quais decidirão a qual tipo pertencem os exemplares.
Os nomes terão as seguintes definições: o americano passa a ser chamado de ” GRANDE CÃO JAPONES” , o japonês continua a chamar-se “AKITA” e segue seu antigo padrão. Outra definição importante é a proibição dos cruzamentos entre as duas raças à partir de 01/01/2.000.

UMA LENDA – CURIOSIDADE

A lenda mais bonita e mais conhecida no Japão é a do cão chamado “Hachiko “.
“Hachiko” nasceu na província de Akita no ano de 1.923, seu proprietário, o professor Eisaburo Ueno do Departamento de Agricultura da Universidade Imperial que residia próximo a estação de trem de Shibuya, tomava o trem para trabalhar todos os dias, sempre acompanhado de Hachiko que o esperava até a volta no fim do dia.
No dia 25 de maio de 1.925 quando Hachiko tinha por volta de 16 meses de idade, foi à estação esperar seu dono, como fazia todos os dias. Mas, naquela tarde Eisaburo havia falecido na Universidade em que trabalhava e sua espera foi em vão.
Durante os 10 anos que se seguiram Hachiko voltou todos os dias até a estação para esperar seu dono. Até que em 1.934 morreu. Em sua homenagem foi erguida uma estátua na estação de Shibuya, um tributo à fidelidade e lealdade da raça.
Também é considerado um amuleto de boa sorte. Ao nascimento de uma criança, a família recebe uma estatueta de Akita como desejo de saúde , felicidade e vida longa.
Quando há alguém doente, amigos dão ao enfermo esta estatueta, desejando pronta recuperação.

BELEZA

A escovação é importante para manter o pelo do Akita sempre bonito, principalmente na época da troca, onde o subpêlo e o pelo morto devem ser retirados.
Sua pelagem é semi longa, mas não causa maiores problemas. Os banhos devem ser dados ao menos 1 vez por mês. A limpeza dos ouvidos deve ser feitas a cada 15 dias.
PADRÃO: FCI-255 b (Manual de Exposição da Confederação Brasileira de Cinofilia
ASPECTO GERAL: de porte grande, construção sólida, bem proporcionado e substancioso, características de sexualidade bem definidas, com uma figura de elevada nobreza e dignidade em sua modéstia; valentão por constituição.
PROPORÇÕES IMPORTANTES: a relação de proporção entre a altura na cernelha e o comprimento do tronco é 10:11, sendo, nas fêmeas, ligeiramente mais longo.
TEMPERAMENTO E COMPORTAMENTO: decidido, fiel, dócil e receptivo. CABEÇA: crânio proporcional ao tronco. Testa larga com um stop bem definido e um sulco sagital bem visível, mas, sem rugas. Bochechas, moderadamente, desenvolvidas. A cana nasal é reta com a trufa volumosa e preta, sendo admitida a trufa cor de carne para os exemplares brancos. Focinho de comprimento moderado, largo na raiz, diminuindo sem ser bicudo. Os lábios são bem fechados. Os dentes, fortes articulados em tesoura.
OLHOS: relativamente pequenos, triangulares, bem separados, de cor marrom escura. Melhor a cor mais escura.
ORELHAS: relativamente pequenas, grossas e triangulares, ligeiramente inclinada para frente e eretas e inclinadas para frente, moderadamente separadas e sutilmente arredondada nas pontas.
PESCOÇO: grosso e musculoso, sem barbela e proporcional à cabeça.
TRONCO: dorso reto e forte. Lombo largo e musculoso. Peito profundo e antepeito bem desenvolvido. Costelas moderadamente arqueadas e o ventre bem recolhido.
CAUDA: de inserção alta, grossa e portada sempre bem enroscada sobre o dorso. Se for esticada, a ponta quase toca o jarrete.
MEMBROS ANTERIORES: ombros moderadamente inclinados e desenvolvidos, membros retos e boa ossatura, cotovelos bem ajustados.
MEMBROS POSTERIORES: bem desenvolvidos, fortes e, moderadamente, angulados. PATAS: fortes, redondas, arqueadas e compactas.
MOVIMENTAÇÃO: elástica e potente.
PELAGEM: pêlo duro e reto, com um subpêlo macio e denso; a cernelha e a garupa são revestidas com uma pelagem ligeiramente mais longa; os pêlos da cauda são ligeiramente mais longos.
COR: ruivo (vermelho), sésamo (gergelim), tigrado e branco. Com exceção do branco, todas essas cores deverão ter “URAJIRO”. (URAJIRO = pelagem esbranquiçada nas laterais do focinho, nas bochechas, sob o queixo e no pescoço, no peito, toda a linha inferior e face medial dos membros).
TALHE: altura na cernelha: machos 67 cm. fêmeas 61 cm. Com uma tolerância de, mais ou menos, 3 cm.

FALTAS:

• Qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
• Máscara preta deve ser considerada falta.
• Manchas brancas são toleradas, mas a ausência delas é preferível.
• Medo.
• Prognatismo superior ou inferior.
• Língua manchada.
• Características de sexualidade reversas.
• Íris de cor clara.
• Falta de dentes.
• Cauda curta.

DESQUALIFICAÇÕES:

Orelhas caídas ou semicaídas.
• Cauda pendente.
• Pêlos longos (peludo).
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

American Pit Bull Terrier

American Pit Bull TerrierA história do American Pit Bull Terrier está ligada ao combate de cães e touros que foi muito apreciado por populares, especialmente na Inglaterra, no século XVIII, começando a decair no início do século XIX, até ser definitivamente proibido pelo governo inglês em 1835.
Até então, nesta época, eram utilizados os Old Bulldogs. Estes cães eram ferozes e altamente agressivos com outros animais. A estética do animal não tinha a menor importância, já que o que realmente importava era seu desempenho no ringue.
A região de New Castle, na Inglaterra, era muito famosa pelos Fighting bulldogs no século XIX. Os cães mais famosos eram do criador Jack Simons. Estes animais eram tatuados e chamados de Pool para machos e Polly para fêmeas.
Jack Simons utilizava nos Matchs Bulldogs denominados Blue Pool contra Wardles Pool. A história nos conta que os Blue Pool são os antecessores diretos dos nossos atuais PIT BULL.
Uma das mais conhecidas arenas de rinhas de cães se situava em Duck Lane, Londres, e se chamava Dog Pits, com funcionamento aos domingos e quartas feiras, onde se apresentavam cães de 7 e 8 anos de idade e com mais de 30 vitórias catalogadas.
Os ingleses, como grandes entusiastas de lutas entre cães e touros, advertiam que os Old Bulldogs careciam de agilidade. Daí surgiu a idéia de mesclá-los com outras raças, mantendo a potência e ferocidade, e acrescentando Agilidade, Resistência e Determinação. Foram escolhidos então os Terriers, cães de caça altamente destemidos, muitos populares, resistentes e fáceis de serem mantidos.
Dessas miscigenações surgiram inúmeras nomenclaturas, como Pit Bulldogs, Pit Terrier, Half and Half, Yanke Terrier, Pit Bull Terrier, American Staffordshire Terrier.
Hoje são confundidos com o American Pit Bull Terrier, apenas por similaridade de nomes: o Bull Terrier, o Staffordshire Terrier e o American Staffordshire Terrier.
O American Staffordshire Terrier, no início do século XX, deu origem a duas raças distintas, de acordo com o direcionamento da criação. Assim, cães mais agressivos com outros animais foram direcionados para função de Rinha e cães mais agressivos com pessoas foram direcionados para guarda de propriedade. Estes eram selecionados pela Beleza e Comportamento, sendo que conseguiram uma homogeneidade no Plantel ao ponto de serem reconhecidos em 1935 pelo Kennel Club de Londres, e em 1936 pelo AKC (American Kennel Club.). Os seus irmãos, hoje reconhecidos como American Pit Bull Terrier, reinam absolutos diante de todos os animais e cães usados em todos os tempos ( no que diz respeito a Rinhas).
O mais famoso estudioso americano da raça comenta, em um de seus livros, que o Gameness, um termo muito utilizado no meio do Pit Bull, quer dizer Determinado, vontade de brigar, sendo que a obstinação é mais importante no Pit Bull que o Fight Ability (habilidade de lutar). Na maioria das vezes, o Gameness é o que pode decidir o combate.
Hoje o Pit Bull é reconhecido por duas entidades americanas, o UKC (Kennel Club Unido), a ABDA e no Brasil pelo Kennel Club Paulsita de Pit Bull.
O Pit Bull, na verdade, descende de inúmeras gerações de game-dogs e, embora na sua origem seja um cão de combate, também trabalha como um verdadeiro campeão na função de caçador. Nos tempos atuais exerce a função de cão de guarda e companhia devido à sua docilidade e lealdade para com seus donos.

COMPORTAMENTO

AMERICAN PIT BULL TERRIER é um cão forte, resistente, musculoso, valente e determinado, qualidades vitais para um cão de defesa e vigilância. O PIT BULL cuida zelosamente do seu dono e também é um ótimo companheiro de toda a família especialmente das crianças, porém é um cão que necessita de muito exercício e preferencialmente deve ser adestrado desde cedo para que não adquira vícios que venham a causar um desvio de comportamento. Nota-se um grande prazer por parte destes cães de trabalhar seja para cumprir simples tarefas de obediência ou trabalhos mais complexos como farejar drogas e participar de provas de adestramento.

LEIS

O American Pit Bull Terrier vem sofrendo diversas restrições legais em diversos países inclusive no Brasil, não podemos cair no erro de países como Inglaterra , França, que proibiram a criação da raça. A proposta de criação no Brasil é direcionada para guarda e companhia, para se Ter uma idéia estima-se que no Brasil tenha hoje 40.000 Pit Bulls. Cerca de sessenta por cento dos ataques de cães ocorridos e registrados tem como protagonista cães de origem não definida ou popularmente falando “os VIRA – LATAS “. O Pit Bull ou outra raça qualquer não é merecedora de culpa pois os verdadeiros culpados são aquelas pessoas que com a desculpa da necessidade de se Ter um animal feroz, treinam indevidamente seus animais.
PADRÃO OFICIAL - UKC, de 01/01/1978 (país de origem – USA)
CABEÇA - de tamanho médio, em formato retangular
CRÂNIO - achatado e mais largo na altura das orelhas, com bochechas proeminentes e livres de barbelas.
FOCINHO - quadrado, largo e profundo. Mandíbulas bem pronunciadas e demonstrando força. mordedura em torquês com os caninos superiores encaixando-se à frente dos inferiores.
ORELHAS - devem ser inseridas altas e livres de barbelas.(o corte ou não é característica pouco importante e de função estética ).
OLHOS - redondos e distantes entre si, de inserção baixa no crânio. Não há restrição de cor.
NARIZ -(trufa) -de cavidades bem abertas e sem restrição de cor.
PESCOÇO - musculoso, levemente arqueado, afilando dos ombros até a cabeça e de pele solta.
TRONCO - potente e levemente arredondado.
OMBROS - oblíquos e largos fortes e musculosos.
PEITO - profundo, mas não muito largo e com costelas bem abertas e arqueadas.
COXA - comprida, com musculatura desenvolvida.
CAUDA -curta em comparação ao corpo. Portada baixa, afilando da base à extremidade. Não deve ser mantida sobre o corpo, cauda curvada não é permitida.
MEMBROS - grandes, de ossatura arredondada, com quartelas retas e aprumadas, razoavelmente fortes. Patas de tamanho médio. Jarretes retos e baixos.
MOVIMENTAÇÃO - deve ser leve e elástica. Movimentos devem ser regulados
PELAGEM - curta e dura ao toque , deve ser lustrosa.
COR -todas são aceitas e também suas marcações e combinações.
PESO -machos: entre 35 e 60 libras, fêmeas: entre 30 e 50 libras.
ESCALA DE PONTOS -Aparência geral, personalidade e obediência 20. Cabeça, focinho, olhos e orelhas 25. Pescoço, ombros e peito 15. Membros e patas 15. Cauda, pelagem e cor 10.

DICAS DE UM BOM FILHOTE

1. O filhote deve ser desinibido e muito brincalhão, corajoso e muito valente.
2. 2. O filhote deve Ter a aparência saudável e inquieta, com pêlos brilhantes e pesando mais do que aparenta.
3. O filhota deve ser robusto, com peito largo, dorso reto, traseira larga e cauda grossa.
4. Evita comprar um filhote pela cor, escolha sempre pelo temperamento desejado.
OBS: Na compra de um filhote procure canis confiáveis, responsáveis e que criem cães com a proposta de aprimorar esta magnífica raça, excluindo os criadores que criam com a finalidade de rinha ou que dão ênfase exclusivamente a agressividade da raça.

American Staffordshire Terrier

American Staffordshire TerrierO American Staffordshire Terrier e o American Pit Bull Terrier são bastante confundidos. Conheça-os.
Eles podem ser tão parecidos que criadores experientes os confundem. “Não é para menos, o American Staffordshire Terrier e o American Pit Bull Terrier são, na verdade, um só cão que seguiu rumos diferentes”, comenta Rangel Beker, que cria Staffordshires. Seu ancestral, o Staffordshire Bull Terrier, até hoje bastante criado na Inglaterra, surgiu de um trabalho feito por ingleses no início do século passado para criar um supercão de brigas contra touros – prática comum naquela época. Aliava a agilidade de alguns terriers com o físico poderoso e grande determinação para brigar do antigo Buldogue Inglês.
Levado logo aos Estados Unidos, o Staffordshire Bull Terrier passou por novos cruzamentos para aumentar de tamanho. Seus descendentes resultaram em exemplares de portes bem diferenciados.
Criadores voltados para o temperamento de lutador destes cães obtiveram o seu reconhecimento com o nome de American Pit Bull Terrier, em 1898, pelo UKC – United Kennel Club, uma entidade de influência local.

Australian Cattle Dog

Australian Cattle DogÉ um cão para trabalho com gado (pastoreiro), sendo largamente utilizado nas fazendas dos EUA, Austrália e Canadá.

De temperamento calmo, porém desconfiado com estranhos, e muito apegado ao dono e sua morada, o Australian Cattle Dog pode ser o cão ideal para guarda de propriedades rurais, visto que trata o local aonde vive como seu palácio.

“Vem sendo muito utilizado no Brasil por fazendeiros, devido a sua incansável vontade de trabalhar e também a sua obediência com o dono ou tratador”. Infelizmente, cerca de 90 a 95% da população desta raça no Brasil não é registrada, o que torna trabalhoso o reconhecimento da raça.

Basenji

BasenjiAntiqüíssimo cão, originário do Congo, imprevistamente ascendeu às honras da criação inglesa no último pós-guerra. O fato é que exinte em muitas tumbas da quarta disnatia egípcia, no ano 3600 A.C., um basenji deitado junto ao assento do dono, o que demonstra a antiguidade desta raça.
Depois do acaso do poderio do império egípcio não houve mais notícias desta raça, que se considerou extinta. EM 1870, os cães foram encontrados no território compreendido entre o Sudão e o Congo, que só então começava a ser explorado pelos europeus. Os indígenas prestavam-lhes cuidados especiais, apreciando-os muitíssimo como auxiliares para a caça. O cinólogo Arbanessi escreveu sobre este cão: “… depois do seu ‘redescobrimento’, converte-se, obviamente, em objeto de estudo para os homens de ciência, suscita o interesse imediato dos cinófilos, especialmente dos ingleses residentes no Egito e no Sudão, é levado gradativamente à Europa e, logo começa a ser criado ali.
Portanto, não podemos, com certeza, considerar o basenji um cão selvagem. Viveram muitíssimos anos sem contato com outras raças caninas, é certo, mas nunca regressou ao estado selvagem.
Também não podemos compará-lo com o dingo, o cão australiano, levado ali pelos homens, por terra, em tempos remotíssimos, logo voltando ao estado selvagem permanecendo assim muitos milhares de anos. Com o basenji não aconteceu nada parecido, sabiamente criado primeiro pelos egípcios, mais tarde pelos indígenas no Sudão e do Congo.”
Conhecido por sua característica de não latir nunca, embora emita um estranho som entre o riso e o “jodel” tirolês, o basenji é considerado progenitor das raças terrier.
Atualmente. Habita em diversas localidades da África central, subdividindo-se em dois tipos: o que vive nas planícies e o que se pode encontrar nas alturas ricas em bosques. A variedade que se cria atualmente na Grã-bretanha seria originária de Kwango no Congo centro-ocidental.
OBSERVAÇÕES: A raça causou sensação quando apresentada pela primeira vez, em 1937, em Crufts, Londres. O dono os chamava “basenji”, termo africano para o que é “do mato”.
Esta raça gosta muito de legumes e verduras, que devem ser incluídas em sua dieta habitual. As cadelas têm apenas um cio por ano em vez de dois.

Basset Hound

Basset Hound

A raça Basset Hound é antiga e aristocrática.
Originária da França, seus ancestrais foram os Bloodhounds franceses e os Hounds de Saint Hubert.
Por ser possuidor de grande paciência e incrível faro, o Basset Hound era utilizado na caça de lebres, coelhos, faisões e raposas.
É um cão rústico, de pelagem curta, que vive perfeitamente bem em apartamentos, fazendas ou casas.
O olhar pensativo e a expressão melancólica do Basset Hound enganam muita gente. Na verdade ele é um cão alegre, brincalhão extremamente amável e que faz amizades com facilidade. As crianças o adoram e ele sabe muito bem retribuir esse carinho. É um excelente companheiro, possuindo temperamento equilibrado, não sendo agressivo nem tímido. É muito devotado ao dono e inteligente.
Dificilmente briga com outros cães e, em geral é extremamente carinhoso com as pessoas.
Seu pêlo é liso e curto e sua marcação varia de exemplar para exemplar, sendo que a disposição das manchas não é fator importante.
Numa ninhada de Basset Hound nem todos os cãezinhos sobrevivem, sendo que alguns são esmagados acidentalmente pela mãe e outros morrem em razão de defeitos congênitos e infecções.
Por isso, nos primeiros dias, o criador deve verificar se a mãe não se deita em cima de seus filhos e também se eles estão mamando normalmente.
O Basset Hound é um cão muito resistente, não adoecendo com facilidade.

DICAS IMPORTANTES

Dê comida ao cão nos horários certos, servindo a ração e retirando-a posteriormente, mesmo que ele não tenha comido. Isso impede que ele tenha acesso a um alimento deteriorado.
Até 6 meses de idade devem ser dadas 3 refeições diárias, e após esse período, 2 refeições.
Dê água em abundância.
As orelhas devem ser limpas uma vez por semana, para evitar problemas de infecções causados por sujeira acumulada.
O Basset Hound pode tomar banho de 15 em 15 dias, ou até mesmo uma vez por mês, desde que seja escovado, no mínimo, 2 vezes por semana, e sua orelha esteja sempre limpa.
Passeie com seu cão após 3 meses de idade, e com todas as vacinas tomadas.

Tabela de Cruzamentos

Casal Cores possíveis
Tricolor x Tricolor Tricolor, Bicolor
Tricolor x Bicolor Tricolor, Bicolor
Bicolor x Bicolor Bicolor
Chocolate x Tricolor Cocolate, Tricolor, Bicolor
Chocolate x Bicolor Chocolate, Tricolor e Bicolor
Chocolate x Chocolate Chocolate, Tricolor

PADRÃO DA RAÇA

GRUPO: Pertence ao 6º grupo: Cães de caça e presa.
• Temperamento: inteligente, dócil, afetivo e excelente companheiro.
• Altura: de 28 a 35 cm medidos na cernelha.
• Desqualificações: altura acima de 38 cm, cotovelos angulados para frente e pêlo nitidamente longo.
• Cor: qualquer cor reconhecida para Hounds é aceitável, entre elas: tricolor (castanho, preto e branco), bicolor (castanho e branco). A distribuição da cor e marcações não são importantes.
• Dentes: grandes, sadios, em nível, com mordedura em tesoura.
• Pêlo: áspero, liso e curto, com densidade suficiente para o uso em qualquer tipo de clima.
• Cabeça: grande e bem proporcionada. O comprimento da protuberância occipital ao focinho é maior que a largura entre os malares.
• Olhos: suaves, tristes, levemente fundos e de coloração marrom.
• Focinho: profundo, pesado e livre de afilamento.
• Nariz: de pigmentação escura, preferencialmente preta, com narinas largas e bem abertas.
• Pescoço: poderoso, de bom comprimento e arqueado.
• Orelhas: extremamente longas, de inserção baixa, devem ultrapassar bem a ponta do nariz. São implantadas bem atrás na cabeça e na base do crânio e em repouso aparentam estar implantadas no pescoço.
• Peito: profundo e cheio, com o esterno proeminente e aparecendo claramente à frente das patas.
• Ombros: inclinados e fortes, não devendo ser retos, o que constitui falta.
• Pernas: curtas e, quando em movimentação, as dianteiras aproximam-se da linha mediana e, as traseiras, vistas por trás, são paralelas.
• Pés: os dianteiros são compactos, potentes, com ossatura pesada, um pouco virados para fora. Os traseiros, vistos por trás, são paralelos com os jarretes, sem virar para dentro ou para fora.
• Dorso: a linha do dorso é reta, horizontal e livre de qualquer tendência a ceder ou carpear.
• Cauda: inserida em continuação à espinha em ligeira curvatura, sendo portada com jovialidade, à moda dos Hounds. Não deve ser cortada.

Beagle

Beagle

O Beagle é o menor do sabujos da Inglaterra. Trata-se de uma raça muito antiga.
É hoje uma raça muito falada, mas mal conhecida. É comum ouvirmos comentários pejorativos a seu respeito, até mesmo por veterinários e cinófilos. É um erro caracterizarmos um comportamento degenerado como sendo o padrão da raça. Quem já teve a feliz oportunidade de conviver com um Beagle “normal”, sabe que esta raça possui um temperamento extremamente estável. Sempre alegre (isto não significa agitado ou excitado), sempre de bem com a vida. Jamais ouvimos falar de um Beagle que tenha mordido uma criança. Para que chegue a isto, é preciso que seja levado aos limites de sua paciência. Existem poucas raças mais dependentes de crianças do que esta.
Levados? Certamente que são. Mas este é o verdadeiro caráter de um Hound. E quem os queria de outra forma?
Temos encontrado alguns cães com alterações de comportamento. As principais razões para isto são:
1- A desinformação dos novos proprietários, que na maioria das vezes, compram seus cães baseados somente no tamanho e facilidades nos cuidados gerais. Não tendo feito uma pesquisa prévia sobre o comportamento da raça e nem obtido informações sobre o canil de onde o filhote veio.
2- O aumento desordenado da raça criada por “pseudo-criadores”, em sua maioria hábeis nos negócios, mas incapazes de respeitar as condições físicas e psicológicas de um cão.
3- Uma vez que a personalidade de um cão é influenciada tanto pelo código genético quanto pelo meio ambiente, a responsabilidade pelo equilíbrio emocional de um Beagle, começa nas mãos do criador e continua nas mãos do novo dono.
4- A meta de um bom criador é manter um programa de criação honesto, de maneira que a preservação da qualidade de seus cães se reflita não somente nas pistas de exposição, mas principalmente, na casa onde seus exemplares irão morar. É comum ouvirmos criadores fazendo verdadeiros discursos a respeito dos pedigrees de seus cães. Porém, se o único critério de criação for a conformação anatômica, estaremos criando verdadeiros delinqüentes caninos.
É importante, portanto, que o leigo tome conhecimento de alguns fatores antes de comprar um filhote.
É preciso que o cão tenha tido respeitado pelo criador, o período de sociabilização, que começa por volta da terceira semana e se estende até aproximadamente, os 2 a 3 meses de vida. Isto significa, que o filhote só deve ser entregue ao novo dono, com no mínimo 50 dias de vida. Nesta fase, Ter contato com outros cães, com pessoas diferentes, aprender a obedecer a uma hierarquia do grupo, são experiências que farão do filhote um Beagle equilibrado na vida adulta.
Se o criador desmamar o Cãozinho cedo demais e tirá-lo do contato com os outros cães, estará criando um Beagle com pouca capacidade de manter contatos sociais normais. Se o filhote for mantido por longo período em contato com apenas uma única pessoa, isto o tornará um cão arisco e, algumas vezes, agressivo.
É obrigação de todo criador consciente, orientar o novo proprietário quanto à forma de educar o filhote. Assim como de desestimular a sua compra, ao perceber que esta raça não é a mais indicada para aquela determinada pessoa.
Não é difícil ter um Beagle comportado e obediente, o difícil é encontrar pessoas que saibam educá-lo.
Entre suas características mais admiráveis, a principal é que a raça certamente possui cérebro. O Beagle é vivo o suficiente para ser mais astuto do que qualquer pessoa apática o bastante para permiti-lo. Possui também, muita determinação e não se intimida com facilidade. O Beagle preserva o seu forte sentido de independência. Por causa de sua força de caráter, o Beagle necessita de um adestramento inteligente e de uma condução firme. Acabará assim, reconhecendo o seu dono como o líder e o respeitará, tornando-se seu amigo mais fiel.
Não existem cães ruins- simplesmente maus proprietários.

Padrão da Raça

APARÊNCIA GERAL Hound vigoroso, de constituição compacta, é alegre, corajoso, muito ativo, revelando energia e determinação. Inteligente e de temperamento equilibrado, amistoso e alerta.
PELAGEM - Pêlo curto, denso e resistente às intempéries.
COR - todas as cores reconhecidas para os hounds, exceto a cor fígado. Ponta da cauda é branca
CABEÇA - moderadamente longa, poderosa, sendo mais refinada na fêmea; a pele de sua testa não deve franzir nem apresentar rugas, o stop divide o comprimento da cabeça em duas metades praticamente iguais.
CRÂNIO - em suave cúpula, de largura moderada, a crista occipital levemente marcada.
STOP - bem definido.
OLHOS - realtivamente grandes, inserção no plano da pele. Bem separados, marrom avelã escuro, com expressão meiga e suplicante.
ORELHAS - longas; de pontas arredondadas, quase alcançando a ponta do nariz, de inserção moderadamente baixa, textura fina e portadas caídas rente às faces.
FOCINHO - não pontudo.
TRUFA - larga, preferivelmente preta, a pigmentaçãomais clara é admitida nos cães mais claros. Narinas bem abertas.
LÁBIOS - são razoavelmente bem descidos.
MORDEDURA - em tesoura, com dentadura forte e perfeita.
TRONCO - linha superior reta e nivelada. Dorso e lombo um conjunto bem blanceado.
PESCOÇO - suficientemente longo, que o cão o possa farejar a pista com facilidade, ligeiramente arqueado, admitindo-se sutil barbela.
DORSO - nivelado e firme
LOMBO - curto e forte, com elasticidade.
COSTELAS - bem arqueda«adas e bem angulares para trás.
PEITO - descido abaixo do cotovelo
VENTRE - moderadamente esgalgado.

MEMBROS

OMBROS - bem oblíquos, sem serem carregados.
ANTERIORES - retos e aprumados, bem ajustados no corpo. Substanciosos e ossatura de seção redonda, sem afinar em direção aos pés. Metacarpos curtos. Cotovelos firmes e paralelos, aproximadamente, na metade da altura na cernelha.
POSTERIORES - coxas bem nusculosas. Joelhos bem angulados. Jarretes firmes, curtos e paralelos.
PATAS - compactas e firmes bem arqueadas e com almofadas duras e unhas curtas.
CAUDA - espessa, de comprimento moderado, firme; não deve oscilar. Passadas livres com longo alcance, retas, com propulsão nos posteriores.
MOVIMENTAÇÃO - o dorso permanece nivelado, firme; não deve oscilar. Passadas livres com longo alcance, retas, com propulsão nos posteriores.

Bearded Collie

Bearded Collie

Apesar do seu nome, é um cão muito diferente do célebre collie de pêlo longo. Também escocês, hoje é difícil encontrá-los, entretanto, parece que na Escócia já era popular quando os romanos invadiram as ilhas britânicas, embora não existam documentos indiscutíveis a respeito. Historicamente não se discute sua presença na Escócia durante o século XVI: muitos escritores daquele período referem-se às grandes qualidades do bearded collie como condutor de gado; sobretudo eram admirados seus dotes de resistência aos rigores invernais, e deve-se à seleção natural que acompanhou durante séculos a vida severa desta raça o fato de estar ainda hoje em condições de apresentar exemplares de qualidade excepcional.

PADRÃO DA RAÇA:

ASPECTO GERAL - tamanho médio, com uma pelagem de comprimento médio, moderadamente pernalta, de tronco longo de constituição forte sem ser pesado. Expressão marcantemente inquisidora.
TALHE
- altura: machos 53 a 56 cm e fêmeas 51 a 53 cm.
- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: (padrão não comenta).
PELAGEM - dupla, com subpêlo macio, denso e fechado, o pelo é liso, forte áspero e desalinhado. Embora seja permitido um ondulado suave, a pelagem não é lanosa nem produz encacheado.
COR - nascem pretos, azuis, marrons ou castanhos, com ou sem marcas brancas e tendem a clarear com a maturidade: os pretos, para as tonalidades cinza, do preto ao cinza azulada, ou prateada; os marrons podem variar do chocolate ao vermelho; os azuis e os castanhos, das tonalidades mais escuras até as mais claras. O branco aparece no focinho na forma duma faixa, no crânio, em torno do pescoço, no peito, na ponta da cauda pernas e patas. Marcas castanhas são ocasionais. A cor das pálpebras trufa e lábios acompanham a da pelagem: preta, nos pretos; cinza azulada nos azuis; nas varias gamas de marrons, nos marrons.
CABEÇA – CF= 1:1
Crânio - largo e chato com arcadas superciliares arqueadas para os lados e bastante longas.
Stop - moderado.
Olhos - grandes, inseridos na superfície da pele, bem separados. A cor acompanha a da pelagem: nos azuis e nos castanhos os olhos podem assumir tonalidades mais claras. Ideal é o marrom escuro.
Orelhas - tamanho médio, inseridas no mesmo nível dos olhos, revestidas por pêlos longos e portadas caídas rente as faces. Em atenção, elevam-se, ligeiramente, na base.
Focinho - forte e cheio.
Trufa - grande, quase quadrada; preta nos pretos, cinza azulado nos azuis, marrom nos marrons, e castanho nos castanhos, sempre conforme a cor da pelagem ou preta.
Lábios - pigmentados igual à trufa, conforme a cor da pelagem.
Mordedura - em tesoura. Desejável 42 dentes.
TRONCO - 5:4 mais longo que alto.
Pescoço - forte e ligeiramente arqueado.
Dorso - de nível.
Lombo - forte.
Costelas - bem arqueadas, no terço dorsal e, lateralmente, achatadas.
Peito - mínimo no nível dos cotovelos.
Ventre - (padrão não comenta).
Garupa - curva, funde-se suavemente com a linha superior
MEMBROS -
Ombros - escápulas inclinadas a 45°.
Anteriores - retos, boa ossatura ombros bem localizados no tórax, escapulas longas, formam, com úmeros, de comprimento igual, um ângulo próximo a 90° Cotovelos bem ajustados, trabalhando rente ao tórax. Metacarpos flexíveis.
Posteriores - coxas largas, bem musculadas, bem anguladas no joelho, jarretes curtos, fortes e, por trás, paralelos e bem aprumados, sem ergôs. De perfil e em stay, a perpendicular que passa pela ponta do ísquio deve recair à frente da pata.
Patas - ovais, dedos arqueados e compactos, com almofadas plantares bem acolchoadas e corretamente direcionadas para a frente.
Cauda - inserção baixa, comprimento mínimo, até o nível dos jarretes. Normalmente portada baixo, fazendo, quando em repouso, uma espiral para cima, na ponta. Em movimento, a curva se acentua, podendo erguer a cauda ate o limite máximo da posição vertical.
MOVIMENTAÇÃO - com desenvoltura, vigorosa e flexível. O equilíbrio está no bom alcance nos anteriores e forte propulsão nos posteriores. O dorso se mantém nivelado. As patas recolhem-se, o suficiente, para não tocar o solo, parecendo que o cão desliza, quase sem contato com o solo. Visto por trás, os membros movimentam-se em planos paralelos. Com o aumento da velocidade, as patas convergem para a linha central.
Faltas – avaliadas conforme a gravidade.
Faltas graves - focinho pontudo; garupa plana ou caída; pelagem excessivamente longa ou sedosa; pelagem aparada ou modelada; altura fora dos limites.

Bedlington

Bedlington

Alguns autores acreditam reconhecer no bedlington o produto de cruzamentos entre o dandie dinmont, o ottherhound e o whippet; outros, ao contrário, sustentam que é um derivado original do cão de coelhos, tão difundido na Inglaterra e Escócia no século XVIII. Duas características nos inlcinam a sustentar a primeira destas hipóteses: a estrutura dos membros posteriores, tipicas do cão de carreira pela angulação e tipo de musculatura, além do que se refere à sua constituição geral.
O Bedlington, realmente, constitui uma pequena maravilha, porque resume, pelo menos, três dos quatro tipos fundamentais de tipologia morfológica de Mégnin: graióide, como vimos, nos membros e o tipo de lebrel bracóide nas orelhas triangulares, caidas dos lados do crâneo; lupóide na construção típica e na acentuação dolicocéfala.
As primeiras noticias do bedlington correspondem a 1882. Até 1825, a raça era conhecida como Rothburny terrier, ou como Fox terrier dos condados do Norte. Foi um pedreiro de Bedlington, Joseph Ainsley, quem deu o nome de sua aldeia à raça, logo reconhecida com esse nome pelo Kennel Club.
PADRÃO DA RAÇA:
Padrão FCI nº 009.
Origem: Grã-Bretanha;
Nome de origem: Bedlington Terrier;
Utilização: caça e companhia.
Classificação FCI – grupo 3 – Terrieres;
Seção 1. - de Grande e Médio Porte;
ASPECTO GERAL - gracioso, lépido, musculado, sem traço algum de fragilidade, nem falta de distinção. O conjunto da cabeça é em forma de pêra ou cuneiforme e sua expressão, em repouso, é toda doçura.
TALHE – altura na cernelha: 40,6 cm, – ligeira variação, menor nas fêmeas e maior nos machos. – comprimento: (padrão não comenta). – peso: entre 8 e 10.500 quilos.
TEMPERAMENTO - esperto repleto de energia e segurança. Companheiro inteligente possui forte instinto de caça. Dotado de bom caráter, e índole afetuosa, digno, nem medroso, nem nervoso. Doce em repouso mas, cheio de coragem em estado de excitação
PELE - (padrão não comenta).
PELAGEM - bem característica. Espessa e feltrada, bem eriçada sem ser dura de arame. Nítida tendência a encaracolar, particularmente na cabeça e região facial.
COR - azul marrom ou areia, com ou sem marcação castanha. Deve-se encorajar a pigmentação mais saturada. Os exemplares azuis e os azuis e castanho, ostentam a trufa preta. Os marrons e os areia têm a trufa marrom.
CABEÇA -
Crânio - estreito, mas, alto e arqueado, revestido por um topete abundante e sedoso que deve ser quase branco.
Stop - ausente – a linha superior da cabeça, desde o occipital à ponta da trufa é reta e ininterrupta.
Focinho - bem cheio sob os olhos.
Trufa - narinas grandes e bem contornadas.
Lábios - bem ajustados; sem barbelas pendentes.
Mordedura - a mandíbula é longa e vai diminuindo. Os dentes são grandes e fortes. Articulados em tesoura, isto é, os incisivos superiores recobrem os inferiores em contato justo e são engastados ortogonalmente aos maxilares.
Olhos - pequenos brilhantes e bem aprofundados nas órbitas. O ideal é o aspeto triangular dos olhos. Os exemplares azuis têm os olhos escuros; os azuis e castanho tem o olho mais claro com reflexos cor âmbar, os marrons e os areias têm os olhos cor castanho claro.
Orelhas - de tamanho moderado, formato alongado, inseridas baixo e portadas caídas contra as faces. Finas e textura aveludada; revestidas de pêlo curto, com uma franja de pêlos sedosos, de cor esbranquiçada, na ponta.
PESCOÇO – longo, e diminuindo. Inserção baixa, sem qualquer tendência a apresentar barbelas. Esbelta conexão com o tronco portando a cabeça alta.
TRONCO - musculado e significantemente flexível. O tamanho do tronco é ligeiramente maior que a altura na cernelha.
Cernelha – (padrão não comenta).
Dorso – apresenta, junto com o lombo, um arqueamento natural, fazendo esgalgar a linha inferior.
Peito - profundo e muito amplo. Antepeito bem profundo na região do esterno alcançando o nível dos cotovelos
Costelas – planas.
Ventre - arqueado com a mesma curvatura do lombo.
Lombo - (padrão não comenta).
Garupa - (padrão não comenta).
MEMBROS
Anteriores - membros retos, mais afastados no nível do peito que no das patas.
Ombros – escápulas planas e oblíquas.
Braços – (padrão não comenta).
Cotovelos – (padrão não comenta).
Antebraços – (padrão não comenta).
Carpos – (padrão não comenta).
Metacarpos – longo e ligeiramente inclinado sem fragilidade.
Patas – longas, pés de lebre, com coxins grossos e bem fechados.
Posteriores - musculados de comprimento moderado. Os posteriores parecem ser mais longos que os anteriores.
Coxas – (padrão não comenta).
Joelhos – (padrão não comenta).
Pernas – (padrão não comenta).
Metatarsos – (padrão não comenta).
Jarretes – firmes, curtos e corretamente direcionados para a frente.
Patas – longas, pés de lebre, com coxins grossos e bem fechados.
Cauda - de comprimento moderado, grossa na raiz, vai se afilando para a ponta, formando uma graciosa curva. De inserção baixa, jamais é portada sobre o dorso.
Movimentação - dá a impressão de ser capaz de galopar em grande velocidade. Movimentação muito característica, mais para econômica, leve e elástica de passadas lentas com um leve balanceado , nas passadas rápidas.
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais.

Bernese Mountain Dog

Bernese Mountain Dog

O Bernese Mountain Dog é uma das quatro variedades de cães montanheses suiços, de aparência aristocrática e linhagem antiga. De pêlos longos, era utilizado como cão de tração pelos tecelões do cantão de Berna, onde era comum vê-lo puxando vagões de cestas para o mercado local. Eles foram levados para a Suiça, há cerca de 2.000 anos pelos soldados romanos. Em 1907, foi fundado um clan especializado, quando a raça começou a ganhar popularidade como cães companheiros, diferente do seu passado.
De pêlo longo, muito elegante, de cor preta, com marcações em marrom e brancas no peito, focinho, membros e ponta da cauda. É altamente desejável que os cães Bernesianos possuam pés marcados de branco, a ponta da cauda em branco e uma máscara de branco puro, assim como marcações semelhantes a estrelas no peito.
É extremamente resistente, muito afetuoso e fiel. Afeiçoando-se a alguém, jamais perde esta afeição.
Não faz amizades com estranhos.
A aparência é de um cão sagaz, fiel e de utilidade. Seu tamanho varia entre 58 e 70 cm nos machos e 53 e 63 cm nas fêmeas.
Hoje, o Boiadeiro Bernês é conhecido e apreciado no mundo inteiro, graças a sua pelagem tricolor e sua adaptabilidade e socialidade em família.
Padrão da Raça
APARÊNCIA GERAL - Cão de trabalho talhe acima da média. É forte e esperto. Tem membros aprumados e vigorosos. Caráter confiante e amigável. Temperamento equilibrado.
PELAGEM - Pêlo fino, liso, longo e levemente ondulado.
COR - Preto intenso, incluindo a pele, com marcação castanha. Faixa branca fina e média, simétrica, na cabeça. Peitoral branco, de preferência em forma de cruz. As quatro patas são brancas, no máximo até a altura do carpo. Ponta da cauda branca é desejável, não obrigatória. Pequenas manchas brancas na nuca e nas nádegas são toleradas.
CABEÇA - forte
CRÂNIO - plano e sulco frontal pouco definido.
STOP - bem marcado sem ser pronunciado demais.
OLHOS - amendoadas castanhos escuros pálpebras ajustadas.
ORELHAS - tamanho médio, inserção alta, triangulares e pendentes.
FOCINHO - forte e reto.
TRUFA - preta.
LÁBIOS - pouco desenvolvidos.
MORDEDURA - em tesoura, dentadura completa: 42 dentes.
TRONCO - Curto
PESCOÇO - comprimento médio, forte, musculoso.
DORSO - firme e reto.
LOMBO - musculoso.
PEITO - bem desenvolvido, profundidade mínima até o nível dos cotovelos. Antepeito bastante pronunciado.
Garupa larga, forte e musculosa, ligeiramente arredondada.
MEMBROS
OMBROS - escápulas longas, fortes e oblíquas.
ANTERIORES - retos paralelos e bem musculados. Metacarpo ligeiramente inclinado.
POSTERIORES - coxas bastante longas. Pernas bem anguladas, largas e fortes. Visto de trás, posteriores retos e paralelos. Sem ergôs.
PATAS - curtas, arredondadas, com dedos fechados.
CAUDA - Cheia, pendendo até o jarrete, elevando ligeiramente o terço distal.

MOVIMENTAÇÃO -
Suave e com bom alcance, regular em todos os tipos de movimentação.

Bichon Frisé

Bichon Frisé

O BICHON FRISÉ é uma das variedades da raça Bichon, que compreende o MALTÊS, O BOLÔNES E O HAVANA. As diferenças entre eles foram surgindo com o decorrer do tempo e dos lugares onde foram sendo criados. Não há certeza da origem do Bichon. Acredita-se que o BARRET (Caniche) e o MALTÊS.
O BICHON FRISÉ – (Bicho em francês significa preparar-se com vaidade e Frisé significa encaracolado) – possui um parentesco muito próximo com Maltês e Poodle, e as três foram cruzadas entre si, durante muito tempo.
Registros históricos narram que, por volta do século XII, pequenos cães brancos de pelo longo, eram, na Europa, dados como presente e lembranças. Companheiros e muito resistentes, foram tendo aceitação, especialmente na Espanha (onde eram chamados de TENERIFFE) e na França. Neste país, na corte de Henrique III (1547/1589), eram mimados e enfeitados a tal ponto que teriam originado o verbo bichonner, que em francês significa “enfeitar”.
Os italianos descobriram esses cães durante o Renascimento, mas foram os franceses que, posteriormente, reivindicaram a origem do BICHON. O acréscimo FRISÉ foi sugerido por Denise Nizet de Leemans, em 1964, um ano depois da adaptação oficial da raça. Nos Estados Unidos, o primeiro casal chegou em 1956, e a raça foi reconhecida em 1972. São, atualmente, depois da Bélgica e França, os maiores criadores de Bichon Frisé do mundo. No Brasil a raça foi introduzida em 1978, com um casal trazido dos Estados Unidos pela criadora Sônia Ehlermann.
CARACTERÍSTICAS GERAIS
O Bichon Frisé é o mais típico dos cães de companhia que existe. Em nenhum momento da história ele foi utilizado para outro fim, que não o de cão de companhia. Ele é incapaz de matar uma presa, não tem a menor habilidade para buscar um pássaro, não se presta ao trabalho, nunca tem atitudes de um cão de luxo, e como cão de guarda é o ideal para deixar o ladrão entrar. Tudo porque o traço fundamental de sua personalidade é a doçura, a sensibilidade, a sutileza no dar e receber. Consegue, até a velhice, manter as características de um filhote. Está sempre investigando, correndo pela casa, fazendo brincadeiras. Brinca bem sozinho, mas prefere a companhia de pessoas para brincar. É muito social, alegre, simpático, meigo, bastante afeiçoado ao dono, com porte majestoso.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Cão robusto, vivo, de temperamento estável, com movimentação elegante, com estilo e ar de dignidade e inteligência. Pequeno, focinho de comprimento médio, pelagem longa, muito solta, enrolada em cachos, portando cabeça alta; olhos escuros, vivares e expressivos.
TALHE- Altura máximo de 30 cm – Nunca inferior a 20 cm. (Menor tamanho é ponto de valorização) Comprimento – padrão não comenta
Peso - padrão não comenta
PELAGEM Fina, sedosa, ondulada, com subpelo, muito solta, enrolada em cachos, de 7 a 10 cm. Tosa – patas e focinhos ligeiramente aparados. Os olhos devem ficar à mostra, pois conferem uma aparência mais cheia e arredondada à cabeça e ao corpo. Pés trimados também adquirem aparência arredondada. Quando completamente escovado, o Bichon Frisé adquire aparência mais cheia. Os filhotes podem ser apresentados com pelagem curta, porém, o mínimo exigido para os adultos é uma pelagem com 5 cm de altura (ideal de 07 a 10 cm).
COR- Branco puro – sólido. A pele é escura, preferivelmente pigmentada em preto, azulado ou bege, inclusive os órgãos sexuais. Aceita-se manchas creme, abricó ou cinza, numa proporção de no máximo 10% de coloração.
CABEÇA
CRÂNIO - É mais longo que o focinho, plano, ainda que pareça arqueado por causa da pelagem.
STOP - Ligeiramente acentuado
OLHOS - Inserção frontal, médio/ grande e contorno das pálpebras escuro, formato arredondado, tendendo para o amendoado, ocultando a esclerótica.
ORELHAS - Longas, e quando medidas, atingem até metade do focinho; largura e espessura moderada, portadas caídas, voltadas para afrente, com a borda anterior tocando as faces. Bem revestidas de pelagem e finamente frisada.
FOCINHO - comprimento e volume moderados, bochechas secas e moderadamente musculosas.
TRUFA - preta, arredondada, de textura fina e brilhante.
LÁBIOS - finos, bem ajustados, ocultando a lábio inferior o suficiente para não mostrar a mucosa. Normalmente pigmentados de preto, até a comissura labial.
MORDEDURA – em tesoura.
TRONCO
PESCOÇO - muito longo com posição alta e arrogante, 1/3 do comprimento do tronco
DORSO - padrão não comenta
LOMBO - largo, bem musculado e ligeiramente arqueado
COSTELAS - flutuantes, arredondadas, terminando suavemente.
PEITO - bem desenvolvido, bem profundo, esterno pronunciado.
VENTRE - com aparência esgalgada.
GARUPA - ligeiramente arredondada.
MEMBROS
OMBROS - bem inclinados, não proeminentes, escápula medindo em torno de 10 cm de comprimento, igual ao do úmero.
ANTERIORES - vistos de frente são retos, bem agrupados de ossatura fina, metacarpos, curtos, retos; vistos de perfil são levemente inclinados.
POSTERIORES - são bem angulados, coxas largas e bem musculadas, com o jarrete mais angulado.
PATAS - pés juntos e redondos, semelhantes as patas de gatos; sendo as unhas preferivelmente pretas.
CAUDA Inteira, inserida pouco abaixo da linha superior, portada erguida acima da linha superior e graciosamente curvada, sem tocar o dorso, sendo, que, apenas a pelagem pode cair sobre o dorso.
DESQUALIFICAÇÕES Além das gerais, salientamos;
Prognatismo, ou prognatismo superior, quando os incisivos não se tocam.
Trufa rosa.
Lábios cor de carne.
Olhos claros.
Cauda enrolada ou torcida em hélice.
Manchas pretas na pelagem.
Albinismo. Como se trata de um cão branco, para se verificar se não é albino, observa-se cor da pele, que deverá apresentar manchas escuras. As almofadas plantares e trufas, bem como os olhos deverão ser preta.
CLASSIFICAÇÃO FCI: GRUPO N.º 9 SEÇÃO – 1.A PADRÃO – N.º 215 b 
Data da Publicação: 10 de Janeiro de 1972
País de origem: França
Nome do País de Origem: BICHON FRISÉ
Utilização: Companhia
Fonte: Tausz, Bruno – Manual de Exposições – Enciclopédia Canina – Manual de Cinofilia
CUIDADOS COM O BICHON FRISÉ 
Deve-se dar apenas ração de boa qualidade e água. Alguma das rações industrializadas encontradas no mercado tem balanceamento perfeito para o organismo do cão, suprindo todas as suas necessidades, não sendo necessário administrar complementos alimentares tais como vitaminas, sais minerais, aminoácidos, etc..
PELAGEM 
Para mantê-la bonita e saudável é necessário dispender duas horas semanais, no mínimo, entre escovações banho e secagem. Caso contrário, ela ficará embolada e sujeita a abrigar pulgas e outros parasitas.
PELE
É muito sensível, como geralmente acontece com animais de pele clara, sendo muito afeto ás alergias e irritações comuns, que causam feridas e levam á queda de pelos no local, se não forem tratadas adequadamente. O médico veterinário poderá fazer orientação adequada a cada caso.
OLHOS 
Devem ser limpos com água boricada, com frequencia, pois a raça pode apresentar (embora não seja comum) excesso de lacrimação, conhecido como dacriocistite. É bom trimar a região para que os pelos não invadam os olhos, causando irritação ou inflamações.
OUTROS CUIDADOS 
A raça não se dá bem em temperaturas elevadas, contudo o ar condicionado tende a fazer o pelo do animal cair. Em regiões quentes, aconselha-se que o cão fique em ambientes frescos (pode-se usar ventilador), ou em lugares sombreados com boa ventilação natural.
Mantenha os ouvidos do Bichon sempre limpos, o que se faz com uma haste flexível com algodão umedecido com álcool, pois suas orelhas compridas e caídas são propensas á infecções (otite).
VACINAS E VERMÍFUGOS
Sempre vacine seu animal em Clínicas Veterinárias, pois somente elas tem acesso às vacinas de primeira linha, que são realmente eficazes. Nunca aplique vacinas compradas em loja de ração ou pet shop, pois nem sempre são de primeira linha e , principalmente, nem sempre são armazenadas como devem (a temperatura do armazenamento deve estar entre 2º C e 8º). Além disso, o médico veterinário antes de aplicar a vacina, examina o animal, que deverá estar em perfeitas condições de saúde, e detectará eventuais problemas.
Leve regularmente seu animal ao veterinário, siga suas instruções quanto á alimentação, desvermifugação e vacinas; assim, seu bichinho terá uma vida mais saudável e bem longa.
De extrema importância para a vida de seu cão, a vacinação visa a proteção dele contra as mais variadas doenças infecto – contagiosas. Para ser bem sucedida, a vacinação deve ser SERIADA, isto é, deve existir um esquema de vacinação que comporte várias doses de vacinas, em especial o esquema endereçado ao filhote. Depois da série completada, basta repetir uma vez por ano. Isto se deve ao fato dos animais não responderem do mesmo modo, e ao mesmo tempo á imunidade proposta pela vacinação: um esquema de doses múltiplas serve para proteger todos indivíduos, desde os mais precoces até os mais tardios. Além disso, o animal a ser vacinado deve gozar de excelente saúde , estar livres de parasitas e permanecer de quarenta até 15 dias após a última dose do esquema. O reforço da vacina anula o perigo de contágio de doenças infecto- contagiosas ,e volto a repetir, é imprescindível para a boa saúde do animal.
Consulte seu veterinário para o esquema de desverminação, que deverá ser feita periodicamente.
Vermes e parasitas debilitam seu bichinho, podendo, inclusive, levá-lo à morte.

Border Collie

Border Collie

Border Collie é uma raça de cães desenvolvida na Grã-Bretanha. Descende de antigos cães pastores de renas, que foram trazidos para a Escócia durante as invasões vikings.
Esta raça é considerada a mais inteligente do mundo, sendo também equilibrado, atento, facilmente adestrável e tem uma ligação imensa com o dono. O border collie se tornou uma espécie de celebridade canina quando foi publicado o livro “Inteligência dos Cães, do psicólogo canadense Stanley Coren”, e o colocou a raça em primeiro lugar no ranking de obediência que comparava 133 raças quanto ao potencial para aprender e executar comandos de adestramento. Foi em 1994.
O border collie é muito utilizado para a prática esportiva ( agility , frissbe) e também para competições de obediência além de ser excelente pastor de ovelhas.
É resistente, ágil e considerado um cão incansável. Por seu alto gasto de energia, não deve ser mantido confinado em espaços pequenos e, quando na cidade, deve ser levado para passear e correr regularmente.
BORDER COLIE 
Padrão FCI nº 297. 
Origem: Grã-Bretanha;
Nome de origem: Border Collie;
Utilização: pastoreio.
Classificação FCI - Grupo 1 – Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto os Suíços);
Seção 1. - Cães Pastores;
ASPECTO GERAL - bem proporcionado, de silhueta suave revelando qualidade, graça e perfeito equilíbrio, combinado com substância suficiente para conferir uma impressão de resistência. Qualquer tendência à rusticidade ou debilidade é indesejável.
Características - tenacidade, pastor de trabalho pesado, ótimo no trato.
Temperamento - esperto, alerta, responsável e inteligente. Jamais nervoso ou agressivo.
TALHE
- altura na cernelha: machos 53 cm; fêmeas, ligeiramente menores. – comprimento: (padrão não comenta). – peso: machos: 00 a 00 quilos; fêmeas: 00 a 00 quilos.
PELAGEM - duas variedades: moderadamente longa e lisa.
Em ambas, a pelagem é densa e de textura média, subpêlo macio e denso fornecendo boa proteção contra intempéries. Na variedade de pelagem moderadamente longa, a abundância de pêlos forma uma juba, culotes e pincel. Na face, orelhas, anteriores (exceto para franjas), posteriores do jarrete ao solo, o pêlo é curto e liso.
COR - a variedade de cores é permitida. O branco jamais deverá ser predominante.
CABEÇA - 1:1 – sem bochechas cheias ou arredondadas.
Crânio - crânio razoavelmente largo, occipital não pronunciado.
Stop - bem marcado.
Focinho - afinando para a trufa, moderadamente curto e robusto.
Trufa - preta, exceto para os exemplares de cor marrom ou chocolate, nos quais pode ser marrom.
Nos azuis a trufa é cor-de-ardósia. Narinas bem desenvolvidas.
Lábios - (padrão não comenta)
Mordedura - maxilares e dentes fortes com uma mordedura em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os dentes superiores recobrem os inferiores e são inseridos ortogonalmente aos maxilares.
Olhos - inseridos bem separados, de formato oval e tamanho médio; de cor marrom exceto nos “merle” para os quais um, ambos os olhos ou apenas parte de um poderá ser azul. Expressão suave, esperta, alerta e inteligente.
Orelhas - de textura e tamanho médios, inseridas bem separadas. Portadas eretas ou semi-eretas.
PESCOÇO - de bom comprimento, robusto e musculado, levemente arqueados engrossando para os ombros.
TRONCO - de aspecto atlético. O comprimento do tronco é ligeiramente maior que a altura na cernelha.
Dorso - (padrão não comenta).
Peito - profundo e mais para largo.
Costelas - bem arqueadas.
Ventre - (padrão não comenta).
Lombo - profundo e musculado sem ser esgalgado.
Garupa - ligeiramente inclinada para a raiz da cauda.
MEMBROS
Anteriores - visto de frente, paralelos. Ossatura forte sem ser pesada. Ombros bem angulados.
Ombros - angulados a 90°.
Braços - (padrão não comenta).
Cotovelos - trabalhando ajustados rente ao tórax.
Antebraços - (padrão não comenta).
Metacarpos - ligeiramente inclinados.
Patas - (padrão não comenta).
Posteriores - largos, musculados
Coxas - longas, profundas e musculadas.
Joelhos - bem angulados.
Pernas - (padrão não comenta).
Metatarsos - (padrão não comenta).
Jarretes - curtos e robustos. Visto por trás, os jarretes têm boa ossatura e são paralelos.
Patas - de formato oval, almofadas plantares e digitais espessas, robustas e saudáveis, dígitos bem arqueados e compactos. Unhas curtas e fortes.
Cauda - moderadamente longa, com a última vértebra alcançando, no mínimo, o nível dos jarretes, de inserção baixa, bem guarnecida de pêlos e com uma espiral para cima na direção da ponta, conferindo um gracioso contorno e equilíbrio ao cão. A cauda poderá erguer-se em estado de excitação, jamais portada sobre o dorso.
Movimentação - fluente, suave e incansável, com um mínimo de elevação das patas, conferindo a impressão de habilidade para movimentação com grande propulsão e velocidade.
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais.

Borzoi

Borzoi

O borzói, como todos os lebréis, tem origem muito remota. Antigamente, na Rússia, era empregado exclusivamente para defender-se dos lobos que infestavam as regiões mais desoladas; à continuação, por iniciativa de grandes senhores e de governantes, a caça do lobo converteu-se em diversão emocionante, de grandiosas proporções.
O borzói custou a chegar aos diversos paises da Europa Ocidental e a sua criação começou a expandir-se somente a partir de 1860. A rainha Vitória foi possuidora dum dos primeiros exemplares, o que suscitou muito interesse. Importantes criações surgiram logo na França, na Holanda, na Bélgica, na Alemanha. Na Inglaterra a produção adquiriu importância em seguida; mas, principalmente pela dificuldade de importação, gradativamente chegou-se a criar um tipo de local, muito refinado, e, embora interessante, notavelmente afastado do clássico lebrel russo de origem.
Na Europa, salvo raras exceções, é considerado como exclusivamente cão de luxo. Mantido na inatividade mais completa, perdeu as suas qualidades combativas tradicionais. Foi usado algumas vezes para a caça da raposa e da lebre; mas, principalmente nestas últimas, demonstrou poucas aptidões; a pequena presa não corresponde à importante estatura e peculiar constituição do borzói.
PADRÃO DA RAÇA: 
Padrão FCI nº 193; Origem: Rússia;
Nome de origem: Barzaïa; Utilização: caça e corrida.
Classificação FCI – grupo 10 – Lebréis; – Seção 1. – Lebréis de Pêlo Longo ou Franjado; – Sem prova de trabalho. -
ASPECTO GERAL - caracterizada pelo talhe imponente, a riqueza da pelagem, a beleza das cores, o equilíbrio das proporções, a elegância dos movimentos e a harmonia das formas, que lhe conferem uma incontestável nobreza. Provavelmente descende do antigo lebrél russo, com uma pequena contribuição do sangue dos lebréis da Criméia e do Cáucaso. Seu caráter distingue-se pela calma e a reserva, no comportamento, grande segurança e autodomínio. Nas corridas é rápido e resistente. Em combate, é adversário perigoso, pois, apesar de sua elegância, é um cão poderoso e corajoso.
Utilizado, na Rússia, como cão de caça, sendo notável por sua visão acurada, rapidez, principalmente, em distâncias curtas, e sua mordacidade contra a caça. A aparência geral e caráter são prioridades no critério de qualificação. Principal indicadora da pureza da raça, a aparência geral, jamais deve ser sacrificada em favor da perfeição de outro atributo, qualquer que seja sua importância. Utilizado na caça, principalmente à lebre, à rena e ao lobo. Na Europa Ocidental, freqüentemente, utilizado como cão de corrida.
PROPORÇÕES - retangular, levemente alongado, ou seja, o comprimento do tronco é de 1 a 2 cm maior que a altura na cernelha. Tipo longelíneo (dolicocéfalo, membros alongados, peito estreito e chato).
TALHE – altura na cernelha: machos 70 cm a 82 cm ou mais; a fêmea é mais baixa em torno de 5 cm.
De uma maneira geral, deseja-se o tamanho maior, contanto que não desvirtue seu aspeto ou o rendimento. A cernelha é pouco mais alta que a garupa, senão da mesma altura.
- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: (padrão não comenta).

TEMPERAMENTO - (padrão não comenta).

PELE – de textura fina, bem esticada, bem pigmentada, (mesmo em exemplares inteiramente brancos) sem rugas ou pele frouxa.

PELAGEM – pêlo longo, sedoso, ondulado ou em grandes cachos. Extremamente denso em torno do pescoço, na face ventral do peito, nas faces posteriores dos membros e na cauda. Curto na cabeça, orelhas e face anterior dos membros. Pêlo curto, pequenos cachos ou crespo é considerado falta.

COR - branco; ouro em todas nuance; ouro prateado; ouro escurecido; castanho sombreado em preto, o focinho e os membros são escuros; cinzas, do cinza prata ao cinza-amarelado; malhado; ouro, castanho ou cinza com listas em tons mais escuros; castanho, preto e todas as nuances intermediárias dessas cores. As marcações castanhas são admissíveis, mas indesejáveis. Nos exemplares de cores escuras, a máscara preta é característica, como também listas escuras pelo corpo. Todas essas cores podem ser unidas ou separadas em manchas sobre o fundo branco. Nos cães unicolores, a cor da pelagem vai clareando para as extremidades e para a face posterior dos membros.

CABEÇA – visto de qualquer ângulo, a cabeça é longa, estreita, seca e elegantemente cinzelada, diminuindo, gradualmente, para a frente. O comprimento e a largura são proporcionais aos do tronco, bem como ao comprimento e a finura dos membros, sendo que o comprimento do focinho é, ligeiramente, maior que o do crânio.
- Crânio - chato, ligeiramente fugidio e um tênue desenvolvimento das arcadas zigomáticas, bem estreitas. Crista occipital bem marcada.
- Stop - perfil da linha superior crânio/focinho caracteriza-se pela ausência de stop, fazendo um ângulo bem obtuso cujo vértice fica na altura das arcadas superciliares.
- Focinho - forte, longo, estreito, seco, pouco profundo. A cana nasal, ligeiramente arqueada faz, com a linha inferior do focinho, que é reta, um ângulo agudo. Os lábios são finos, secos bem amoldados à estrutura óssea do focinho, com as bordas pigmentadas de preto.
- Trufa - preta, qualquer que seja a cor da pelagem, relativamente grande, projetando-se bem à frente dos dentes incisivos.
- Lábios -
- Mordedura - desejável completa, fortemente desenvolvida, podendo articular-se em tesoura ou torquês. O prognatismo superior ou inferior é uma falta grave. Em virtude do extenso comprimento dos maxilares, os dentes pré-molares nascem bem afastados.
- Olhos - grandes, amendoados, marrons, o mais escuro possível, inseridos relativamente próximos, um pouco atrás da metade do comprimento total da cabeça. Pálpebras de bordas pretas, abrindo-se ligeiramente oblíquas. Expressão doce, mas esperta.
- Orelhas - de inserção alta e para trás, relativamente pequenas, finas, estreitas terminando em ponta. Portadas dobradas para trás repousando sobre a nuca, em forma de rosa, e as pontas se tocam. Do momento que o cão está em atenção ele pode portar as orelhas retas, às vezes com a ponta caída para a frente.

PESCOÇO – longo, lateralmente achatado, com a linha superior ligeiramente arqueada, bem musculado, fartamente revestido de pêlos, sem barbelas.

TRONCO -
- Linha superior - o dorso faz, principalmente, nos machos, um grande arco, cujo ponto mais alto, fica na direção da última costela. A fêmea pode apresentar a linha superior mais plana. A proporção entre dorso e lombo é, em torno de, 1:1. Toda a linha superior, notadamente a região lombar, é relativamente grande e bem musculada.
- Cernelha – no mesmo nível do dorso, sem ser marcada.
- Dorso -
- Peito - relativamente longo e muito profundo, até o nível dos cotovelos, proporcionalmente, estreito e chato . O antepeito é pouco pronunciado. A linha inferior da caixa torácica é arqueada.
- Costelas – tenuemente arqueadas.
- Ventre - (padrão não comenta).
- Lombo - (padrão não comenta).
- Garupa - longa, larga e bem musculada, no prolongamento da curva da linha superior, descendo, gradualmente, para os membros posteriores. Os ossos do ílio mantém, entre si, um afastamento de, aproximadamente, 8 cm (mais ou menos a largura da nossa mão).

MEMBROS
Anteriores - no conjunto, são longos, secos e musculados. Visto de qualquer ângulo, são retos.
Angulação é, relativamente, tênue. Portanto o ângulo da escápula e do cotovelo são bem obtusos.
Contudo, a disposição exageradamente vertical dos ossos deve ser rejeitada como falta. Cada peça anatômica componente da cinta torácica se caracteriza pelo considerável comprimento. O cotovelo
- Ombros – escápula longa, estreita e chata, guarnecida por músculos tendinosos, longos e poderosos, e bem articulada ao tórax. A crista dorsal da escápula não ultrapassa muito a epífise dorsal.
- Braços – igualmente longo, articulado de maneira relativamente reta e muito secamente musculado, cotovelos trabalham bem ajustados, rente ao tórax e corretamente direcionados para a frente.
- Cotovelos – fica no nível da metade da altura na cernelha.
- Antebraços – particularmente longo e vertical. Visto pela frente, parece fino, visto de perfil, é largo em virtude de sua musculatura seca. A face posterior é revestida de pêlos que formam franjas.
- Carpos – fortes, ligeiramente inclinado.
- Metacarpos – relativamente curtos, com uma tênue inclinação.
- Patas – articuladas paralelas, estreitas, de formato oval, dígitos fechados e bem arqueados. Unhas fortes e sola bem pigmentada.

Posteriores – no conjunto, igualmente longos, bem mais musculado que os anteriores e angulação mais acentuada, embora as angulações coxofemoral e femorotibial, como também, as do jarrete, sejam bem abertas os ângulos são mais fechados que os dos anteriores. Visto por trás, são retos, paralelos e mais afastados que os anteriores. Visto de perfil, ficam ligeiramente para trás.
- Coxas – longa, larga, musculatura seca, excessivamente desenvolvida. A face anterior bem revestida de pêlos.
- Joelhos – bem articulados.
- Pernas – longas, com musculatura tendinosa.
- Metatarsos – curtos, maiores que os metacarpos e articulados verticalmente.
- Jarretes – curtos, forte, largos e secos; visto de perfil, ligeiramente arqueados.
- Patas – iguais às anteriores.

Cauda - de inserção baixa, em foice ou cimitarra, forte, abundantemente revestida de pêlos, tão longos, quanto possível. Passando-se a cauda por entre as coxas, para a frente e para cima, seu comprimento deve atingir o mais próximo do nível da ponta do ílio. Portada baixa, em repouso; em excitação, pode ser portada alta, mas nunca acima do nível da linha superior. Cauda enrolada, desviada ou portada muito alto é considerado falta.

Movimentação – passadas grandes, flexíveis no passo e no trote. Na caça, até o levante da presa, um trote de velocidade moderada; uma vez em perseguição, um galope veloz em saltos grandes e elásticos.

Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
Aspecto geral: pernalta, muito longo, muito baixo, altura 5 cm abaixo dos limites do padrão.
Cor: marcas castanho muito fortes, cor café com manchas.
Pelagem: macia, curta, eriçada, rala; culote ou franjas insuficientes, pêlo duro; pêlos duros, uniformemente distribuídos pelo corpo.
Cabeça: grosseira; stop acentuado; arcadas zigomáticas pronunciadas. Focinho muito afilado; trufa clara.
Orelhas: inserção baixa, muito afastadas, insuficientemente assente na nuca, grandes, grosseiras, extremidades arredondadas.
Olhos: claros, pequenos, redondos, pálpebras claras.
Pescoço: de seção redonda ou grosseiro.
Peito: muito estreito, muito largo.
Linha Superior: dorso estreito, carpeado, costelas em barril; um dorso selado é falta grave. Um dorso chato é falta nos machos, uma imperfeição nas fêmeas.
Garupa: estreita, insuficiente.
Ventre: pouco esgalgado, muito longo.
Anteriores: metacarpos fracos; cotovelos desviados para dentro ou para fora; patas desviadas para fora, movimentação pesada, grosseira; traços de raquitismo.
Posteriores: patas viradas para dentro, tortas; angulação fraca do jarrete; muito retos; dígitos muito afastados.
Patas: dígitos afastados; redondas, grossas.
Cauda: curta, enrolada, portada alta, torcida para o lado, desenvolvimento insuficiente das franjas. Todos os defeitos são considerados como falta e penalizados de acordo com a gravidade.

Boston Terrier

Boston TerrierTrês raças européias intervieram na formação do Boston Terrier: o bulldogue inglês, o bullterrier e provavelmente o boxer.
De aspecto geralmente vivaz, muito inteligente, com pelos lisos, de cabeça e cauda curtas, com uma constituição compacta e quadrada. Cabeça e corpo devem ser proporcionais, com membros fortes e muito elegantes, as pernas musculosas, seu corpo deve ser tão proporcional que não deve haver nenhuma parte dele que se pareça acentuar mais que outra.
O exemplar definidamente dentro dos padrões de caráter deve dar uma impressão decisiva e vigorosa. Suas maneiras devem ser de grande classe e seu porte deve ser gracioso e simples.
Uma combinação de proporções de cor de fundo e mancha indica particular distinção. Um cão com excesso de branco no corpo, ou sem as devidas proporções de cor e de branco na cabeça será considerado inferior mesmo embora tenha méritos iguais e suficientes.
A expressão, a cor e as manchas serão consideradas separadas em relação a avaliação de aspecto geral. A cor deve ser rajado com branco, ou preto com branco que pode ser admitida.
O Boston Terrier é hoje um admirável cão e companhia, paciente e inteligente e de bom gênio.
PADRÃO DA RAÇA 
Padrão FCI nº 140;
Origem: EUA;
Nome de origem: Boston Terrier;
Utilização: companhia.
Classificação FCI
- grupo 9 – Cães de Companhia;
- Seção 11. – Molossos de Pequeno Porte;
- Sem prova de trabalho. -
ASPECTO GERAL - cão esperto, altamente inteligente, pelagem lisa, cabeça pequena, construção compacta, talhe pequeno, bem proporcionado, de cor rajada e corretamente marcado com branco. A cabeça revela um alto grau de inteligência, e guarda proporção com o tamanho do cão: tronco mais para pequeno e bem conciso. Membros fortes e corretamente direcionados; cauda curta; e característica alguma é tão desenvolvida que pareça mal proporcionada. O cão deve passar uma impressão de determinação, potência e atividade, com alto grau de estilização, com movimentos fluentes e graciosos. Uma combinação proporcional de “cor” e “marcações ideais” é uma particularidade característica de um exemplar representativo.
Um cão com predominância de branco no tronco ou sem as proporções adequadas entre o branco e o rajado, deve possuir méritos suficientes para contrabalançar essas deficiências.
A expressão ideal do Boston Terrier indicadora de alto grau de inteligência é, também, uma importante característica da raça.
Cor e marcações e a expressão, merecem particular consideração na avaliação do valor relativo da aparência geral em relação aos outros pontos.

PROPORÇÕES - (padrão não comenta).

TALHE
- altura na cernelha: (padrão não comenta).
- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: abaixo dos 11,300 quilos, dividido nas seguintes categorias:
peso leve – abaixo dos 6,800 quilos;
peso médio – entre 6,800 quilos e 9,000 quilos
peso pesado – de 9,000 quilos não ultrapassando os 11,300 quilos.

TEMPERAMENTO - (padrão não comenta).

PELE - (padrão não comenta).

PELAGEM - curta, lisa, brilhante e textura refinada.

COR -
rajado com marcações em branco. O rajado deve ser corretamente distribuído e típico.
Preto com marcações em branco é permitido, mas o rajado e branco é preferido.
MARCAÇÕES: focinho branco, uma linha branca estendendo-se por sobre a cabeça, colar, antepeito, parte ou integral dos membros anteriores, e os posteriores abaixo dos jarretes.

CABEÇA - simétrica, plana no topo, sem rugas; bochechas lisas supercílios abruptos.
- Crânio - (padrão não comenta).
- Stop - bem definido.
- Focinho - simétrico; curto, largo e profundo, sendo o comprimento, menor que a largura, a profundidade, proporcional a um terço do comprimento crânio e bem profundo até a ponta, sem rugas ou pregas. A linha superior do focinho é paralela a linha superior do crânio;
- Trufa - preta e larga, com uma linha bem definida entre as narinas.
- Lábios - bem profundos sem ser pendentes, cobrindo completamente os dentes quando a boca está fechada.
- Mordedura - larga e nivelada, com dentes curtos e também alinhados. Mordedura em torquês ou um prognatismo suficiente para equilibrar o focinho.
- Olhos - inserção frontal, bem afastados, grandes e redondos, de cor escura, expressão alerta, mas gentil e inteligente. Visto de frente, o canto distal dos olhos deve estar no mesmo alinhamento das bochechas.
- Orelhas - portadas empinadas, podendo ser operadas para adequar-se ao contorno da cabeça, ou ao natural, de morcego. Visto de frente, as orelhas devem ficar o mais próximas possível ao contorno lateral da cabeça.

PESCOÇO – de razoável comprimento, levemente arqueado, portando graciosamente a cabeça e corretamente articulados aos ombros.

TRONCO - deve parecer curto mas não troncudo.
- Cernelha – (padrão não comenta).
- Dorso – curto
- Peito - profundo, com boa largura
- Costelas – profundas, bem arqueadas e bem acopladas ao lombo;
- Ventre - levemente esgalgado
- Lombo - curto e musculado.
- Linha inferior – (padrão não comenta).
- Garupa - fazendo uma suave curva até a raiz da cauda.

MEMBROS
Anteriores - moderadamente afastados e, visto de frente, no prumo da ponta dos ombros; ossos retos e bem musculado;
- Ombros – inclinados
- Braços – (padrão não comenta).
- Cotovelos – corretamente direcionados para a frente.
- Antebraços – (padrão não comenta).
- Carpos – (padrão não comenta).
- Metacarpos – curtos e fortes.
- Patas – redondas, pequenas e compactas, dedos bem arqueados e corretamente direcionados para a frente.

Posteriores - bem articulados;
- Coxas – fortes e bem musculadas.
- Joelhos – bem angulados
- Pernas – (padrão não comenta).
- Metatarsos – (padrão não comenta).
- Jarretes – curtos e corretamente direcionados para a frente.
- Patas – redondas, pequenas e compactas, dedos bem arqueados e corretamente direcionados para a frente.

Cauda - inserção baixa, curta, fina e afinando; reta ou em espiral. Pêlos curtos e lisos, portada abaixo da horizontal.

Movimentação - firme, segura e retilínea. Anteriores e posteriores movimentando-se em linha reta, em ritmo perfeito, revelando graça e potência a cada passo.

Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
Cabeça: crânio em cúpula ou inclinado; atravessado por um sulco sagital, crânio muito longo para a largura ou vice-versa; stop muito leve, supercílios e crânio muito inclinado. Olhos pequenos ou profundos; olhos claros ou porcelanizados; mostrando muito a esclerótica ou a terceira pálpebra.
Focinho: cuneiforme ou pouco profundo;
Cana nasal: romana; muito cinzelado sob os olhos;
Trufa: cor de rosa ou larga; trufa manchada; dentes protrusos; queixo fraco; para cima (como o do Buldogue), torção mandibular, ou com rugas;
Orelhas: mal portadas ou fora de proporção.
Pescoço: de ovelha; barbelas, curto e grosso.
Tronco: costelas achatadas; peito estreito; longo ou fraco; dorso carpeado ou selado; ventre muito esgalgado.
Membros e patas: ombros ou cotovelos frouxos; joelhos mal angulados; articulação do jarrete grossa; metacarpos longos ou fracos; pé chato.
Movimentação: movimentação oscilante, dorso oscilante tricotando, nos anteriores ou posteriores, é falta grave.
Cauda: longa ou portada acima do dorso; extremamente torcida ou enroscada sobre o dorso. (Nota: prefere-se que o comprimento da cauda não ultrapasse o nível do jarrete).
Cor e Marcações: todo branco; ausência de branco; predominância do branco no tronco; fora de proporção entre a cor e o branco na cabeça; ou qualquer variação que deturpe a aparência geral.
Pelagem: longa ou áspera; falta de brilho.

Faltas graves - (padrão não comenta).

DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
1 – Preto unicolor;
2 – Preto e castanho;
3 – Cor fígado ou cinza rato.
4 – Trufa despigmentada.
5 – Cauda operada ou
6 – qualquer meio artificial para burlar o julgamento.

Bouvier de Flandres

Bouvier de Flandres

Nos ambientes cinófilos belgas, tanto como nos franceses, houve muitas disputas sobre a origem do boiadeiro de Flandres. Os primeiros o consideram originário da Bélgica, os segundos acretitam que é unicamente francês, e são estes últimos os que, provavelmente, tenham razão.

Durante a primeira guerra mundial, os franceses recrutaram, para seus próprios serviços sanitários, muitos boiadeiros de Flandres. Muito poucos sobreviveram e, como em 1918 a criação quase se extinguira, para reanimá-la a sociedade rural St. Hubert (belga) decidiu a fusão das raças boiadeiro de Flandres e boiadeiro belga ou de Roulers, muito semelhante entre si, num único tipo ao qual foi imposto o nome de boiadeiro de Flandres, fixando-lhe as características do boiadeiro belga. Isto também provocou intermináveis discussões, cujo reultado foi aumentar a confusão. Robin, professor da escola veterinária de Alfort e eminente cinólogo, não só reivindica para a França a origem do boiadeiro de Flandres (que define como boiadeiro francês) como, divide claramente ambas as raças, a cada uma das quais atribui diferentes características étinicas.

Seja como foi, o boiadeiro de Flandres, que – segundo as suposições de Dechambre – derivaria de um cruzamento entre o griffon e o velho tipo de cão pastor de Beauce, é um cão de qualidades excepcionais. Incomparável na guarda constitui uma raça realmente incomparável, que justifica todo o apoio e estímulo dos clubes que lhe são dedicados. O aspecto insociável que lhe dá seu pêlo duro contrasta estranhamente com sua inata bondade; é util até o ponto de servir nas tarefas mais dispares e nas eventualidades mais insólitas: chegou, inclusive a ser usado para fazer girar uma roda que, por sua vez, movimenta uma maquina batedora de manteiga.

PADRÂO DA RAÇA 
grupo 1 - Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto os Suíços); seção 2. – Cães Boiadeiros; padrão 191; país de origem: França e Bélgica; nome de origem: Bouvier des Flandres; utilização: boiadeiro.
Aspecto geral - de estrutura brevilínea, compacto, musculoso, pelagem áspera de cor escura apresentando barba e bigodes, que Ihe confere uma expressão rude.
Talhe
- altura: machos 62 a 68 cm e fêmeas 59 a 65 cm.
- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: machos 35 a 40 quilos e fêmeas 27 a 35 quilos.
Pelagem - dupla, áspera, seca e opaca, comprimento médio (± 6cm) semelhante à crina, mais curto na cabeça e quase raso nas orelhas, particularmente duro e espetado no dorso e mais curto nos membros. Apresenta barba e bigodes densos, sendo mais curto e mais duro no focinho, acentuando a expressão rude das sobrancelhas que evidenciam as arcadas superciliares, sem cobrir os olhos.
Cor - fulvo ou cinza, freqüentemente tigrada ou cor de carvão, admite-se a capa preta, mas não é desejada. Indesejáveis as cores desbotadas.
Cabeça - 3:2 – // – paralelismo de crânio-focinho de aparência massuda e sulco frontal não muito marcado.
Crânio - ligeiramente mais longo que largo.
Stop - pouco definido.
Olhos - inseridos de nível, no plano da pele, levemente ovalados, de acordo com a pelagem, melhor o mais escuro. Pálpebras pretas e ajustadas.
Orelhas - cortadas em triângulo em proporção com a cabeça e portadas eretas.
Focinho - largo, forte e cinzelado, cana nasal reta. O perímetro, medido à frente do stop é igual ao comprimento do crânio. Bochechas secas e ajustadas.
Trufa - preta forma uma linha convexa no prolongamento do focinho, sendo arredondada nas bordas, narinas bem abertas.
Lábios - (padrão não comenta).
Mordedura - em tesoura.
Tronco -1:1 – quadrado, forte compacto e curto
Pescoço - grosso, forte e musculoso, levemente menor que a cabeça, com a linha superior sutilmente arqueada, sem barbelas.
Dorso - de nível, curto, forte, largo e musculoso.
Lombo - bem curto, largo e musculoso, especialmente nos machos.
Costelas - as primeiras levemente arqueadas, as demais, bem arqueadas.
Peito - comprimento igual a 7/10 da altura, do esterno à última costela e profundidade no nível dos cotovelos.
Ventre - pouco esgalgado.
Garupa - acompanhando a linha superior e mais larga nas fêmeas.
Membros -
Ombros - escápula e úmero de igual tamanho e angulação moderada.
Anteriores - retos e aprumados, com metacarpos pouco inclinados, de ossatura forte e bem musculados.
Posteriores - coxas largas, musculadas, com angulações moderadas, jarretes curtos e paralelos.
Patas - curtas redondas e compactas, sem ergôs.
Cauda - curta com duas ou três vértebras aparentes; em repouso, portada na linha do dorso, e, em atividade, alta.
Movimentação - a passo e a trote, movimentação paralela a linha da direção.
Faltas graves - olhos claros ou arregalados, garupa arqueada ou caída, mal porte das orelhas, prognatismo superior e inferior, costelas retas ou em barril, pelagem desbotada e pelagem imprópria.
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
1 – olhos de cores diferentes, esbugalhados ou de falcão.
2 – trufa despigmentada.
3 – cor marrom, chocolate ou com predominância de branco.

Boxer

Boxer

Os ancestrais do boxer, conhecidos na Idade Média com o nome de “alans”, eram treinados para a caça ao urso e ao javali. Sua aptidão para aprender faz dele um cão de muitas habilidades. A raça foi fixada no começo deste século, na Alemanha.
O boxer resulta de cruzamento de mastins bullenbeisser e buldogues realizados em Munique na década de 1850. Foi mostrado pela primeria vez em Londres na década de 1930.
Apesar da aparência agressiva, belicosa e da natureza extrovertida, ele é suficentemente dócil para ser usado como guia em certos países.
Tem uma devoção à família que é estraordinária e um instinto de proteção excepcional. Sua afeição pelas crianças é mundialmente conhecida e, quem convive com um boxer logo percebe sua boa índole. Com as pessoas estranhas ele age sem agressividade e constuma observar o estranho antes mesmo de latir.

BOXERS INTELIGENTES
O boxer não só pode comunicar-se com outros cachorros como também pode fazer com que suas emoções e desejos sejam percebidos pelos humanos. Muito frequentemente você dará, por intuição, a interpretação correta a estes sinais e aprenderá com o tempo a interpretá-los, observando de perto seu animal.
Linguagem corporal
Os boxers têm um modo muito especial de fazerem-se entender pela linguagem corporal e pela mímica.
Prontidão: se um ruído estranho, por exemplo, chama a atenção do seu boxer, ele empinará a cabeça e enrugará a testa.
Alegria: os boxers, como outros cachorros, também expressam prazer sacudindo o rabo.
Satisfação: em passeios você seguramente verá seu boxer cheio de prazer, se jogar na grama e rolar de um lado para outro repetidamente. Ele está transbordando de alegria e este comportamento é um sinal de seu bem estar. Ele se sente bem particularmente, deitará de lado totalmente relaxado. Deitar de costas é uma expressão de intimidade absoluta.
Submissão: deitado de costas, o boxer também expõe seu pescoço. Isto é um gesto de submissão. Você verá isto repetidamente também durante lutas por classificação. O cachorro mais fraco deita de costas e mostra seu pescoço para o outro cachorro. Deste modo ele demonstra que é o perdedor. O impulso de morder do cachorro mais forte, diante disso, é inibido por sua postura comportamental. Afinal de contas, o propósito de detrminar que é o melhor cão foi cumprido.
Tristeza: se seu boxer estiver, se enrolará como uma bola. Se você o castigou, ele pode estar muito ofendido. Alguns boxers se afastam e não reagem até mesmo a agrados ou palavras amáveis.
Medo: um boxer mostra medo pondo seu rabo entre as pernas. Reage com o mesmo comportamento quando faz alguma travessura e você o chama em seguida. Com a cabeça inclinada e o rabo comprimido entre as pernas, dirige-se furtivamente para você.
Olhos expressivos: os olhos do Boxer expressam freqüentemente seus sentimentos. Porém, para se interpretar esses sentimentos corretamente, você precisa conhecer seu animal há algum tempo: seu olhar suplicante quando quer conseguir o presente; seu olhar de impaciente quando o passeio diário terminou há muito tempo e ainda a expressão feliz em seus olhos quando ele percebe que sua companhia é bem vinda.
Vocalização
O boxer possui uma grande variedade de latidos e outros sons com quais pode expressar seu estado de espírito e seus desejos. Não é uma boa razão que todas essas expressões vocais são descritas como vocalização. Quanto mais tempo dedicar a seu boxer, mais nuances ele expressará em sua comunicação e, reciprocamente, melhor você entenderá seu animal.
Lamúria e lamento: o boxer indica que está com dor por meio de sons muito altos produzidos com a boca fechada. Quando implora também faz o mesmo som, por exemplo, quando quer comer algo ou sair.
Grunhido: quando o grunhido parece mais um zumbido, é uma indicação do bem estar de seu boxer; mas se é um pouco ronco fundo, ele está com humor hostil e pronto para uma briga. Grunhindo profundamente, adverte o oponente do ataque iminente.
Latido: o timbre e os intervalos entre latidos transmitem informações. Mesmo o latido em tom profundo é um sinal de saudade, demonstrava de forma amigável. Desagrado é expressado por latidos muito altos e agitados.
Dominado por seus instintos
O comportamento do boxer, assim como o de qualquer outro animal, é em grande parte determinado por reações instintivas e impulsos. Em última análise, eles servem ao propósito de autopreservação ou preservação da espécie.
O instinto para resistir permite ao cachorro defender-se
A caça ou instinto de rapina: se expressa quando o boxer persegue um animal que está se afastando e que é então visto como pressa.
Freqüentemente é só um tipo de brincadeira de pegar, quando o boxer , por exemplo, persegue uma lebre. Este padrão de comportamento é esperado, embora o boxer não seja exatamente um cão de caça. O treinamento dele tem que objetivar a repressão deste impulso, tanto quanto o possível.
Qualquer impulso nesta direção deveria ser reprimida já na sua fase inicial, por exemplo, quando ser boxe cava ninhos de rato ou de toupeira. Do mesmo modo, não deixe seu cão de estimação perseguir um veado outra caça do tipo. Para evitar que seu cão seja ferido, você deveria considerar se quer deixa-lo sem coleira numa área de caça livre.
Minha dica: embora seu boxer possa ser obediente, é esperado que algum dia ele corra atrás de um animal selvagem em vôo. Quando isso acontecer, não saia do lugar de onde ele correu de você. Não corra atrás dele. Seu boxer se orientará por meio de faro e achará o caminho de volta para você.
O instinto de Proteção: se aplica não só à prole do boxer, mas a família de seu dono também. Nos passeios ele está sempre conferindo o grupo de pessoas pelo qual ele é responsável, concedendo particular proteção às crianças. Quando encontra outras pessoas com cães, seu boxer se tornará extremamente alerta. Ele se plantará a sua frente e eriçrá o pêlo. Uma vez passado o “perigo, ou seja, o outro cachorro, seu nível de tensão volta ao normal.
O instinto de vigiar: e Ter cuidado com os outros está voltado principalmente aos filhotes do cão, mas também pode se estender aos caçulas da família do dono. É expressado quando o cachorro o lambe, especialmente sua face. Por motivo de higiêne você não deveria permitir isto, porque o boxer pode, deste modo, facilmente transmitir-lhe doenças ou vermes. Por isto tente firmemente impedir o cão de lamber suas crianças, oferecendo-lhe sua orelha ou mãos como alternativa.
O instinto de comer: serve só a propósito, auto preservação. Nada mudou pelo fato do boxer, na sua condição de animal doméstico, já não Ter de achar comida por si mesmo, mas ser alimentado por seu cão.
O instinto de acasalamento: também tem um só propósito: preservação da espécie. Não pode ser influenciado pelo treinador.

Doenças Específicas Do Boxer
Apesar de todo nosso cuidado e atenção, os Boxers ocasionalmente sofrem de doenças para as quais a raça parece estar predisposta. Quer estas doenças sejam origem genética ou ocasionadas por fatores ambientais, elas de qualquer modo precisam ser tratadas.
Câncer
Descobriu-se que os Boxers são de alto risco para uma grande variedade de tumores. Estão incluídos tanto os tumores benignos de pele (lipomas e histocitomas) quanto o câncer que afeta o cérebro, a pele, a tiróide, as glândulas mamarias e órgãos internos como o Baço e pâncreas. Tumores benignos de pele normalmente podem precisar ou não de tratamento ou simples remoção cirúrgica sob anestesia local. Os malignos requerem tratamento específico para o câncer e variam bastante. Tal qual nos casos de câncer humano, os cães são tratados com cirurgia, quimioterapia e ás vezes radiação. Há enormes avanços no tratamento de cães e no tempo de sobrevivência. Não há como prever se o Boxer desenvolverá algum tipo de câncer com o envelhecimento.

No entanto, é prudente ficar alerta em relação a qualquer manifestação estranha e consultar seu veterinário caso observe algo suspeito.
Hiperplasia gengival
São tumores benignos da boca essencialmente, um crescimento excessivo do tecido gengival comumente visto em Boxers de meia idade e mais velhos. Estes tumores podem ser numerosos; no entanto normalmente não causam danos significativos.
Ocasionalmente eles deformam a posição dos lábios e estéticamente não são atraentes. Visto que eles podem reter partículas de alimento, o dono deve prestar atenção bucal. Consulte sempre seu veterinário para excluir qualquer malignidade possível.
Doença do Coração
Assim como a maioria das raças caninas, os Boxers estão sujeitos a enfermidades do coração. Entre elas incluem-se anomalias congênitas, bem como doenças adquiridas mais tarde. As doenças cardíacas do Boxer normalmente enquadram-se em duas categorias: estenose aórtica e cardiomiopatia.
A aórtica é uma doença congênita, um estreitamento ou constrição do sistema de fluxo do ventrículo esquerdo para a aorta. Geralmente esta deficiência ocorre abaixo da válvula aórtica e por isso é denominada estenose subaórtica. Pode ser detectada por um sopro sistólico pelo seu veterinário – frequentemente num jovem filhote se o estreitamento for severo, ou num cão mais velho se a constrição for menos aguda. Deve-se fazer distinção entre este sopro- as frequentemente denominados sopros de fluxos” inocentes que desaparecem com o crescimento do filhote. Não há nenhum tratamento cirúrgico viável e se a deficiência resultar em arritmias ventriculares, geralmente é utilizado uma terapia anti- arrítmica. A estenose subaórtica pode levar à falencia do coração e/ou morte súbita, porém formas amenas da anomalia podem passar despercebidas, não sendo incompatíveis com a vida normal.

A cardiomiopatia é uma doença do próprio músculo do coração. Causa arritmias que ameaçam a vida e freqüentemente conduzem à morte súbita ou falência do coração. Pode ser causada por certos venenos; infecções bacterianas, parasitas e virais (notadamente parvovirus); uremia severa, diabetes e insolação. Nos Boxers, entretanto, ela freqüentemente ocorre na meia idade por motivo desconhecido. Indubitavelmente a hereditáriamente desempenha um papel chave.

A cardiomiopatia é muito comum em toda a raça na América do Norte e não há um modo fácil de evitá-la. A boa notícia e que uma grande chance de seu Boxer nunca venha a desenvolvê-la.

Contudo, você deve estar ciente de seus sintomas. Se seu Boxer alguma vez apresentar fraqueza súbita ou desmaios você precisa investigar a causa deste comportamento. Estes são sintomas clássicos de cardiomiopatia da raça e não podem ser ignorados. Muitas vezes, se você levar seu cão ao veterinário depois de episódio destes, seu batimento cardíaco poderá estar normal. Infelizmente isto não é garantia de um coração saudável porque as arritimias, geralmente de origem ventricular, só podem ser detectadas sob esforço nos primeiros estágios da doença. São necessários testes mais sofisticados.
A cardiomiopatia pode ser tratada com drogas anti arrítmicas e uma vez regulado o coração do cão, ele poderá viver muitos anos sem mais nenhum sintoma. Criadores de Boxers conscienciosos estão financiando pesquisas sobre este problema e esperam um dia identificar “sinais” genéticos de modo que a cardiomiopatia possa finalmente ser eliminada ou grandemente reduzida.
Displasia do quadril
Esta é uma doença que se desenvolve na articulação do quadril de muitas raças de cães, inclusive os Boxers. A cabeça do fêmur (osso da coxa) e o acentábulo (encaixe do quadril) tornam-se incompatíveis; a articulação enfraquece e perde sua função característica. A relutância em submeter-se a exercícios físicos vigorosos, o andar manco e a dor são sinais possíveis de displasia de quadril, que se manifestam normalmente entre os quatro meses de idade e um ano. Subir escadas ou levantar-se de uma posição sentada ou deitada pode ser difícil e o cão poderá gritar se a articulação do quadril for manipulada. As radiografias dão definitivamente o diagnóstico e mostrarão a evidência da falta anormal de firmeza da articulação. O tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas de dor e inclui terapia medicamentosa e cirurgia. A displasia do quadril é tida como hereditária, mas outros fatores como dieta alimentar e condicionamento não podem ser excluídos. Cães com mais de vinte e quatro meses podem ser registrados e avaliados pela Orthopedic Foundation For Animals (OFA) na Columbia, Missouri.
Hipotireoidismo
A ocorrência do hipotiroidismo no Boxer adulto está sendo diagnosticada com mais freqüência. Esta deficiência pode ser causada por tumores na tiróide ou basicamente pelo mau funcionamento da glândula. O que acontecerá é que a glândula tiróide revela -se deficiente na produção de Hormônios tiroidianos. A tiróide deficiente pode afetar muitos órgãos. Dentre os sintomas temos: pêlo excessivamente ralo ou perda total dos mesmos, obesidade, falhas reprodutivas e infertilidade, anemia e letargia. O diagnóstico é confirmado através de exame de sangue que comprove níveis inadequados de hormônios da tiróide na circulação. A administração de doses cuidadosamente determinadas de reposição hormonal aliviarão a maioria dos sintomas e provavelmente precisarão ser ministradas visando o equilíbrio da vida do cão.
O envelhecimento do Boxer
A medicina geriátrica canina realizou grandes avanços ao longo dos anos. Vidas plenas e felizes podem muitas vezes ser prolongadas através de tratamentos médicos apropriados destinados a rejuvenescer e aliviar o stress de um organismo em declínio. O velho Boxer é uma grande dádiva, o valioso amigo que compartilhou e enriqueceu a vida de seus familiares por muitos anos.
Sintomas do envelhecimento
Embora a maioria dos Boxers tenda a agir vigorosamente durante toda a vida, seu velho cão poderá recusar-se a correr e brincar como fazia antes. Ele pode desenvolver artrite; se sofreu algum dano no esqueleto ou nas articulações durante sua vida, isto poderá trazer-lhe desconforto. Ele pode apresentar dificuldade em levantar-se ou mancar periodicamente. Há excelentes remédios contra a dor para estes problemas que podem ser prescritos pelo seu veterinário.
Sua responsabilidade para com o velho cão é na maioria das vezes, uma questão de bom senso. Não se pode permitir que ele se torne obeso. O excesso de peso em cães, como nas pessoas, causa tensão desmedida ao coração e ao esqueleto. À medida que envelhece, o metabolismo se tornará mais lento e irá requerer menos calorias. Há excelentes alimentos cuidadosamente elaborados para cães mais velhos. Se seu boxer parece inclinado a correr a toda velocidade como se fosse um filhote, mas você sabe que ele tem uma articulação de joelho frágil ou astrite da espinha dorsal ou coração anormal, seus exercícios devem ser limitados dentro de parâmetros sensatos. Dê-lhe uma cama boa e macia para deitar-se, mas, acima de tudo, mantenha-o em ordem, conserve suas unhas aparadas e faça-o sentir que ainda é um valioso membro da família.

PADRÃO DA RAÇA 
Padrão FCI: nº 144 / 10 de abril de 2002 / BR;
Origem: Alemanha
Nome de Origem: Deutsher Boxer
Utilização: Boiadeiro guarda e defesa.
Classificação FCI: 
- Grupo 02 – Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços;
- Seção 2.1 – Tipo Dogue/Mastife;
- Com prova de trabalho.
ASPECTO GERAL - o bóxer é um cão de talhe médio, pêlo liso, compacto, de estrutura quadrada e ossatura robusta. Sua musculatura é seca, fortemente desenvolvida, modelagem nitidamente definida. Sua movimentação é enérgica, poderosa e nobre. O bóxer não é rústico, pesado, muito leve, nem lhe falta substância.
PROPORÇÕES - Comprimento do tronco: construção é de figura quadrada, isto é, a altura na cernelha: a horizontal da cernelha e as duas verticais, uma tangenciando a ponta do ombro e a outra a ponta do ísquio, formam um quadrado.
TALHE 
• Altura na Cernelha
Macho: Altura Máxima – 63 cm
Altura Mínima – 57 cm
Altura Ideal – padrão não comenta.

Fêmea: Altura Máxima – 59 cm
Altura Mínima – 53 cm
Altura Ideal – padrão não comenta.

• Comprimento - igual à altura na cernelha
• Peso - Machos: acima de 30 kg (com cerca de 60 cm de altura na cernelha).
- Fêmeas: cerca de 25 kg (com cerca de 56 cm de altura na cernelha).

TEMPERAMENTO - de nervos firmes, autoconfiante, tranqüilo e equilibrado. O temperamento é da maior importância e requer maior atenção. Sua ligação e fidelidade para com o dono e seu território, sua vigilância, sua intrépida coragem como defensor e guardião, é bem conhecida ha muito tempo.
Dócil no meio familiar, mas desconfiado para com os estranhos; de temperamento alegre e amistoso nas brincadeiras, contudo destemido numa situação séria. De fácil treinamento por conta de sua avidez por obedecer, sua mordacidade natural e acuidade olfativa. Pouco exigente e asseado, é tão agradável e apreciado em seu círculo familiar tanto como cão de guarda quanto de companhia. De caráter franco, sem falsidade ou traiçõe
PELE - ajustada, elástica e sem rugas.
PELAGEM - pêlo curto, duro, brilhante e bem assentado.
COR - fulvo (dourado) ou tigrado.
O fulvo se apresenta em diversas tonalidades, indo do fulvo claro ao ruivo-cervo escuro; mas as tonalidades mais bonitas são as intermediárias (ruivo/fulvo). Máscara preta.
O tigrado também se apresenta nas diversas tonalidades já descritas, e sobre essas cores se desenham listas transversais, de cor escura ou preta, no sentido da direção das costelas. O contraste entre a cor das listas e a cor base deve ser nítido. As marcas brancas não devem ser completamente rejeitadas; elas podem , até mesmo, ser muito agradáveis.
CABEÇA - confere ao bóxer o seu aspecto característico: bem proporcionada ao tronco sem parecer leve nem muito pesada. O focinho, o mais largo e poderoso possível.
REGIÃO CRANIANA 
• Crânio - bem modelado, deve ser o mais anguloso e esbelto possível. Ligeiramente arqueado, sem ser abobadado e curto, nem plano. De largura moderada e o occipital não muito pronunciado. O sulco sagital é apenas ligeiramente definido, sem ser muito profundo, especialmente entre os olhos.
• Stop - a testa forma uma nítida interrupção com a linha superior do focinho. A cana nasal jamais deve ser encurtada, como no Buldogue, nem caída para a frente.
REGIÃO FACIAL
• Focinho - poderosamente desenvolvido nas três dimensões de volume sem ser pontiagudo ou estreito, nem curto ou plano.
Sua forma é determinada por:
* – formato dos maxilares;
* – posição dos caninos;
* – maneira com que os lábios se amoldam a essa estrutura;
os caninos devem ter bom comprimento e serem inseridos o mais afastados um do outro possível de maneira que a face anterior do focinho seja larga, quase quadrada, formando um ângulo obtuso com a linha superior do focinho. Na frente, a borda
• Trufa - larga, preta muito ligeiramente arrebitada com narinas bem abertas. A ponta da trufa é ligeiramente mais alta do que sua raiz.
• Lábios - os lábios arrematam o formato do focinho. O superior é espesso, formando um acolchoado, que preenche o espaço do prognatismo entre a arcada superior e inferior e fica apoiado nos caninos inferiores.
• Bochecha - desenvolvidas proporcionalmente aos maxilares fortes sem serem marcadamente protrusas. Fundem-se em suave curva para o focinho.
• Mordedura - a mandíbula se estende além da maxila sendo ligeiramente curva para cima. O bóxer é prognata. A maxila é larga na raiz onde se insere no crânio, diminuindo apenas levemente para a trufa. Os dentes são fortes e saudáveis. Os incisivos são, tanto quanto possível alinhados em linha reta. Os caninos são bem separados e de bom tamanho.
• Olhos - marrom escuros, não muito pequenos e inserção faceando com a superfície da pele, com a rima das pálpebras escura. De expressão enérgica e inteligente, sem ficar com a expressão carrancuda, ameaçadora ou penetrante.
• Orelhas - no seu tamanho natural são de tamanho apropriado. Inseridas bem afastadas no mais alto ponto das faces laterais do crânio. Em repouso, são portadas pendentes bem rentes às faces. Em atenção, voltam-se para frente, caindo e fazendo uma dobra bem marcada.
PESCOÇO - a linha superior se desenvolve num elegante arco desde a nuca, claramente marcada até a cernelha. De bom comprimento, seção redonda, forte, musculado e sem barbelas.
TRONCO
• Linha superior - reta, dorso e lombo curtos, largos e bem musculados.
• Cernelha - marcada.
• Dorso - curto, firme, reto, largo e bem musculado.
• Peito - profundo, descendo no nível dos cotovelos; A profundidade de peito é igual à metade da altura na cernelha. Antepeito bem desenvolvido.
• Costelas - bem arqueadas, sem ser em barril, com as articulações bem anguladas para trás.
• Ventre - ligeiramente esgalgado.
• Lombo - curto, firme, reto, largo e bem musculado.
• Garupa - levemente inclinada, larga, com tênue, quase reto, arqueamento. O osso pélvico é longo e largo, especialmente nas fêmeas.
MEMBROS
Anteriores - , , ,
• Ombros - longos e inclinados bem ajustados ao tórax. Não excessivamente musculados.
• Braços - longos formando um ângulo de 90° com os ombros.
• Cotovelos - trabalhando bem ajustados rente ao tórax.
• Antebraços - verticais, longos com musculatura seca.
• Carpos - fortes, claramente definidos, mas sem dobrar para frente.
• Metacarpos - curtos, quase verticais.
• Patas - pequenas, redondas, compactas com almofadas grossas e duras.
Posteriores - , , ,
• Coxas - longas e largas. A angulação da cinta pélvica com a coxa (articulação coxofemoral) o menos obtusa possível.
• Joelhos - com o exemplar em stay, deve tangenciar a vertical baixada da ponta do ílio.
• Pernas - muito musculosas.
• Metatarsos - curtos com uma leve inclinação de 95° a 100° com relação ao solo.
• Jarretes - forte, bem definido, com o ápice não voltado para cima. A angulação é de aproximadamente 140°.
• Patas - ligeiramente mais longas que as dos anteriores. Compactas com almofadas resistentes.
CAUDA - de inserção mais para alta, a cauda permanece íntegra ao natural.
MOVIMENTAÇÃO - vivaz, com muita propulsão e nobreza.
FALTAS GRAVES - padrão não comenta.
FALTAS ELIMINATÓRIAS: - as gerais.
Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou comportamental deve ser des-qualificado.

Briard

Briard

O Briard é um cão pastor de grandes habilidades como obediência, versatilidade, inteligência e lealdade. Também é utilizado como rastreador e cão de caça.

Ele é tão admirável que é carinhosamente chamado de “um coração envolto em pelo”. Mas, definitivamente, o Briard não é para qualquer lar e dono. O caráter, marca registrada da raça, só consegue ser trabalhado adequadamente com o empenho e dedicação do seu dono.

É sempre leal e afetuoso com aqueles que amam. Já com estranhos, é por natureza reservado.

A sua pelagem necessita de cuidados especiais já que é longa, com pêlo grosso, duro e seco. As cores são preto, variações de cinza, variações de fulvo e qualquer cor uniforme, exceto o branco.

Origem e História

O Briard é uma raça de cães de trabalho francesa muito antiga, ilustrada em tapeçarias do século VIII e mencionada em documentos dos séculos XII, XIV e XVI. Eram usados antigamente para proteger a propriedade e mantimentos dos lobos e caçadores e depois no pastoreio de ovelhas, mantendo-as dentro das pastagens das propriedades sem cerca.

Os Briards não são necessariamente oriundos da Província de Brie como sugere o nome. Muitas autoridades alegam que o nome “Chien de Brie” (Cão de Brie) é uma distorção do nome “Chien d’ Aubry” (Cão de Aubry), pois uma estória conta que Aubry de Montdidier construiu, no século XIV, uma catedral em memória ao seu valioso cão (um suposto Briard) que salvou a vida de seu filho.

O 1º padrão para a raça foi escrito em 1897 por um clube de criadores de cães pastores.

Na guerra foram inigualáveis acompanhando patrulhas, carregando comida, suprimentos e até munição para o front. Relatos do corpo médico dizem que os Briards conduziam a corporação até os feridos no campo de batalha.

Buldogue Americano

Buldogue Americano

Este possante cão é considerado semelhante ao buldogue britânico do século XVI, uma raça criada para enfrentar touros. A cabeça do buldogue americano é grande, e seu pescoço e ombros muito musculosos.
Os colonos trouxeram buldogues da Inglaterra, e a versatilidade dos cães, bons para a guarda e para a caça, garantiu sua popularidade na América.
O buldogue americano é ainda, por excelência, um cão destinado ao trabalho, e por isso existem grandes diferenças em altura e peso entre ele e o modelo britânico (que se tornou cão de companhia e de shows). Derivado do antigo Buldogue criado na Inglaterra séculos atrás, o Buldogue Americano é muito parecido com seu ancestral, tanto fisicamente como no comportamento. Mais até que a raça conhecida hoje por Buldogue Inglês, que com o passar do tempo, acabou sendo transformada em um cão de companhia com o tronco hiperdesenvolvido e as pernas curtas. O Americano conserva as pernas traseiras grandes e bem musculosas, que além de colaborar para o porte maior, permite que se movimente com relativa desenvoltura e velocidade, coisa quase impossível para o Inglês.
A raça que nós conhecemos hoje como o Buldogue americano era originalmente conhecida por muitos nomes diferentes antes que este nome se tornasse um padrão. Em partes diferentes do Sul ele era conhecido como o”English White” ou “White English” porque ele era um cachorro principalmente branco. Ele também foi chamado o “Alabama” ou “Southern Bulldog” mas comumente só ” buldogue “.

*PADRÃO OFICIAL DA RAÇA: 
-AMERICAN BULLDOG BREEDERS ASSOCIATION e AMERICAN BULLDOG ASSOCIATION
País de origem: Estados Unidos
Nome no país de origem: American Bulldog
APARÊNCIA GERAL: Neste item temos de considerar as funções para as quais o Buldogue Americano foi criado. Não foi criado para se apresentar em exposições. Entretanto, certas características físicas específicas são necessárias para bem exercer suas verdadeiras funções de “cão de toreio”, como guarda de propriedades e cão de captura de porcos e bois. A raça deveria ser forte o suficiente para levar touros indomáveis ao chão e atléticos o bastante para capturar porcos soltos em estado semi-selvagem. O Buldogue Americano deve passar a imagem de grande força, agilidade, resistência e de estrutura musculosa e compacta, sem apresentar um tamanho excessivo. Os machos são maiores, de ossatura mais pesada que a das fêmeas.
TAMANHO: Machos devem ter entre 23 e 27 polegadas (58,5 e 68,5cm) na cernelha, pesando entre 75 e 120 libras (33,75 e 54kg). Fêmeas, entre 21 e 25 polegadas (53,3 e 63,5cm), 60 a 85 libras (27 e 38,25kg). O peso deve ser proporcional ao tamanho.
CABEÇA: Média no comprimento e ampla no crânio, com bochechas musculares pronunciadas.
OLHOS: Médios no tamanho. Todas as cores aceitas. A terceira pálpebra não deve ser visível. Pálpebras com orlas pretas são desejáveis em cães brancos. Pálpebras com orlas rosadas são consideradas uma falta estética.
FOCINHO: De comprimento médio (3-5 polegadas, ou 7,6-12,7cm), quadrado e amplo como uma forte mandíbula inferior. Lábios devem ser cheios mas não pendentes. Quarenta e dois a 44 dentes. Leve prognatismo (mordedura em tesoura invertida) é desejável. Mordedura em tesoura ou em torquês são consideradas faltas estéticas. São consideradas faltas estruturais focinhos com menos de 3 polegadas ou com mais de 5 polegadas; lábios pendentes; menos de 42 dentes; prognatismo inferior e superior, com mais de um quarto de polegada; dentes pequenos ou incisivos desiguais. O nariz deve ser preto ou cinza. Em cães com a trufa preta, os lábios devem ser pretos com algum cor-de-rosa permitido. Trufa cor-de-rosa é considerada uma falta estética.
ORELHAS: São aceitas orelhas operadas ou íntegras, dando-se preferência as orelhas íntegras.
PESCOÇO: Musculoso, de comprimento médio, levemente arqueado, afilando-se do ombro à cabeça, com pequenas barbelas permitidas.
OMBROS: Muito musculosos, com largas escápulas. A posição dos ombros não deve forçar uma angulação dos cotovelos para fora.
PEITO, LINHA SUPERIOR E LOMBO: O peito deve ser profundo e moderadamente largo, sem ser excessivamente largo a ponto de empurrar os ombros para fora. A linha superior deve ser de comprimento médio, forte e ampla. O lombo deve ser levemente mais alto, que corresponda a uma leve elevação nas costas. Faltas: dorso selado, peito estreito ou pouco profundo, falta de elevação nas costas.
POSTERIORES: Muito amplo e musculosos e proporcional aos ombros. Quadris estreitos são considerados uma falta séria.
PERNAS: Pernas fortes e retas com uma ossatura pesada. Pernas frontais não devem ser mantidas muito juntas ou muito separadas. Falta: pernas excessivamente afastadas. As pernas traseiras devem ter uma angulação visível da junta da rótula.
PATAS: De tamanho moderado, com dedos de comprimento médio, bem arqueados e mantidos próximos, não espalmados. Quartelas devem ser fortes e retas.
CAUDA: De inserção baixa, grossa na raiz. A cauda não deve curvar em direção ao dorso. Caudas cortadas são consideradas faltas leves.
PELAGEM: Curta, rente ao corpo e dura ao toque. Não deve ser longa ou felpuda.
COR: Branco, branco com tigrado ou vermelho, tigrado ou vermelho cor branco (vermelho é definido como qualquer tonalidade de canela, marrom ou vermelho).
DISPOSIÇÃO: Alerta, corajoso e amigável, com atitudes confiantes. Algum resguardo com estranhos ou agressividade com outros cães não são considerados faltas.
DESQUALIFICAÇÕES: Exemplares cegos ou machos que não tenham os dois testículos visivelmente normais, totalmente descidos da bolsa escrotal. Uma falta estética é considerada falta de menor importância. Uma falta não especificada como estética está relacionada com a estrutura, uma vez que se trata de um cão de trabalho. Em uma exposição ou em outras avaliações, o cão deve ser penalizado em proporção direta à intensidade da falta. Qualquer falta extrema deve ser considerada uma falta séria e deve ser penalizada apropriadamente. Ilustrações não foram incluídas neste padrão porque poderiam não levar em consideração as variações aceitáveis dentro da sua característica de um cão de trabalho. Em alguns padrões, a ênfase centrada em certos tipos físicos tem levado a uma desintegração geral das raças, uma vez que eliminam exemplares que poderiam contribuir em muito para o aprimoramento do respectivo pool genético. Os atributos apresentados no padrão estão relacionados com qualidades no trabalho, que incluem mas não se restringem à agilidade, resistência, força na mordida e resistência ao calor. Qualquer mudança neste padrão só será permitida com a aprovação de 75 % da American Breeders Association. O Buldogue Americano não é uma raça que costumava ser de toreio. Ele permanece exercendo essas funções e aceita todas as chances de prová-lo.

Buldogue Francês

Buldogue Francês

Em suas origens, o buldogue francês participava de cruéis combates contra touros. Hoje ele é um pacifico cão de companhia, com um plantel reduzido no Brasil. As orelhas de morcego são marcantes neste ex-cão de luta francês. Sua expressão amistosa em nada lembra o animal que combatia contra touros, em tempos remotos.
Pequeno, porem forte, o buldogue francês inspira com sua aparência estranha grande e provoca curiosidade em quem o vê pela primeira vez. As orelhas de morcego e o tipo de crânio forte, largo e quadrado são características marcantes neste cão que durante o século XIX, era o principal personagem de combates de touros que era o passa tempo preferido de carregadores, cocheiros e açougueiros dos bairros baixos de Paris.
Ao contrário do Bulldog_Inglês, de quem provavelmente descende, o Francês não tem e xpressão agressiva, embora mostre-se sempre. Os lábios negros, pendentes, cobrindo totalmente o lábio inferior, faz com que se pareça um pouco carrancudo. Ao mesmo tempo, tem um ar de permanente disposição para brincadeiras. Bem balanceado de constituição compacta e musculosa, o Bulldog é acima de tudo, um cão rústico. Seu corpo arredondado e leve toma-o muito ágil, capaz de impulso rápido e grandes saltos.
Hoje basicamente um animal de estimação é hoje um companheiro adorável. Tanto assim que, entre os donos de um exemplar costuma-se dizer que quem já viveu com um deles dificilmente se acostuma com sua ausência. Há razões de sobra para se gostar de um buldogue francês: além das características de inteligência, fidelidade e coragem, ele late pouco e tem pequeno porte, o que o toma um excelente cão de companhia.
As origens do buldogue francês estão cercadas de controvérsia. Segundo alguns cinófilos, esta seria uma raça tipicamente francesa, obtida através de sucessivos cruzamentos entre variedades pouco conhecidas, mas comuns em diversos subúrbios de Paris, e reprodutores importados da Bélgica, através de cuidadosas seleções, conseguiu-se, então um tipo de cão que acabou fixando a raça. Uma outra versão atribui a ascendência desta raça ao Bulldog Inglês, que em ninhadas, originou cães menores, chamados “miniaturas”. Por não ser de agrado dos ingleses, esta variedade teria sido enviada a França, no século XVIII, onde foi criada com terriers locais. A criação alcançou o auge a partir de 1.850, Quando o Rei da Inglaterra, Eduardo Vil, comprou um filhote, influenciando a burguesia européia a adotar a raça definitivamente nessa época, era elegante possuir um exemplar e desfilar com ele pelas ruas de Paris em lindas coleiras de pele de vison. Até então, o buldogue francês, embora já fosse apreciado por todas as camadas sociais, era um companheiro constante dos cocheiros franceses, que os levavam em suas viagens. Não foram grandes as transformações físicas resultante das tentativas de aprimoramento, através de sucessivos acasalamentos.
Ainda raro no Brasil, sua criação foi iniciada no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, mas hoje com a divulgação da raça por expositores em concurso de beleza e fotos em revistas, já podemos encontrar exemplares em vários outros estados como São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Santa Catarina. Não se sabe quando e quem introduziu o buldogue francês no Brasil. O certo é que ele teve um desenvolvimento significativo a partir de 1.978.
O Bulldog e as Crianças
Bulldog é um animal amável, reservado, paciente, digno, fiél, dócil, resoluto, corajoso, afetuoso, pertinaz, determinado, paciente, caseiro, resistentes, como se tal não bastasse, ele é um animal inteligente, muito observador, dotado de uma excelente memória, muito amável com as crianças, sabendo ponderar forças com as travessuras delas, ele fica intransigente com todo o estranho de aparência suspeita.
Não Teme Outras Raças
Ele já foi um matador de toros. Hoje é um cão tido como imperturbável carinhoso e companheiro. A função de combate desapareceu e a ferocidade deixou de ser uma qualidade desejável, por isso, os criadores passaram a fazer acasalamentos buscando transformar o Bulldog num animal dócil, apto para a convivência.
Embora pacífico, o buldogue francês preserva algumas características de seus ancestrais guerreiros: não teme outros animais, independente de tamanho e grau de ferocidade que possuam. Tem força e espírito de decisão para reagir a qualquer ataque, quando briga sua pele mais solta impede que seja ferido com facilidade. No entanto, pode conviver com outro cão.
Tem Cara de Poucos Amigos
Sua “expressão de morcego” dá a ele uma expressão realmente agressiva. Em casa vê um estranho, apenas late para alertar o dono sobre uma possível invasão de seu território. Mas, se a pessoa for amiga, ele aceita e faz questão de fazer amizade facilmente. É um cão pequeno de fácil adaptação em casas e apartamentos.
Enfim, deixando de lado sua expressão tão temida, é um cãozinho apaixonante, que com certeza vai conquistar seus corações.
Padrão da Raça
APARÊNCIA GERAL
pequeno porte, robusto, ossatura forte, estrutura compacta e bem musculoso; atarracado em todas as proporções, pêlo curto, focinho curto e achatado, orelhas eretas e cauda, naturalmente curta.
PELAGEM -
Pêlo liso, denso, brilhante e macio
COR -
Em duas variedades: rajada e rajada com branco
CABEÇA - bem forte e, larga e simétrica. A pele forma dobras e rugas quase simétricas
CRÂNIO - Largo, quase chato, testa bem arqueada. Arcadas supeciliares proeminentes, separadas por profundo sulco entre os olhos, sem prolongar-se sobre a testa. Crista entre os olhos, sem prolongar-se sobre a testa. Crista occiptal pouco desenvolvida.
STOP - profundamente acentuado.
OLHOS - inserção baixa, grandes, bem redondos, levemente protuberantes, bem afastados da trufa a das orelhas, de cor escura, sem mostrar o branco (esclerótica), orla das pálpebras preta.
ORELHAS - inserção alta, moderadamente juntas, tamanho médio, largas na base e arrendadas nas pontas, portadas eretas, com a concha voltada para a frente, couro fino.
FOCINHO - curto, 1/6 do comprimento do crânio, largo, com pregas descendo simetricamente pelos lábios superiores. Músculos das bochechas bem desenvolvidos sem ser salientes.
TRUFA - larga, muito curta, arrebitada, narinas bem abertas e inclinadas para trás.
LÁBIOS - pretos, grossos e ligeiramente pendentes, cobrindo os dentes por completo.
MORDEDURA - prognatismo, acentuado pela curvatura ampla que contorna a ponta do queixo. Dos ossos mandibulares largos, simétricos e fortes. O arco dos incisivos inferiores está sempre à frente dos superiores.
TRONCO -
PESCOÇO - curtos, fortes, musculatura firme e aparente.
ANTERIORES - braços curtos, cotovelos trabalhando rente ao tórax. Antebraço curto, bem separado, retilíneo e musculoso. Metacarpos fortes e curtos, Aprumos retos.
POSTERIORES - fortes e musculosos, um pouco mais longo que os anteriores, elevando a garupa. Visto de perfil e por trás, os aprumos são retos, coxas musculosoas, firmes sem serem muito arredondadas. Jarretes curtos, moderadamente angulados.
PATAS - (pés de gatos), anteriores redondas, pequenas, boa pisadura no solo, ligeiramente voltadas para fora. Dedos bem compactos, unhas curtas, grossas e pretas. Nos exemplares rajados, as unhas pretas, nos branco e rajados, preferência para unhas escuras, aceitáveis as unhas claras. Posteriores bem compactoas, sem ergôs.
CAUDA -
Curta, inserção baixa, portada rente às nádegas, grossa na raiz, reta ou enroscada (em saca-rolhas) e afilada na extremidade.Portada abaixo da horizontal, mesmo na movimentação. Relativamente longa é admissível, mas não deve ser procurada.
MOVIMENTAÇÃO -
Desenvolta, com movimentos paralelos.

Buldogue Inglês

Buldogue Inglês

Adestrado para a luta, pelo homem, o buldogue é realmente o resultado de largos processos seletivos, que permitiram obter uma raça cujas características principais são anomalias notáveis. Apesar do seu aspecto hostil e nada dócil, o buldogue é um dos cães mais tranqüilos e pacíficos; fidelíssimo, limpo, inteligente, muito robusto, exibe os seus dotes de combatente somente se é agredido abertamente.
O termo “bulldog” é uma palavra inglesa composta por duas: “Bull – touro” e “Dog – Cão”.
Derivaria do fato de que, até meados do século XVIII, este cão era obrigado a combater nas pistas contra os touros. Enquanto as origens da raça originam-se do antigo mastim de sangue asiático que, estabelecido na Inglaterra, converteu-se naquele pugnax Britanniae que os romanos levaram para a sua pátria com a finalidade de combater com seus pugnaces (cães de luta) isto é os molossos de criação grega. Se excetuarmos estas remotas origens, o buldogue, tal como é conhecido, é de formação indiscutivelmente inglesa.
Numerosos documentos encontrados na Grã-Bretanha testemunham a presença, em épocas distantes, de um cão muito parecido com o buldogue contemporâneo, por aquelas paragens: sua missão primordial era servir de espetáculo combatendo. No período entre os séculos XIII e XVIII os espetáculos de lutas com os cães eram freqüentes e cada aldeia tinha o seu próprio ring.Os cães destinados à luta contra os touros eram selecionados cuidadosamente; não porque se buscasse a beleza e a simetria das formas, mas a coragem sem limites, o instinto de agressão e uma ferocidade extrema. Através da cuidadosa seleção obteve-se um cão tão sanguinário que nem a dor o detinha.
No fim do século passado surgiu um movimento de oposição contra este gênero de combates e conseguiu-se que o parlamento inglês aprovasse uma lei proibindo-os.
PADRÃO DA RAÇA 
Padrão FCI nº 149.
Origem: Grã-Bretanha;
Nome de origem: Bull Dog / Fêmea: Bull Bitch;
Utilização: companhia.
Classificação FCI – grupo 2 – Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços;
seção 2.2.1. – Molossos, Tipo Dogue;

ASPECTO GERAL - compacto, robusto, atarracado, baixo, largo, possante e de pelagem lisa. Cabeça massuda e pesada. Focinho curto, largo rombudo e ascendente; tronco curto; membros fortes e bem musculados posteriores altos, um pouco mais leves que os poderosos anteriores. A fêmea é pouco menor que o macho. Sua figura revela determinação, força e atividade.

TALHE
- altura na cernelha: (padrão não comenta).
- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: macho 25 quilos e fêmea 23 quilos.

TEMPERAMENTO - (padrão não comenta).

PELE - (padrão não comenta).
PELAGEM - textura fina, curta, fechada e lisa.
COR - sólida com ou sem máscara ou focinho preto. As cores são uniformes (puras e brilhantes): vermelho – nas tonalidades fulvas, fulvo claro, rajado, com ou sem branco, ou branco puro.
Altamente indesejáveis – cores pretas, fígado e preto e castanho.

CABEÇA - pele solta e enrugada, muito alta e curta. Testa chata não ultrapassa a linha anterior do focinho. Os ossos frontais são proeminentes largos e altos; a distância entre os cantos mediais dos olhos e a extremidade do nariz, é maior que a da extremidade do nariz ao bordo do lábio inferior. Visto de frente, o contorno das bochechas, bem acolchoadas ultrapassa, lateralmente, o limite dos olhos.
Crânio - perímetro medido à frente das orelhas é quase igual a altura na cernelha; a distância da mandíbula ao topo do crânio parece muito alta; contorno simétrico. Sulco sagital, largo e profundo até o meio do crânio e que pode ainda ser percebido no topo.
Stop - profundo entre os olhos segue o sulco sagital.
Focinho - curto dos zigomas até o nariz, largo, arrebitado e muito profundo do canto distal dos olhos à comissura da boca e apresenta rugas na pele.
Trufa - preta. A ponta do nariz é projetada na direção dos olhos. Entre as narinas grandes há uma linha vertical bem definida.
Lábios - superior grosso, largo pendente e com caimento, cobrindo inteiramente as laterais do maxilar inferior sem cobrir na frente, onde apenas toca o lábio inferior cobrindo inteiramente os dentes, fortes, sólidos e imperceptíveis com a boca fechada.
Mordedura - maxilares são largos maciços e quadrados, com os seis incisivos alinhados entre os caninos, que são bem afastados. A mandíbula projeta-se consideravelmente à frente da maxila e se curva para cima. De frente, o maxilar inferior deve ser encaixado sob o maxilar superior, ao qual é paralelo.
Olhos - inseridos baixo, no plano da pele, bem afastados das orelhas e estão, com o stop, na perpendicular que passa pelo sulco frontal, bem afastados, com os cantos distais dentro do contorno das bochechas. Redondos, de tamanho moderado, de cor bem escura quase preta – olhando para a frente, não exibem a esclerótica.
Orelhas - inserção alta, bem afastadas entre si e dos olhos, pequenas, finas e portadas em rosa. Visto de frente, a borda medial das orelhas, contundem-se com o contorno do alto do crânio.

PESCOÇO – de comprimento moderado para curto, muito grosso, forte na base. Linha superior arqueada. Barbelas, formadas por abundante pele solta, grossa e enrugada na garganta.

TRONCO - com ligeiro declive logo após a cernelha (a parte mais baixa), de onde a viga vertebral se eleva até o lombo arqueado até a cauda, que é uma característica significativa da raça.
Cernelha – (padrão não comenta).
Dorso – curto, forte, largo na cernelha e mais estreito no lombo.
Peito - amplo e redondo, de diâmetro grande e muito profundo, da cernelha ao esterno, junto ao antepeito e bem descido entre os anteriores.
Costelas – bem arqueadas e voltadas para trás.
Ventre - recolhido e não pendente.
Lombo - topo mais alto que a cernelha.
Garupa - (padrão não comenta).

MEMBROS
Anteriores - muito fortes e firmes, bem desenvolvidos, e afastados, musculados e retos. Curtos, comparados aos posteriores, sem caracterizar dorso longo ou prejudicar a movimentação.
Ombros – largos, bem inclinados, muito musculados, parecendo terem sido acrescentados.
Braços – (padrão não comenta).
Cotovelos – baixos e bem afastados das costelas.
Antebraços – (padrão não comenta).
Carpos – (padrão não comenta).
Metacarpos – curtos, retos e fortes.
Patas – (padrão não comenta).

Posteriores - mais longos que os anteriores para levantar o lombo e musculados.
Coxas – (padrão não comenta).
Joelhos – redondos e ligeiramente abertos.
Pernas – (padrão não comenta).
Metatarsos – (padrão não comenta).
Jarretes – curtos, levemente angulados, retos e fortes.
Patas – anteriores retas, ligeiramente voltadas para fora, tamanho médio e moderadamente arredondadas. Posteriores redondas, compactas, desviam-se para fora. Dígitos, compactos, espessos, bem separados, destacam-se as juntas altas.

Cauda - inserção baixa, grossa, saliente, reta, depois inclina para baixo, afinando rapidamente até a ponta. Seção redonda lisa, moderadamente curta, portada baixo, sem uma curva evidente para o alto na ponta.

Movimentação - andadura pesada e travada, parecendo marchar com pequenas passadas na ponta das patas, os posteriores não se elevam, parecendo arrastar-se. Quando o cão corre, uma das espáduas esta sempre bem avançada.

Faltas - avaliadas conforme a gravidade.

DESQUALIFICAÇÕES - as gerais.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal

Bull Terrier

Bull Terrier

Em 1835, foi votada pelo Parlamento Britânico uma lei que proibia o combate entre cães (normalmente “Bulldogs”) e touros. Esta lei não conseguiu extinguir a paixão do povo inglês pela luta entre animais. Os mesmos cães que antes enfrentavam os touros, passaram a ser utilizados em rinhas de cães, que não eram exatamente uma novidade pois em outros países este hábito já existia há muito tempo.
Sendo tais combates proibidos pela lei Britânica, as “rinhas” eram realizadas às escondidas, na clandestinidade. As lutas entre os Bulldogs eram rápidas e sem mobilidade, já que os cães mordiam e não soltavam mais até a morte, fato que fez com que os mais “apaixonados” pela atividade procurassem a criação de uma raça que mantivesse a valentia, combatividade, tenacidade e insensibilidade à dor do “Bulldog “a outros predicados que se faziam mister para uma boa “briga”. O cão utilizado para esta “miscigenação” foi o Terrier branco existente na ilha, muito popular, valente e ágil, caçador de predadores como lobos e raposas.
Assim surgiram os primeiros Bulldogs and Terriers, que durante gerações combateram seus irmãos de raça.
Pouco a pouco o Bulldog and Terrier foi se tornando o companheiro do inglês de classe média, principalmente dos universitários de Cambridge e Oxford, subindo posteriormente para os salões mais nobres.
Por volta de 1850, um lorde de Birmingham, chamado James Hinks resolveu apurar um pouco mais a raça, que carecia de beleza e simetria. Durante anos efetuou cruzamentos utilizando outras raças e muita consangüinidade, até o ano de 1862, quando apresentou pela primeira vez em uma exposição, o cão resultante de seu trabalho. Foi considerado um cão muito superior em confronto, beleza e temperamento aos antigos Bulldog and Terrier.
Desde então, vem sendo criado em vários países como Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Holanda, Argentina dentre outros e, recentemente no Brasil.
Hoje o Bull Terrier é um cão cercado de lendas e histórias, contadas na sua maioria por maus proprietários, que se aproveitam de sua valentia, determinação e força para outros fins, como também se aproveitam de outras raças como: American “Pit Bull” Terrier, Mastim Napolitano, dentre outras.
Devido aos vários incidentes ocorridos ultimamente envolvendo cães da raça American Pit Bull Terrier, mais conhecido como PIT BULL, a imagem do BULL TERRIER vem sendo erroneamente utilizada pela mídia para identificação visual dos cães, provavelmente pela similaridade de nomes, mesmo sendo cães muito diferentes na aparência e temperamento.
O Bull Terrier atual é antes de tudo um grande amigo e companheiro, sempre cheio de vida e disposição, com abnegação total pelo seu amado senhor; gosta do ambiente familiar, tem paciência de “Jó” com as crianças e quando é ignorado, normalmente procura as pessoas da família com pequenos encontrões e lambidas como que implorando a sua atenção e carinho. Por ser um cão rústico, não necessita de cuidados especiais, podendo ser criado em pequenos espaços e até em apartamentos, precisando apenas de passeios diários a fim de exercitar a sua poderosa musculatura.
Dentro de casa é um cão educado e inteligente, preservando o seu espaço. Por ter o pelo curto, a sua higiene é fácil e sempre faz suas necessidades no lugar escolhido por seu dono. Outra característica muito marcante do Bull Terrier é que ele praticamente não late, só o fazendo normalmente para avisar a presença de estranhos.
Com temperamento alegre, gosta muito de deitar em um confortável sofá e assistir a um bom programa na televisão juntamente com a família, de brincar e pular como um “canguru” e dar rodopios no ar para chamar a atenção, buscar bolinhas e outros brinquedos, apesar de não deixá-los inteiros por muito tempo.

Padrão da Raça
ASPECTO GERAL: cão de constituição forte e sólida, musculoso e simétrico, com uma expressão viva, determinada e inteligente.

CARACTERÍSTICAS: o Bulterrier é o gladiador das raças caninas, plena impetuosidade e coragem. É único em suas características de cana nasal descendente (downface) e cabeça ovóide. Independente do tamanho, os machos devem ser notadamente másculos e as fêmeas bem femininas.

TEMPERAMENTO: equilibrado, talhado à disciplina, se bem que obstinado, é particularmente amável com as pessoas.

CABEÇA E CRÂNIO: cabeça longa, forte e profunda até o final do focinho, jamais grosseira. Visto de frente, tem o formato de um ovo de superfície uniforme e lisa, mas chato entre as orelhas. Visto de perfil a linha superior desde o topo do crânio até o focinho é arqueada. A trufa é preta com a ponta inclinada para baixo e as narinas bem desenvolvidas; o maxilar inferior é forte e profundo.

BOCA: dentes sadios, fortes, de bom tamanho e ortogonalmente inseridos. Apresentam uma mordedura em tesoura perfeita, completa com os incisivos alinhados, isto é, os incisivos superiores ultrapassam, pela frente, os inferiores, em contato justo e todos inseridos ortogonalmente aos maxilares. Lábios secos e ajustados.

OLHOS: de aspecto estreitos e triangulares, inserção oblíqua e profunda, pretos ou marrom tão escuro quase preto, com expressão penetrante. A distância, desde os olhos até a ponta do nariz, deve ser, nitidamente, maior que a dos olhos ao topo do crânio. Olhos azuis ou parcialmente azuis são indesejáveis.

ORELHAS: inseridas relativamente próximas, pequenas, finas e portadas firmemente eretas.

PESCOÇO: bem musculoso, longo, arqueado, reduzindo o diâmetro da cernelha para a cabeça, sem barbelas.

ANTERIORES: ombros fortes e musculosos, sem serem carregados. A ponta dos ombros fica próxima à ponta do esterno com as escápulas planas, largas, com pronunciada angulação com os úmeros. Membros anteriores retos com ossatura de seção redonda, muito fortes e robustos de modo que o cão possa ficar, solidamente, plantado conferindo um paralelismo perfeito. Cotovelos fortes, firmes e bem ajustados, trabalhando rente ao tórax. No cão adulto os cotovelos ficam na metade da distância da altura na cernelha. Metacarpos verticais.

TRONCO: bem roliço costelas muito bem arqueadas, dorso curto e forte. A linha superior é de nível desde a cernelha, lombo levemente arqueado, largo e bem musculoso. Peito, visto de frente, é largo; visto de perfil, com grande profundidade da cernelha ao esterno. A linha inferior, do esterno ao ventre sobe em graciosa curva.

POSTERIORES: visto por trás, os posteriores apresentam paralelismo. As coxas devem ser musculosas e as pernas bem desenvolvidas. Os metacarpos são curtos e retos, os joelhos e jarretes são bem angulados.

PATAS: redondas e compactas, com dedos bem arqueados.

CAUDA: curta, de inserção baixa, portada horizontalmente. Mais grossa na raiz, afinando, gradualmente, até a ponta.

PELAGEM: pêlo curto, assentado, denso e áspero ao toque e bem brilhante. O subpêlo macio e pode estar presente no inverno. A pele é firmemente aderida ao corpo.

COR: nos brancos é branco puro. A pigmentação da pele ou marcações na cabeça não devem ser penalizadas. Nos coloridos, a cor deve predominar em área sobre o branco. O rajado é preferido. Rajado escuro, vermelho, castanho claro e tricolor são aceitáveis. Marcas pequenas no pêlo branco são indesejáveis, azul e fígado são altamente indesejáveis.

TAMANHO: não há limites para a altura e o peso, mas o cão deve dar a impressão de máxima substância para seu tamanho, em coerência com as suas qualidades e sexo.

Bulterrier Miniatura: neste caso a altura não pode exceder a 35,5 cm e não há limite para o peso desde que dê a impressão de substancioso e de proporções equilibradas.

MOVIMENTAÇÃO: através da cobertura de solo e do movimento característico ritmado, fácil e fluente, o cão transmite a sensação de ter todas as suas partes bem integradas. No trote os membros trabalham em planos paralelos. Quando a velocidade aumenta, as pegadas convergem para o eixo central. Os anteriores apresentam bom alcance de passadas e os posteriores fornecem bastante propulsão pela ação compassada das ancas e da garupa e pela flexão dos joelhos e jarretes.

FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

Bullmastiff

Bullmastiff

História 
O Bullmastiff é uma raça relativamente recente tendo sido criada a partir do cruzamento do Mastim Inglês com o Bulldog Inglês. Os britânicos tinham um sério problema de pesca ilegal no século XIX. Necessitam por isso do cão de guarda perfeito: com velocidade para perseguir os pescadores e com força para derrubá-los e manter no chão até a chegada dos guardas. Entre as raças mais comuns na Inglaterra estava o Mastim Inglês, forte, mas lento, o Bulldog, rápido, mas pouco possante. Para auxiliar os guardas na tarefa de vigiar e guardar a noite, altura em que a pesca ilegal era praticada, foi criado o Bullmastiff. Esta raça foi criada, não para atacar, mas para subjugar o pescador, e rezam os registos de que o Bullmastiff nunca perdeu.

Foi a sua eficácia que fez com que deixasse de ser necessário, pois a pesca ilegal tinha abrandado consideravelmente. O guarda de camuflagem afogueada, ideal de passar despercebido à noite, deu origem então ao animal de companhia e guarda de cor fulva.

Em vez de perpetuarem o cruzamento entre o Mastim Inglês e o Bulldog, os criadores apostaram na estabilização da raça. Ficou estabelecido que a combinação ideal seria 60% do Mastim Inglês e 40% do Bulldog.

A raça foi pela primeira vez levada a uma exposição canina em 1924, uma vez que era necessário três gerações de Bullmastiffs puros para que a raça pudesse ser aceite no Reino Unido.

Apesar de serem seleccionados para cães de guarda, o Bullmastiff teve outros papeis e chegou mesmo sido utilizados como auxiliares do exército e da polícia. Hoje em dia é um excelente cão de companhia, adaptando-se muito bem à vida em família, embora mantendo as suas características de defesa e guarda.

Temperamento
O Bullmastiff é um cão de personalidade forte, sendo bastante leal ao dono e possuidor de uma coragem invejável.

Com um instinto bastante protector é um bom cão de guarda pessoal e de território. Não aceita estranhos no seu território, a não ser que sejam apresentados pela família. O Bullmastiff protege o território, não atacando, mas deitando os intrusos por terra e mantendo-os seguros por baixo das suas patas. Apesar disso, o Bullmastiff é mais agressivo do que o Mastim Inglês.

Por esta razão deve ser socializado e treinado desde pequeno. Devido a estas exigências, o Bullmastiff não é um cão para donos inexperientes.

Com a família é dócil e afectuoso. Bonacheirão, é bastante calmo dentro de casa e adapta-se bem à vida em apartamentos. Para isso é necessário exercitá-lo durante mais de meia hora por dia. Um passeio é a actividade ideal para o Bullmastiff. Mas é necessário algum cuidado na rua, pois esta raça geralmente não se dá bem com outros cães. O Bullmastiff gosta também de fazer parte das actividades em família e brincar com as crianças. Mas devido ao tamanho possante do Bullmastiff é necessária vigilância constante quando cão e criança estão juntos.

Aparência Geral
O Bullmastiff é um cão de grande porte, de constituição forte e robusta. O crânio é grande e quadrado, com o nariz curto e enrugado. O focinho preto é imprescindível. Os olhos são castanhos e as orelhas em forma de V, dobradas para frente. Os lábios são pendentes, sendo o inferior coberto pelo superior. O pescoço é largo e forte, continuando num peito igualmente largo e fundo. Os membros anteriores são musculosos e bem afastados, e os posteriores ligeiramente arqueados de coxas bem musculadas. Os pés são redondos com dedos arqueados. A cauda tem raiz alta e cai pendente até ao jarrete, afilando até à extremidade.

O pêlo é curto e duro e pode ser encontrado em todas as tonalidades de ruivo, fulvo e tigrado.

Saúde e Higiene
O Bullmastiff é propenso à displasia da anca. Por isso deve evitar exercitar demasiados os cachorros até atingirem os dois anos de idade. Tumores e problemas oculares são outras preocupações nesta raça.

O pêlo do Bullmastiff é fácil de manter. Escovagens semanais mantém a pelagem limpa e diminuem a necessidade de dar banho, que é prejudicial à camada oleosa que protege a pele.

É um cão que tem tendência para engordar, necessitando por isso de exercício regular e dieta controlada.

Cane Corso

Cane Corso

O Cane Corso é um antiquíssimo molosso italiano, descendente direto do “canis pugnax” romano, que por sua vez descende do Mastim Tibetano, provavelmente trazido por Aníbal à península Itálica.
Mesmo excluindo a priori que o nome indique a origem geográfica da raça, a etimologia da expressão “corso” é controversa. Alguns afirmam que a palavra venha do latim ‘ cohors ‘ que significa protetor, guarda (por exemplo “praetoria cohors” é a guarda do corpo do general e ainda hoje no vaticano existe a Cohors Elvetica, ou guarda suiça).
É muito interessante também a hipótese que indica a raiz de Corso na palavra grega Kortòs , que indica o quintal, o recinto e da qual deriva a palavra cohors , que indicaria portanto o cão colocado como guarda do recinto. Esta hipótese, se verdadeira, nos traz de volta à Magna Grecia (região que compreendia o sul da Itália) e à sugestiva origem oriental dos molossos.
A sua conformação é portanto aquela de um molosso de porte médio-grande, com musculatura muito bem desenvolvida que lhe confere um aspecto sólido, compacto e sem qualquer pesadez desnecessária.
A cabeça é bem proporcionada com o corpo, O olhar é altivo e expressivo: a mordedura levemente prognata (os incisivos inferiores se sobrepõem aos superiores). O pescoço é possante. O tórax bem aberto e alto. A altura na cernelha varia de 64 a 68 cm nos machos e de 60 a 64 cm nas fêmeas, com tolerância de 2 cm a mais ou a menos; o peso médio dos machos é de 45/50 kg e nas fêmeas de 40/45 kg.
A pelagem é curta, mas não rasa, muito forte e muito abundante, garantindo uma perfeita impermeabilidade; no inverno surge um sub-pelo muito abundante também.
As cores tradicionais são o preto e o tigrado, mas há também os exemplares fulvos (um marrom claro) e cinza. Nos cães cinza e fulvos surge uma máscara preta (ou cinza) que, porém não deve passar da altura dos olhos.
Harmonia, força e desenvoltura são os adjetivos que melhor descrevem o seu andar natural: o trote longo com traços de galope.
As características de equilíbrio psíquico, a devoção absoluta ao dono e a versatilidade para adaptarem-se aos mais variados usos são a razão de seu sucesso e difusão que a raça viveu até poucas décadas atrás.
O uso mais clássico do Cane Corso foi aquela da caça aos animais selvagens perigosos, especialmente o javali. Os sabujos e os bracos tinham que achar o animal e em seguida, após uma perseguição, obrigá-lo a parar, permitindo aos caçadores alcançá-los. Finalmente eram soltos os Corsos que tinham que saltar sobre o javali e imobilizá-lo agarrando-lhe as orelhas e o grifo. Isto permitia aos caçadores aproximarem-se sem serem atacados e matar a grande presa com um golpe bem colocado. Era esta confusão final, este epílogo sanguinolento, que exaltava os homens e que os levou a celebrar a cena em uma longa série de representações artísticas.
Similar era a função do Cane Corso como boiadeiro, ou melhor, como cão de açougueiro. Até muitos anos atrás, os bovinos de carne eram criados em estado selvagem em regiões incultivadas e para chegar até o matadouro na cidade tinham que ser guiados por percursos de várias dezenas de quilometros. Nascidos e crescidos no estado selvagem, os rebanhos apresentavam todo o perigo de animais selvagens. Presuposto indispensável para controlar os bovinos era separar o touro, usando para isto os cães corso que tinham que paralisá-lo, agarrando-o pelo focinho com forte mordida, visto que a dor, nesta parte sensível, imobilizava completamente o grande animal. Sempre como boiadeiro o Corso tinha que defender o gado dos grandes predadores, como o urso ou o lobo.
Um tipo de caça muito particular onde o Corso era especializado era aquela ao Tasso (parente da nossa ariranha). Este grande mustelídeo (chega a 1 metro de comprimento e 20 kg), de costumes notunos, era muito apreciado tanto pela pele, como pelo sabor da carne e até pela gordura, que fundida, era usada como unguento curativo. A caça era realizada à noite e exigia cães particularmente adestrados, visto que o escuro impedia o uso de armas de fogo. O Corso tinha, portanto que surpreender o Tasso e matá-lo com uma mordida forte na nuca, antes que este pudesse levantar-se e defender-se com suas longas e afiadíssimas garras.
Outro uso bem sucedido era a “guarda campestre”. Nas fazendas, terminada a colheita, o campo era abandonado por todos. Por vários meses, terminada a semeadura, restava somente o guardião: seu único companheiro era o cão, ajuda indispensável para defender-se de malfeitores que vagabundeavam por aquelas terras abandonadas.
Também os carreteiros que transportavam de dia e de noite, pelas estradas desertas em pleno campo, temiam continuamente os assaltos dos ladrões e para maior segurança viajavam em comboios e levavam de reserva os Cães Corsos. A ecleticidade da raça foi muito apreciada também pelos grandes senhores feudais e renascentistas que a utilizaram, não só para a caça, mas também como guardas nas fortificações e como instrumento bélico. Para este propósito, os Corsos eram vestidos com faixas de couro endurecido que protegiam o peito e o dorso. Em alguns se colocavam faixas especiais que permitiam ao animal transportar sobre o dorso recipientes com substância resinosas acesas.
Desta maneira, estes cães (chamados piriferos), eram de grande eficácia contra a cavalaria, pois, além de assustar os cavalos, provocavam dolorosas queimaduras ao correr por entre eles.
História menos gloriosa e recente é aquela a partir do segundo pós-guerra, onde a velocidade das mudanças nas condições sócio-econômicas e o abandono da criação de bovinos selvagens conduziu ao descaso a seleção da raça, que reduzida a poucos exemplares beirou a extinção.
Aproximadamente vinte e cinco anos atrás, alguns cinófilos, entre os quais os Prof.s Giovanni Bonatti e Fernando Casolino, o Doutor Stefano Gandolfi, o Sr. Gianantonio Sereni e os irmãos Giancarlo e Luciano Malavasi, aceitaram o desafio de recuperar a raça e fundaram a S.A.C.C (Società Amatori Cane Corso), entidade posteriormente reconhecida pela ENCI e pela FCI como sociedade especializada para salvaguarda da raça.
Hoje o Cane Corso está vivendo uma segunda juventude, graças a sua capacidade de adaptação que sempre o distinguiu nos séculos de história. É um ótimo guardião das propriedades, que vigia de perto a casa.
Mesmo tendo um senso de território muito arraigado, o Corso se apresenta muito bem como cão de defesa, graças a forte empatia com o homem.
É um cão adaptável, facilmente adestrável, mas que nunca será um robô: a sua viva inteligência se apresenta também na independência e no perseguir com um toque de iniciativa pessoal as tarefas e serviços a ele apresentados.
Na familia é um cão dócil e sociável, particularmente tolerante com as crianças para as quais, consciente de sua força, é muito delicado. O Corso tem um forte temperamento, não ama carinhos melosos, mas adora as manifestações de afeição que vêm do fundo, moderadas e constantes. Nesta situação retribui com igual intensidade e chega a manifestar uma dedicação ao dono sem igual.
Resumindo, é um cão que vive com o homem e para o homem, cuja beleza provém de sua real funcionalidade.

Padrão da Raça

Cão de tamanho médio a grande, robusto, forte e ao mesmo tempo elegante. Seus contornos nítidos revelam músculos possantes.
PROPORÇÕES IMPORTANTES: o comprimento da cabeça atinge 36% da altura da cernelha. É ligeiramente mais longo do que alto.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: cuidando da propriedade, da família e do gado, ele é extremamente ágil e obediente; no passado, foi utilizado para guardar o gado e caçar animais grandes.
CABEÇA: larga, é tipicamente molossóide, com uma ligeira convergência dos eixos longitudinais superiores do crânio e do focinho.
REGIÃO CRANIANA 
Crânio: largo no nível das arcadas zigomáticas. Sua largura é igual ou maior do que seu comprimento. Sua parte anterior convexa se achata ligeiramente da testa até o occipital. O sulco mediano frontal é visível.
Stop: marcado.
REGIÃO FACIAL 
Trufa: preta e volumosa com grandes narinas, bem abertas. Ela é colocada na mesma linha que a cana nasal.
Lábios: os lábios superiores, moderadamente pendentes, cobrem a mandíbula inferior de maneira que são eles que determinam o perfil inferior do focinho.
Maxilares / Dentes: os maxilares são muito largos, espessos e curvados. A mordedura tem um ligeiro prognatismo inferior. A mordedura em pinça (torquês) é admitida, mas não desejada.
Olhos: são de tamanho médio, ligeiramente ovais e colocados de frente ligeiramente protusos. As pálpebras são bem aderentes. A íris é a mais escura possível de acordo com a cor da pelagem. O olhar é vivo e alerta.
Orelhas: triangulares, pendentes e largas; sua inserção está localizada bem acima do arco zigomático. Amputadas, elas são cortadas em triângulos equiláteros.
PESCOÇO: forte, musculoso, tão longo quanto a cabeça.
TRONCO: ligeiramente mais longo do que a altura na cernelha. De constituição forte, sem ser atarracado.
Cernelha: pronunciada, mais alta do que a garupa.
Dorso: reto, bem musculoso e firme.
Lombo: curto e sólido.
Garupa: larga e longa, ligeiramente oblíqua.
Peito: tórax bem desenvolvido nas 3 dimensões, ele desce até o cotovelo.
Cauda: inserida alta, muito grossa na raiz. Amputada na quarta vértebra. Quando o cão está em ação, ela se eleva, sem jamais enrolar ou ficar na vertical.
MEMBROS ANTERIORES 
Ombros: longos, oblíquos, bem musculosos.
Braços: fortes.
Antebraços: retos e muito fortes.
Carpos e metacarpos: elásticos.
Patas anteriores: pés de gato.
POSTERIORES 
Coxas: longas, largas. A linha posterior da coxa é convexa.
Pernas: secas, não carnudas.
Jarretes: moderadamente angulados.
Metatarsos: largos e moderadamente angulados.
Patas posteriores: um pouco menos compactas do que as patas anteriores.
MOVIMENTAÇÃO: passadas longas, trote alongado. O trote é a movimentação preferida.
PELE: espessa e bem aderente ao corpo.
PELAGEM 
Pêlo: curto, brilhante e bem fechado com um ligeiro subpêlo.
COR: preta, cinza chumbo, cinza ardósia, cinza claro, fulvo claro, vermelho cervo, fulvo escuro, tigrado (listras em diferentes tons de fulvo ou cinza). Os cães fulvos e tigrados tem no focinho uma máscara preta ou cinza que não deve ultrapassar a linha dos olhos. Admite-se uma pequena mancha branca no peito, na ponta dos dedos e sobre a cana nasal.
TAMANHO / PESO 
Tamanho: de 64 a 68 cm nos machos e de 60 a 64 cm nas fêmeas.
Tolerância de 2 cm acima ou abaixo.
Peso: 45 a 50 kg nos machos e de 40 a 45 kg nas fêmeas.
FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
DEFEITOS GRAVES
• Eixos superiores do crânio e do focinho paralelos ou muito convergentes, convergência das faces do focinho.
• Despigmentação parcial da trufa.
• Mordedura em tesoura, prognatismo inferior acentuado.
• Cauda levantada verticalmente, cauda enroscada.
• Cão que, na movimentação em trote, anda permanentemente no passo de camelo.
• Tamanho superior ou inferior aos limites indicados.
FALTAS DESQUALIFICANTES 
• Divergência do eixo crânio-facial.
• Trufa totalmente despigmentada.
• Cana nasal muito convexa ou côncava.
• Prognatismo superior.
• Despigmentação parcial ou completa das pálpebras; olhos porcelanizados; estrabismo.
• Ausência de cauda; cauda curta.
• Pêlo semi-longo, muito curto ou formando flocos.
• Todas as cores não indicadas no padrão, manchas brancas largas.
NOTAS 
• Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
• Anomalias físicas ou de comportamento causam desqualificação.

Cão Cristado Chinês

Cão Cristado Chinês

O Chinese Crested ou Cão Cristado Chinês, outrora conhecido como Cão Chinês Comestível, descende de um ascendente africano sem pêlos. A seleção dos menores cães em cada ninhada, para reprodução, produziu o atual tamanho miniatura. Estes cães navegavam com os marinheiros chineses, eliminando animais daninhos dos navios, e eram vendidos a comerciantes em portos do mundo todo. No seculo XVIII, viveram na África, Ásia, Europa e nas Américas.
Atualmente, existe tanto o tipo sem pêlos como tipo pompom, freqüentemente na mesma ninhada. Surpreendentemente, uns têm apenas pêlos na cabeça, nos pés, na extremidade da cauda e, eventualmente, um pouco no dorso, enquanto que os outros são totalmente cobertos e têm aparência diferente entre si. O Chinese Crested libera o calor através de glândulas sudoríparas, em vez de fazê-lo pelo método canino usual de resfolegar.
Os ingleses os chamam de Powder Puff (Pompom), os peludos podem ter pelagens de comprimento variado, de textura macia, sedosa e quase lisa, com subpêlo curto e sedoso e ainda pêlos finos e longos acima do subpêlo. Já o pelado, nas partes peludas, apresenta variação na quantidade de pêlos, tanto em abundância como na extensão. Na parte pelada a pele é macia, lisa e ao mesmo tempo mais grossa e endurecida do que a dos peludos.
Tanto o pelado como o peludo, são fundamentais para uma criação de sucesso. Como o pelado geralmente tem dentes esparsos, muitas vezes faltando os pré-molares , e o peludo os tem completos, o cruzamento entre ambos é indispensável, pois cruzar só pelados por diversas gerações ressalta a falta de dentição e, pior, traz um gene que provoca a morte dos filhotes pelados, apesar de normalmente muito resistentes.
Normalmente o chinese crested é um ótimo amigo, adora as pessoas, é muito sociável e extrovertido. Em geral tanto os pelados quanto os peludos têm o mesmo temperamento, em geral alegre e festeiro. Entrosam-se logo ao ambiente em que vivem e são muito espertos e alerta, aprendem com facilidade. Geralmente eles dão o alerme quando alguém se aproxima e são ótimos companheiros para as crianças.

ASPECTO GERAL: um cãozinho simpático, esguio, de ossatura refinada, com um véu macio de pêlos por todo o corpo que lhe confere o nome de puf de pó-de-arroz.
TEMPERAMENTO: alegre e inteligente, e ainda, ao mesmo tempo digno e dócil.
TALHE : 
Altura na cernelha: ideal para os machos é 28-33 cm, na cernelha; fêmeas de 23 a 30 cm. Sendo uma raça toy, em igualdade ou em superioridade o menor tamanho deve ter toda a consideração. Peso: não deverá ultrapassar os 4,5 quilos em proporção à altura do exemplar.
CABEÇA: 
Crânio: suavemente arredondado e alongado com inserção baixa das orelhas. O ponto mais alto da base das orelhas fica no nível do canto externo dos olhos.
Bochechas: são magras e planas, e afinam para o focinho.
Stop: pronunciado, sem ser ao extremo. A distância do occipital ao stop é igual à distância do Stop à ponta da trufa.
Focinho: afina suavemente sem chegar a ser pontudo, sendo bem modelado sem “flues”.
Trufa: é uma característica proeminente fina, em conjunto com o focinho. Para a trufa, qualquer cor é aceitável. No conjunto, a cabeça deve revelar uma aparência agradável, sem indícios de rusticidade ou debilidade.
Lábios: são ajustados e finos.Orelhas: grandes de couro fino. O porte das orelhas pode ser ereto ou caído, devido ao peso dos pêlos; se forem caídas, ambas devem ter caimento igual. Os pêlos das orelhas poderão ser aparados, se desejar, para manter eretas as orelhas.
Olhos: tão escuros que pareçam pretos. Mostrando pouco ou nenhuma parte do branco. Sem sinais de cegueira. Proeminentes mas não esbugalhados, formato amendoado e inseridos afastados.
Dentes: mordedura em torquês ou tesoura. Os dentes são fortes e retos.
PESCOÇO: esguio e sem barbelas. Longo e gracioso. Em movimento o pescoço é portado alto e levemente arqueado para a cabeça, inclinando-se gradualmente para a forte cernelha.
TRONCO: flexível. Ombros bem colocados e estreitos, com as escápulas bem anguladas fazendo com o braço um angulo de 90º. O peito é largo e profundo, mas a caixa torácica não deve ser arqueada. O esterno não é excessivamente pronunciado. A profundidade do peito deve atingir o nível dos cotovelos. A linha superior é nivelada. O comprimento do tronco deve ser levemente maior que a altura na cernelha.
CAUDA: de inserção alta na garupa e, em movimento, portada tanto alta quanto para fora. Longa e afinando, razoavelmente reta, não encaracolada ou enrolada para qualquer lado. Deve poder cair naturalmente quando em repouso ou parado para exame.
MEMBROS ANTERIORES: longos e esguios, bem situados sob o tronco o suficiente para apresentar uma movimentação elegante. Cotovelos bem ajustados trabalhando fluentemente rente ao tórax. Metacarpos finos mas fortes, próximos à vertical. Patas corretamente direcionadas para a frente. Movimento longo e fluente com bom alcance de passada.
MEMBROS POSTERIORES: o joelho fino é moderadamente angulado; garupa bem redonda e musculosa. Lombo curto. Pernas firmes e longas, conectando-se aos jarretes curtos e firmes. O jarrete estende-se em linha paralela à base da cauda mas atrás. Angulação suficiente para produzir linha superior nivelada. Os posteriores trabalham afastados. Os posteriores apresentam propulsão.
PATAS: pés de lebre extremos, estreitos e muito longos, com um particular alongamento dos ossos pequenos entre as articulações dos dígitos, principalmente nas patas anteriores que quase parece possuir uma articulação extra o que de fato não têm. Unhas moderadamente longas. As unhas podem ser da cor das patas, pretas ou brancas.
COR: qualquer cor ou combinação de cores.
PELAGEM: subpêlos muito curtos, pêlos são finos e muito longos, produzindo claramente um efeito de véu. A pelagem longa é preferida, mas jamais deve ser tão longa que prejudique a movimentação. A textura é macia e sedosa, sendo levemente mais macia nos cães menores e levemente mais rústicas nos cães maiores. A pelagem do Puf de Pó de Arroz é apresentado naturalmente sem repartições ou amarrações.
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
FALTAS: agressividade.cães gordos, fora de estado ou de aparência grosseira.
cana nasal convexa;
nariz arrebitado.
olhos louçados;
olhos claros ou inseridos muito juntos.
dentes tortos.
pescoço de ovelha.
ou selado, garupa consideravelmente mais alta ou mais baixa que a cernelha.
cauda em anel ou parafuso; portada entre as pernas quando em movimento.
frente estreita; cotovelos presos e movimentação do tipo hackney.
jarretes frouxos, joelhos muito angulados e jarretes de vaca.
qualquer outro tipo de patas diferente dos pés de lebre extremos.

DESQUALIFICAÇÕES: 
1. machos ou fêmeas acima de 35,5cm na cernelha;
2. acima de 5,3 quilos;
3. orelhas operadas;
4. prognatismo muito forte, superior ou inferior.

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Cão D'água Português

Há 5 mil anos nas planícies da Ásia Central perto da fronteira chinesa cercada de lagos e montanhas, lentamente, uma parcela dos cães foi levada pelos seus donos (Visigodos) seguindo o caminho sul chegando à Índia, e, posteriormente, ao Oriente Médio.Tais cães seriam os precursores dos cães d’água de hoje. Estes cães eram naquele tempo pastoreiros e usados também para a guarda. Eles tinham pelagem muito densa e subpelo, seu tamanho era muito maior, em torno de 60 a 70 cms.
Ao longo de séculos, estes cães foram desenvolvendo suas aptidões na água e deixaram de ser pastoreiros, tornando-se os Canis Acquaticus. No século VII a.C., nos livros sagrados Zend-Avesta, os ancestrais do atual Cão D’água Português eram mencionados como o mais valioso dos cães, pois o grande deus, Ahura-Mazda, havia concedido a estes cães qualidades comparadas aos santos, devido às suas excepcionais habilidades. Há uma referencia a Zoroastro em que era punido todo aquele que molestasse um Cão D’ água.
No século V, estes cães foram introduzidos na Península Ibérica pelos Mouros. Seu habitat tornou-se a região do Algarve. Sabe-se que o Cão D’água também era conhecido pelos Egípcios, Romanos e Vikings. Há outras hipóteses para o surgimento da raça na região do Algarve, mas, a apresentada é a mais aceita.

A Chegada dos Primeiros Cães D’água ao Brasil

A família real e toda a corte quando fugia da invasão napoleônica trouxe para o Brasil os primeiros exemplares da raça. Estes cães ficavam onde seria hoje a Praia do Caju (Baía de Guanabara – Rio de Janeiro), onde D. João VI tomava seus banhos de mar terapêuticos e onde existiu a primeira colônia pesqueira. Porém, quando D. Miguel I retornou a Portugal para reassumir o trono, ele levou consigo os poucos cães que resistiram as doenças tropicais. Há uma pintura exposta no Museu de Lisboa que retrata o momento do desembarque na Praia de Belém com um cão d’água nadando em volta de sua nau, inclusive, com a tosa conhecida como Leão.

História Mais Recente

O Cão D’água Português, apesar de muito difundido no passado, devido ao desaparecimento das práticas de pesca artesanal, foi quase extinto nos anos 30/40 com o início da era de Salazar, quando alguns portugueses sabendo desta ameaça se reuniram e o Sr Vasco Bensaude (Algarbiorum) adotou como padrão para a raça um cão d’água resgatado na região do Algarve de nome LEÃO. Até aquela data a raça ainda não tinha um padrão definido. Nos anos 50, um médico veterinário, chamado Dr Antonio Cabral passa a dividir com Sr Bensaude a responsabilidade de serem mentores da raça e nos deixa o magnífico legado do ALVALADE. Já, nos anos 60, Sra. Conchita Castello Branco, proprietária do canil AL-Gharb, herdou a linhagem Algarbiorum, envia vários cães ao exterior e acaba tendo um papel essencial embora muito polêmico. Após a Revolução dos Cravos os cães d’água eram soltos, abandonados, ou, até mesmo, abatidos em meio ao quase desespero para salvaguardar a raça. Alguns exemplares foram salvos graças a tenacidade e paixão do Sr Antonio Cabral que, na época era Inspetor Geral do Controle de Zoonose em Lisboa, e, juntamente com o assistente de veterinária Sr. Fernando Almeida tinham acesso ao canil público, de onde conseguiram resgatar alguns destes cães. Nos anos 70, quando restaram apenas 25 exemplares em todo o mundo, a raça foi citada no Guiness Book como a mais rara do mundo.

Padrão Comentado e Temperamento

O Cão D’água Português atira-se ,voluntariamente, ao mar para apanhar e trazer o peixe escapado mergulhando, se, for necessário, e procedendo da mesma forma se alguma rede ou cabo se solta. Esta raça de grande habilidade para mergulhar e nadar, foi privilegiada pelos pescadores devido ao seu tamanho mediano e pela sua exímia inteligência e obediência executando seu trabalho com alegria para seu dono dentro ou fora d’água. Cão de ligação entre margem e embarcação capaz de cobrir a nado consideráveis distâncias, também, é um companheiro leal e bom sinalizador, atualmente, é considerado um excelente cão esportivo para agility e provas de água e um incomparável companheiro. A pelagem pode ser crespa ou ondulada. A crespa é mais espessa e menos brilhante e a ondulada mais longa e suave sem formar cachos. As cores podem ser branco( raríssimo), todos os tons de marrom e preto, bem como, suas misturas com até 30% de marcação branca em partes específicas do corpo( exceto no padrão aceito AKC onde não há qualquer restrição às marcações). Cabe ressaltar que não soltam pelos, são limpos e latem muito pouco.
Sendo originariamente um cão de trabalho e sem sub-pêlos os cuidados com sua pelagem são mínimos, se comparados a outras raças de pelo longo. Com 1 ano os exemplares que participam de exposições organizadas por países membros da FCI (Federação Cinológica Internacional) são obrigados a fazer a tosa leão que é muito simples, tendo pouco a ver com o requinte da tosa leão feita nos poodles. O objetivo desta tosa tem um porquê , facilitar suas atividades na água, bem como, protegê-lo do frio. A tosa é feita no último quarto do corpo e nos posteriores, assim como, o focinho e 3/4 da cauda, deixando na ponta uma borla. Para o AKC é aceita uma tosa bem diferente, sendo muito mais elaborada, “esculpindo-se” todo o cão, como um grande bichon, de nada lembrando a simplicidade, origem e a classificação da raça dentro do grupo de cães de trabalho. Porém, isto já vem mudando com tendencia a se voltar aos poucos à tosa tradicional.

PADRÃO OFICIAL:

I – ASPECTO GERAL E APTIDÕES: cão mesomorfo, sub-convexilíneo com tendências para rectilíneo; tipo bracóide. Nadador e mergulhador exímio e resistente é inseparável companheiro do pescador, a quem presta inúmeros serviços, tanto na pesca como na guarda e defesa do seu barco e propriedade. Durante a faina da pesca, atira-se voluntariamente ao mar para apanhar e trazer o peixe escapado, mergulhando se for necessário, e procedendo da mesma forma se alguma rede se parte ou algum cabo se solta. É empregado também como agente de ligação entre o barco e a terra, e vice-versa, mesmo quando a distância é apreciável. Animal de inteligência invulgar compreende e obedece facilmente com alegria a todas as ordens do seu dono. Cão de temperamento ardente, voluntarioso e altivo, sóbrio e resistente à fadiga. Tem a expressão dura e um olhar penetrante e atento. Possui grande poder visual e apreciável sensibilidade olfactiva.
TIPO: mediolíneo, harmónico de formas, equilibrado, robusto e bem musculado. Apreciável desenvolvimento muscular devido ao constante exercício da natação.

II – CABEÇA: bem proporcionada, forte e larga.
CRÂNIO: visto de perfil o seu comprimento predomina levemente sobre o do chanfro. A sua curvatura é mais acentuada posteriormente e a crista occipital é pronunciada. Visto de frente os parietais têm a forma abobadada com leve depressão central, a fronte é ligeiramente escavada, o sulco frontal prolonga-se até dois terços dos parietais e as arcadas supraciliares são proeminentes.
CHANFRO: mais largo na base que na extremidade. A chanfradura nasal é bem definida e situada um pouco atrás do canto interno dos olhos.
NARINAS: largas, abertas e de fina pigmentação. De cor preta nos exemplares de pelagem preta, branca e suas combinações. Nos acastanhados, a cor segue a tonalidade da pelagem, mas nunca deve ser almarada.
BEIÇOS: fortes especialmente na parte da frente. Comissura não aparente. Mucosa bucal (céu da boca, debaixo da língua e gengivas) acentualmente pigmentada de preto.
MAXILAS: fortes e correctas.
DENTES: bons e não aparentes. Caninos fortes e desenvolvidos.
OLHOS: regulares, aflorados, arredondados, afastados e levemente oblíquos. A coloração da íris é preta ou castanha e as pálpebras, que são finas, orladas de preto. Conjuntiva não aparente.
ORELHAS: inserção acima da linha dos olhos, colocadas contra a cabeça, levemente abertas para trás e cordiformes. Leves e a sua extremidade nunca ultrapassa a garganta.

III – TRONCO 
PESCOÇO: direito, curto, musculado, bem lançado e de porte alto, ligando-se ao tronco de uma forma harmoniosa. Sem colar nem barbela.
PEITO: largo e profundo. O seu bordo inferior deve tocar o plano do codilho. As costelas são compridas e regularmente oblíquas, proporcionando grande capacidade respiratória.
GARROTE: largo e não saliente.
DORSO: direito, curto, largo e bem musculado.
LOMBO: curto e bem unido à garupa.
ABDOME: reduzido volume e elegante.
GARUPA: bem conformada, levemente inclinada; ancas simétricas e pouco aparentes.
CAUDA: inteira, grossa à nascença e de fina terminação. Inserção média. O seu comprimento não deve ultrapassar o curvilhão. Na atenção enrola-se em óculo, não indo além da linha média dos rins. É um precioso auxiliar na natação e mergulho.

IV – MEMBROS ANTERIORES: fortes e direitos.
ESPÁDUA: bem inclinada de perfil e transversalmente. Forte desenvolvimento muscular.
BRAÇO: forte e de comprimento regular. Paralelo à linha média do corpo.
ANTEBRAÇO: comprido e de forte musculatura.
CARPO: forte ossatura, mais largo de frente que de lado.
METACARPO: longo e forte.
MÃO: arredondada e espalmada. Dedos pouco arqueados, de comprimento médio. A membrana digital, que acompanha o dedo em todo o seu comprimento, é constituída por tecidos flácidos e guarnecida, por abundante e comprida pelagem. As unhas pretas são as preferidas, mas, segundo as pelagens, também são admitidas as brancas, raiadas ou castanhas. Unhas levemente afastadas do solo. Sola rija no tubérculo plantar e de espessura normal nos tubérculos digitais.

V – MEMBROS POSTERIORES: bem musculados e direitos.
COXA: forte e de regular comprimento. Muito bem musculada. A rótula não se afasta do plano médio do corpo.
PERNA: comprida e muito bem musculada. Não se afasta do plano médio do corpo. Bem inclinada no sentido antero-posterior. Toda a estrutura ligamentosa é forte.
NÁDEGA: comprida e de boa curvatura.
TARSO: forte.
METATARSO: comprido. Nunca há dedos suplementares.
PÉS: em tudo idênticos às mãos.
APRUMOS: os aprumos dos membros anteriores e posteriores são regulares. Admitem-se os membros anteriores levemente estacados e os posteriores um pouco acurvilhados.

VI – PELAGEM: todo o corpo se encontra abundantemente revestido de resistente pêlo. Há duas variedades de pelagem: uma comprida e ondulada e outra mais curta e encarapinhada. A primeira variedade é ligeiramente lustrada e fofa, a segunda atochada, baça e reunida em mechas cilindriformes. A excepção dos sovacos e virilhas os pêlos distribuem-se por igual em todo o tegumento. Na cabeça tomam o aspecto de trunfa, na pelagem ondulada e de carapinha na outra variedade. O pêlo das orelhas adquire maior comprimento na variedade de pelagem ondulada.
A coloração da pelagem é simples ou composta: aquela existe o branco, preto e castanho nas suas tonalidades; nesta, misturas de preto ou castanho com o branco.
A pelagem branca deve existir sem albinismo, pelo que as ventas, bordos palpebrais e interior da boca devem ser pigmentadas de negro.
Nos exemplares onde entram as cores preta e branca a pele é ligeiramente azulada. É característica nesta raça a tosquia parcial da pelagem, quando esta se torna muito comprida. A metade posterior do corpo, o focinho e a cauda são tosquiados, ficando, todavia, nesta, uma pequena borla na ponta.

VII – ALTURA: nos machos a altura típica é de 54 cm, admitindo-se à classificação um mínimo de 50 cm e um máximo de 57 cm. Nas fêmeas a altura deve ser de 46 cm, com o mínimo e máximo respectivamente de 43 a 52 cm.

VIII – ANDAMENTOS: movimentos desembaraçados, passo curto, trote ligeiro e cadenciado, galope enérgico.

IX – DEFEITOS 
DESQUALIFICAÇÕES:
CABEÇA: muito longa, estreita, chata e afilada;
CHANFRO: muito afunilado ou pontiagudo;
MAXILAS: prognatismo em qualquer das maxilas;
OLHOS: gázeos, claros, desiguais na forma ou no tamanho, muito salientes ou muito encovados;
ORELHAS: má inserção, muito grandes, muito curtas ou dobradas;
CAUDA: amputada, rudimentar ou não existente, pesada, caída na acção ou erecta perpendicularmente;
PÉS: existência de presunhos;
PELAGEM: albinismo, narinas almaradas no todo ou em parte, pêlo diferente dos tipos ou em parte, pêlo diferente dos tipos, descritos;
CORPULÊNCIA: gigantismo ou nanismo;
SURDEZ: congênita ou adquirida.

Cão dos Faraós (Pharaon hound / Kelb Tal-Fenek)

Cão dos Faraós

O Cão dos Faraós é um dos cães mais antigos do mundo, calcula-se que sua origem data de 4000 a 3000 A.C.).
A origem exata da raça se perdeu no tempo, mas é certo que a raça teve início no Egito Antigo. Por numerosos artefatos egípcios e escritas, fica claro que estes cães não eram só usados para a caça, mas também eram companheiros leais e inteligentes dos Faraós reais do Egito Antigo.
Durante os últimos 2000 anos, porém, a ilha mediterrânea de Malta foi exclusivamente responsável para preservar e desenvolver a raça do cão dos Faraós que nós conhecemos hoje. Considerando que a raça tem vivido exclusivamente nas ilhas de Malta deste os tempos antigos, a origem da raça é reconhecida internacionalmente como Malta.
As Ilhas maltesas são situadas no centro do mediterrâneo aproximadamente 50 milhas sul de Sicília. Em Malta o cão de caça é conhecido como o Kelb Tal-Fenek que literalmente é traduzido como “Caçador de coelho”. A tarefa principal do Kelb Tal-Fenek é caçar coelhos selvagens. Além de excelente cão de caça o cão dos Faraós é um ótimo cão de guarda e também um cão de pastororeio de cabras e ovelhas. Em honra de sua importância e herança, o cão dos Faraós foi declarado o cão de caça nacional de Malta oficialmente em 1974. Foram cunhadas moedas de Lira maltesas em 1977 com a imagem do cão dos faraós no verso. Durante a decada de 1960 a raça foi importada para a Inglaterra e para os Estados Unidos.
Foi reconhecida pelo AKC em 1983.
PADRÃO DA RAÇA: 
Padrão FCI nº 248b / 16-03-1983 / P. Origem: cão nacional de Malta
Patronagem: Grã-Bretanha.
Nome de origem: Pharaon hound;
Classificação 
FCI – grupo 5 – Cães Spitz e Tipo Primitivo; – Seção 6 – Tipo Primitivo.
Sem prova de trabalho.

ASPECTO GERAL - o talhe do cão do faraó é médio nobre presença; suas linhas são puras. É gracioso, entretanto, poderoso; Muito rápido na sua movimentação fácil e de expressão viva.
Cão inteligente, amistoso, afetuoso, alegre e rápido. Caçador impetuoso e esperto, o cão do faraó caça por faro e pela visão, e se serve manifestamente de suas grandes orelhas quando ele está para amarrar sua caça.
TALHE
altura na cernelha: 
machos 56 cm (56 à 63,5 cm)
fêmeas 53 cm (53 à 61 cm).
- A harmonia do conjunto deve sempre ser preservada.
comprimento: (padrão não comenta).
peso: (padrão não comenta).

TEMPERAMENTO - (padrão não comenta).
PELE - (padrão não comenta).
PELAGEM - pêlos curtos, lisos e brilhantes, indo do pêlo fino e serrado aos pêlos ligeiramente duros; sem franjas.
COR - fulvo mais ou menos intenso com marcas brancas da seguinte maneira: a ponta da cauda branca é muito desejada; branco no antepeito (chamado de «estrela»), – branco nos dígitos. Admite-se uma fina lista branca na linha mediana da face. Pequenas manchas brancas fora das regiões mencionadas não são aceitáveis.
CABEÇA - o focinho é ligeiramente mais longo que o crânio, com paralelismo de crânio/focinho. Tanto de perfil quanto de cima, representa um cone truncado.
Crânio - longo
Stop - muito leve.
Focinho - (padrão não comenta).
Trufa - de cor clara unicamente fundindo-se na pelagem.
Lábios - (padrão não comenta).
Mordedura - possantes: dentes fortes; mordedura em tesoura.
Olhos - âmbar, harmonizando-se com a pelagem; ovais, inseridos moderadamente profundos; de expressão vivaz e inteligente.
Orelhas - inseridas moderadamente alto; portadas empinadas uma vez que o cão é atento e com muita mobilidade; largas na base, finas e grandes.

PESCOÇO - longo, seco, musculado, ligeiramente arqueado; sem barbelas.
TRONCO - flexível; comprimento da ponta do esterno à protuberância do ísquio ligeiramente maior que a altura na cernelha.
Linha superior - quase reta.
Cernelha - (padrão não comenta).
Dorso - (padrão não comenta).
Peito - (padrão não comenta).
Costelas - bem arqueadas.
Ventre - moderadamente esgalgado.
Lombo - (padrão não comenta).
Garupa - ligeiramente inclinada na raiz da cauda.

MEMBROS
Anteriores - retos e paralelos.
Ombros - escápulas fortes longas e bem oblíquas.
Braços - (padrão não comenta).
Cotovelos - bem ajustados ao tórax e trabalhando corretamente direcionados para a frente.
Antebraços - longos e bem oblíquos.
Carpos - (padrão não comenta).
Metacarpos - sólidos
Patas - fortes, firmes com boas articulações, corretamente direcionados para a frente. Bem guarnecidos de almofadas.

Posteriores - fortes e musculados. Visto por trás paralelos.
Coxas - (padrão não comenta).
Joelhos - (padrão não comenta).
Pernas - bem desenvolvidas.
Metatarsos - (padrão não comenta).
Jarretes - moderadamente angulados.
Patas - fortes, firmes com boas articulações, corretamente direcionados para a frente. Bem guarnecidos de almofadas. Os ergôs são removidos.

Cauda - inserida à meia altura; muito grossa na raiz, vai adelgaçando em foice. Em repouso ela desce logo abaixo da ponta do jarrete. Em ação é portada alta e recurvada. A cauda não pode entrar entre as pernas.

Movimentação - fluente e harmoniosa; a cabeça é portada muito alta e com boa cobertura de solo sem revelar esforços. Os membros e as patas devem movimentar-se corretamente direcionados para a frente.

Faltas - avaliadas conforme a gravidade

Cão dos Pirineus

Cão dos Pirineus

História

O Cão da Montanha dos Pirinéus é uma raça antiga que descendente de molossóides oriundos da Ásia Central, trazidos para a Península Ibérica há mais de 5 mil anos. O primeiro registo da raça data do século XIV onde é descrita como guardiã de castelos por Gaston Phoebus. Esta raça é por vezes confundida com o Mastim dos Pirinéus, mas tanto a história das duas raças como a conformação, mostra que são cães distintos.
O Cão da Montanha dos Pirinéus permaneceu nas montanhas a grandes altitudes, onde era utilizado como cão de guarda de rebanhos, função para a qual necessitava de uma coleira de espetos para se proteger de lobos e outras feras.
Mas foi a sua apetência para guarda de castelos que tirou esta raça do anonimato. Uma das raças preferidas da realeza francesa, o Cão da Montanha dos Pirinéus era especialmente apreciado por Louis XIV que lhe atribuiu à raça o título de Cão Real da França em 1675. A partir desta altura, todo o nobre que se prezasse tinha de ter um cão desta raça.
O Cão da Montanha dos Pirinéus começou a perder popularidade no século XIX, pois o estilo de vida praticado não exigia mais um guarda de castelos. Curiosamente, enquanto a raça entrava em declínio na Europa, na América, estaria a dar forma a outras novas raças, incluindo o Terra Nova. Lafayette levou dois exemplares destes cães em 1824 para os Estados Unidos da América.
Na Europa, o Cão da Montanha dos Pirineús ficou novamente reduzido à sua população na montanha e, sobretudo na região basca. Aí executada o seu dever como protector dos rebanhos, mas também era utilizado como cão de busca e salvamento em situações de avalanche, cão de trenó e cão de propriedades. No século XX, a raça foi novamente descoberta e desceu mais uma vez as montanhas para povoar as regiões francesas como cão de guarda e estimação. Em 1923, foi formado o primeiro clube da raça, situado em França.

Temperamento

Como cão de guarda e proteção, o Cão da Montanha dos Pirineús foi criado para ser forte e intimidatório, mas a sua faceta gentil foi também sendo apurada ao longo dos anos e tornando-se num cão trabalhador, afectuoso e fiel.
Com um temperamento independente, não são cães para donos inexperientes. Necessitam de um dono que saiba impor a sua liderança sem recorrer a castigos corporais. É importante socializar e treinar este cão para garantir que cresce equilibrado.
Corajoso e dedicado à família, o Cão da Montanha dos Pirineús não se dá bem, contudo com estranhos e outros cães. Curiosamente, muitos donos referem que é receptivo a gatos.
O Cão da Montanha dos Pirinéus tem alguma tendência para ladrar, o que o torna um bom cão de alerta. Entre os pontos negativos está o fato de se babar e ressonar.
O Cão da Montanha dos Pirinéus é tal como o nome indica, um cão de campo. Não se adaptam à vida num apartamento, pois precisam de espaço. Gostam, contudo da vida em família e gostam de ter acesso ao interior da casa. Não são muito activos no interior, por isso um jardim médio serve para albergá-los.

Descrição 

O Cão da Montanha dos Pirinéus é um cão gigante e majestoso, de estrutura forte e possante. As fêmeas medem entre 65 e 75 cm, enquanto os machos, maiores, situam-se entre os 70 e os 80. Nos bons exemplares se aceita um desvio de 2 cm. Apesar do tamanho, o Cão da Montanha dos Pirinéus tem um porte elegante que lhe valeu a admiração da nobreza francesa.
A cabeça lembra a de um urso com um focinho é de comprimento médio e largo. Os olhos são pequenos e castanhos e dão ao cão uma expressão afável e paciente. As orelhas são pequenas, triangulares e pendem junto à cabeça. O stop é ligeiro e na ponta do focinho, o nariz é preto.
O pescoço é largo e ornamentado com uma juba que lhe dá um ar leonesco. Os membros são bastante musculados, com uns pés fortes e compactos adaptados à neve. Os membros anteriores possuem uma franja na face caudal. O duplo pezunho está sempre presente. A cauda tem uma pelagem abundante e é mantida baixa ou ligeiramente enrolada na ponta.
A pelagem é densa, lisa e bastante longa. Algo crispada nos ombros e no dorso. Mais comprida na cauda e no pescoço onde pode ser ligeiramente ondulada. O Cão da Montanha dos Pirinéus possui um sub-pêlo denso.
A cor da pelagem é o branco, podendo ter manchas amarelo-claro, laranja ou cinzentas. As manchas só são permitidas na cabeça, orelhas, base da cauda e por vezes no corpo. As mais apreciadas são as cinzentas.

Saúde e Higiene 

O Cão da Montanha dos Pirinéus prefere viver em climas frios do que em zonas de muito calor. As temperaturas altas podem levar ao desenvolvimento de problemas de pele.
Entre as doenças genéticas a que é mais propenso está a displasia da anca.
A pelagem deve ser escovada semanalmente, exceptuando na altura da muda de pêlo. O cão muda de pêlo uma vez por ano, altura em que a escovagem deve ser diária. O pêlo exterior não tem tendência a formar riças, por isso a tarefa não é muito cansativa.

Cão Pelado Mexicano (Xoloiztcuintle)

ASPECTO GERAL: é muito atrativo: sua característica principal é a ausência total ou quase total de pêlo com pele suave e ajustada. Seu corpo é bem proporcionado com peito amplo e tórax espaçoso, membros longos e cauda longa. Sua conformação recorda ao Manchester Terrier.
PROPORÇÕES IMPORTANTES: o tronco é ligeiramente mais longo em relação a sua altura. Aproximadamente de 10:9, permitindo-se as fêmeas ligeiramente mais longas que os machos. Os cães longilíneos de membros curtos devem ser penalizados.
TEMPERAMENTO / COMPORTAMIENTO: é silencioso e tranqüilo, alegre, alerta e inteligente, desconfiado com os estranhos, bom guardião e excelente companheiro.
REGIÃO CRANIANA 
Cabeça : o crânio é do tipo lupóide; visto de cima, é largo e forte porém muito elegante, adelgaçando-se para o focinho, com a crista occipital pouco marcada.
Stop: Ligeiro porém bem definido com as linhas superiores crânio-focinho quase paralelas.
REGIÃO FACIAL 
Trufa: deve ser bem escura nos cães escuros, rosa ou café nos exemplares bronze ou ruivos e manchada nos cães manchados.
Focinho: visto de perfil é reto, com a maxila e a mandíbula muito fortes.
Lábios: modelados e ajustados.
Bochechas: ligeiramente desenvolvidas.
Dentes: os incisivos devem ocluir perfeitamente com mordedura em tesoura; o prognatismo superior e inferior (retrognatismo) assim como desvios dos maxilares considera-se faltas muito graves. Não se penaliza a ausência de pré-molares e molares.
Olhos: são de tamanho mediano e de forma amendoada com expressão alerta e sumamente inteligente; a cor varia de acordo com a cor da pele, em tons pretos, café, castanho, âmbar ou amarelo. Prefere-se o mais escuro possível e os dois da mesma cor. As pálpebras são pigmentadas de preto, café ou cinza, permitindo-se as pálpebras claras ou rosadas, sem que seja o mais apropriado.
Orelhas: as orelhas são longas, grandes, expressivas, muito elegantes e de textura delicada; recordam as orelhas de morcego. Sempre portadas eretas em estado alerta; nesta posição seu eixo deverá ter uma inclinação de 50° a 80° em relação a uma linha horizontal. Não se aceitam os exemplares com orelhas cortadas ou caídas: devem ser desqualificados.
PESCOÇO: 
Linha superior: portado alto.
Comprimento: proporcionalmente longo.
Forma: delgado, flexível, bem musculado, ligeiramente arqueado e sumamente elegante.
Pele: a pele do pescoço é firme, elástica e ajustada, sem barbelas. Os cachorros (filhotes) apresentam rugas que desaparecem com a idade.
TRONCO: fortemente construído.
Cernelha: parece pouco marcada.
Dorso: retilíneo; a linha superior do dorso parece perfeitamente reta; são indesejáveis os exemplares com o dorso cedido (lordose) ou carpeado (xifose) nem longelíneo de membros curtos.
Lombo: forte e musculoso.
Garupa : o perfil superior da garupa é levemente convexo; sua inclinação forma um ângulo aproximado de 40°; de conformação sólida, musculosa e levemente arredondada.
Peito: visto de perfil é largo e profundo, descendo até o cotovelo; as costelas são ligeiramente arqueadas, nunca planas. Visto de frente o antepeito tem boa amplitude; a quilha do esterno não é proeminente.
Abdome: a linha inferior é elegantemente marcada, começando pela parte inferior do peito e terminando na retração ventral, a qual é musculosa e bem recolhida.
Cauda: de inserção baixa, longa, fina e inteira com alguns pêlos hirsutos; prolongando-se até os jarretes e adelgaçando-se para a ponta; em ação é portada alegremente elevada em forma curva, nunca enroscada sobre o dorso. Em repouso é caída terminando em um gancho ligeiro. Em algumas ocasiões a coloca entre as pernas para o ventre, sendo este um sinal de timidez.
MEMBROS ANTERIORES: vistos de frente são retos, bem aprumados, proporcionados ao corpo e de bom comprimento. Os ombros são planos e musculosos com boa angulação escápuloumeral que permite um passo largo, fluente e elegante. Os cotovelos firmes ajustados ao tórax, nunca salientes.
MEMBROS POSTERIORES: vistos por atrás parecem perfeitamente retos e paralelos; coxas largas e fortemente musculadas nunca juntas. As angulações coxofemorais, de joelho e tíbio-társica são amplas, indispensáveis para permitir uma ação livre e poderosa aos membros. Os jarretes unidos são fortemente penalizados.
PATAS: as patas são alongadas (pata de lebre) com os dedos recolhidos e compactos; apresentam pêlos hirsutos; as unhas são curtas e de cor preta nos exemplares escuros e mais claras nos cães bronze ou ruivos. As almofadas plantares são fortes e muito resistentes a qualquer terreno. As membranas interdigitais são bem desenvolvidas; os ergôs devem ser amputados de todos os membros.
MOVIMENTO: de acordo com as angulações, deve deslocar-se com passos elegantes, largos e flexíveis; trote rápido, desenvolto com a cabeça e cauda sempre alta.
PELE: devido à ausência total de pêlo, a pele desta raça adquire grande importância; é lisa, muito sensível ao toque, e mais quente como resultado de uma emanação de calor direta a diferença das raças com pêlo, nas quais o calor se dispersa através da ventilação natural; portanto a pele requer maiores cuidados, por carecer de proteção natural, ao estar exposta ao sol e às inclemências do tempo. Não se penaliza as cicatrizes acidentais. O cão pode transpirar pelas patas (almofadas e membranas interdigitais) pelo que quase não fica ofegante.
PELAGEM: a característica desta raça é a ausência total de pêlo no corpo (cão desnudo); ainda que apresente alguns pêlos hirsutos curtos e densos na frente na nuca de qualquer cor, que nunca devem alcançar nem o comprimento nem a suavidade do topete do Cão de Crista Chinês ou Tai-Tai. É usual encontrar pelo áspero nas patas e ao final da cauda; se não existir no deve ser penalizado. Os espécimens de pelo longo são desqualificados.
Cor: preferem-se as cores uniformes sólidas e escuras. A gama varia do negro, cinza enegrecido, cinza lousa, cinzas escuro, avermelhado, fígado, bronze ou ruivo; também se apresentam manchados em qualquer cor incluindo manchas em branco.
TALHE : Existem dois talhes para machos e fêmeas.
a) Variedade Standard : de 35 a 58 cm aceitando-se até 60 cm.
Os exemplares maiores se desqualificam.
b) Variedade Miniatura : (ou de piso) mede 35 cm como máximo.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
Cabeça muito larga; tronco muito largo; caráter tímido ou agressivo. Despigmentação exagerada (albinismo); pelo em outras regiões não especificadas; pele frouxa, solta e enrugada; barbela; presença de ergôs; olhos claros, redondos e esbugalhados; cauda curta; corpo muito longo com membros curtos.
DESQUALIFICAÇÕES: 
cães com capa de pelo em todo o corpo;
orelhas cortadas ou caídas;
prognatismo superior ou inferior (retrognatismo);
topete longo e suave como no Cão de Crista Chinês; exemplares maiores que 60 cm;
cauda cortada.

Cavalier King Charles Spaniel

Cavalier King Charles Spaniel

O Cavalier é ainda uma raça pouco divulgada no Brasil, já na Inglaterra está entre os cinco mais populares. Mais que os Yokshires e Poodles.
De um temperamento invejável, este cãozinho é alegre, amistoso e sem tendências a timidez. Adapta-se a qualquer ambiente, mas, se torna extremamente feliz quando criado junto à família.
O Cavalier é um tipo de cão de companhia, nunca é agressivo ou nervoso, por isso não espere dele atitudes de um cão de guarda. Como é um cão extremamente sociável, até com os outros animais, faz amizades facilmente, o máximo que pode ocorrer é uma atitude apreensiva com estranhos e que não dura mais que alguns minutos.
Não estranhe se o seu Cavalier “viver o dia caçando”, pois em sua terra natal é um cão muito apreciado para o esporte, onde sua performance é notável, pois tem um excelente faro e, é usado inclusive para farejar drogas.

Hitória da Raça

Sabe-se que no início do século XV já existiam exempleres da raça na Inglaterra. No século XVII recebeu o nome de King Charles Spaniel numa homenagem ao Rei Charles II, que era verdadeiramente apaixonado por estes cães, mas ao decorrer do tempo foi se transformando.
Já no século XIX tinha um porte bem mais reduzido, o focinho ficou mais curto, e um stop mais acentuado, orelhas mais baixas e cabeça mais abobadada.
Em 1926 Mr. Roswell Eldridge publicou um anúncio no catálogo da Cruft’s (famosa exposição inglesa) oferecendo um grande prêmio para o melhor King Charles Spaniel do tipo antigo, para que fosse recuperado o velho padrão. Somente dois exemplares foram inscritos, mas a partir daí, foi formado um novo plantel. Este processo demorou cinco anos.
Assim, para tornar nítida a dirferença entre seu “primo” de menor porte, adicionaram a Pataura Cavalier, e hoje temos então duas raças distintas: King Charles Spaniel (nos USA chamado de English Toy Spaniel) e Cavalier king Charles Spaniel, que difere em tamanho, aparência e temperamento.
O reconhecimento na Inglaterra deu-se em 1944. Nos USA sua aceitação veio apenas em 1996.

Padrão da Raça
APARÊNCIA GERAL
Pequeno, de pelagem longa, crânio levemente arqueado, orelhas e franjas longas, ativo, gracioso, muito alegre, gentil e afetuoso.
TALHE
ALTURA : 30 a 33 cm
PESO: 5,8 a 8 quilos
PELAGEM
Longa, sedosa e muito macia ao toque, sendo permitindo leves ondas. As franjas nas orelhas, membros e cauda devem ser longas. Nas patas a franja é considerada uma qualidade nesta raça. Não é permitido qualquer tipo de tosa, somente entre as almofadas pode ser aparaado.

COR:
Bleinheim – marcações em rico castanho-avermelhado, bem distribuídas sobre um branco pérola. As orelhas devem ser vermelhas, e a cor bem distribuida pela cabeça com uma faixa em branco entre as orelhas, no centro das quais é muito considerada a presença dum losango (diamante) ou marca Bleinheim.
RUBI – sólido na cor vermelha bem forte.
PRETO E CANELA – preto forte, com marcações em rico castanho acima dos olhos, nas faces, no interior das orelhas, no peito, pernas e sob da cauda.
TRICOLORES – marcações preto e castanho, sendo o preto bem distribuído em fundo branco pérola.
CABEÇA
CRÂNIO - ligeiramente arqueado, sem protuberância occiptal
STOP - leve
OLHOS - grandes, redondos, bem separados, marrom escuro, apresentando uma tenue hiperplasia suborbitária.
ORELHAS - inserção alta, bem largas e longas bem revestidas de franjas sedosas.
FOCINHO - crônico, cana nasal de 3,8 cm
TRUFA - preta com narinas bem desenvolvidas.
LÁBIOS - cobrindo bem.
MORDEDURA - em tesoura, permitindo em tôrques.

TRONCO
PESCOÇO - relativamente longo, bem musculoso, com a nuca ligeiramente arqueada, sem barbelas.
DORSO - curto e de nível.
LOMBO - ligeiramente arqueado.
COSTELAS - bem arqueadas.
PEITO - moderadamente profundo
VENTRE - sem esgalgamento.

MEMBROS
OMBROS - inclinados com moderada agulação
ANTERIORES - retos, ossatura moderada e cotovelos trabalhando rente ao tórax.
POSTERIORES - musculatura moderada, bem angulados e jarretes curtos.
PATAS - compactas, com almofadas grossas.
CAUDA - inserida no nível do dorso, podendo ser amputada permanecendo, no mínimo 2/3. Nos exemplares particolorodos deve-se deixar a ponta branca.

Chihuahua

Chihuahua

São poucas as raças caninas autóctones do continente americano, mas entre elas há uma tão antiga como célebre: o chihuahua. Apesar das suas dimensões reduzidíssimas, o chihuahua. Possui uma natureza forte e caça em forma insuperáveis roedores pequenos.
Poucos cães de estatura pequena podem-se se comparar com o chihuahua. Classificado como cão de salão e de luxo, possui toda a graça travessa e a leveza do terrier. Como cão de guarda está sempre alerta; interessa-se muito pelo que sucede ao seu redor; quanto se conseguir ganhar a sua confiança, é fiel até a morte.
O Chihuahua é considerado a menor raça do mundo: não são raros os exemplares adultos que pesam menos de um quilo. Ele recebe o nome do maior estado da República Mexicana, onde se supõe que viveu em estado selvagem tendo sido capturado e domesticado pelos indígenas durante a época da civilização “Tolteca”; figuras de um cão pigmeu chamado “Techichi”, que habitou em Tula, foram incluídas na decoração de sua arquitetura o qual era muito similar ao Chihuahua atual. Embora nativo do México, é criado com resultados ótimos também em regiões dos Estados Unidos e do Canadá de clima rigoroso.

PADRÃO DA RAÇA:
Padrão FCI nº 218 / 22.5.1995 / P.
Origem: México.
Nome de origem: Chihuahueño
a. Variedade pelo curto
b. Variedade pelo longo
Utilização: Cão de companhia.
Classificação FCI – grupo 9 – Cães de Companhia; – Seção 6 – Chihuahua; – Sem prova de trabalho.
ASPECTO GERAL - de corpo compacto, sendo de primordial importância fazer notar que sua cabeça tem formato de maçã e sua cauda moderadamente grossa, portada alta, arqueada ou em semicírculo, com a ponta direcionada para o lombo.
PROPORÇÕES- o comprimento é ligeiramente maior que a altura na cernelha, almeja-se um tronco quase quadrado, especialmente nos machos, permitindo-se um pouco mais longo nas fêmeas por a função reprodutiva.
TALHE – altura na cernelha: a altura não deve ser levada em consideração nesta raça, somente o peso.
- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: varia entre os 500 gramas e os 3 quilos
- preferindo-se os exemplares de 1 a 2 quilos.
- Os cães com mais de 3 kg são desqualificados.

TEMPERAMENTO - esperto, alerta, inquieto e muito valente.
PELE – lisa e elástica em toda a superfície corporal.
PELAGEM – existem duas variedades nesta raça.
a) Variedade de Pêlo Curto: o pêlo é curto e assentado em todo o corpo, ligeiramente mais longo quando apresenta capa interna (subpêlo); se permite escassez na garganta e no abdome. É ligeiramente mais longo no pescoço e na cauda, corto na cara e as orelhas; é brilhante e sua textura suave. Não se aceitam os exemplares sem pêlo.
b) Variedade de Pelo Longo: o pêlo deve ser fino e sedoso, liso ou ligeiramente ondulado; é desejada a capa interna (subpêlo) no muito denso. Apresenta pêlo muito longo em forma de pluma nas orelhas, pescoço, face posterior dos membros anteriores e posteriores, patas e cauda. No se aceitam os exemplares com pelo longo e esponjado como o Maltês.
COR - Todas as cores são aceitas em todas suas tonalidades e combinações.
CABEÇA
- Crânio - bem arredondada, de maçã (característica especial desta raça), com ou sem pequena moleira.
- Stop - A depressão naso-frontal (stop) é bem marcada funda e ampla, conseqüência da frente abobadada sobre a inserção do focinho.
- Focinho - curto; visto de perfil mantém uma linha reta, sendo mais largo na raiz e afilando-se para a ponta.
- Trufa - moderadamente curta e ligeiramente respingada; qualquer cor é permitida.
- Lábios - modelados e ajustados. Bochechas pouco desenvolvidas e muito modeladas.
- Mordedura - com mordedura em tesoura ou torquês; o prognatismo superior ou inferior (retrognatismo) são seriamente penalizados, assim como qualquer deformação maxilar ou mandibular.
- Olhos - grandes e redondos, muito expressivos, nunca protuberantes, perfeitamente escuros. Os olhos claros são permitidos porém indesejáveis.
- Orelhas - grandes, eretas e sem pregas; largas na raiz, se reduzem gradualmente até terminar ligeiramente arredondadas na ponta. Estando em repouso formam um ângulo de 45° para os lados.
PESCOÇO – Linha superior ligeiramente arqueada, de comprimento médio, mais grosso nos machos que nas fêmeas. Pele sem barbelas; a variedade de pêlo longo apresenta uma juba de pêlos mais longos altamente desejável.
TRONCO - compacto e bem estruturado.
- Linha superior – reta.
- Cernelha – pouco marcada.
- Dorso – curto e firme.
- Peito - com tórax amplo e profundo; visto de frente de boa amplitude, sem excesso; visto de perfil desce até o cotovelo; nunca embarrilado.
- Costelas – bem arqueadas.
- Ventre - flácido é permitido porém não desejado.
- Lombo - fortemente musculado.
- Linha inferior – determinado por uma retração ventral (tuck up), a qual deverá ser bem delineada.
- Garupa - ampla e forte, nunca caída.
MEMBROS
Anteriores - retos e de bom comprimento; vistos de frente apresentam-se alinhados com os cotovelos; vistos de perfil são bem aprumados.
- Ombros – bem modelados, moderadamente musculosos, com boa angulação na articulação escápuloumeral.
- Braços – (padrão não comenta).
- Cotovelos – trabalham firmes e ajustados rente ao tórax, permitindo liberdade de movimentos.
- Antebraços – (padrão não comenta).
- Carpos – (padrão não comenta).
- Metacarpos – ligeiramente inclinados, fortes e flexíveis.
- Patas – muito pequenas e ovaladas, com os dígitos separados, porém não alongados (não são de lebre nem de gato); as unhas são particularmente curvas e moderadamente grossas, com as almofadas bem desenvolvidas e muito elásticas.
Posteriores - bem musculados, de ossos grossos, bem aprumados e paralelos com boa angulação nas articulações coxofemorais, de joelho e de jarretes (tíbio-társica) de acordo com os membros anteriores.
Jarretes: 
- Coxas – (padrão não comenta).
- Joelhos – bem angulado.
- Pernas – (padrão não comenta).
- Metatarsos – (padrão não comenta).
- Jarretes – curtos, com tendões bem desenvolvidos; vistos por trás são separados, retos e verticais.
- Patas – muito pequenas e ovaladas, com os dígitos separados porém não alongados (não são de lebre nem de gato); as unhas são particularmente curvas e moderadamente grossas, com as almofadas bem desenvolvidas e muito elásticas. Os ergôs devem ser removidos.
Cauda - moderadamente larga, de inserção alta, larga na raiz reduzindo gradualmente para a ponta. O porte é uma traço característico da raça estando elevada, arqueada ou em semicírculo com a ponta direcionada para o lombo, proporcionando equilíbrio ao corpo. Revestida de pêlos em harmonia com o resto do corpo segundo a variedade. Na variedade Pelo Longo revestida com pêlo em forma de plumagem; em repouso é caída em suave gancho.
Movimentação – apresenta um passo largo e flexível, firme e ativo, com bom alcance anterior e muita propulsão posterior. Visto de atrás, os jarretes devem manter-se quase paralelos entre si, colocando as patas dos membros posteriores nas pegadas dos anteriores. Os membros tendem a convergir em direção de uma linha central de gravidade, conforme aumenta a velocidade. Revelam grande elasticidade e liberdade, sem nenhum esforço, com a cabeça sempre alta e o dorso firme.
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
- crânio estreito;
- olhos fundos, pequenos ou protuberantes;
- focinho largo;
- orelhas pontiagudas;
- pescoço curto;
- dorso selado ou arqueado (lordose ou xifose); corpo longo;
- membros curtos; cotovelos salientes; posteriores unidos;
- peito estreito; costelas planas;
- garupa caída;
- cauda mal inserida, torcida o curta;
- prognatismo superior o inferior (retrognatismo); falta de peças dentárias; boca deformada; dentadura dupla;
- luxação de rótula.
Faltas graves - (padrão não comenta).
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
- na variedade de Pêlo Longo, os exemplares que apresentam pelo muito longo, fino e escorrido (como Maltês).
- na variedade de pêlo curto, a ausência de pêlo (alopecia).
- exemplares com orelhas caídas ou curtas,
- ausência de cauda,
- peso maior a 3 kg,
- exemplares longilíneos ao extremo, os tipos veado.

Chow Chow

Chow Chow

Cão de língua preto-azulada, que poderia indicar um ancestral muito antigo. Em seu país nativo, a China, o Chow chow caçava e guardava os templos. Um dos imperadores T’ang tinha um canil com 2500 cães.
Capitães de navios ingleses davam às cargas mistas da China o nome de “chow chow” e os cães acabaram sendo incluídos nessa categoria. Felizmente, esse cão não sofreu muitas mudanças desde os tempos antigos, pois continua sendo um animal doméstico, delicado, tranquilo e auto-confiante.

PADRÃO DA RAÇA

ASPECTO GERAL: cão ativo, compacto, bem estruturado, lombo curto, acima de tudo, bem proporcionado, de aspecto leonino, porte digno e orgulhoso; a cauda é, claramente, portada sobre o dorso.
CARACTERÍSTICAS: língua de cor azul escuro, calmo, bom guardião, singular por seu andar curto e saltitante.
TEMPERAMENTO: independente e fiel, mas distante.
CABEÇA: crânio largo e achatado, stop moderado. Bem cheio sob os olhos. Focinho de comprimento moderado e largo dos olhos até a ponta. A trufa é grossa, larga e sempre preta, com exceção dos exemplares cor creme e quase branca, para os quais, a trufa de cor clara, é admitida, e, nos azuis e fulvos, admite-se a trufa da mesma cor do pêlo.
OLHOS: escuros, amendoados, bem pequenos e bem delineados. Nos exemplares azuis e fulvos admite-se olhos da mesma cor do pêlo. Os olhos devem ser perfeitos sem entrópio, mas jamais deverão ser penalizados em razão do tamanho.
ORELHAS: pequenas, espessas, extremidades levemente arredondadas, eretas, rígidas e bem afastadas, inseridas acima dos olhos, voltadas para frente, ligeiramente convergentes, o que dá ao cão a expressão característica da raça de ar carrancudo. Essa expressão jamais deverá ser o resultado do efeito do enrugamento natural da testa.
BOCA: dentadura de dentes fortes e bem alinhados: os maxilares são fortes e apresentam uma articulação perfeita em tesoura, regular e completa, isto é, os incisivos superiores sobrepõem-se tocando aos inferiores em contato justo e inseridos ortogonalmente ao maxilar. A língua é de cor azul escura, assim como, os lábios e o palato. As gengivas são, preferencialmente, pretas.
PESCOÇO: forte, cheio, moderadamente curto, bem inserido nos ombros, ligeiramente arqueado.
ANTERIORES: os ombros são musculosos e oblíquos. Os membros anteriores são, perfeitamente retos, de comprimento moderado e com boa ossatura.
TRONCO: antepeito largo e bem profundo. Costelas bem arqueadas, mas não em barril. Dorso curto, horizontal e forte. O lombo é robusto.
POSTERIORES: musculosos, jarretes bem curtos, com um mínimo de angulação, essencial para o andar curto e saltitante, característico do Chow. Metatarso aprumado e o jarrete não se flexiona para a frente.
PATAS: pequenas, redondas, “pés de gato”, aprumadas sobre os dígitos.
CAUDA: raiz inserida alta e portada completamente deitada sobre o dorso.
MOVIMENTAÇÃO: passada curta e saltitante (stilted/guindée). Os membros, anteriores e posteriores, deslocam-se em planos paralelos.
PÊLO: seja longo ou curto.
a) Longo: muito abundante, denso, reto e eriçado. A textura do pêlo é tosca e a do subpêlo é suave e lanosa. A pelagem é, particularmente, densa em torno do pescoço, onde forma uma juba e, na face posterior das coxas, em fartos culotes.
b) Curto: abundante, denso e reto; menos eriçado que o longo; textura felpuda. Qualquer redução artificial do pêlo, modificando a silhueta natural do Chow, deverá ser penalizada.
COR: pêlo unicolor: preto, vermelho, azul, fulvo, creme ou branco; freqüentemente com tonalidades, mas sem manchas ou de cores diversas. Sob a cauda e na face posterior das coxas a cor é, freqüentemente, mais clara.
ALTURA: na cernelha, macho: 48 a 56 cm; fêmea: 46 a 51 cm.
FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

Cocker Spaniel Americano

Cocker Spaniel Americano

Obtido nos Estados Unidos a partir de 1879 através de cuidadosas seleções realizadas entre o cocker spaniel inglês, a variedade norte americana diferencia-se deste por algumas características morfológicas como a estatura, as cores da pelagem, as orelhas, o focinho, etc. A popularidade alcançada por esta raça foi notável e segue sendo afetuoso e fiel, o cocker americano adapta-se muito bem à vida em família, razão pela qual, mais ainda que o spaniel ingles é considerado hoje o cão de companhia por excelência. Foi reconhecido como raça distinta em 1946. Em seu país de origem se especializaram em caçar codornas.
Focinho mais curto, stop acentuado, pelagem longa e abundante, são algumas das qualidades que agradam aos olhos dos admiradores deste pequeno spaniel.

PADRÃO OFICIAL

Pertence ao 8º grupo: cães de caça britânica segundo
CBKC
APARÊNCIA GERAL: o menor do seu grupo, forte e compacto e a cabeça nitidamente cinzelada e refinada; tamanho ideal. Com a cernelha alta, linha do dorso suavemente descendente. Velocidade e resistência e desenvoltura; alegre, ávido e competente para o trabalho; temperamento estável.
TALHE
- altura: ideal, machos 38 cm e fêmeas 35 cm.
- tolerância: mais ou menos 4 cm
- comprimento: cernelha á raiz da cauda 15% menor que a altura
-peso: (padrão não comenta)
PELAGEM - dupla, pêlo sedoso e liso, ou levemente ondulado. Na cabeça, o pêlo é curto e fino; no tronco, de comprimento médio com bastante subpêlo; nas orelhas, peito, abdômen e pernas, são longos e bem franjados, sem ocultar as linhas ou a movimentação.
COR:
PRETO: todo preto ou preto com marcas castanho. Cor uniforme, permitindo tonalidades mais claras nas franjas e pequena mancha branca no peito e/ou garganta.
ASCOB: com exceção do preto, qualquer cor sólida, ou com marcação castanho. Cores uniformes, permitindo um tom mais claro nas franjas e pequena mancha branca no peito e/ou garganta.
PARTICOLOR: branco com uma, duas ou mais cores. Nos de marcações castanho, é preferível que sejam localizadas como nos Pretos e Ascobs. No ruão, a cor principal deve ocupar menos de 90% da pelagem.
MARCAS DE CASTANHO: podem variar do creme claro ao mais escuro vermelho:
• um pouco bem visível acima de cada olho;
• dos lados do focinho e nas bochechas;
• nas quatro patas e nas pernas;
• sob a cauda;
• no peito, indiferente, presença ou ausência não penaliza.
CABEÇA: – PROP. c/f 2:1 – crânio = 2X comprimento do focinho, Refinada e bem cinzentada.
CRÂNIO - moderadamente arredondado, arcadas superciliares claramente definidas.
STOP - pronunciado.
OLHOS - inserção frontal e na superfície da pele, redondos, levemente amendoados, castanho escuros, melhor o mais escuro. Expressão inteligente, alerta, doce e suplicante.
ORELHAS - lobulares, longas, de couro fino, bem franjadas e inserção no nível ou mais baixa que o da pálpebra inferior.
FOCINHO - largo e profundo, com maxilares nivelados e quadrados.
TRUFA - narinas bem desenvolvidas; de cor preta nos pretos e nos Black’n tans; podendo ser marrom ou fígado, nas demais cores; melhor, o mais escuro. A cor da orla das pálpebras acompanha.
LÁBIOS - lábio superior é carnudo, cobrindo a mandíbula.
MORDEDURA - em tesoura, dentes de tamanho médio.
TRONCO - curto, compacto, de construção sólida dando impressão de força.
PESCOÇO – longo, musculoso e sem barbelas, ergue-se forte dos ombros, ligeiramente arqueado na nuca.
DORSO - forte e levemente descendente.
LOMBO - (padrão não comenta).
COSTELAS - profundas e bem arqueadas.
PEITO - profundo no nível dos cotovelos.
VENTRE - padrão não comenta
GARUPA - larga com as ancas arredondadas e musculosas.
MEMBROS -
OMBROS - articulação escápulo-umeral 90o.
ANTERIORES - de frente, retos, paralelos, musculosos, ossatura forte, bem ajustados ao tórax e aprumados com a escápula. De perfil, os cotovelos ficam, exatamente, no prumo da cernelha. Metacarpos curtos e fortes.
POSTERIORES - aprumados, ossos fortes, coxas musculosas e bem delineadas; joelhos bem angulados e firmes. Jarretes fortes, curtos e aprumados. Por trás, paralelos, seja em movimento ou em repouso.
PATAS - redondas, compactas, largas e firmes e direcionadas para a frente, com almofadas grossas, duras e resistentes. Sem ergôs.
CAUDA - cortada, com inserção e porte na linha do prolongamento do dorso, ou ligeiramente mais alto. Para baixo indica timidez. Em movimento a cauda vibra revelando sua alegria.
MOVIMENTAÇÃO - típica de um cão de caça. Forte propulsão nos posteriores e anteriores de alcance fácil à frente, apresentando movimentação coordenada, suave e sem esforço, com boa cobertura de solo.
FALTAS - cabeça com tendência ao achatamento ou excessivamente abobadada. Dentes pequenos demais ou com mordedura em torquês. Tronco longo demais ou baixo demais. Cauda em ângulo para cima como a de um terrier ou para baixo indicando timidez. patas viradas para dentro ou para fora. pelagem excessiva, crespa ou lanosa. Marcação castanho que não for nítida ou que seja tênue demais, os castanhos dos lados focinho unem-se pela cana nasal.

Cocker Spaniel Inglês

Cocker Spaniel Inglês

Olhando hoje o Cocker Spaniel, atraente com as orelhas longas quase varrendo o solo e pêlo sedoso, pode ser difícil vê-lo como um cachorro disposto ao trabalho. Porém, o Cocker ainda tem esta habilidade e desfruta muito a satisfação de um dia no campo.
No século XIX, o prefixo “Cocker” foi dado para denotar a popularidade deste pequeno cão de caça por levantar e recuperar galinholas (que em inglês tem o nome de woodcock). O “Cocking Spaniel” ficou popular em Gales e no Sul da Inglaterra naquele momento devido ao tamanho compacto que fez dele mais ágil para trabalhar em mato baixo.

POPULARIDADE

O Kennel Clube da Inglaterra reconheceu a raça em 1892. Foi realmente o começo do Cocker Spaniel Inglês.
O Cocker tem muitos atributos que contribuem para essa popularidade:
Primeiramente, a personalidade feliz que fazem dele um alegre cão de caça.
O tamanho compacto e a aparência agradável, juntos com a ansiedade para agradar e a facilidade de ser treinado, fazem dele um ótimo trabalhador e um maravilhoso companheiro doméstico.
A cauda sempre sacudindo entusiasmado tem o efeito feliz de levantar o espírito daqueles que caminham ou trabalham com ele, a oferta de disposição e gentileza o faz um companheiro extremamente afetuoso.
O pêlo liso e sedoso é um prazer para acariciar, sendo que muitos donos de cães atualmente selecionam um cachorro ou raça fundadas, em parte, no tipo de pêlo. Atributo que sempre deveria ser levado em conta quando se escolhe um cachorro, já que isso inclui o trabalho de cuidar e aparar.
Donos de cães podem se tornar acariciadores compulsivos, para o benefício mútuo de homem e cachorro. Em anos passados, mostrou-se pesquisa científica que este comportamento instintivo de acariciar tem benefícios de saúde positivos, causando a baixa na taxa de doenças cardíacas, relaxamento e redução em tensão: uma tônica sem o risco de efeitos colaterais desagradáveis associados com algumas drogas! Os cães também desfrutam isto!

A ORIGEM DOS SPANIELS

Conforme trabalho do cinologista alemão Richard Strebel sobre as origens dos cães alemães, a pergunta sobre as origens dos spaniels é muito difícil, porém pode-se afirmar que é um dos tipos mais velhos de cães.
Representações de spaniels ou de cães bem parecidos a eles são achadas em pinturas muito antigas e, o quadro mais recente de um spaniel que Richard Strebel está estudando é a representação de Philip II da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande.
Isso nos leva de volta a séculos atrás, de modo que não se pode ser facilmente localizado ou ficar sem “buracos” na história, conforme retrata o Dr. Beyersdorf em seu livro “Spaniel” (Kynos Verlag, Murlenbach/Eifel).
O que é certo é que o spaniel, até mesmo se não fosse reconhecido como raça, era difundido nos países do norte da Europa.
Nós sabemos é que o Duque de Northumberland, John Dudley, foi um dos primeiros a treinar spaniels para a caça e que no castelo do Rei Henrique VIII havia um empregado que era o guardião dos spaniels, “Robin the King’s Spaniel Keeper”.
Em 1570 John Caius descreveu 22 raças existentes em seu livro “Of English Dogs”, inclusive o Land Spaniel (Spaniel de Terra) e o Water Spaniel (Spaniel de Água). Caius escreve que estes cães foram sendo classificados conforme a função para a qual foram criados, assim: seu uso: assim falcon dog (falcoaria), pheasant dog (caça do faisão), partridge dog (caça da perdiz) e assim por diante.
Muitas pessoas chamaram este tipo de caça de “spaniel” acreditando que se originaram na Espanha, porém a atribuição mais plausível é a de que “spaniel” derive da palavra céltica “spain” que significa “coelho” fortalecendo ainda mais a primeira e original função para a qual os spaniels foram desenvolvidos. Mas, por mais que se estude a origem da palavra ainda é disputada.
Do século XVII em diante foi aceita amplamente a palavra spaniel, especialmente na Inglaterra, tanto que no fim do século XIX o spaniel foi especificamente considerado uma raça inglesa.
Dr. Peter Beyersdorf, Presidente do Jagdspaniel-Klub e um amante apaixonado das raças spaniel, escreve em seu livro “SPANIEL”:
“Pode ser útil para algumas pessoas aprenderem mais sobre a origem e as definições das qualidades do spaniel e talvez um maior conhecimento a este respeito conduziria a uma compreensão melhor e uma maior avaliação da raça inteira. Isso é algo que o spaniel mereceria. É uma raça que combina tantas qualidades: generosidade, entusiasmo, inteligência, lealdade, amizade mas também quando necessário, dureza e tenacidade. Uma vez cativado por um spaniel você nunca será “curado” deles.

A MAGIA DAS CORES

Os Cockers têm uma variedade maravilhosa de cores. De fato, nenhuma outra raça oferece variedade tão grande.
Cores sólidas são aquelas em que o cão é predominantemente: preto, dourado, fígado ou preto e tan (tan é considerado marcação e não segunda cor).
Partcolor são aqueles em que as cores sólidas estão misturadas com o branco.
Alertamos que exemplares de cores sólidas não deverão cruzar com exemplares de cores partcolor, pois poderá descaracterizar as cores e marcações permitidas pelo padrão FCI.

A DEMANDA POR FILHOTES

Muitos criadores de Cocker estão preocupados, pois vêem os riscos das qualidades soberbas de uma raça popular estarem sendo reduzidas nas mãos não fiéis de falsos criadores que podem estar dispostos a acasalar sem cuidado e o devido conhecimento de faltas que inevitavelmente rastejam em algumas linhas de procriação. Isto pode acontecer quando há uma súbita demanda para filhote de determinada raça.
Manter uma relação boa com o criador depois da compra será benéfico pois o “dono de primeira viagem” terá o apoio de pessoas que convivem com a raça a muitos anos.

SEU NOVO AMIGO

O filhote que você está adquirindo hoje não é apenas um cão, ele será seu amigo durante muitos anos.
Para que isso aconteça, você deverá seguir regras básicas de higiene, saúde e segurança que facilitarão sua vida e a dele.
Daremos aqui algumas dicas para que você não se sinta “perdido” com um filhote nos braços:

A ADAPTAÇÃO

Este filhote está acostumado a viver entre seus irmãos, portanto nas primeiras noites ele irá chorar. Pedimos que, se não quiserem que o cão adulto durma na cama, não deixe o filhote dormir porque será impossível explicar que, quando filhote pode, quando adulto não.
No máximo coloque-o para dormir em uma caminha ao lado da sua e durante a noite se ele chorar acaricie até que ele se sinta seguro novamente.
Ensine as normas da casa desde cedo, pois o cão deverá se acostumar a sua rotina e faça com que todos na casa sigam as mesmas normas.

AS REFEIÇÕES

Para Cocker Spaniel sugerimos 300gr. (filhotes) e 200gr. (adultos) de alimento seco por dia.
Em geral os filhotes têm bastante fome, mas se ele ficar sem comer uma das refeições não se desespere, se ele ficar duas refeições sem comer, mas estiver brincando deverá ser observado com mais atenção, se na terceira refeição ele recusar, deverá ser levado ao veterinário.
Nos primeiros dias você deverá ficar atento para ver se o filhote está bebendo água, deixe a vasilha sempre no mesmo lugar para que ele não se perca.
Mantenha sempre água fresca e limpa à disposição do seu cão.

SAÚDE E HIGIENE

Leve seu filhote ao veterinário de sua confiança ou ao que nós indicamos, para que ele já abra uma ficha para as vacinações periódicas.
Siga corretamente o cronograma de vacinação e de vermifugação para que seu filhote tenha uma ótima saúde.
O Cocker precisa ser penteado pelo menos duas vezes por semana
Se o filhote estiver precisando de banho, faça uma mistura de água com uma pequena quantidade de vinagre e esfregue-o com um pano limpo, depois seque com o secador.
Uma semana após a vacina seu filhote poderá tomar um banho completo, se você o levar para tomar banho em pet shop, verifique se os ouvidos estão bem sequinhos e limpos. Se você for dar o banho em casa, use água morna e shampoo para cães e evite a entrada de água nos ouvidos, seque-o com um secador de cabelos começando pelo peito e em lugar sem correnteza de vento.

BANHEIRO

O filhote que você escolheu está acostumado a fazer suas necessidades em folhas de jornal. Você deverá ensiná-lo a ir ao lugar certo, como fazer isso?
Logo que acordar, seu filhote irá urinar, leve-o ao lugar certo e espere. Quando ele fizer, acaricie e demonstre que você gostou.
Com as fezes é parecido, logo após cada refeição, seu filhote irá defecar, leve-o até o local certo e aguarde, quando ele fizer, acaricie e demonstre que você gostou.
Antes dos quatro meses de idade, não é aconselhável castigar porque ele ainda não consegue distinguir o certo do errado. No máximo pegue no queixo dele balance para os lados (devagar) e diga firme “NÃO”.
Jamais esfregue o focinho do filhote nas fezes ou na urina, esse tipo de castigo não resolve nenhum problema.

A SEGURANÇA DO FILHOTE

Não deixe ao alcance do seu filhote, objetos pontiagudos que ele poderá se ferir ou engolir;
Fique de olho se ele não irá roer os fios de seu aparelho de som;
Retire materiais tóxicos de lugares onde ele tenha acesso;
Não deixe a porta para a rua aberta, seu filhote não sabe o perigo que ele corre se sair de casa sem você;
Se seu filhote for permanecer sozinho dentro de casa, o aconselhável é que ele tenha um espaço somente para ele, sem nenhum objeto para lhe causar mal. Sugerimos um “expen” (cercado para cães);
Não brinque com objetos pequenos que ele poderá engolir;
Coloque proteções nas tomadas.

AS BRINCADEIRAS

Você e seu filhote deverão brincar para estreitar os laços de amizade. Em geral filhotes gostam de bolinhas de papel amassado, cabo de guerra (não aconselhamos antes da troca dos dentes) e bolinhas de tênis.
Não incentive brincadeiras agressivas com seu filhote.

OS DENTES

O filhote deverá trocar todos os dentes de leite pelos definitivos até os seis ou sete meses de idade.
Até que essa troca se complete ele irá procurar coisas para morder. Existem muitas opções de mordedores em pet shops, escolha a que melhor se adapta ao seu filhote e incentive-o a morder apenas aquele objeto.
Mais uma vez pedimos que não deixem que ele morda sapatos ou tênis velho pois ele não saberá distinguir o velho do novo e você poderá ficar sem a ponta dos seus sapatos e os cadarços do seu tênis.

OS PASSEIOS

Aos cinco meses, um mês depois da vacinação completa, seu filhote estará apto ao primeiro passeio na rua, SEMPRE COM GUIA.
Nos primeiros passeios você poderá achar seu filhote parecido com um “potro indomado”, mas com a freqüência ele se acostumará em poucas semanas.
Não deixe que ele o leve para passear, mantenha sempre a posição de comando, o cão deverá andar à sua esquerda.
Não aconselhamos passeios sem guia pois Cockers são cães de caça independentes portanto, cães destemidos, se ele farejar uma trilha que o interessa não pensará duas vezes para segui-la.

PADRÃO DA RAÇA

Classificação F.C.I.: 
Grupo 8 – Cães D’água, Levantadores e Retrievers
Seção B.4 – Levantadores Britânicos
Padrão nº 75 c – 24 de junho de 1989
País de origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Cocker Spaniel
Utilização: Levantador de caça
APARÊNCIA GERAL: alegre, robusto, próprio para caça, bem balanceado e compacto, medindo, da cernelha ao chão, aproximadamente, o mesmo que da cernelha à inserção da cauda.
CARACTERÍSTICAS: de natureza alegre, a cauda com movimento incessante e atividade típica cheia de energia, principalmente quando segue o rastro, sem medo de penetrar em esconderijos densos.
TEMPERAMENTO: meigo, afetuoso, cheio de vida e exuberante.
CABEÇA E CRÂNIO: focinho bem quadrado, com stop bem marcado, situado à meia distância entre a ponta do nariz e o occipital. Crânio bem desenvolvido, nitidamente cinzelado, nem muito afilado nem muito grosseiro. Os ossos da face não devem ser proeminentes.
Nariz suficientemente largo para favorecer a capacidade do faro.
Olhos cheios, inseridos na superfície, marrons escuros ou marrons, jamais claros; porém, no caso de cães de cor fígado, fígado ruão e fígado e branco, os olhos são de cor avelã escura, em harmonia com a pelagem; com expressão de inteligência e meiguice, porém alerta, esperto e alegre; pálpebras bem ajustadas.
Orelhas lobulares, de inserção baixa, ao nível dos olhos. Couro refinado, bem revestidas com pêlos longos, lisos e sedosos. Seu comprimento alcança a ponta do nariz, quando, para medir, estende-se o couro para a frente.
Boca: mandíbula forte, com uma mordedura em tesoura, perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores sobrepassam ligeiramente os inferiores e são inseridos em ângulo reto com os maxilares.
PESCOÇO: de comprimento médio, musculoso. Inserido elegantemente em ombros bem inclinados. Garganta sem barbelas.
RONCO: forte e compacto. Antepeito bem desenvolvido de largura moderada e peito profundo. Costelas bem arqueadas. Lombo curto e largo. Linha superior firme e reta, suavemente descendente do final do lombo à raiz da cauda.
ANTERIORES: ombros bem inclinados e refinados. Membros com boa ossatura, retos, suficientemente curtos para concentrar força, sem chegar ao ponto de interferir no tremendo esforço esperado deste pequeno e magnífico cão de caça.
POSTERIORES: largos, bem arredondados e muito musculosos, com boa ossatura. Joelhos bem angulados. Jarretes curtos, dando maior propulsão.
PATAS: como as do gato, firmes, com almofadas grossas.
CAUDA: inserida ligeiramente abaixo da linha do dorso. Deve ser alegre em movimento e portada horizontalmente, nunca para cima. Normalmente amputada com comprimento moderado, adequado para não interferir na sua ação incessante e alegre quando em trabalho.
MOVIMENTAÇÃO: andadura fluente, com grande propulsão e boa cobertura de solo.
PELAGEM: pêlo liso, de textura sedosa, não muito abundante, jamais duro, ondulado ou crespo. Bem franjado nos anteriores, corpo e acima dos jarretes.
CORES: várias.
Partcolor: Azul Ruão, Preto e Branco, Laranja Ruão, Laranja e Branco, Fígado Ruão, Fígado e Branco. – Tricolores: Preto, Branco e Tan, Azul Ruão e Tan, Fígado Branco e Tan, Fígado Ruão e Tan.
Sólidos: Preto, Dourado, Fígado, Black and Tan, Fígado e Tan.
Nas cores sólidas só é permitido a cor branca no peito.
TAMANHO: altura aproximada para machos de 39 a 41 cm e para fêmeas de 38 a 39 cm. Peso aproximado: de 13 a 15 quilos.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta, e penalizada na exata proporção de sua gravidade.

Colie de Pêlo Longo

Colie de Pêlo Longo

Os fãs de “Lessie” que resolverem adotar um collie não ficarão desapontados com esse leal animal de estimação. Muito dócil, se dá bem com todos os membros da família, principalmente com crianças pequenas.
Diante da impossibilidade de precisar em datas, a origem do collie de pêlo longo deve-se a que, até o século XVIII, esta raça era considerada exclusivamente de trabalho: a pureza era respeitada mas não por isso publicava-se o pedigree. Quando o collie começou a chamar a atenção dos cinófilos, isto é no principio do século passado, estava difundido principalmente na Escócia setentrional. Mais baixo que os exemplares conhecidos hoje, tinha também a cabeça mais curta. Durante uns 50 anos, a raça foi submetido a cuidadosas seleções, até que em 1860 foi apresentada na primeira exposição canina oficial celebrada em solo inglês.
Numerosas hipóteses foram formuladas sobre a ascendência do pastor escocês. Há aqueles que descobrem entre seus antepassados o terranova ou o Gordon setter, enquanto que outros o vinculam com o deerhound e o terrier escocês.
O único dado certo é que o collie moderno representa o resultado de longos e cuidadosos processos de seleção: pode-se dizer que a fixação definitiva de caracteres importantes foi alcançada somente em 2885, desde então criadores se limitaram a conservar e a refinar as características da raça.
PADRÃO DA RAÇA: - COLIE DE PÊLO LONGO
Padrão FCI nº 156
Origem: Grã-Bretanha;
Nome de origem: Rough Collie;
Utilização: pastoreio.
Classificação FCI – Grupo 1 – Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto os Suíços);
Seção 1. – Cães Pastores;
ASPECTO GERAL - expressão inteligente, auxiliada pela proporção paralelismo e formato do crânio e focinho, porte das orelhas, pelagem farta e movimentação fluente e paralela.
- -
TALHE – altura na cernelha: machos 56 a 61cm e fêmeas 51 a 56 cm.
- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: de machos 20 a 30 quilos e fêmeas de 18 a 25 quilos.
- -
TEMPERAMENTO - .
- -
PELAGEM - dupla, densa, reta, áspera, com juba abundante; lisa na face e ponta das orelhas, anteriores bem franjados e posteriores com culote. Na cauda bastante abundante.
-
COR - marta e branco, tricolor e azul merle.
Marta: do dourado claro ao marta escuro.
Branco: no colar, no antepeito, pernas, patas e ponta da cauda, podendo aparecer no crânio e no focinho.
Tricolor: pretos com marcas marrom avermelhado nas pernas e na cabeça.
Azul merle: azul prateado com manchas marmorizadas em preto, preferência com marcas marrons.
- -
CABEÇA - 1:1 – // – cuneiforme, não cinzelada, paralelismo crânio/focinho.
Crânio - chato.
Stop - leve, mas perceptível.
Focinho - pouco profundo, arredondado e rombudo.
Trufa - preta.
Lábios - (padrão não comenta).
Mordedura - em tesoura.
Olhos - tamanho médio, amendoados – ligeiramente castanho escuros, exceto nos azuis: ambos azuis, um só ou particoloridos.
Orelhas - pequenas, inserção alta, moderadamente separadas, em repouso portadas para trás, em alerta 2/3 eretas.
- -
PESCOÇO – moderadamente longo, bem arqueado.
- -
TRONCO - retangular, linha superior com lombo levemente mais alto, largo atrás dos ombros.
Dorso – (padrão não comenta).
Peito - profundo.
Costelas – bem arqueadas.
Ventre - (padrão não comenta).
Lombo - (padrão não comenta).
Garupa - (padrão não comenta).
- -
MEMBROS
Anteriores - retos e moderadamente desenvolvidos.
Ombros – bem angulados.
Braços – .
Cotovelos – .
Antebraços – .
Metacarpos – .
Patas – .
- -
Posteriores -
Coxas – coxas musculosas.
Joelhos – bem angulados.
Pernas – .
Metatarsos – .
Jarretes – curtos.
Patas – ovais, arqueadas, com anteriores levemente mais arqueadas.
- -
Cauda - longa, de comprimento atingindo o nível dos jarretes, portada baixa com ligeira curva na extremidade quando em repouso e alta quando em atividade.
- -
Movimentação - fluente, paralela, anteriores relativamente juntos e posteriores levemente mais afastados.
- -
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
- -
Indesejável - passadas curtas, cruzar na frente ou rolar o corpo na movimentação;
na marcação marta: cor palha claro ou creme;
no tricolor: tom de ferrugem; e no merle; manchas pretas, grandes, cor acinzentado ou tom de ferrugem.
- -
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais.

Dálmata

DálmataA harmonia de linhas, a simpática vivacidade e principalmente a típica pelagem manchada fazem dele uma raça de luxo muito apreciada, além de ser um cão de companhia que se distingue por seus desenvolvidos dotes de fidelidade e inteligência.
O dálmata sempre demonstrou tendência a seguir o dono, seja qual for a forma de locomoção escolhida por este: carruagem, cavalo, bicicleta; na Inglaterra, ao redor de 1900, estava muito em moda nos ambientes senhoriais fazer seguir as carruagens elegantes por cães dálmatas; eram chamados, precisamente, “coach dogs”, isto é cães de carruagem. Mais recentemente, nos Estados Unidos foram vistos muitas vezes nos carros vermelhos de bombeiros, que os converteram em mascote oficial, tanto que até meados dos anos 80 não havia quartel de bombeiros que não tenha o seu bonito dálmata.
Muitos autores escreveram sobre as origens deste cão: pouquíssimos estiveram de acordo. O seu nome deveria indicá-lo com certeza, mas não é assim. A raça parece ser antiqüíssima, já que ilustrações descobertas na Grécia e no Oriente. Pertencentes a tempos remotos, reproduzem cães completamente iguais, em linhas e pelagem, ao dálmata atual. Alguns o consideram oriundo da Dinamarca, o que justificaria o nome, adotado em alguns paises, de pequeno dinamarquês. E o certo é que é que ainda hoje está notavelmente difundido na Dinamarca.
Buffon considera que descende do doge, que da Inglaterra passou à Dinamarca e dai aos paises cálidos, até dar origem ao cão turco. Com esta teoria vinculam-se várias outras, todas distintas e aceitáveis, mas nenhuma indiscutível. “Angiola Denti di Perajno, conhecida investigadora da raça, escreve: “…” a hipótese que parece confirmada por certa quantidade de elementos de probabilidade, é a que indica que o dálmata tem por zona de origem o Oriente…”.

Houve uma época em que o dálmata, dotado de olfato notável, era usado também como cão de caça. Embora lata pouco, é considerado excelente guardião de casa.

PADRÂO DA RAÇA:

ASPECTO GERAL: um cão cujas manchas numulares (de numismática*) (pequenas e redondas) constituem um traço característico. O Dálmata é bem proporcionado, forte, musculoso e ativo. De linhas harmoniosas, sem ser grosseiro, nem rústico.
CARACTERÍSTICAS: um cão elegante, boa presença, podendo fazer prova de muita resistência e de movimentação ágil.
TEMPERAMENTO: social e amistoso. Atrevido e autoconfiante, corajoso sem ser agressivo.
CABEÇA: de comprimento moderado, crânio chato, de razoável largura entre as orelhas, bem modelado à frente das orelhas, guardando certa moderação. Stop moderado. Cabeça sem rugas. Focinho longo e poderoso, nunca afilado. Lábios secos, moderadamente ajustados aos maxilares. A trufa é preta, na variedade preta, e marrom, na variedade fígado.
OLHOS: de tamanho médio, inserção moderadamente afastados, redondos, espertos e brilhantes; expressão inteligente; de cor escura nos cães de manchas pretas; tendendo ao âmbar nos de manchas fígado, o contorno dos olhos acompanha a cor da pelagem, preto, nos pretos, e marrom, nos de cor fígado.
ORELHAS: de inserção bem alta e de tamanho médio, bem largas na base, e diminuindo até a ponta arredondada.
MAXILARES: fortes, articulação em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores ultrapassam, tocando, com a face posterior, a face anterior dos incisivos inferiores.
PESCOÇO: de bom comprimento, graciosamente arqueado; elegante, diminuindo em direção a cabeça; sem barbelas.
ANTERIORES: ombros moderadamente inclinados, bem modelados e musculados. Cotovelos trabalhando bem ajustados, rente ao tórax e corretamente direcionados para a frente. Membros perfeitamente retos. Ossatura de seção redonda e forte até a pata, com uma leve curvatura na articulação do carpo.
TRONCO: o peito, moderadamente, largo e profundo, cernelha bem marcada; dorso forte e reto; lombo forte, bem modelado, com flancos bem cintados, musculosos e levemente esgalgados.
POSTERIORES: roliços, musculatura bem modelada, pernas bem desenvolvidas, joelho bem angulado e jarretes bem desenhados.
PATAS: redondas, compactas, dedos bem arqueados (pés de gato), almofadas plantares redondas, duras e elásticas. Unhas brancas ou pretas nos cães de manchas pretas; brancas ou marrons nos cães de manchas fígado.
CAUDA: de comprimento próximo ao nível do jarrete, grossa na raiz, afinando gradualmente para a ponta. Jamais grosseira. Inserção média, portada com uma leve curva para cima sem jamais enrolar. Deve ter manchas arredondadas de preferência.
MOVIMENTAÇÃO: o Dálmata é bem fluente na sua movimentação de movimentos uniformes, poderosos, rítmicos, com passadas longas. Visto por trás, os membros deslocam-se em planos paralelos, os posteriores fazem uma pista única com os anteriores. As passadas curtas e jarretes em foice, são defeitos.
PELAGEM: curta, dura e densa, de aspecto liso e brilhante.
COR: a cor base é o branco puro. Os cães de manchas pretas tem numerosas manchas redondas como moedas, pequenas e pretas. Nos de manchas fígado, essas pequenas manchas redondas são de cor marrom-fígado. Essas manchas não podem misturar-se. Elas são redondas e bem definidas do tamanho de uma moeda de 50 pences (peça de cinqüenta centavos franceses a uma peça de cinco francos franceses); as mais bem distribuídas possíveis. As manchas das extremidades devem ser menores do que as do tronco. As pelagens com placas de cor, tricolores e com pequenas manchas limão são proibidas. As nuances de bronze nas manchas numulares é um defeito do cão adulto.
TAMANHO: harmonia geral é de suma importância, a altura, na cernelha, ideal é de 58,5 a 61 cm, para os machos, e 56 a 58,5 cm, para as fêmeas.
FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos, bem visíveis e normais, totalmente descidos na bolsa escrotal.
(*) Numismática – ciência que estuda a história através das moedas de cada país; estudo de moedas.

Doberman

Doberman

Escreve o famoso especialista Setgast: “Há poucas raças de cães tão aptas para a defesa e a guarda. As qualidades físicas e psíquicas do Dobermann o colocaram em pouco tempo em primeiríssima linha. Dotado de grande desconfiança com os desconhecidos, sempre prefere estar perto do dono sua vigilância é incessante, seu olhar vivaz investiga sem descanso ao seu redor, de modo que possa advertir o dono de qualquer perigo eventual. Não conhece medo. No momento do perigo, o seu corpo musculoso põe-se tenso, sua fisionomia se endurece, o olho se acende e ao menor sinal ou ordem do dono ataca corajosamente o adversário.”
Surpreende que, no caso desta raça, a obra de seleção tenha sido lograda em um período muito breve, obtendo com rigor características excepcionais. A origem do Dobermann é recente: tais como a conheceu, a raça existe desde há pouco decênios, e ainda antes, quando se apresentava menos refinada, a sua origem não ia mais além da metade do século passado.
Não obstante, sabemos pouco sobre a sua origem. Os franceses consideram que deriva do seu cão pastor de Beauce e é certo que entre ambas as raças há uma notável semelhança. Por sua vez, os cinófilos alemães preferem derivar o Dobermann de diversos antepassados; por exemplo, o considera originário da Teringia e, precisamente da aldeia de apold, onde um simples porteiro de palácio de nome Dobermann (de quem derivaria o nome da raça) haveria conseguido obter este cão pelo cruzamento de várias raças, entre elas o pastor alemão antigo e o pincher alemão. No princípio, a raça tivera por nome “belling”, aparente mente o apelido daquele porteiro, mas há quem diga que o belling era um cão completamente diferente. Segundo outros especialistas, o velho pastor alemão haveria sido a raça básica para criar o Dobermann, mas empregando, além do pincher, o braco de Weimar. Não falta, finalmente, quem supõe a intervenção do Black and tan terrier e do Rottweiler, mas isto foi rejeitado categoricamente por Otto Goller, que seguiu na criação a Dobermann; diz-se que Goller foi o verdadeiro selecionador, o que fixou a raça. É provável também, que mais adiante o Dobermann tenha recebido sangue inglês no sentido de que, num primeiro momento, era um pouco tosco e longo afinou-se através do cruzamento com o terrier preto fogo (blanck and tan), presente na Alemanha com dimensões consideráveis. Parece que somente em 1900 o dobermann adquiriu a conformação ágil que ostenta hoje.
Já nos referimos aos dotes psíquicos e as aptidões da raça. Agreguemos que possui grande capacidade de aprendizagem e é fácil de adestrar. De constituição muito robusta, suporta facilmente fadigas e intempéries e, em qualquer circunstância, está disposto a sacrificar a vida para proteger o dono.

PADRÃO DA RAÇA:
Aspecto geral – tamanho médio, construção quase quadrada, forte e musculoso. Linhas elegantes, postura ereta e orgulhosa, temperamento firme e expressão determinada.
Talhe - altura: machos 68 a 72 cm. e fêmeas 63 a 68 cm.
- comprimento: a fêmea pode ser um pouco mais alongada.
- peso: machos 40 a 45 quilos e fêmeas 32 a 35 quilos.
Pelagem - simples, pêlo curto, duro, espesso e bem assentado. Pele retesada e aderente, enaltecendo sua modelagem seca e refinada.
Cor - preto, marrom escuro e azul, com marcação castanho, claramente definida, isenta de pêlos pretos: no focinho; lábios; uma em cada bochecha e acima de cada olho; na garganta; duas marcas no antepeito; pernas e patas: na face interna das coxas e sob a cauda.
Cabeça - 1:1 – - cuneiforme, com paralelismo de crânio/focinho. Nitidamente destacada do pescoço
Crânio - de perfil, a linha superior plana se desnivela da do nariz até o topo, descendo, do osso frontal em suave curva até a nuca, de frente é plano e horizontal, sem caimento na direção das orelhas.
Stop - suave declive.
Olhos – ovais, tamanho médio o mais escuros possível. Para cães marrons e azuis é permitida uma tonalidade mais clara, mas devem parecer escuros.
Orelhas - inserção alta, portada dobrada e caída rente às faces, quando cortadas, ficam eretas.
Focinho - profundo e largo.
Trufa - preta e nos marrons e azuis, deve parecer escura.
Lábios - bem cerrados.
Mordedura - em tesoura.
Tronco - é curto e firme. A cernelha bem evidenciada, especialmente nos machos, define, pela altura e comprimento, o traçado da linha superior descendente até a garupa.
Pescoço - de bom comprimento seco e musculoso eleva-se do peito e dos ombros, em harmoniosa e arqueada linha. Portado alto em notável expressão de nobreza.
Dorso - largura adequada.
Lombo - bem musculoso.
Costelas - ligeiramente arqueadas.
Peito - boa largura antepeito bem desenvolvido, profundidade superior a 50% da altura. O antepeito projeta-se à frente da articulação dos ombros.
Ventre - linha inferior levemente esgalgada.
Garupa - arredondada sem ser caída.
Membros -
Ombros - escápula longa, inclinada, angulação escápuloumeral em angulo quase reto. A escápula, bem musculada e firmemente acoplada ao tórax, aparece acima do nível do dorso, marcando a linha superior.
Anteriores - fortemente constituídos e bem aprumados, com os cotovelos trabalhando bem acoplados ao tórax e os metacarpos corretamente direcionados para a frente.
Posteriores - coxas de boa largura, fortemente musculadas e anguladas a 130°. As pernas fazem ângulo obtuso com os Jarretes.
Patas - pés de gato, curtas, fechadas e arqueadas. Sem ergôs nos posteriores.
Cauda - (padrão não comenta). (N.R.: amputada deixando 2 ou 3 vértebras).
Movimentação - elástica, elegante, ágil, livre, com boa cobertura de solo e movimentos simultâneos, de um membro anterior de um lado com um posterior do outro. A passada dos anteriores tem bom alcance e os posteriores com propulsão vigorosa e elástica.
Faltas - ossatura leve. Cabeça curta e grosseira (arco zigomático protuberante). Convexidade dos ossos da testa, crânio e nariz (nariz romano). Muito ou pouco stop. Focinho pontudo e fino. Lábios pendentes. Inserção de orelhas muito alta ou muito baixa. Falta de dentes. Prognatismo superior ou inferior. Olhos rasgados salientes, demasiado profundos claros. Pescoço curto e grosso papada ou barbela. Anteriores com ombros curtos, soltos e de angulação aberta. Articulação de cotovelo torcida e patas viradas para fora (posição francesa) ou para dentro. Patas longas, abertas ou flácidas. Dorso longo, selado ou carpeado. Garupa caída. Peito em forma de barril. Costelas planas. Falta de profundidade de peito, falta de antepeito. Peito estreito. Posteriores mal angulados. Jarretes virados para fora (pernas em barril) ou para dentro (jarretes de vaca). Movimentação de pouca propulsão e alcance, cambaleante travada, marcha. Pelagem longa ondulada ou macia. Marcas muito claras e sem limitações, marcas sujas (fuliginosas) Marcas brancas. Subpêlo visível. Temperamento tímido, insegurança, medo.
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
1 – olhos amarelos. ou cores diferentes.
2 – prognatismo ou em torquês.
3 – faltas dentárias.
4- manchas brancas.
5 – pelagem com falhas, longa ou rala, pêlo ondulado.
6 – temperamento muito agressivo, nervoso, timido.
7 – altura maior ou menor que 2 cm dos limites do padrão.

Dogo Argentino

Dogo Argentino

É a primeira e, até agora, a única raça canina criada na Argentina. O professor de Antropologia, Etnologia e Genética da Universidade de Turim, Dr. Alfredo Sachetti, no seu tratado “problemas de sistemática biológica”, faz referência a esta nova raça americana que apresenta, segundo ele, duas qualidades fundamentais: estabilidades biotipológicas e força genética. O criador foi o Dr. Antônio Nores Martinez, professor da Universidade Nacional de Córdoba, e seu irmão, o Dr: Agustin Nores Martinez, já no ano de 1928, haviam confeccionado o Standard da raça, mas somente em 1947, deu-se a publicidade na revista “Diana”. Este standard é no mesmo que aprovaram a Sociedade Rural Argentina e a Federação Cinófila Argentina nos anos de 1964 e 1965, respectivamente, datas em que se abriram os registros genealógicos para o doge argentino, adotado, logo, pelo Clube de Criadores do Doge Argentino.
A finalidade que guiou o criador da raça era obter um cão que reunisse uma série de condições que tornassem apto para a caça, grossa de espécies depredadoras como o puma, o javali, o pecarí, a raposa, etc. e que se adaptasse às condições naturais do país, completamente diferentes das que existem nos terrenos cercados para a caça européia. Devia reunir como condições fundamentais as do cão capaz de bater um mato em silêncio afim de não afugentar a presa, bom olfato para farejar no alto, agilidade, valentia e fortaleza. Para isto reuniu nele as características da várias raças tomando como base o velho cão de luta cordobês, que não era mais que uma mistura de mastim espanhol com Bull terrier, quando não Bull terrier puro ou cruzado com Bulldog inglês e que se caracterizava pela suas condições extraordinárias de combatividade, valentia e resistência, mas que carecia de olfato e velocidade; além disso, a sua ferocidade tornava-o inútil para a caça, porque lutavam entre eles. Partindo desta origem foram-lhe injetando distintas correntes de sangue, a fim de chegar a obter a raça desejada. Intervieram, pois, na sua formação o Bull-terrier, o Bulldog, o grande dinamarquês, o Boxer, o Mastim dos Pirineus, o Galgo irlandês, o Pointer, o Doge de Bordéus e o Mastim, seguindo um claro conceito genético que levou o criador a obter a raça atual.
PADRÃO DA RAÇA - Aspecto geral – cão de luta, entre as raças de caça maior. Normotipo e dentro disso um macrotálico, de proporções harmônicas. Pertence ao tipo mesocefálico, de perfil convexo-côncavo: crânio convexo e focinho ligeiramente curvado para cima.
Talhe - altura: 60 a 65 cm.
- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: 40 a 45 quilos.
Pelagem - (padrão não comenta).
Cor - inteiramente branco.
Cabeça - arcos zigomáticos bem afastados do crânio.
Crânio - massudo, convexo em todos os sentidos. Occipital não marcado, confundindo-se com a linha superior do crânio.
Stop - leve.
Olhos - bem separados, escuros ou de cor avelã. Pálpebras pretas ou claras, olhar esperto, inteligente e, ao mesmo tempo, com marcante dureza.
Orelhas - inserção alta, portadas eretas ou semi-eretas triangulares, sempre cortadas. Na fêmea, podem ser pouco mais longas e, no macho, é preferível um pouco mais curtas.
Obs.: O árbitro não deve julgar um Dogue Argentino com as orelhas inteiras.
Focinho - de comprimento igual ao do crânio.
Trufa - preta, narinas bem amplas.
Lábios - pretos, bem ajustados, secos, de bordas livres.
Mordedura - maxilares fortes, bem articulados, dentes grandes e bem inseridos, sem importar o número de molares. Deve ser valorizada a homogeneidade das arcadas dentárias e especialmente, os quatro caninos que são grandes, e perfeitamente inseridos na mordedura.
Tronco - linha superior suavemente descendente mais alta na cernelha. (Nos adultos, quando o desenvolvimento muscular do dorso e lombo é bom, visto de perfil, nota-se o relevo dos músculos espinhais, formando um canal mediano ao longo da espinha).
Pescoço - grosso, arqueado, esbelto, com a pele da garganta muito grossa, formando rugas.
Dorso - muito forte, cernelha alta, grandes saliências musculares.
Lombo - revestido pelos músculos do dorso.
Costelas - (padrão não comenta).
Peito - amplo, profundo, esterno abaixo dos cotovelos.
Tórax - amplo, linha inferior atinge o nível dos cotovelos.
Ventre - (padrão não comenta).
Garupa - (padrão não comenta).
Membros
Ombros - (padrão não comenta).
Anteriores - retos bem aprumados
Posteriores - coxas muito musculosas, bem angulados e jarretes curtos.
Patas - com dedos curtos e bem fechados, sem ergôs.
Cauda - grossa e larga sem ultrapassar os jarretes, portada naturalmente caída. Em movimento, a mantém levantada, em continuo movimento lateral, como quando faz festa ao dono.
Movimentação - (padrão não comenta).
Faltas - olhos claros ou pálpebras vermelhas. Nariz branco ou muito manchado de branco. Os ergôs devem ser penalizados, quando presentes. Cães brancos com a pele muito pigmentada de preto. Pequenas manchas na cabeça.
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
1 – olhos de cores desiguais.
2 – surdez.
3 – manchas no corpo.
4 – pêlo longo.
5 – prognatismo inferior ou superior.
6 – lábio muito pendente.
7- cabeça afilada.
8 – orelhas inteiras (sem serem operadas).
9 – altura inferior a 60 centímetros.
10 – mais de uma mancha na cabeça.
11 – toda e qualquer desproporção física.
12 – nariz partido ou lábio leporino.

Dogue de Bordeaux

Dogue de Bordeaux

Já no primeiro século A. C., Varrão cantava os seus louvores, o que confirma a tese dos cinófilos franceses, para os quais o dogue, se não é verdadeiramente autóctone da frança, é uma das raças nacionais mais antigas; sustentam esta opinião, em franca oposição com vários autores britânicos, que consideram proveniente do cruzamento entre mastiff e o bulldog.
As teorias referentes à origem deste cão são muito variadas. Alguns pesquisam a sua ascendência até os molossos gregos usados pelos romanos nas guerras a nas lides circenses. Segundo outros, o dogue de Bourdeaux descenderia dos grandes mastins chegados à Europa com os Alanos, povo oriental que terminou por estabelecer-se ao Norte do estuário do Gioconda; daqueles cães teriam descendidos, além do dogue, também o Alano na Alemanha e o mastim na Inglaterra.
Também há quem supõe que o dogue provém dos matins que os celtas usavam para a caça do boi selvagem, dos quais descenderam os cães de Aquitânia, de que tanto falam as crônicas medievais.
O persidente da Sociedade de aficionados do Dogge de Bordeaux, Boogazerdt, reconhece o antepassado do cão no dogue de tal como se apresenta hoje, mediante cruzamentos entre aquele, o mastím inglês e o Alano. Keller’s e Tschudy afirmam que os antepassados do dogue deveriam ser buscados entre os matins assírios e indianos levados à Gália e a Bretanha pelos fenícios. Hoje, o dogue de Bordeaux acha-se difundido apenas na própria França, enquanto que há meio século era popularíssimo. Excelente cão de companhia apesar do seu caráter insociável é também ótimo cão guardião da propriedade.
PADRÃO DA RAÇA: 
Aspecto geral - molossóide braquicefálico concavilíneo. Poderoso, de corpo muito musculoso. Construído mais para pernas curtas, de perfil, a altura, do esterno ao solo, é igual ou menor que a profundidade do peito. Atarracado tipo atlético, imponente e autoconfiante.
Proporções Importantes - A profundidade do peito é maior que a metade da altura na cernelha.

Comportamento e caráter - antigo cão de combate, talhado para a guarda, que assume com atenção e grande coragem, sem agressividade. Bom companheiro, é muito apegado ao seu dono e, extremamente, muito afetuoso. Calmo, equilibrado com limiar de excitação (reação) alto. O macho geralmente tem um caráter dominante.
Talhe - a altura na cernelha deve ser próxima ao perímetro da cabeça.
altura: machos: 60 cm a 68 cm
fêmeas: 58 cm a 66 cm
comprimento: (padrão não comenta).
- peso: machos: mínimo de 50 quilos.
fêmeas: mínimo de 45 quilos.
Fêmeas com características idênticas, porém, menos pronunciadas.
Pele - espessa e suficientemente solta.
Pelagem - dupla; com subpêlo denso; pêlo de comprimento e textura médios.
Pêlo - curto, fino e textura macia.
Cor - unicolores, em gamas de fulvos, do acajú ao isabela. Deve-se buscar as tonalidades uma boa pigmentação. Manchas brancas pouco extensas são admitidas no antepeito e nas patas.
Máscara:
1) Máscara preta: prolonga-se muito pouco não devendo invadir a região craniana. Poderá acompanhar ligeiro encarvoamento no crânio, orelhas, pescoço e região ventral do tronco. A trufa será, então, preta.
2) Máscara marrom: [anteriormente conhecida como vermelha ou bistre (2)]: a trufa, nesse caso, é marrom, bem como a orla das pálpebras.
3) Sem máscara: o pêlo é fulvo; a pele parece vermelha (anteriormente conhecida como vermelha). Nesse caso a trufa é avermelhada ou rósea.
Cabeça - visto pela frente ou por cima, é bem volumosa, angulosa, larga, muito curta, de aspecto trapezoidal. As linhas superiores do crânio e do focinho convergem para a frente. Sulcada de rugas simétricas, de cada lado da linha sagital. Essas rugas, profundas e torcidas, movem-se conforme o cão está em repouso ou em atenção.
Crânio - machos: o perímetro craniano, tomado no ponto da maior largura, é quase igual à altura, na cernelha.
- fêmeas: pode ser ligeiramente menor.
O volume e a forma são as consequências do importante desenvolvimento dos ossos temporais, das arcadas sub-orbitarias, das zigomáticas e da largura do segmento caudal da mandíbula. A face dorsal do crânio é ligeiramente arqueada entre as orelhas. Sulco sagital profundo, atenuando-se para o occipital. O frontal é dominante, portanto, ainda mais largo que alto.
.
Stop - muito marcado, fazendo, com a cana nasal, um ângulo quase reto (95º a 110º).
Olhos - ovais, ligeiramente afastados, numa distância entre os cantos mediais, equivalente ao dobro da distância entre os cantos medial e distal, de um mesmo olho (abertura palpebral). Olhar franco. A conjuntiva não deve ser aparente.
Cor, do castanho ao marrom escuro, para os exemplares com máscara escura. Nos, de máscara ruiva, tolera-se, mas não se deseja, uma tonalidade mais clara.
Orelhas - relativamente pequenas, de cor um pouco mais escura que a cor da pelagem. O segmento anterior da linha de inserção é um pouco mais alto. Portadas dobradas e caindo com o bordo anterior junto às faces, quando em atenção. A extremidade é ligeiramente arredondada; seu tamanho não pode ultrapassar o olho. De inserção bem alta, de forma que, visto de frente, a linha da dobra parece continuar a linha de contorno do crânio, dando a impressão de mais largo.
Focinho - poderoso, grande, volumoso, mas não empastado sob os olhos, muito curto, linha superior ligeiramente côncava, com rugas tenuemente marcadas. A largura diminuindo, apenas, até a ponta do focinho, visto de cima, tem o formato geral quadrado. As linhas superiores, do crânio e do focinho, convergem, em ângulo bem aberto para cima. Quando a cabeça está na horizontal, a região anterior do focinho, largo na raiz, volumoso e truncado, fica à frente de uma vertical, tangente à linha anterior da trufa. O perímetro do focinho aproxima-se dos 2/3 do da cabeça. Comprimento, entre um quarto e um terço, do comprimento total da cabeça, da trufa à protuberância occipital. Os limites, acima do terço e abaixo do quarto do comprimento da cabeça, são admitidos mas indesejáveis, ficando o comprimento ideal do focinho compreendido entre os dois extremos.
Trufa - grande, de narinas bem abertas, bem pigmentada conforme a cor da máscara. Admite-se a trufa arrebitada, mas não afundada contra o focinho.
Lábios - os superiores são espessos, moderadamente pendentes e retráteis. Visto de perfil, apresentam uma linha inferior arredondada. Recobrem lateralmente a mandíbula. Na frente, o bordo do lábio superior permanece em contato com o lábio inferior, em seguida desce de cada lado formando um V invertido e aberto.
Bochechas: proeminentes, em virtude da forte hipertrofia muscular dos masséteres.
Mordedura - Maxilares muito poderosos, amplos. O cão é prognata (o prognatismo inferior é uma característica da raça). A face posterior dos incisivos inferiores está à frente e sem contato com a face anterior dos incisivos superiores. A mandíbula curva-se para cima. O queixo é bem marcado e não deve ultrapassar exageradamente o lábio superior nem ser encoberto por ele.
Dentes - fortes, particularmente, os caninos. Os caninos inferiores são afastados e ligeiramente recurvados. Incisivos bem alinhados, principalmente, os inferiores que são organizados em linha, aparentemente, reta.
Tronco - comprimento da ponta dos ombros até a ponta do ísquio é maior que sua altura na cernelha na proporção de 11/10.
Pescoço - muito forte, musculado, quase cilíndrico. Garganta com fartura de pele, frouxa e elástica. O perímetro médio é quase igual ao do crânio. A nuca é marcada por um sulco transversal, ligeiramente arqueado. A linha superior é ligeiramente arqueada. As barbelas são bem definidas e começam na garganta, fazendo dobras que vão até o antepeito, sem pender exageradamente. O pescoço é muito largo, fundindo-se na inserção como os ombros.
Linha superior - firme, cernelha bem marcada.
Dorso - dorso amplo e bem musculado.
Lombo - largo muito curto e consistente.
Costelas - profundas e bem arredondadas, sem ser em barril.
Ventre - (padrão não comenta).
Peito - poderoso, profundo, amplo, descendo abaixo dos cotovelos. Antepeito igualmente amplo e poderoso e, visto de frente, a linha inferior entre os membros é convexa. O perímetro torácico é de 25 a 30 cm maior que a altura na cernelha.
Linha inferior - arqueada, do peito profundo ao ventre retraído e firme, nem caída nem esgalgada.
Garupa - moderadamente inclinada até a raiz da cauda

Membros -
Anteriores - ossatura forte. Membros muito musculados.
Ombros - poderosos, com relevo muscular. Inclinação média da escápula (em torno de 45º com a horizontal). Angulação escápulo-umeral pouco mais de 90º.
Braços - muito musculosos.
Cotovelos - trabalhando, bem ajustados, rente ao tórax e corretamente direcionados para a frente.
Antebraços - visto de frente, retos, ligeiramente inclinados para aproximarem-se do plano médio, principalmente, nos exemplares cujo peito é muito largo. Visto de perfil, verticais.
Metacarpo - poderoso. De perfil, ligeiramente inclinado. Visto de frente, às vezes, ligeiramente voltados para fora para compensar a ligeira inclinação, para dentro, do antebraço.
Patas - fortes, compactas, unhas curvas, fortes, almofadas plantares bem desenvolvidas e elásticas; o dogue é digitígrado apesar do seu peso.
Posteriores - membros robustos, bem angulados com ossatura robusta. Visto por trás, os membros são bem paralelos e verticais, revelando potência, apesar que os posteriores são menores que os anteriores.
Coxas - muito desenvolvidas e grossas, exibindo relevo muscular.
Joelhos - trabalhando num plano vertical, paralelo ao plano médio ou, ligeiramente, voltados para fora.
Pernas - relativamente curtas, musculadas, e descendo baixo.
Jarretes - curtos, fortes de angulação moderada.
Patas - um pouco mais longos que os anteriores, dígitos compactos..
Cauda - bem grossa na raiz. A ponta alcançando, de preferência, o nível dos jarretes, sem ultrapassar. Portada baixa, sem ser quebrada ou nodosa mas, flexível. Caída em repouso, eleva-se em geral de 90º a 120º em relação a esta posição, em movimento, sem curvar-se sobre o dorso ou se enrolar.
Movimentação - bastante elástica para um molosso. A passo, movimento amplo e flexível rente ao solo. Boa propulsão dos posteriores, boa amplitude dos anteriores, principalmente, no trote, que é a andadura preferida. Com a aceleração do trote a cabeça tende a abaixar-se; a linha superior tende a ascender, as patas anteriores tendem a se aproximar do plano médio, indo buscar o solo bem à frente. O galope curto com deslocamento vertical muito importante. Capaz de grande velocidade em desenvolvimento rente ao solo em distâncias curtas.
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
Faltas graves: 
- Hiper-agressivo, medroso.
- Cabeça curta e redonda com olhos esbugalhados.
- Hiper abuldogado (crânio chato, cana nasal medindo menos que um quarto do comprimento total da cabeça).
- Torção mandibular importante.
- Dorso selado.
- Patas anteriores voltadas para dentro, ainda que levemente.
- Patas anteriores exageradamente voltadas para fora.
- Coxas planas.
- Angulação de jarretes muito fechada, cão superangulado nos posteriores.
- Jarretes de vaca, jarretes em barril.
- Movimentação afetada ou rolagem importante nos posteriores.
- Sufocação excessiva, respiração gutural.
- Branco na ponta da cauda ou na região anterior dos membros, abaixo do carpo ou do tarso.
Desqualificações: 
- Cabeça estreita com stop acentuado, com a cana nasal medindo mais que um terço do comprimento total da cabeça (falta de tipicidade na cabeça).
- Cana nasal paralela à linha superior do crânio ou descendente, cana nasal côncava.
- Torção mandibular.
- Caninos constantemente visíveis, com a boca fechada.
- Língua constantemente para fora, com a boca fechada.
- Cauda com nodosidades e desviada lateralmente ou torta (cauda em saca-rolhas).
- Cauda atrofiada.
- Antebraço torcido com o metacarpo muito cedido.
- Angulação de jarretes muito aberta (tarso desviado para a frente).
- Tara de desajustamento.

Fila Brasileiro

Fila Brasileiro

História 
A origem da raça do Fila Brasileiro é obscura, como a de tantas outras raças; somente pode-se supor que descende do cruzamento de cães levado ao Brasil pelos conquistadores portugueses e espanhóis (O Bloodhound, o mastiff, o buldog inglês), cruzamento perfeitamente apto para as tarefas as quais se destina este animal. No fila encontramos as características daquelas três raças, não só por seu aspecto exterior, mas também por suas faculdades psíquicas.
O olhar melancólico lembra, sem dúvida, o bloohound, do qual herdou também o olfato finíssimo. Quando se observa a sua estrutura volumosa, pensa-se no mastiff, que impõe respeito somente com a presença , qualidade a qual soma-se uma coragem quase brutal e uma natural vigilância. Finalmente, o buldog transmitiu-lhe o antigo temperamento impetuoso e implacável; mas não mata a vítima quando a alcança senão que a tem subjugada até a chegada do dono.
COMPORTAMENTO
O comportamento do fila adquire ainda maior importância quando se sabe quem numa época era usado para capturar escravos fugitivos, aos quais descobria facilmente graças a seu excelente olfato, devolvendo-os vivos aos guardiões. Mas hoje o fila presta também ótimo serviço como qualquer animal de guarda.
Estes cães se sentem melhor na vida rural do que na cidade, onde podem exercer livremente o seu vigor físico, onde a sua robustez não sofre limitações; os quintais, por mais espaçosos que sejam, não oferecem a estes animais a possibilidade de viver segundo sua verdadeira natureza. Dotado de aspecto que infunde temor, sempre disposto a agredir, o fila, contudo, tem caráter dócil e devotado ao dono. È desconfiado na presença de estranhos e não admite a menor familiaridade. Guardião incomparável, tem obtido grandes êxitos boas mostras caninas de todo o mundo
CARACTERÍSTICAS DA RAÇA 
Aspecto geral - molossóide com poderosa ossatura e substância figura retangular e compacta. Apresenta grande agilidade facilmente perceptível. As fêmeas exibem feminilidade bem pronunciada.
Talhe - altura: machos 65 a 75 cm e fêmeas 60 a 70 cm.
- comprimento: 10% maior que a altura na cernelha.
- peso: machos 50 quilos e fêmeas 40 quilos.
Pelagem - pele solta e barbelas; testa sem rugas, em repouso. Pêlo curto, macio, grosso, bem assentado.
Cor - todas exceto as desqualificantes.
Cabeça -1:1, o focinho ligeiramente menor. De cima: formato periforme inserido num trapézio De perfil: crânio com suave curva. Occipital bem marcado.
Crânio - largo com suave curva entre as orelhas
Stop - quase inexistente, de perfil é baixo, inclinado, marcado pelas arcadas superciliares, com sulco mediano suave até a metade do crânio.
Olhos - tamanho médio-grande, amendoados, bem separados; pálpebras podem ser caídas; cor: castanho do escuro ao claro.
Orelhas - grandes, grossas, caídas ou dobradas para trás, exibindo a face interna; em forma de V, largas na base estreitando-se na extremidade arredondada. Inserção média, inclinada para trás, na parte mais posterior do crânio.
Focinho - largo, de profundidade quase igual ao comprimento; visto de cima: cheio sob os olhos, em suave curva; linha superior: reta ou levemente romana; linha anterior: quase vertical com ligeira depressão logo abaixo da trufa em curva até a linha inferior: quase paralela a superior, formada por lábios grossos pendentes. Comissura labial em U, com as bordas serrilhadas sempre visíveis.
Trufa - preta.
Lábios - (padrão não comenta).
Mordedura - em tesoura, admitindo em torquês. Dentes largos na base em relação ao tamanho.
Tronco - largo e profundo. Tórax mais longo que o abdome.
Linha superior - cernelha em linha descendente, aberta devido ao afastamento das escápulas e ligeiramente mais baixa que a garupa. Após a cernelha a linha superior muda de direção ascendendo em linha reta até o ílio.
Pescoço - extraordinariamente forte e musculoso, parecendo curto. Linha superior com leve convexidade, bem destacada da do crânio. Garganta com barbelas.
Dorso - apresentando a dobradiça após a cernelha.
Costelas - bem arqueadas sem influir na posição dos ombros.
Peito - longo e paralelo ao solo em toda a sua extensão, largo, esterno no nível do cotovelo e antepeito bem pronunciado.
Lombo - menos comprido e menos profundo que o tórax, com regiões bem definidas. Nas fêmeas as abas do flanco são mais desenvolvidas. Visto de cima é mais estreito e cheio que o tórax e a garupa, sem marcar cintura.
Ventre - suavemente ascendente, nunca esgalgado.
Garupa - larga longa, pouco mais alta do que a cernelha e angulada aproximadamente a 30° com a horizontal, descreve uma curva suave de largura a proximadamente igual à do tórax, podendo ser ainda mais larga nas fêmeas.
Membros -
Ombros - escápula a 45°, ocupando toda a altura desde a cernelha à ponta do esterno articulando-se com o úmero de igual tamanho (articulação escápuloumeral) a 90°. A ponta do ombro fica no nível da ponta do esterno e um pouco mais para trás a vertical, da cernelha ao solo, passa pelo cotovelo e recai na pata.
Anteriores - retos e paralelos, de ossatura poderosa carpos marcados metacarpos curtos e levemente inclinados cotovelo na metade da distância da cernelha ao solo.
Posteriores - ossatura algo menos poderosa, que a dos anteriores, coxas largas de contorno abaulado, modelado pelos músculos do ílio e o ísquio, que delineiam a curva da nádega. Pernas paralelas, tarsos fortes e metatarsos levemente inclinados e mais altos que os metacarpos. Angulações moderadas do joelho e jarrete.
Patas - dedos fortes direcionadas para a frente bem arqueadas, não muito juntas, apoiadas em almofadas digitais espessas, almofadas plantares largas, profundas e grossas. Posteriores um pouco mais ovaladas, sem ergôs. Unhas fortes, escuras, podendo ser brancas.
Cauda - inserção média, muito larga na raiz, afinando bruscamente, para terminar em ponta no nível do jarrete. Excitado, a cauda eleva-se, acentuando a curva da extremidade sem enroscar ou cair sobre o dorso.
Movimentação - passos largos, elásticos, lembrando os dos felinos. A característica principal é o passo de camelo: movimenta simultaneamente dois membros de um mesmo lado e depois os do outro, o que Ihe confere o balanço lateral do tórax e dos quadris em movimentos gingantes acentuados na cauda quando está erguida. Quando a passo, mantém a cabeça abaixo da linha de dorso. Seu trote é fácil, suave, livre, de passadas largas, com bom alcance e rendimento.
Faltas
1 – Temperamento: qualquer desvio.
2 – Aparência: papadas.
3 – Cabeça: presença de rugas na testa.
Focinho: curto.
orelhas: pequenas; de inserção alta.
olhos: excessivamente claros.
dentes: prognatismo inferior, falta de dois dentes.
4 – Tronco: dorso selado.
Garupa: muito estreita.
Peito: pouco profundo.
5 – Membros: desvios acentuados de metacarpos e metatarsos.
posteriores muito angulados.
6 – Cauda: enroscada; acima da linha de dorso.
7 – Movimentação: passos curtos.
Faltas graves -
1 – Temperamento: apatia e timidez; sensibilidade ao tiro.
2 – Aparência: acima da altura máxima.
figura quadrada.
falta de substância. ossatura leve.
marcações em branco que excedam a 25%. despigmentação das pálpebras.
falta de barbelas.
3 – Cabeça: pequena. stop: pronunciado (visto de frente).
Lábios: superiores curtos ou secos.
olhos: redondos, salientes.
dentes: falta de dois dentes exceto os P1.
4 – Tronco: dorso carpeado linha superior de nível. Linha inferior esgalgada.
5 – Membros: jarrete de vaca; perna de porco.
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
1 – Temperamento: agressividade ao condutor ou covardia.
2 – Trufa: despigmentada (cor de carne, rosada).
3 – Dentes: prognatismo superior ou inferior com dentes à mostra estando a boca fechada.
Falta de 1 canino, 1 molar, exceto o 3°.
4 – Olhos: azuis.
6 – Garupa: mais baixa que a cernelha.
7 – Cor: brancos, cinza-rato, malhados ou manchetados, preto e castanho (black’n tan).
8 – Altura: abaixo do mínimo (machos 65 cm, fêmeas 60 cm).
9 – Pele: ausência da pele solta.
10 – Movimentação: ausência do passo de camelo.
11 – Cirúrgicas: orelha ou cauda operada.
Caráter e temperamento – coragem, determinação e valentia notáveis; dócil com os de casa, obediente e extremamente tolerante com crianças. Caracteriza-se pela reserva com estranhos. Seu comportamento é sereno, seguro e autoconfiante, assimila e se adapta rapidamente a ambientes e ruídos estranhos Excelente guarda da propriedade com habilidade inata também para a lide de gado e a caça de animais de grande porte.
Expressão – em repouso é tranqüila, nobre e segura. Nunca apresenta olhar vago ou enfadado. Em atenção e de determinação, refletida em seu olhar firme e penetrante.
Prova de temperamento O certificado de apto na prova de temperamento é obrigatório a todos os exemplares maiores de 12 meses para que tenham seus títulos de campeonato homologados. A realização dessa prova é obrigatória nas exposições especializadas e facultativa nas gerais, a critério do arbitro, desde que sejam públicas e realizadas fora do recinto da exposição. Esta prova compreende:
1 ) Ataque com vara – o condutor deverá permanecer imóvel e cão deverá atacar à sua frente sem revelar dependência. Fica expressamente proibido ao examinador bater ou tocar no animal.
2) Prova de tiro – são dois disparos de festim a uma distancia mínima de 5 metros do cão, devendo este ficar em atenção demonstrando segurança e autoconfiança.
3) Durante todo o desenvolvimento da exposição e da prova de temperamento o arbitro deverá avaliar, pelo comportamento do animal, em especial:
a. O instinto de guarda e defesa, observando o grau de aversão do animal a desconhecidos.
b. A segurança, coragem, determinação e valentia do exemplar.

Fox Terrier de Pêlo Liso

Fox Terrier de Pêlo Liso

O Fox Terrier de pêlo macio é originário da Grã-Bretanha e descende provavelmente de algumas raças Terrier dos Condados de Cheshire e Shropshire, bem como do Beagle e do Greyhound. A sua linhagem, com quase um século de existência, esteve inicialmente ligada à vida de estábulo, onde desempenhava o papel de caçador de animais indesejados, nomeadamente raposas.

A criação desta classe de cães esteve desde sempre associada aos Fox Terrier de pêlo de arame, já que estes são o resultado do cruzamento dos primeiros com uma cadela de pêlo de arame, chamada Trap.

No entanto, em 1876, o Fox Terrier de pêlo macio teve registo próprio no Fox Terrier Club, na Grã-Bretanha, que definiu os standards posteriormente adoptados pelo Fox Terrier Club, nos EUA.

Temperamento

O Fox Terrier de pêlo macio é um cão energético, afectuoso, e sempre pronto para brincar com os donos que lealmente protege. É um óptimo companheiro das crianças, mas como é impulsivo e talhado para caçar é aconselhável alguma atenção.

Este cão bravo e irrequieto, adora esgravatar a terra e tem uma óptima propulsão, o que faz com que precise de exercício físico!

É um animal sociável, mas perante outros cães desconhecidos pode ter reacções impulsivas, por isso que convém ter algum cuidado e, se possível, proceder às “apresentações formais”. Apresenta alguma tendência para morder ou ladrar, daí que seja aconselhável que, enquanto pequeno, seja educado.

Foxhound Americano

Foxhound Americano

Foxhound Americano, como o próprio nome diz esta é uma raça de cães caçadores de raposa e, de acordo com autoridades do American Hound, as primeiras importações datam de alguns séculos.

Sabe-se que em 1650 Robert Booke velejou para Crown Colony na América com todos seus Hounds e que estes formaram uma das primeiras entre várias correntes do American Foxhound e permaneceram na família por 300 anos. Mais tarde, em 1742, foram importados da Inglaterra alguns Hounds que foram para o estado da Virgínia. Em 1770 George Washington aprovou a importação de Hounds da Inglaterra e em 1785 recebeu alguns Hounds Franceses do General Lafayette. Essas importações deram origem a algumas das correntes que desenvolveram o atual Hound da Virgínia.

Outras importações da Inglaterra foram feitas pelo Gloucester Foxhunting Club e pelo Baltimore Hunt Club em 1808. Depois vieram as importações da França e Irlanda em 1830.
Em 1857 o General Maupin adquiriu o cão “Tennessee Lead”, que cruzado com as importações inglesas, produziu o “Maupin Dog”, hoje conhecido como Walker (andador) Hound, que é outra corrente do American Hound.
Aparentemente, o Foxhound Americano, é mais leve e mais rápido do que o Foxhound normal. Nos EUA essa raça aparece com freqüência em exposições caninas. Sua alimentação é diferente dos animais de estimação. Esse animal come carne crua de cavalo, trinchada e misturada com puré de farinha de aveia. Irrequieto, este animal deve fazer exercícios vigorosos e com freqüência.
O Foxhound Americano tem 4 diferentes características como caçador que são:

1 – Rastreador em campos abertos onde a competitividade na velocidade e natureza zelosa são importantes.
2 – Caçador de raposas com armas.
3 – Caça em trilhas onde a velocidade individual é primordial.
4 – Caçadas em um grande número de cães ( matilha ) 15, 20 ou mais, utilizadas principalmente por clubes de caçadas e fazendeiros.

A pelagem tem comprimento médio, sendo dura com moderada franja na cauda, não havendo restrição para cores,

A aparência geral é de um cão de presa veloz, com latido forte, paciente, agradável, inteligente, leal, afetuoso e versátil, podendo seguir praticamente qualquer rastro.

Galgo Italiano

Galgo Italiano

Uma perfeita miniatura, o Galgo Italiano de pernas altas foi o companheiro dos faraós do Egito, dos imperadores romanos e dos reis e rainhas da Europa.
Perspicaz, um pouco tímido e recatado, mas um cão tipicamente determinado e expedito, esta raça lustrosa é uma companheira ideal para pessoas fastidiosas.
O seu pêlo macio e raso quase não cai e praticamente não produz odor. De temperamento descontraído, não é exigente; no entanto, aprecia o conforto da vida. Embora a refinada estrutura óssea do seu corpo seja bastante delicada, a bondade da raça é uma qualidade em qualquer cão que goste de estar em casa.
História da Raça: esta raça graciosa remonta as gregas e egípcias. É um perfeito galgo em miniatura, indubitavelmente criado há milhares de anos como companhia, através da redução dos Greyhounds de tamanho padrão.

Golden Retriever

Golden Retriever

De origem britânica este cão de pelagem que vai do dourado até o creme tem um porte atlético e um temperamento calmo que aos poucos está conquistando o mundo todo.
Excelente para atividades físicas como o agility e, é uma das formas que os proprietários tiveram para uma maior integração com seus cães, que estão sempre prontos a agradar e obedecer. Por ter excelente olfato é muito usado, para farejar drogas e como guia de cegos. Por ser um cão de temperamento equilibrado acredita-se que, possa ser criado, inclusive, em apartamentos apesar de ter porte grande.
Em inglês seu nome significa Goldem – dourado – Retriever – o que recolhe.
A seleção da raça teria sido iniciada pelo Lord Tweedmouth em Brighton no Sul da Inglaterra, por volta de 1835, que supostamente teria adquirido alguns cães de um circo russo que na ocasião eram 8 cães. Levou-os para a Escócia em sua propriedade que chama-se Guisachaar, o Lorde possuía o hoby de caçar cervos, foram feitos acasalamentos com o Bloodhound para aperfeiçoar o olfato e diminuir o tamanho dos cães.
Isto são suposições que se deparam com outra hipótese: o cruzamento com Tweed Water Spaniel; hoje uma raça extinta e os Wavy-Coats pretos e o Setter Irlandês. A linhagem desenvolvida na Escócia chamava-se Ilchester.

Ao longo dos anos outras linhagens foram desenvolvidas até que chegou-se ao Golden conhecido hoje.

O primeiro Golden chegado ao Brasil foi Patrick, que tinha o nome de registro: Eldorado of Gold Leaf, sua proprietária Sra. Yvette Tobião o comprou de um canil na Califórnia. A partir daí a raça começou a se introduzir no País por mais dois canis no Rio de Janeiro e, hoje, por todo o país. A raça foi reconhecida em 1911.

Tido hoje como ótimo cão de companhia para quem gosta de cães de porte grande, o Golden é assim, um companheiro fascinante.
SAÚDE

Como todo cão de caça o Golden é um cão resistente e como todo cão suscetível à alguns problemas como:

Displasia coxo-femural – detectada entre o 5º e 8º mês de idade, sempre antes dos 18 meses, cães com este problema não devem ser reproduzidos, evitando assim transtornos no futuro, e não colocando em risco a reputação do criador.
Atrofia progressiva da retina: detectada entre o 4º e o 8º ano de vida, pode levar a cegueira total ou parcial do animal, podem ser feitos exames oftálmicos depois dos 24 meses para prevenção.
Catarata e o Entrópio de pálpebras: pode aparecer à partir do 3º mês de idade.

Piodermite: pode ser por inúmeros fatores; distúrbios metabólicos, deficiências imunológicas, descontrole endócrino ou por processos alérgicos.
CUIDADOS COM O GOLDEN 

A escovação semanal é necessária, sempre com a escova de pinus ou rasqueadeira, os ouvidos, por terem orelhas caídas devem receber atenção especial, limpe-os com uma solução de álcool iodado com alguns grãos de cravo, toda semana.

Nos banhos, dados com shampoo ou sabão, deve ser bem enxaguado para que não fiquem resíduos e, com isso, não prejudique a pele do seu golden.

O usos de um bom condicionador é indicado para amaciar o pêlo.
PADRÃO DA RAÇA 
CBKC nº 111, de 30/4/94
FCI nº 111 e, de 24/6/87
País de origem: Grã-Bretanha.
Nome no país de origem: Retriever (Golden).
Utilização: buscar a caça.
Prova de trabalho: para o campeonato, independente.
Aparência geral: simétrico, balanceado, ativo, poderoso, de movimentação fluente, com a linha superior de nível; íntegro com expressão afável.
Características: obediente, inteligente e uma vocação natural para o trabalho.
Temperamento: afável, amigo e autoconfiante.
Cabeça e crânio: balanceada e bem cinzelada, crânio largo, sem ser grosseiro; bem articulado com o pescoço, focinho poderoso, largo e profundo. O comprimento do focinho é igual ao do crânio (distância do stop ao occipital). Stop bem definido e trufa preta. Olhos- inseridos bem separados, marrom-escuro, rima das pálpebras, escura. Orelhas- Tamanho moderado, inseridas quase ao nível dos olhos. Boca- Maxilares fortes, com mordedura em tesoura, perfeita, regular e completa, isto é, os dentes superiores sobrepõem-se aos inferiores, encaixando-se com os da mandíbula.
Pescoço: de bom comprimento, musculoso e sem barbelas.
Anteriores: membros retos, com boa ossatura, ombros bem articulados, escápulas longas, com úmeros de comprimento igual, apoiando as patas dentro da projeção vertical do corpo. Cotovelos bem ajustados.
Tronco: balanceado e curto, peito profundo. Costelas bem arqueadas. Linha superior de nível.
Posteriores: lombo e membros fortes e musculosos, pernas bem constituídas e joelhos bem angulados. Jarretes bem curtos, visto por trás, retos e corretamente direcionados para a frente. Jarretes de vaca são altamente indesejáveis.
Patas: redondas, como as do gato.
Cauda: inserida e portada no nível do dorso, alcançando o nível dos jarretes, sem enroscar na ponta.
Movimentação: poderosa com boa propulsão e os membros anteriores trabalhando, com os posteriores, em planos paralelos. Andadura de passos largos e livres, sem indício de movimentação com ação elevada nos anteriores (hackney).
Pelagem: dupla, reta ou ondulada, bem cheia e densa. Subpêlos resistentes à água.
Cor: qualquer tonalidade de dourado ou creme, nem vermelho nem mogno. Alguns fios de pêlo branco são permitidos, somente no antepeito.
Talhe: altura na cernelha, para machos, de 56 a 61 cm e, para fêmeas, de 51 a 56 cm.
Faltas: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

Grande Cão Japonês (Anteriormente Akita Americano)

Grande Cão Japonês (Anteriormente Akita Americano)

No início a história do Grande Cão Japonês (anteriormente Akita Americano) é idêntica ao desenvolvimento do Akita Japonês. Desde 1630, na região de Akita, Akitas Matagis (cães caçadores de ursos) eram usados em lutas de cães. A partir de 1868, a raça foi cruzada com Tosas, Pointers Alemães, São Bernardos ou Dogues Alemães. Em 1908, as lutas entre cães foram proibidas, mas a raça foi preservada e, em 1931, designada como Monumento Natural.
Durante a IIª Guerra Mundial (1939-1945), era comum para usar cães como fonte de pêlo para as roupas militares. A polícia ordenou a captura e o confisco de todos os cães, exceto os Pastores Alemães, usados para razões militares. Alguns criadores tentaram burlar a lei, cruzando seus cães com Pastores Alemães. Quando a IIª Guerra terminou, os Akitas tinham sido drasticamente reduzidos em número e existiam 3 tipos distintos: 1) Matagi Akitas; 2) Akitas de luta e 3) Akitas “pastores” (cruzados). Isto criou uma situação muito confusa para a raça.
Durante o processo de restauração da raça pura após a guerra, Kongo-Go da linha Dewa, alcançou uma popularidade tremenda, mas temporária. Muitos Akitas da linha Dewa , os quais exibiam características da influência de Mastiff e Pastores Alemães, foram levados aos Estados Unidos pelos membros das forças militares.Os Akitas da linhagem Dewa, inteligentes e capazes de se adaptarem a diferentes ambientes, fascinaram os criadores nos Estados Unidos e a linha foi desenvolvida, aumentando o número de criadores e crescendo em popularidade.
O Akita Club of America foi fundado em 1956 e o American Kennel Club (AKC) aceitou a raça (inscrição no stud book e permissão para participar de exposições) em outubro de 1972. Entretanto, nesta ocasião o AKC e o JKC (Japan Kennel Club) não possuíam acordos recíprocos para reconhecimento de seus pedigrees e assim a porta se fechou para novas linhas de sangue do Japão. Consequentemente os Akitas nos Estados Unidos tornaram-se consideravelemente diferentes daqueles no Japão, seu país de origem. Eles se desenvolveram como um tipo único nos Estados Unidos, cujas características e tipo se mantêm inalteradas desde 1955. Isto se contrasta claramente com o tipo japonês, que foi cruzado com Akitas Matagi com o propósito de se restaurar a raça pura original.
Padrão FCI nº 344
A Tradução do padrão oficial foi realizada pelo Dr. Fernando Bretas Viana (presidente da Federação Mineira de Cinofilia), por Maria Ercília N-Peverley (proprietária do Canil Hillmora Kennel) e Colin Peverley que é de origem britânica, professor de ingles da Cultura Inglesa, doutorado pela Universidade de Cambridge e graduado com COTE (Certificate for Overseas Teachers of English ).O padrão original em inglês é o da FCI.
Origem: Japão
Desenvolvimento: USA
Utilização: Cão de companhia
Classificação FCI: Grupo 2 (Pinschers, Schnauzers, Molossos, Boiadeiros Suiços e raças similares), secção 4 (raças similares), sem prova de trabalho.
Aparência geral:
Cão de grande porte e construção robusta, bem balanceado, com muita substância e ossatura pesada. Cabeça larga, formando um triângulo abrupto, focinho profundo, olhos relativamente pequenos e orelhas eretas e portadas para frente quase numa linha posterior do pescoço são características da raça.
Proporções importantes:
• A relação entre a altura na cernelha e o comprimento do corpo é de 9:10 nos machos e 9:11 nas fêmeas;
• A profundidade do peito é igual à metade da altura do cão medida na cernelha;
• A distância da ponta da trufa até ao stop, corresponde à distância do stop para o occipital como 2:3.
Temperamento:
Amigável, alerta, responsivo, digno, dócil e corajoso.
Cabeça:
Muito grande, mas em equilíbrio com o corpo livre de rugas quando em repouso. A cabeça forma um triângulo obtuso (abrupto) quando vista por cima.
Região craniana:
Crânio: Chato e amplo entre as orelhas, apresentando um raso sulco sagital,extendendo-se bem prá cima na testa.
Stop: Bem definido, mas não muito abrupto;
Região facial:
Trufa: Ampla e negra. Nos exemplares brancos, permite-se a cor de carne, mas prefere-se a negra.
Focinho: Amplo, profundo e cheio.
Lábios: Negros e não pendulosos; lingua rosada. Lábios cor de carne somente são permitidos em exemplares brancos.
Mandíbula / Dentes: Mandíbula não arredondada mas abrupta, forte e poderosa. Dentes fortes com dentição regular e completa. Mordedura em tesoura é preferível, mas aceita-se torquês.
Olhos: Castanho-escuros, relativamente pequenos, não pronunciados e de formato quase triangular. Pálpebras negras e apertadas, permitindo-se a cor de carne somente nos cães brancos.
Orelhas: Fortemente eretas e pequenas em relação ao resto da cabeça. Se dobradas para a frente para avaliar-se o comprimento, a ponta deve tocar a pálpebra superior. As orelhas são triangulares, levemente redondas na ponta, largas na base e de implantação não muito baixa. Vistas de lado, as orelhas são anguladas para frente sobre os olhos, seguindo a linha do pescoço.
Pescoço:
Grosso e musculoso, com pouca barbela, comparativamente curto e alargando-se gradualmente em direção aos ombros. Uma pronunciada curva une harmoniosamente o pescoço à base do crânio.

Corpo:
Mais longo que alto e com pele que não deve ser muito fina, muito estirada ou muito solta.
Dorso: A nível.
Lombo: Fortemente musculado.
Tórax: Amplo e profundo. Costelas bem arqueadas e antepeito bem desenvolvido.
Abdômen: Moderadamente esgalgado.
Cauda:
Grossa e bem revestida de pelos, inserida alta e portada sobre o dorso ou contra o flanco, enrolada em ¾ de volta, volta completa ou dupla volta,sempre portada caída para o mais baixo nível do dorso. Nas curvas de ¾, a ponta fica bem caída sobre o flanco. A base da cauda é grossa e forte. A última vértebra caudal deve alcançar o jarrete quando esta está caída naturalmente ou está puxada para baixo. Os pelos são grossos, retos e densos, sem aparência de pluma .
Membros:
Anteriores:
Ossatura pesada e retos quando vistos de frente.
Ombros: Robustos e poderosos, com angulação moderada.
Metacarpos: Ligeiramente inclinados para a frente, em um ângulo de aproximadamente 15 graus com a vertical.
Posteriores:
Fortemente musculados, largos e de ossatura comparável aos anteriores. Os ergots nos membros posteriores geralmente são removidos.
Coxas: Fortes, bem desenvolvidas e paralelas quando vistas por trás.
Joelhos: Moderadamente arqueados.
Jarretes: Bem prá baixo, virando nem prá dentro e nem prá fora.
Pés:
Pés de gato retos corretamente alinhados para a frente e com dedos bem arqueados e com almofadas plantares grossas.
Movimentação:
Poderosa, com cobertura de solo de alcance moderado. Movimento paralelo quando visto pela frente e por trás, o dorso se mantém forte e firme e nivelado.

Pelagem:
Pelos: Pelagem dupla. Subpelo grosso, macio, denso e mais curto do que o pelo , que é reto, áspero, grosso e relativamente assentado pelo corpo. A pelagem é mais curta na cabeça, porção inferior dos membros e orelhas. O comprimento do pelo na cernelha e culotes é de aproximadamente 5 cm., o que o torna ligeiramente mais longo que o restante do corpo, exceto a cauda, onde há uma pelagem mais longa e profusa.
Cor: Qualquer cor como vermelho, castanho, branco, etc; ou malhado ou tigrado. As cores são brilhantes e as marcações bem balanceadas, com ou sem máscara. Cães brancos (de cor sólida) não têm máscara. Os malhados têm cor de fundo branca com manchas grandes balançadas cobrindo a cabeça e mais que 1/3 da superfície corporal. O subpelo pode apresentar coloração diferente do pelo.
Talhe:
Medido à cernelha, 66 ( 26″) a 71 (28″) cm para machos e 61 (24″) a 66 (26″) cm para fêmeas.
Faltas:
Qualquer desvio nos termos deste padrão deve ser considerado falta e punido na exata proporção de sua gravidade.
• Machos femininos ou fêmeas masculinas;
• Cabeça estreita;
• Qualquer falta dentária (exceto 2 de PM1 e ou M3I);
• Lingua manchada;
• Olhos claros;
• Cauda curta;
• Cotovelos voltados para dentro ou para fora;
• Qualquer indicação de pelagem longa;
• Medo ou agressividade.
Faltas graves:
• Animal pouco substancioso;
• Ossatura leve.
Desqualificações:
• Nariz de borboleta ou falta total de pigmentação no nariz em cães que não sejam brancos;
• Orelhas caídas , pendentes ou dobradas;
• Prognatismo ou retrognatismo;
• Cauda em foice ou desenrolada;
• Machos com menos de 63,5 ( 25″) cm e fêmeas com menos de 58,5 (23″)cm.
Observação: Os machos devem ter dois testículos aparentemente normais descidos completamente dentro da bolsa escrotal.
Divisão da Raça:
Segundo Maria Ercília, agora a raça está dividida: AKITA INU (tipo japonês) e GRANDE CÃO JAPONÊS (tipo americano), ambos com padrões separados. O AKITA INU continua a ser julgado no GRUPO 5 (cães primitivos e spitz) e o AKITA AMERICANO passa a ser julgado no grupo 2 (schnauzers, mollossos, boiadeiros suícos, trabalho, pinchers, e raças similares), mas com um detalhe: não precisam passar por prova de trabalho.
Gostaria mais uma vez de deixar bem claro, continua Maria Ercília, que tanto os americanos quanto os britânicos e países afiliados a eles, não dividiram a raça e portando continuam sendo os dois tipos chamados de AKITAS (EUA, CANADÁ e outros afiliados ao AKC) e JAPANESE AKITAS (GRÃ BRETANHA e países afiliados ao KC ingles), AKITA INU (países afiliados a FCI, no caso Brasil). É importante também saber que o Brasil, mais precisamente no estado de São Paulo também existe a ACB que segue padrões do AKC (USA), portanto temos que respeitar as 2 entidades e divulgar o GRANDE CÃO JAPONÊS também como AKITA AMERICANO.

Greyhound

Greyhound

O greyhound é uma verdadeira obra prima pela perseverante capacidade dos criadores ingleses, que procuravam conseguir um cão bonito, valente e sumamente veloz.
O nome do greyhound seria uma deformação de greek-hound (sabujo helênico) cão de linhas e aspecto geral parecido, embora em forma tosca, como o lebrel moderno, e muito difundido na Grécia em tempos remotos. A sua importância ao Ocidente haver-se-ia produzida graças aos fenícios, aos celtas ou aos cruzados.
Ao seu porte aristocrático, altivo, elegante, o greyhound soma uma destreza pouco comum, que completa a sua grande velocidade para perseguir a lebre em terrenos espaçosos ou em pistas (cinódromos) atrás da lebre mecânica; principalmente na Inglaterra, mas também nos Estados Unidos, o greyhound convoca enormes multidões.
O pêlo do greyhound é liso e espesso e suas cores podem variar muito, mas o de pêlo ruivo com máscara negra é o mais procurado. O greyhound pode atingir 70 km por hora.
PADRÃO DA RAÇA:
APARÊNCIA GERAL: solidamente constituído, imponente, bem proporcionado, simétrico e musculatura potente, com cabeça e pescoço longos, ombros lisos e bem delineados, tórax profundo, lombo ligeiramente arqueado, tronco espaçoso, membros poderosos e flexíveis, com pernas e patas firmes, que enfatizam, de maneira marcante, seu tipo e qualidade peculiar.
CARACTERÍSTICAS:
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: possuindo inigualável força e resistência. Inteligente, amoroso e gentil.
CABEÇA: longa, moderadamente larga.
REGIÃO CRANIANA Crânio: chato.
Stop: leve.
REGIÃO FACIAL:
Focinho: maxilares poderosos e bem cinzelados.
Maxilares / Dentes: maxilares fortes, mordedura em tesoura, perfeita, regular e completa. Os dentes superiores se sobrepõem aos inferiores, proporcionando simetria aos maxilares.
Olhos: vivazes, de expressão inteligente, ovais e inserção oblíqua. Preferencialmente, escuros.
Orelhas: pequenas, de textura fina e porte em forma de rosa. PESCOÇO: longo e musculoso, elegantemente arqueado, bem engastado nos ombros.
TRONCO:
Dorso: mais para longo, amplo e proporcionado.
Lombo: robusto e levemente arqueado.
Peito: profundo e volumoso, proporcionando espaço adequado ao coração. Costelas profundas e bem arqueadas, bem anguladas para trás.
Flanco: bem esgalgado.
CAUDA: longa, inserção, preferivelmente, baixa, forte na raiz, afinando para a ponta. Portada baixo, ligeiramente curvada.
MEMBROS ANTERIORES: Membros longos e retos, com boa ossatura e bem substanciosos. Metacarpos de comprimento e flexibilidade moderados. Cotovelos bem ajustados, trabalhando rente ao tórax.
Ombros: oblíquos, bem inclinados para trás, musculados, sem serem carregados, estreitos e bem definidos, na cernelha.
Cotovelos: bem ajustados sob os ombros.
Metacarpos: de comprimento moderado, levemente arqueados.
POSTERIORES: tanto o tronco, quanto os membros são bem proporcionados e bem ajustados de modo a permitir que, quando o cão estiver em ação, tenha boa cobertura de solo.
Coxas e pernas: largas e musculosas, transmitindo grande força propulsora.
Joelhos: bem angulados.
Jarretes: curtos, corretamente aprumados.
PATAS: de comprimento médio, dedos compactos, bem arqueados e almofadas plantares fortes.
MOVIMENTAÇÃO: passadas longas e firmes, rente ao solo, permitindo que o terreno seja percorrido em grande velocidade. Membros posteriores bem posicionados sob o tronco, conferindo boa propulsão.
PELAGEM
Pêlo: curto e denso.
COR: preto, branco, vermelho, azul, castanho, fulvo, tigrado ou qualquer dessas cores, combinadas com o branco.
TALHE: Altura ideal: machos, 71 a 76 cm e fêmeas, 68 a 71 cm.

Husky Siberiano

Husky SiberianoO husky é originário da Sibéria, mais exatamente da zona que se estende entre o rio Kolyma e o estreito de Bering.
Importado pela primeira vez ao Alaska em 1909 para se utilizado nas carreiras de trenós, o husky se impôs por sua grande habilidade e extraordinária resistência.
Dotado de aguda inteligência e caráter dócil e afetuoso, é popularíssimo na América principalmente no Canadá.
PADRÃO DA RAÇA 
Padrão FCI nº 270.
Origem: EUA;
Nome de origem: Siberian Husky;
Utilização: cão de trenó de cargas leves.
Classificação FCI – – grupo 5 – Cães Spitz e Tipo Primitivo;
- Seção 1. – Cães Nórdicos de Trenó;
ASPECTO GERAL - um cão de trabalho, de porte médio, rápido, ágil, fluente e gracioso em ação. Seu corpo, moderadamente compacto, pelagem densa, orelhas eretas e cauda em pincel, revelam sua herança nórdica. Sua movimentação característica é suave e sem esforço aparente. Sua performance original, no arreio de trenó é muito eficiente, transportando cargas leves, a uma velocidade moderada, atravessa de grandes distâncias. As proporções e formas de seu corpo refletem esse equilíbrio básico entre a velocidade, força e resistência. Os machos da raça Husky Siberiano são bem masculinos, mas, nunca grosseiros, as fêmeas, bem femininas, sem fragilidade estrutural. Em condições ideais, com sua musculatura firme e bem desenvolvida, o Husky Siberiano não transporta peso excessivo.
TALHE – altura na cernelha: machos de 53 cm a 60 cm. Fêmeas, 51 a 56 cm.
- – comprimento: (padrão não comenta).
- peso: machos: 20,5 a 27 quilos e fêmeas, 16 a 22 quilos.
- -
TEMPERAMENTO - o temperamento característico do Husky Siberiano é amigável, gentil, mas também atento e expansivo. Não demonstra as qualidades possessivas do cão de guarda, nem é desconfiado com estranhos ou agressivo com outros cães. Algumas atitudes de reserva e dignidade podem ser esperadas de um cão amadurecido. Sua inteligência, tratabilidade e boa disposição, tornam-no uma companhia agradável e um cão disposto ao trabalho.
- -
PELE - (padrão não comenta).
- -
PELAGEM - dupla, de comprimento médio, aparência bem peluda, sem ser longa a ponto de empanar o contorno bem definido do cão. Subpêlo macio e denso, de comprimento necessário para armar a pelagem de cobertura. Os pêlos são retos, suavemente assentes, uniformes, sem ser ásperos ou eriçados. A ausência de subpêlo durante a época da muda é normal. é permitido aparar os bigodes e tufos entre os dedos e em volta das patas para apresentação mais elegante. Em qualquer outra parte do cão a tosa não deve ser tolerada devendo ser severamente penalizada.
- -
COR - do preto ao branco puro, todas as cores são permitidas. A variedade de marcações na cabeça é comum, incluindo muitas combinações, não encontradas em outras raças.
- -
CABEÇA -
Crânio - crânio de tamanho médio e proporcional ao tronco, topo ligeiramente arredondado, afinando, gradualmente, do ponto mais largo em direção aos olhos.
Stop - bem definido
Focinho - de comprimento médio, isto é, a distância da ponta do nariz ao stop é igual a distância do stop ao occipital. A cana nasal é reta, do stop à ponta do nariz. A largura do focinho é média afinando gradualmente para a trufa, sem que a ponta seja coniforme ou romboédrica.
Trufa - preta, nos exemplares de cor cinza, castanho e preta; fígado, nos cães cor de cobre; podem ser cor de carne nos cães branco puro. é aceitável o “nariz de neve”, rajado de rosa.
Lábios - bem pigmentados e bem ajustados
Mordedura - os dentes fecham-se com a mordedura em tesoura.
Olhos - amendoados, moderadamente afastados e inseridos sutilmente oblíquos. A expressão é penetrante mas amigável, interessada e até com uma pitada de malícia. A cor dos olhos pode ser marrom ou azul; é aceitável um de cada cor ou particoloridos.
Orelhas - tamanho médio, triangulares, de inserção alta e próximas. Espessas, bem revestidas, com a face posterior (concha acústica) levemente arqueada, e rigidamente empinadas, verticais, com as pontas levemente arredondadas.
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PESCOÇO – de comprimento médio, arqueado e, em estação, mantido erguido. No trote, adianta o pescoço, portando a cabeça sutilmente à frente.
- -
TRONCO - De perfil, o comprimento do tronco, da ponta dos ombros ao extremo posterior da garupa, é ligeiramente maior que a altura na cernelha.
Linha superior – nivelada da cernelha à garupa.
Cernelha – (padrão não comenta).
Dorso – é reto e forte. De comprimento médio, sem ser curto nem excessivamente longo. O lombo é e, no ventre,
Peito - profundo e forte, sem ser muito largo, com o ponto mais baixo logo atrás dos cotovelos e no mesmo nível.
Costelas – bem arqueadas, desde a articulação com a espinha, achatando-se nos flancos, de modo a proporcionar liberdade de ação.
Ventre - ligeiramente esgalgado.
Lombo - tendido e seco, mais estreito que o tórax
Garupa - faz um ângulo com a linha superior, mas nunca a ponto de comprometer a propulsão dos posteriores.
- -
MEMBROS
Anteriores - visto de frente, em estação, membros são moderadamente afastados, paralelos e retos. A ossatura é substanciosa sem ser pesada. O comprimento do membro, do cotovelo ao solo, é ligeiramente maior que a distância do cotovelo à cernelha.
Ombros – a escápula é inclinada, fazendo um ângulo, aproximado, de 45º com o solo. O úmero é ligeiramente angulado para trás, desde a ponta do ombro até o cotovelo, nunca vertical. Os músculos e ligamentos, que mantém os ombros articulados ao tórax, são firmes e bem desenvolvidos.
Braços – (padrão não comenta).
Cotovelos – trabalhando rente ao tórax e corretamente direcionados para a frente.
Antebraços – (padrão não comenta).
Carpos – fortes e flexíveis
Metacarpos – ligeiramente inclinados
Patas – de tamanho médio, ovais sem serem longas, compactas e bem revestidas entre os dedos e almofadas plantares. As almofadas são bem acolchoadas com a sola resistente. Em “stay”, as patas ficam corretamente direcionadas para a frente.
- -
Posteriores - visto por trás e em estação, os membros são paralelos e moderadamente afastados.
Coxas – bem musculadas e poderosas
Joelhos – bem angulados.
Pernas – (padrão não comenta).
Metatarsos – (padrão não comenta).
Jarretes – curtos com articulações bem definidas. Ergôs devem ser removidos.
Patas – de tamanho médio, ovais sem serem longas, compactas e bem revestidas entre os dedos e almofadas plantares. As almofadas são bem acolchoadas com a sola resistente. Em “stay”, as patas ficam corretamente direcionadas para a frente.
- -
Cauda - bem revestida, com o formato da cauda da raposa e inserida logo abaixo do nível da linha superior e, geralmente, portada acima da linha do dorso, fazendo uma graciosa curva em foice, quando o cão está em atenção, sem enrolar para os lados, nem achatar-se sobre o dorso. Em trabalho ou em repouso, é normal a cauda ficar caída. Pêlos, de comprimento médio, aproximadamente, do mesmo tamanho em todas as direções, conferindo o aspecto de uma escova redonda.
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Movimentação - a característica do Husky Siberiano é a movimentação suave e fluente e, tão leve, que parece não fazer o menor esforço. Rápido e ágil, devendo ser apresentado nas exposições com a guia frouxa. Para exibir, o alcance dos anteriores e a propulsão dos posteriores, o trote deve ser um pouco mais rápido. No exame de ida e volta, a passo, o Husky Siberiano não converge os membros numa trilha única, mas à medida que a velocidade aumenta, os membros convergem e se aproximam gradualmente, até que as almofadas plantares pisem sobre a linha da projeção no solo, do eixo longitudinal do corpo. Conforme as pegadas convergem, os membros anteriores e posteriores movimentam-se no mesmo alinhamento, com os joelhos e cotovelos movimentando-se corretamente direcionados para a frente. Cada membro posterior se move para alcançar a pegada do anterior do mesmo lado. Durante a movimentação a linha superior se mantém firme e nivelada.
- -
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
Cabeça grosseira ou pesada, cabeça muito cinzelada.
Focinho pontudo ou grosseiro, focinho curto ou comprido, stop insuficiente, qualquer mordedura, que não em tesoura.
Orelhas muito grandes em proporção a cabeça, inseridas muito separadas, sem ser fortemente eretas.
Olhos de inserção oblíqua ou muito próximos.
Pescoço muito curto e grosso, pescoço muito longo.
Ombros retos, ou soltos.
Peito muito largo, costelas em barril, sem curvatura ou fracas.
Dorso frágil ou selado, dorso carpeado, linha superior inclinada.
Metacarpos fracos, ossos muito pesados, muito estreitos ou frente muito larga, cotovelos abertos.
Joelhos retos, jarretes de vaca, posteriores muito fechados ou abertos. Dedos fracos ou espalmados, patas muito grandes e grosseiras, patas muito pequenas e delicadas; desvios para dentro ou para fora.
Cauda quebrada ou enrolada, excessivamente emplumada, de inserção muito alta ou baixa.
Movimentos curtos, saltitante ou arritmada, bamboleante ou desajeitado, movimento cruzado, movimentação de caranguejo.
Pelagem longa, áspera ou felpuda, textura muito áspera ou sedosa, trimming de pelagem fora das regiões permitidas.
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DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
machos, acima de 60 cm
fêmeas, acima de 56 cm
- -

Jack Russel Terrier

Estrela principal de Wishbone, atuando como Eddie no seriado Frasier e Milo no filme O Máskara, o Jack Russel conquistou o reconhecimento mundial.
Desenvolvida pelo Reverendo John Russel, na metade do século XIX, teve como objetivo criar um cão que fosse simplesmente imbatível na caça à raposa. Acasalando sua cadela Trump com beagles e outras raças, o reverendo chegou ao seu cão ideal para a caça a raposa. O Jack Russel Terrier é um cão com grande inteligência, compacto, forte e destemido. A Raça só foi reconhecida pela FCI em 1991, a partir do reconhecimento do The Kennel Club que reconheceu a raça em 1990 e publicou um padrão oficial provisório com o nome de Parson Jack Russell Terrier.
Este cãozinho é pequeno e super ativo, muito inteligente e alegre, podemos dizer que são incansáveis. Se não forem educados desde pequenos podem se tornar um transtorno, pois são voluntariosos e muito teimosos. Apesar de ser um cão pequeno o Jack Russel Terrier não se adapta viver em apartamento ou casas pequenas, eles realmente precisam de exercícios e muito espaço. Se forem colocados em quintais este deve ter muros altos, pois esta raça tem muita habilidade em pular obstáculos. Eles também gostam de cavar buracos e adoram seguir novos cheiros por isso recomendamos que não saia com ele sem coleira pois corre o risco de esquecer de voltar quando for chamado.
O Jack Russel é ideal companheiro para quem é ativo e gosta de fazer cooper ou participar de provas de agility. Quando filhotes são energéticos e incansáveis e totalmente contra indicados para quem mora em apartamento, trabalham odia todo fora de casa e precisam deixar o cão sozinho. Esta raça adora o convívio familiare precisam de muita atenção e educação. Como ele é muito ativo e esta sempre à procura de algo para fazer e, caso não encontrem nada, com certeza irão roer móveis ou escavar enormes buracos no jardim.
Problemas comuns à raça – Doença de V Williebrand – uma deficiência de coagulação sangüinea; Epilepsia – pode ser causada por diversos fatores e o tratamento vai variar de acordo com o diagnóstico feito pelo veterinário. Dermatites e eczemas – normalmente causados pelo aparecimento de fungos.
PADRÃO DA RAÇA: 
Classificação F.C.I.:
Grupo 3 – Terriers
Seção 2 – Terriers de Pequeno Porte
Padrão FCI no 345 - 09 de agosto de 2004.
País de origem: Inglaterra
País de desenvolvimento: Austrália
Nome no país de origem: Jack Russell Terrier
Utilização: Um bom terrier com habilidade para a caça. Excelente cão de companhia.
Sujeito à prova de trabalho para Campeonato Internacional.
ASPECTO GERAL - um terrier forte, ativo, com agilidade para o trabalho de grande caráter com o corpo flexível de comprimento médio. Seus espertos movimentos confirmam sua sagaz expressão. A amputação da cauda é opcional e a pelagem pode ser lisa, áspera ou de arame.
PROPORÇÕES - no geral é um cão mais longo que alto.
- a profundidade de peito é igual ao comprimento do membro anterior dos cotovelos ao solo.
- o perímetro torácico atrás dos cotovelos deve ser em torno de 40 a 43 cm.
TALHE
• Altura na Cernelha
Macho: Altura Máxima – 30 cm
Altura Mínima – 25 cm
Altura Ideal – Padrão não comenta.

Fêmea: Altura Máxima – Padrão não comenta
Altura Mínima – Padrão não comenta
Altura Ideal – Padrão não comenta.

• Comprimento - Padrão não comenta.
• Peso - sendo o equivalente de um quilo para cada centímetro de altura, isto é, um cão de 25 cm de altura deve pesar aproximadamente 5 quilos e um de 30 cm deve pesar 6 quilos.
TEMPERAMENTO - um terrier vivaz, alerta e ativo com uma expressão sagaz e inteligente. Arrojado e destemido, amigável, mas calmamente confiante.
PELE - Padrão não comenta
PELAGEM - Pêlos: podem ser lisos, de arame ou ásperos. Devem ser resistentes às intempéries. A pelagem não pode ser alterada por tosa (stripping) para parecer lisa ou de arame.
COR - o branco deve predominar com o preto com ou sem marcação castanha. A marcação castanha pode ser do castanho claro ao castanho rico.
CABEÇA - Padrão não comenta
REGIÃO CRANIANA 
• Crânio - deve ser plano e moderadamente largo diminuindo gradualmente na largura para os olhos e afilando para um largo focinho.
• Stop - bem definido, sem ser pronunciado em demasia.
REGIÃO FACIAL 
• Focinho - seu comprimento do stop à ponta da trufa deve ser ligeiramente mais curto do que do stop ao occipital.
• Trufa - preta.
• Lábios - fortemente ajustados e pigmentados de preto.
• Bochecha - a musculatura deve ser bem desenvolvida.
• Mordedura - muito fortes profundos largos e poderosos. Dentes fortes ocluindo com mordedura em tesoura.
• Olhos - pequenos, amendoados, escuros com uma expressão de sagacidade. Não devem ser proeminentes e as pálpebras devem ser bem ajustadas. A orla das pálpebras deve ser pigmentada de preto.
• Orelhas - em botão ou caídas de boa textura e grande mobilidade.
PESCOÇO - forte e bem delineado propiciando um porte equilibrado da cabeça.
TRONCO
• Linha superior - Padrão não comenta
• Cernelha - Padrão não comenta
• Dorso - nivelado.
• Peito - mais profundo que largo, com bom espaço do solo, proporcionando o esterno ficar na meia distância da cernelha ao solo. A ponta do esterno fica na mesma altura que a ponta dos ombros.
• Costelas - bem arqueadas desde a espinha vertebral achatando-se lateralmente de forma que o perímetro torácico atrás dos cotovelos pode ser avaliado com as duas mãos – em torno de 40 a 43 cm.
• Ventre - Padrão não comenta
• Lombo - curtos fortes e profundamente musculado.
• Garupa - Padrão não comenta
MEMBROS
Anteriores - Padrão não comenta
• Ombros - bem inclinados para trás, sem serem excessivamente carregados por músculos.
• Braços - de comprimento e angulação suficiente para assegurar cotovelos sob o tronco.
• Cotovelos - Padrão não comenta
• Antebraços - de ossatura reta dos cotovelos ao solo quer visto de frente ou de perfil.
• Carpos - Padrão não comenta
• Metacarpos - Padrão não comenta
• Patas - redondas, duras, bem acolchoadas, sem ser largas, dígitos moderadamente arqueados e corretamente direcionados para frente.
Posteriores - fortes e musculosos, equilibrados em proporção aos ombros.
• Coxas - Padrão não comenta
• Joelhos - bem angulados.
• Pernas - Padrão não comenta
• Metatarsos - Padrão não comenta
• Jarretes - curtos.
• Patas - redondas, duras, bem acolchoadas, sem ser largas, dígitos moderadamente arqueados e corretamente direcionados para frente.
CAUDA - pode ficar pendente em repouso. Em movimentação deve ficar erguida e se amputada a ponta deve ficar no mesmo nível das orelhas.
MOVIMENTAÇÃO - real fluente e propulsiva.
FALTAS: – qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos sobre a saúde e o bem estar do cão. Entretanto as seguintes faltas devem ser particularmente penalisadas.
-Faltas das reais características terrier.
- Falta de proporção, isto é, excesso em qualquer dos itens.
- Lentidão ou movimentação deficiente.
- Faltas na mordedura/dentadura.
FALTAS GRAVES - Padrão não comenta.
FALTAS ELIMINATÓRIAS: – Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou comportamental deve ser desqualificado.

Kerry Blue Terrier

História da Raça 
A raça surgiu na Irlanda, onde também é conhecido como Irish Blue, mais precisamente na extremidade sudeste do país nos montes Kerry, no condado de Kerry no século XVIII. existem inúmeras versões sobre sua descendência a mais aceitável é de que tenha como antepassados o Irish Terrier, o Dandie Dinmont Terrier e o Bedlington Terrier.
Observando o Kerry Blue é fácil deduzir que nos cruzamentos, feitos por irlandeses que viviam no campo, a intenção era fixar uma gama de características que lhes fossem úteis na vida no campo, e o trabalho atingiu seu objetivo, ou seja, um cão de porte médio (para se impor no pastoreio do gado, na defesa do rebanho de ovelhas e na guarda da casa e de seu dono ou família), de fácil manutenção (sua pelagem densa é constituída de fios espessos e ondulados, fazendo com que a pelagem fique “armada” evitando os “nós” e promovendo ventilação entre os pêlos, fazendo com que o cão não apresente mau cheiro) muito rústico e resistente, obediente, afetuoso, leal, corajoso, de reflexos rápidos, ágil, mais sofisticado e introvertido (temperamento mais ameno, calmo) que outros terriers, excelente companheiro, sempre alerta e um caráter tipicamente irlandês: simpático, impulsivo e astuto. Na guarda do dono ou da casa além de todas essas características tem uma impulsão nas patas traseiras chegando quase a uma altura de 1,8 metros do chão, dentes grandes e fortes e uma mordedura extremamente poderosa.

No campo sua vida era extremamente ativa, poderia pela manhã reunir o gado para a ordenha, pastoreava e protegia ovelhas ou vara de porcos, à tarde caçava roedores nos estábulos e de noite dormia dentro de casa fazendo a guarda e proteção da família, além de participar de caçadas a aves e pequenos animais com seu dono. Desde o início do processo de formação da raça, apenas exemplares que exerciam com eficiência todas essas tarefas eram utilizados para a reprodução, conseguindo assim, descendentes com as mesmas qualidades dos pais e acima de tudo animais extremamente resistentes e rústicos que dificilmente adoecem.

Depois de viver no campo com muito êxito, foi levado para a cidade em fins do século XIX, foi de tal maneira bem aceito, apreciado e amado que, depois da independência irlandesa em 1.937, foi considerada uma raça nacional por excelência, pois não houve nenhuma modificação física estrutural quando saiu de seu país de origem, a única modificação ocorrida foi na introdução de uma tosa específica para sua pelagem pêlos ingleses, americanos e canadenses (tosa que teve tanto sucesso que levou os criadores de poodles a imitá-la), na Irlanda não é permitido nenhum tipo de tosa. O orgulho dos irlandeses pela criação do Kerry Blue Terrier chegou ao ponto da raça ser considerada, juntamente com o Trevo, o símbolo do país. Na cidade, além de ser ótima companhia e guarda da casa, foi requisitado pela polícia em diversos países europeus, não só para detectar tóxicos com seu faro apuradíssimo, mas também, sendo adestrado para o ataque e obediência contra ladrões e rondas em locais públicos de grande circulação de pessoas, devido a seu médio porte e equilibrado temperamento, sem causar incômodos e pelo exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial, com bastante êxito nas atividades militares. Entre todos os terriers o Kerry Blue é considerado o “factótum”, quer dizer, “o que faz tudo”.

O padrão da raça foi descrito pela primeira vez no fim da Primeira Guerra Mundial. Embora tenha participado de mostras em fins do século passado, somente foi introduzido oficialmente em Londres, em 1.922 (primeira empreitada da raça fora de seu país de origem), ano da fundação, na Inglaterra, do primeiro Kerry Blue Terrier Club, pouco anterior à fundação do clube irlandês.

Muito importante como cão de exposição, em 1.979, na exposição “Crufts Dog Show” (Inglaterra), a raça contou com a apresentação do campeão inglês e americano Callagham of Leander, proclamado “Best in Show” (o melhor animal em exposição), após concorrer com 8.154 de todas as raças, dos quais apenas 46 eram Kerry Blues. Nas exposições da Europa, fora da Inglaterra, é também freqüentemente um exemplar da raça ser premiado como “Melhor do Grupo dos Terriers”. Algumas ocasiões mostram-se particularmente inesquecíveis para os criadores, quando o único Kerry Blue inscrito conseguia o título de “Best in Show”.

Mais numerosos nos Estados Unidos (maior e melhor centro criador atual) do que na própria Irlanda, os cães da raça obtiveram êxito também na Itália, conquistando 37 títulos no período entre 1.954 e 1.983. Nos países onde não é difundido, registram-se dois campeões, por ano, em média.

O Kerry Blue no Brasil 

A história do Kerry Blue no Brasil é bastante gloriosa no que diz respeito a premiações dos primeiros exemplares importados, mas poucos foram os que deixaram descendentes.

O primeiro exemplar da raça no Brasil, de que se tem notícia, foi o macho Shellalag’s Vikor, importado já com vários títulos dos Estados Unidos da América no ano de 1.978, sendo consagrado melhor cão do Brasil em 1.979 (ranking C.B.K.C. – Confederação Brasileira de Cinofilia); mais tarde em 1.982 chega a fêmea Mauveen of the Heath Park da Holanda, a tentativa de acasalamento com Vikor não obteve sucesso (Vikor morreu sem deixar descendentes no Brasil). Em 1.983 chega ao Brasil o macho Paxon’s Path to Glory, de propriedade de Maria Alice, acasalado em novembro de 1.984 com Mauveen, no dia 12 de Janeiro de 1.985 nasceu, possivelmente, a primeira ninhada de Kerries do Brasil.

Outro título de destaque conquistado por um Kerry foi o de melhor cão de 1.987 (ranking C.B.K.C.) pela fêmea Kel Lee’s Formidable Glory, que, como Vikor, não deixou nenhum descendente.

O grande impulso, em termos de criação e divulgação da raça se deve ao canil Longchamp que iniciou seu trabalho com a fêmea Clarksville Blueberry (nascida na ninhada descrita anteriormente), importou, primeiramente, o macho Paxon’s Silver Bullet em outubro de 1.987, a fêmea Paxon Company of Longchamp e mais tarde o macho Tontine’s Clowning Around em 1.990, que veio morrer alguns meses depois da importação, detentor de alguns “Best in Show” (melhor da exposição) no Brasil e deixando três ninhadas de descendentes, destacando-se seu filho Billy Boy Blue of Longchamp (ascido em 1.990, obteve vários “Best in Show” e o título de “Grande Vencedor Nacional”) e seu neto Blue Jazz of Blue Champ (nascido em janeiro de 1.993, “Best in Show” aos “6 meses” de idade e 2o Melhor Terrier do Brasil de 1.993 aos “14 meses” de idade), sendo estes dois últimos de propriedade do canil Totteen.

Padrão Oficial C.B.K.C. 

Aparência Geral
O Kerry Blue típico é altivo, bem construído e proporcionado, exibindo bom desenvolvimento muscular, com o estilo estrutural típico de um terrier.
Comportamento e Temperamento 
Caráter terrier em sua totalidade. O mais importante fator expressivo – severidade e atenção.

Cabeça
Forte e bem proporcionada, apresentando fartura de pelagem. Focinho de comprimento médio. A cabeça dos machos deve ser mais forte e musculosa do que a das fêmeas.
Stop: leve.
Trufa: preta, narinas grandes e amplas.
Dentes: alinhados, grandes e brancos; mordedura em tesoura.
Boca: gengiva e palato escuros.
Mandíbula: forte e musculosa (punishing jaws)
Olhos: de tamanho médio, bem inseridos, escuros ou castanho escuros e expressão severa.
Orelhas: finas, largura moderada, portadas voltadas para a frente ou caídas rente às faces. Na posição para a frente, expressa a severidade aguda do terrier.
Pescoço: Moderadamente longo, bem proporcionado e bem inserido nos ombros.
Tronco
Ombros: refinados, inclinados e bem articulados.
Peito: profundo e moderadamente largo. Costelas bem arqueadas.
Dorso: de comprimento médio, nivelado e lombo curto.
Cauda: fina, bem inserida e portada empinada.
Membros
Anteriores: visto de frente, retos e de boa ossatura.
Posteriores: coxas musculosas, bem desenvolvidos, jarretes fortes, bem posicionados sob o cão.
Patas: compactas, fortes e redondas, unhas pretas.
Pelagem: Macia, farta e ondulada.
Cor: azul de qualquer tonalidade, com ou sem a extremidades (cabeça, patas e cauda) pretas.
Talhe
Altura na cernelha:
machos- 45,5 a 49,5 cm
fêmeas- 44,5 a 48 cm
Peso:
machos- 15 a 18 Kg
fêmeas – proporcionalmente menos.
Características Indesejáveis 
Cabeça: gengivas cor de carne, prognatismo, mas se for leve, não deve ser visto como falta.
Olhos: amarelos ou esgazeados.
Frente: peito estreito.
Dorso: selado ou carpeado.
Membros: cotovelos para fora; cor branca ou creme; ergôs nos posteriores ou cicatrizes da remoção.
Movimentação: juntando jarretes ou jarretes de vaca; movimentação saltitante nos posteriores. Exemplares, cuja cabeça ou a cauda forem mantidas altas pelos expositores ou handlers, deverão ser penalizados.
Pelagem: dura, de arame ou manchada.
Cor: qualquer cor diferente do azul, excetuando-se as descritas acima.

Komondor

Cão pastor, cuja origem se remonta, muito provavelmente, aos descendentes asiáticos do cão do Tibet, o komondor, cumpre desde há mil anos a tarefa de custódia atenta e tenaz dos rebanhos. É o pastor húngaro de maior tamanho.
No passado, não se empregavam cuidados especiais na preservação da integridade duma raça, nem se dava muita importância ao aspecto dum pastor; apesar disto, graças às gerações que viveram ao ar livre ocupadas em tarefas duríssimas, o komondor conservou elevados dotes psicofísicos.
Em 1920 redigiu-se, para esta raça, um standard que estabelecia definitivamente as distintas características da mesma; apresentada em diversas exposições, tornou-se popular também no estrangeiro. Principalmente nos Estados Unidos, encontrou grande aceitação quer como cão pastor e guardião quer como cão de companhia.

PADRÃO DA RAÇA:

Aspecto geral - porte grande, boa ossatura e substancia musculoso, revestido por uma pelagem incomum encordoada, branca e pesada. Excelente como pastor de rebanho.
Talhe
- altura: machos 80 cm e fêmeas 70 cm.
- altura mínima: machos 65 cm e fêmeas 55 cm.
- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: (padrão não comenta).
Pelagem - dupla, densa, ondulada ou crespa e subpêlo denso, macio e lanoso. Os pêlos envolvem o subpêlo macio formando fortes cordas que, ao toque parece feltro. Mais longa na garupa, lombo e cauda; de comprimento médio no dorso, ombros e peito; mais curta nas bochechas, em volta dos olhos, orelhas pescoço e extremidades; mais curta ainda ao redor do focinho, na parte inferior dos membros posteriores acima dos jarretes.
Cor - branca. A cor ideal para a pele é cinza, sendo aceitável a cor de rosa, se não indicar um processo de albinismo.
Cabeça - parece curta em relação ao focinho.
Crânio - visto de perfil, arqueado.
Stop - moderado.
Olhos - tamanho médio, amendoados, moderadamente profundos, cor marrom escuro e contorno das pálpebras escuro ou cinza.
Orelhas - inserção média. em V, portadas caídas rente às faces.
Focinho - poderoso, moderadamente mais curto que o crânio aparentemente largo gengiva e palato escuros ou cinzentos. Linha superior reta tendendo ao paralelismo com a do crânio.
Trufa - escura ou cinzenta.
Lábios - escuros nu cinzentos.
Mordedura - em tesoura.
Tronco - de silhueta retangular.
Pescoço - comprimento médio, musculoso, moderadamente arqueado e porta a cabeça alta, sem barbelas.
Dorso - de nível.
Lombo - forte e curto.
Costelas - bem arqueadas.
Peito - possante e profundo.
Ventre - moderadamente esgalgado.
Garupa - larga, musculosa e levemente inclinada
Membros
Ombros - moderadamente inclinados.
Anteriores - absolutamente aprumados, retos, boa ossatura, cotovelos bem ajustados, trabalhando rente ao tórax.
Posteriores - coxas largas, bem musculadas, bem anguladas no joelho, jarretes curtos, fortes, e, visto por trás, paralelos e bem aprumados, sem ergôs.
Patas - compactas, dedos fortes, bem arqueados e corretamente direcionados para a frente. Unhas fortes, curtas e pretas. Almofadas plantares bem acolchoadas com uma sola escura, grossa e dura.
Cauda - inserida em continuação com a linha superior, seu comprimento atinge o nível dos jarretes e forma uma sutil curva para cima na ponta. Portada baixa, mas quando em ação se eleva para o nível da linha superior.
Movimentação - leve, vagarosa com passadas longas.
Faltas - orelhas com porte ereto ou tendendo ao ereto, olhos de cor clara, barbela, cauda curta ou ondulada, cotovelos soltos, altura abaixo dos limites; pelagem muito curta ou muito crespa; comportamento indolente.
Faltas graves - prognatismo, faltas dentárias.
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
1 – olhos: azuis ou esbranquiçados.
2 – pelagem: de qualquer cor que não seja o branco.
3 – que, após 2 anos, não forma encordoamento.
4 – anuro: (sem cauda ou cauda amputada).
5 – trufa: despigmentada cor de carne
6 – pêlo: curto e macio na cabeça e/ou pernas

Kuvasz

O Kuvasz é um cão inteligente e aprende com muita facilidade. Um filhote com apenas sete semanas já é capaz de aprender e reter “lições” tão eficazmente quanto um adulto. Sua educação deve iniciar logo cedo, porém devagar e com muita paciência. Com agressividade não serão atingidos bons resultados. É também importante que, desde pequeno fique bem claro que o dono está no comando, se não quisermos que ele se julgue o líder e aja como tal. Quanto mais for permitido que desenvolva o seu comportamento independente, mais parecerá teimoso.
História da raça
O Kuvasz descende do Mastim do Tibete, que é o mais legendário dos mastins.
Há evidências arqueológicas datadas 6.600 a.C., ao norte do Iraque. Segundo Palfalvy, o Kuvasz (plural Kuvaszok) foi domesticado pelos
pastores sumérios a 7.000-8.000 anos atrás, acompanhando-os pela Mesopotâmia até a presente Hungria.
A criação moderna da raça teve início em 1883, quando dois exemplares foram expostos em Viena. Infelizmente, a Segunda Guerra Mundial prejudicou sensivelmente a raça, quando muitos cães foram fuzilados pelas tropas que atravessavam a Hungria.
Os soldados temiam os cães e também os consideravam ótimos alvos esportivos.
Os Kuvaszok guardavam grandes propriedades e seus donos, por isso eram os primeiros a serem eliminados pelas tropas invasoras. Ao final da guerra, presume-se que tenham restado apenas trinta exemplares. Em 1934, o padrão húngaro da raça foi aceito pela F.C.I. (Federação Cinológica
Internacional).
Padrão (FCI)
1. Cabeça
A parte mais atraente deste cão é a cabeça, que revela força e nobreza. O crânio é alongado sem ser pontiagudo. De tamanho médio e bem largo. A base da cabeça é grande. Da linha reta do crânio surgem as orelhas, situadas nos lados da cabeça. Sulco frontal pronunciado. Os arcos superciliares estão moderadamente desenvolvidos. A linha do stop é moderadamente oblíqua e com uma curva ampla. O focinho preto é reto e estreito sem chegar a ser pontiagudo. O sulco longitudinal da fronte se
projeta sobre o focinho.
As bordas das pálpebras e dos lábios são negras. A cana nasal é extensa, larga e musculosa. A dentadura é bem desenvolvida, forte e regular, com mordedura em tesoura. Os lábios aderem aos arcos dentários e são guarnecidos nas comissuras.
Os olhos são oblíquos, amendoados, castanho-escuros ou pretos. O olhar revela freqüentemente certa ferocidade. As bordas das pálpebras estão bem unidas ao globo ocular, de cor preta. Da parte superior do crânio nascem as orelhas, colocadas horizontalmente e dobradas na base. Estão separadas da cabeça em seu terço superior, voltando a cair sobre esta. O pavilhão tem a forma de um “V” arredondado.
A linha do pescoço forma um ângulo de 25 a 30° com a linha horizontal que passa por sua base. De extensão média, mais para o curto, é muito musculoso. A nuca é curta e não apresenta saliência.

2. Extremidades anteriores
A caixa torácica baixa, mas não muito grande, e redonda do Kuvasz facilita a posição oblíqua da extensão das omoplatas. Os cotovelos não se retraem debaixo da caixa torácica estão bem juntos a ela. As extremidades sustentam verticalmente o tronco, sua direção é reta para baixo (vertical). O antebraço é grande e de musculatura seca. No sentido do carpo, os membros se prolongam mediante ligamentos fortes e secos. As articulações bem como o carpo também são delgados.
A direção do metacarpo e a linha horizontal formam um ângulo de 45°. Os pés são tensos, fechados estreitamente. Existe pouco pelo entre os dedos. As plantas dos pés são elásticas. A posição as extremidades anteriores é de amplitude média e regular. As unhas devem ser bem desenvolvidas, de cor negra ou cinza.

3. Corpo
A cernelha, elevada nitidamente acima do plano dorsal, é grande; o dorso, médio; a parte inferior da região lombar é curta; garupa levemente afundada, larga e com musculatura farta. A pelagem abundante ressalta a garupa dando a impressão de ser mais alta do que a frente. O peito é bem rebaixado, grande sem ser muito largo. No centro do peito aparece uma proeminência formada pelo esterno e uma forte musculatura.
O ventre está bem jogado para trás. O rabo é de inserção baixa, na continuação da garupa, indo para baixo até o jarrete. A extremidade do rabo apresenta uma volta para cima, mas sem nunca se enroscar. Quando o cão está em estado de atenção ou excitado, o rabo se ergue acima da região lombar.

4. Extremidades posteriores
As extremidades posteriores são de inserção alta. A amplitude do ângulo coxo femural é de 90°; o ângulo femurotibial é de 110 a 120° e o ângulo tíbio-tarsiano é de 130 a 140°. As coxas e pernas têm boa musculatura. Os jarretes são grandes e largos. O tarso é vertical. O metatarso é mais abrupto que o metacarpo. Os pés são maiores do que os dos membros anteriores e igualmente fechados. As plantas são elásticas e tensas. As unhas apresentam-se bem desenvolvidas de coloração cinza-escuro. Os esporões devem ser retirados.

5. Pele e pelagem
A pele é muito bem pigmentada, de cor cinza, protegendo o cão contra o calor e resfriados, podendo se adaptar a qualquer tipo de clima. As pálpebras, a trufa e os lábios são negros. As solas dos pés são negras ou cinzas. O palato deve ser de coloração escura. O ventre tem pigmentação de uma só cor e deve ser escuro. A língua apresenta um vermelho vivo. Também é admitida uma pigmentação manchada sobre fundo colorido. A cabeça é coberta por pelo curto, reto, apertado e espesso, de 1 a 2 cm de comprimento; como também as orelhas e os pés. À frente e os costados das extremidades anteriores, como também a parte interior dos membros posteriores, estão cobertos por um pelo igualmente curto.
A pelagem do tronco, do braço, das patas e do rabo apresenta ondulação e é de comprimento médio, de 4 a 14 cm, formando freqüentemente cristas e mechas. A pelagem é bastante densa, ondulada, um pouco áspera, ficando sempre livre e solta. Debaixo desta pelagem aparece um subpêlo lanoso mais fino. No pescoço aparece um colar que se estende até o peito. Os membros ostentam franjas de 5 a 8 cm de comprimento. Toda cauda está coberta por um pelo abundante e ondulado. A parte inferior da cauda é o local onde aparecem os pelos mais compridos, de 10 a 15 cm.
A pelagem do cão apresenta-se brilhante, ondulado ou lisa e espessa. A cor da pelagem deve ser branca. Hoje em dia tolera-se a cor marfim. Seu pelo é inodoro e quase não dá trabalho, ele tem uma proteção, que o faz, mesmo após um banho de lama, estar branco novamente após algumas horas. Dificilmente embaraça, não sendo necessário escová-lo todos os dias, como acontece em outras raças de pelo longo. Um bom banho, com escovação uma vez por mês é suficiente para mantê-lo bonito.

6. Peso e tamanho 

  Padrão

 Freqüente

Comprimento do tronco

 104%

  108-110%

Profundidade do peito

 48%

  52-58%

Amplitude do peito

  27%

-

Perímetro do peito

 120%

  125-130%

Comprimento da cabeça

  45%

-

Altura média medida na cernelha: 71 a 76 cm nos machos e 66 a 70 cm nas fêmeas.
Proporções do corpo expressas em porcentagens da altura:

Comprimento da cara é de 42% da cabeça, e é tolerável até 50%.
O comprimento das orelhas é de 50%.
Peso: machos de 42 a 50 Kg; fêmeas de 30 a 42 Kg.

7. Marcha 

O passo é lento, bem estudado. O trote apresenta um movimento lateral. Esse cão é capaz de trotar continuamente cerca de 25 a 30 Km sem nenhum esforço.

8.a. Defeitos 

Cana nasal curta ou muito longa. Crânio muito arredondado. Arcos superciliares pouco desenvolvidos. Pálpebras e lábios um pouco caído. Orelhas grudadas na cabeça e voltadas para trás. Pescoço grande. Peito largo demais, ombros frouxos. Pele rosa ou cinza claro. Olhos amarelos e/ou redondos. Manto manchado ou tingido de amarelo. Pelo liso e ou curto. Constituição fraca. Muito agressivo ou tímido.
8.b. Defeitos que implicam desclassificação 

Orelhas levantadas. Linha do stop muito pronunciada Pelagem dura ou emaranhada. Cauda enrolada ou, quando em repouso, erguida acima da linha dorsal. Qualquer outra cor que não seja o branco ou o marfim. Membros não devem ter pelagem muito abundante. A altura da cernelha inferior a 65 cm nos reprodutores ou de 61 cm nas reprodutoras constitui motivo de eliminação do livro de origens. Não é recomendável peso acima de 60 Kg. Prognatismo superior ou prognatismo inferior.
Obs. Os dados foram retirados do padrão oficial internacional da raça Kuvasz.
Curiosidades
Resistência: 
O Kuvasz é forte e resistente a intempéries e grandes caminhadas.
Se sente bem tanto em altas temperaturas, como em baixas temperaturas.
O Kuvasz como presente:
Durante séculos foi criado para trabalhar na guarda de propriedades e de animais domésticos, sem a supervisão do seu dono. No século XV eram
trocados entres Nobres como presente. Neste caso, eram utilizados na caça de javalis e ursos, outros eram utilidades como guardanapos nas
grandes mesas, pois seu pelo tem a propriedade de se limpar sozinho

Labrador Retriever

Acredita-se que a raça conhecida hoje como Labrador Retriever veio da Newfoundland, não do Labrador, como o nome sugere. Ele teria sido desenvolvido pelos pescadores da Newfoundland, pois precisavam de um cão menor para ajudá-los na pesca, pois o Newfoundland era um cachorro muito grande e desajeitado, queriam também um cachorro com bons ossos e patas fortes para carregar cargas pesadas e além de tudo um bom Retriever. Deveria ter pelagem densa para que o protegesse da água gelada e também ser um bom nadador. Foi buscando essas características que se chegou na raça Labrador Retriever de hoje.
Os Labradores são cães inteligentes, obedientes, com forte desejo de servir. De natureza gentil, sem indício de agressividade ou indesejável timidez.
Um bom Labrador está sempre querendo agradar seu dono, tornando fácil o treinamento para obediência, possui um ótimo faro e um corpo atlético.
É um cachorro bem humorado, amável, leal e totalmente confiável com crianças, este cão torna-se menos confiável ao tomar atitudes de defesa apenas.
Pode parecer adaptável a qualquer estilo de vida, mas não é apropriado para uma vida urbana sedentária, pois precisa de muito exercício, como correr e nadar. Outra observação, é uma raça que necessita muita atenção de seus donos, caso contrário pode se tornar um “destruidor” de objetos, principalmente sapatos, meias e pés de móveis.
LABRADOR NO BRASIL 
No Brasil, a raça vem ganhando fãs e admiradores. Isso nos leva a um risco na criação, ou seja, devemos buscar a qualidade e muitas vezes, mesmo sem intenções ruins, são feitos cruzamentos inadequados em relação ao Padrão da raça, conclusão acabamos correndo o risco de ter um cachorro com desvio temperamental ou físicos.
Lógico que possuem muitos criadores sérios no Brasil, que trabalham para melhorar a raça. Esse trabalho é de extrema importância, uma vez que só com seriedade podemos diminuir os casos de Displasia Coxo-Femural em Labradores, problemas de pigmentação (focinho com coloração rosa), desvios temperamentais, entre outros. Esses três problemas são os que mais preocupam criadores de Labradores e para evitá-los os criadores precisam selecionar muito bem matrizes e padreadores, precisam estudar profundamente os pedigrees “do casal” e tomando esses cuidados terá grandes chances de produzir bons Labradores. Já os compradores de Labradores precisam selecionar os criadores, estudar a raça, o padrão, os pais do filhote, os laudos de Displasia, observar o temperamento dos pais e aí sim comprá-lo.
PADRÃO OFICIAL 
CBKC nº 122b, de 30/4/94
FCI nº 122c, de 24/6/87
País de origem: Grã-Bretanha
Nome no Brasil: Retriever do Labrador
Nome no país de origem: Retriever (Labrador)
APARÊNCIA GERAL: muito ativo, de constituição robusta e tronco curto; o crânio é largo; o peito e as costelas são largos e profundos; lombo forte, assim como, os posteriores.
CARACTERÍSTICAS: bom temperamento, muito ágil; excelente faro, cuidadoso ao recolher a caça (boca macia); vidrada por água. Companheiro dedicado, de fácil adaptação ao meio.
TEMPERAMENTO: inteligente, perspicaz, obediente, com forte desejo de servir. De natureza gentil, sem qualquer indício de agressividade ou da indesejável timidez (falta de coragem).
CABEÇA E CRÂNIO: largo com stop bem definido. Contorno bem delineado, sem ser bochechudo. Maxilares de comprimento médio, poderosos e não afilados. Trufa larga, com narinas bem desenvolvidas.
OLHOS: tamanho médio, de cor marrom ou avelã, com expressão inteligente e bom temperamento.
ORELHAS: de tamanho médio, de inserção, preferivelmente, bem para trás, portadas caídas rente às faces, sem ser pesadas.
MAXILARES: os maxilares e os dentes são fortes, com a mordedura em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores sobrepõem-se aos inferiores em contato justo e inseridos ortogonalmente aos maxilares.
PESCOÇO: forte, robusto e sem barbelas, inserido em ombros bem acoplados.
ANTERIORES: ombros inclinados e escápulas longas. De qualquer ângulo, os membros anteriores apresentam uma ossatura bem desenvolvida e reta, desde os cotovelos até o solo.
TRONCO: peito de boa largura e profundidade, com costelas arqueadas em barril. Linha superior nivelada. Lombo largo, curto e forte.
POSTERIORES: bem desenvolvidos. Garupa bem desenvolvida, sem inclinação em direção à cauda. Joelhos bem angulados. Jarretes de vaca são altamente indesejáveis.
PATAS: redondas, compactas; dígitos bem arqueados e almofadas plantares bem desenvolvidas.
CAUDA: característica da raça, conhecida por “cauda de lontra”: muito grossa na raíz, adelgaçando gradualmente para a ponta, comprimento médio, sem franjas, completamente revestida por uma pelagem curta, espessa e densa, conferindo uma aparência roliça. Portada alta, mas sem enroscar sobre o dorso.
MOVIMENTAÇÃO: com desenvoltura e cobertura de solo adequada. Os anteriores e posteriores realmente alinhados.
PELAGEM: outro aspecto característico da raça. Curta e densa, com ligeira aspereza ao toque, sem ondulações ou franjas; subpêlo resistente às intempéries.
COR: totalmente preto, amarelo ou fígado/chocolate. A gama dos amarelos vai desde o creme claro ao vermelho (da raposa). Permitida pequena mancha branca no peito.
TALHE: altura ideal, na cernelha, de 56 a 57 cm, para os machos, e de 54 a 56 cm, para as fêmeas.
FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção da sua gravidade.
NOTA: os machos deverão apresentar os dois testículos, com aparência normal, completamente descidos e bem acomodados na bolsa escrotal

Lhasa Apso

Breve Histórico 
No passado, propriedade exclusiva dos religiosos e dos nobres, o lhasa apso guardava os templos e mosteiros do tibet. Além de sua função de sentinela, acreditava-se que este cão trazia sorte. Era crença geral que após a morte, a alma do dono encarnava-se em seu cão. Por esta razão o lhasa apso era considerado um animal sagrado.
O nome deriva de lhasa, capital do Tibet, a palavra “apso” significa sentinela que late.
O lhasa apso formou-se através do cruzamento entre o terrier do tibet e o spaniel tibetano.
Pela sua estatura pequena, o seu caráter simpático e beleza física em seguida conquistou a simpatia de todos como excelente cão de companhia e guarda. No seu país de origem, pelo menos até a anexação à república popular chinesa, vivia nos mosteiros e os exemplares mais bonitos e valiosos, encontravam-se no “potala”, o palácio do dalai lama, e nas casas de ministros e outras pessoas de posição. Era impossível obter um exemplar por dinheiro; excepcionalmente, como prova de especial benevolência, podia ser presenteado. também na china, na corte imperial, os que chegavam do tibet eram tidos como oferendas tributárias sendo bem aceitos, e contribuíram para formar a raça shih-tsu.
Os exemplares do lhasa apso, naquele país, são considerados como pedras preciosas. o lhasa apso tanto pode ser uma companhia agradável como um guarda eficiente de casas, principalmente de apartamentos onde o espaço é menor. È um cão dócil, mas de grande coragem. Dotado de ouvido finíssimo, percebe bem os rumores leves e longínquos e dá o alarme com sua característica voz clara e aguda. Por esta razão, na língua tibetana é chamado “apso seng kye” isto é o cão sentinela de latido de leão.
E um cão profundamente quieto, calmo, e não é roedor. Capaz de ficar horas e horas deitado perto de seu dono. Muito higiênico. Só faz as suas necessidades nos locais apropriados e ensinados. Nunca “suja” o lugar onde come ou dorme. É um cão que gosta muito de carinho, mas também é de temperamento muito independente, de caráter alegre, cheio de segurança, mas prudente e desconfiado com desconhecidos.
- A raça foi trazida para o Brasil pelo criador Denis Duveen por volta de l966.
Primeiros passos para você curtir seu novo companheiro. 
Como todo filhote, você deverá ter os seguintes cuidados ao levar seu amiguinho para seu novo lar:
-O filhote deverá ser separado da mãe após 45 dias que é o período de amamentação, mas se possível deixe-o permanecer com a mãe cerca de dois meses, assim ele estará aumentando as suas defesas naturais e sofrendo um estresse menor, pois os cientistas acreditam que animais separados de suas mães prematuramente apresentam glândulas supra – renais maiores que o normal, uma concentração de hormônio no sangue mais alta além de imunidadade reduzida. assim este ato garantirá a saúde de seu filhote e evitará que chore muito por sentir a falta do convívio da mãe e irmãos.
- Verifique se onde o filhote ficará não há possibilidades de fuga, queda ou objetos perigosos que possam ser mastigados e digeridos.( ex: bombril, papéis, fio dental, pregos ou material tóxico…etc)
- É aconselhável ter um veterinário de sua confiança , próximo à sua casa e ter seu telefone à mão para qualquer emergência. ele será necessário para as orientações básicas, tais como, indicação de vermífugo, vacinação e alimentação, evitando risco de contágio e de doenças. vacinas e vermífugos devem ser repetidos e controlados pelo veterinário para uma boa saúde de seu amiguinho.
Providenciar uma alimentação forte e adequada para seu filhote principalmente no primeiro ano de vida onde ele vai conseguir uma boa estrutura e defesas orgânicas naturais. um bebedouro e um comedouro apropriados ( de preferência aço inoxidável para não acumular resíduos) que sejam mantidos sempre limpos. a água deverá ser trocada pelo menos duas vezes por dia ou quando você notar que ela está suja.
- Você poderá ter brinquedos apropriados para cães para que ele possa morder. apesar da raça lhasa não ser uma raça roedora, sempre é bom que ele tenha um brinquedinho comestível para estimular a mastigação e manter os dentes limpos e saudáveis. sua cama deverá ser num lugar arejado, protegido do vento e da chuva. o lhasa apso é um cãozinho extremamente higiênico e limpo, pois não faz as suas necessidades onde come ou dorme, por isso é um cão de dentro de casa e/ ou apartamento. não deve ser colocado para dormir fora.
- Sua cama poderá ser uma caminha própria para cães comprada em qualquer loja pet. no entanto, embora ele goste de seu cantinho, o lhasa prefere dormir no chão ou em algum lugar frio, pois ele se sente mais confortável.
Após levar seu amiguinho para casa: 
Mostre a ele onde vai ser o seu lugar. Lembre-se o lhasa é um cão de companhia isto quer dizer que ele gosta de ficar onde normalmente tem gente. Deixe seus pertences neste lugar e sempre que ele estiver dormindo em outro lugar leve-o para onde você quer que ele fique.
Explique às crianças que o animal não é um brinquedo, ele tem necessidades e sentimentos como todos os seres vivos. Principalmente nos primeiros dias procure controlar a ansiedade das crianças e ensiná-las a cuidar e zelar pelo animal e não fazer dele um brinquedinho. assim você estará também contribuindo para a melhora do ser humano e estimulando nas crianças a responsabilidade e o amor à natureza e aos animais.
Você deve escovar o lhasa pelo menos três vezes por semana.
Ele deve tomar banho uma vez por semana e faça disso uma distração para você e para ele. Acaricie-o muito nos primeiros banhos e passe pra ele como é bom estar limpinho e de banho tomado. Tenha certeza o lhasa entenderá isto.
Só comece a passear na rua com seu cão após 3 meses de idade onde as vacinas já o terão imunizado.
Para acostumá-lo na guia, coloque após 3 meses todos os dias uma coleira levinha no seu pescoço e deixe -o se acostumar aos poucos. Cada dia deixe alguns minutos. Depois coloque a guia e vá brincando com ele com a coleira e a guia, até ele se acostumar. Tudo de forma agradável e alegre.
Quanto à alimentação, seu amiguinho precisa que ela seja balanceada e rica em proteínas, a ração seca á o ideal.
Se você não gosta de ração, dê uma alimentação rica, com muita verdura, legumes e carne com arroz. Temperos fortes e resto de comida não são indicados para a saúde de seu amiguinho. Um dente de alho de 4 em 4 dias é bom para o pelo, contra vermes e contra gripe. O animal adulto alimenta três vezes ao dia, ao passo que o filhote alimenta 4 a 5 vezes ao dia (ele se torna adulto após um ano a um ano e meio, mas aos 8 meses você poderá começar a espaçar as refeições, desde que sinta que ele não está com fome.) Tente alimentá-lo sempre no mesmo horário evitando de fazê-lo quando estiver à mesa para que não desenvolva o costume de incomodá-lo durante as refeições. Consulte também seu veterinário.
Os cães gostam muito de ossos, que ajudam na manutenção dos dentes e prevenção de tártaro. Você pode comprar em casas especializadas ossos próprios para a limpeza dos dentes. Você vai distrair seu cãozinho e ao mesmo tempo limpar seus dentes. No mais, felicidades e curta seu novo grande companheiro!
Algumas dicas sobre este sentinela dos lamas tibetanos 
1- Lhasa apso é um cãozinho de guarda e companhia, late pouco, dando sinais quando estranhos chegam ou quando quer alguma coisa.
2- tem uma pelagem longa,
3- exige uma escovação de três em três dias.
4- banho deve ser dado uma vez por semana.
5- tem um nível de atividade média, ou seja, é um cãozinho que pode ficar horas e horas deitado calmamente ao seu lado. Não exige que seja levado para passear.
6- prefere ficar mais quieto.
7- quanto a obediência você deverá ser firme com ele, sem ser agressivo, (nunca bata no lhasa, pois ele é um cachorro muito corajoso e não se sente pressionado com tapas, é mais fácil um bom sermão – pode ter certeza que ele entenderá-) seu temperamento é muito bom, porém é um cão de muita personalidade.
8- com estranhos no início é muito desconfiado, de temperamento reservado. É obediente e inteligente, mas costuma as vezes obedecer somente ao dono.
9- ele escolhe o seu dono e não é escolhido. esta escolha é feita por motivos que somente ele, o lhasa , sabe.
10- a área que ocupa é pequena.
11- vive dentro de casa.
12- não gosta muito de exercícios – é um cãozinho bonachão…
13- não gosta muito de ficar no colo, tem um estilo mais independente. mas enquanto filhote você terá um cãozinho muito peralta em sua casa… Sua maturidade chega após os 12 meses.
Asociabilidade do lhasa 
Você está levando um lhasa para casa com aproximadamente 8 semanas de vida. nesta fase ele está com o sistema nervoso relativamente maduro. mas ainda é um filhote. suas emoções e seu corpo não estão desenvolvidos. Por isso aquele filhotinho destemido e curioso de poucos dias atrás de repente começa a hesitar diante de certas situações, isto porque ele agora percebe o perigo e fica mais cauteloso. Para ajudá-lo proteja-o evitando riscos desnecessários – como quedas por exemplo. gente e animais estranhos devem ser apresentados com cuidado e calma, pois neste início ele está muito susceptível a se assustar. É um pequeno período de insegurança e muito delicado para seu filhote, porque até ontem, ele não era só, tinha em sua companhia a mãe os irmãos e os donos da mãe. evite gritar com ele, evite atos agressivos- quando ele errar em alguma coisa diga com firmeza ´não” e o mais importante, mostre a opção certa. este período de adaptação com o novo dono será de 3 a 5 dias. depois tanto o dono quando o lhasa saberão como se relacionar. É preciso que ele entenda que o dono deverá sempre ser obedecido. de a ele muito carinho e você não se arrependerá, pois estará conquistando este pequeno grande amigo e guarda.
Cuidados gerais: 
1-Alimentação
2-A ração deve ser seca ou um pouco umedecida com água.
3-Enquanto filhote, até um ano, a ração deve ser dada 3 vezes ao dia..
4-A vasilha de água deve ser mantida sempre limpa. e com a água sempre fresquinha .
5-O lhasa apso é um cão de companhia portanto deve dormir dentro de casa.
Higiene: 
1-Banho: 1 vez por semana com shampoo apropriado.
2-Secar sempre com secador morno e ir passando a escova suavemente.
3-Escovar com escova e/ou pente apropriados para raça de pelo longo.
4-Limpar os ouvidos com cuidado uma vez por semana
5-Unhas e dentes – seu veterinário o orientará como e quando limpar
6-Vermifugação: no mínimo de 6 em 6 meses.
7-Combater pulgas e carrapatos com frontline.
8- Lembre-se: criar é um ato de amor. vacine seu animal sempre no período certo.
9-Somente o veterinário é capacitado para receitar e vacinar seu cão. ao primeiro sinal de problemas, como vômitos e diarréia, ou se seu animal ficar prostrado não querendo se alimentar ou beber água, entre em contato imediatamente com seu veterinário, não procure medicá-lo por conta própria.
Padrão Oficial:nº227, de 2/5/94
fci: nº 227c , de 24/6/87
País de origem: Lhasa, Capital do Tibet
Padronagem oficial: FCI – Grã-Bretanha
Características gerais: de caráter alegre, cheio de segurança, mas prudente com desconhecidos.
altura ideal: entre 22,5 a 25 cm para os machos. as fêmeas são menores.
cabeça: importante – com abundante cascata de pêlos sobre os olhos, barba espessa e bigodes escuros. nariz preto. dorso de focinho reto de comprimento médio ( uns 3,8 cm ); a longitude do dorso no focinho desde o extremo do nariz até o nível dos olhos, deve ser 1/3 da distância entre a ponta do nariz e a crista occipital. maxilares nivelados ou com leve enognatismo; focinho de cumprimento médio, não quadrado (falta). crânio moderadamente estreito que se funde notavelmente atrás dos olhos; não é totalmente achatado, nem tampouco abobadado ou em forma de maçã..
olhos: escuros, de tamanho médio, não globulares nem pequenos nem fundos.
orelhas: caídas, com franjas pesadas. é um mérito a cor mais escura na ponta das franjas.
pescoço: forte, coberto de coleira de pelo abundante, mais marcado nos machos que nas fêmeas.
tronco :medida na ponta do ombro à ponta da nádega, a sua longitude deve ser sempre maior do que a altura média nas cruzes. as costelas, bem arqueadas, não devem ser chatas; lombo forte e garupa bem desenvolvida.
cauda: provida de franjas nutridas. deve ser levada acima da garupa. a cauda com posição baixa é defeituosa. seguidamente apresenta um nó na ponta
membros anteriores: retos em pelo abundante
posteriores: sólidos, bem providos de pelo, covas bem desenvolvidas.
pés: redondos ” de gato ” , com abundante pelo e almofadinhas plantares sólidas.
pelagem: pelo espesso, pesado, reto, duro, nem lanoso nem sedoso, suficientemente longo, subpelo espesso.
cor: dourado, mel, areia, cinzenta escuro, ardósia, com manchas pretas, brancas ou castanhas. as cores douradas e aleonadas ( de leão) são preferidas porque são típicas do autêntico “cão leão tibetano”.

Maltês

Os bichon compreendem: o maltês, o bolonhês, o bichon de pêlo crespo (“à poil frise”) e o havanês.

Trata-se de um grupo de raças afins, de origem antiqüíssima, tanto que o próprio Darwin as supõe originadas uns 6 mil anos antes de Cristo.

Mas observemos cuidadosamente o maltês: antigamente era chamado “Cão das damas romanas”, porque era o preferido destas, que lhe davam especial preferência. Não se enganavam: o seu pêlo longuíssimo e imaculado o torna muitíssimo atrativo, sendo, além disso, muito inteligente e afetuoso com o dono, vivaz e expressivo, o que faz dele um cão de companhia de rara perfeição.

As opiniões não cincidem enquanto à origem. Estrabon, geógrafo e literato que viveu no século I a.C, descreve um cão maltês definindo-o como “canis melitoieus”, por Melita, nome latino da ilha de Malta, da qual – segundo Robin – “partiu para conquistar o mundo”.

Na opinião de muitos o maltês contemporâneo descende diretamente do maltês de Estrabon. Outros, ao contrário, discordam; entre eles o barão Hoytart, ilustre investigador das raças canias européias de luxo. Sustenta que “… os povos antigos do baixo Mediterrâneo possuíram uma raça anã, chamada Melitoeus, originária da ilha de Melta ou Melita perto da Sicília; mas chama-lo-ei cão de Melita’ e não maltês, para não confundí-lo com os malteses modernos, que são absolutamente diferentes dos antigos”.

A origem do maltês moderno foi buscada no cruzamento do épagneul anão com o caniche anão, ou com o cão de Caiena. De tais antepassados derivaria o barbichon, logo chamado bichon. O seu berço parece haver sido a Itália e existem disto abundantes provas.

PADRÃO DA RAÇA 
Padrão FCI nº 065;
Origem: Itália;
Nome de origem: Maltese;
Utilização: companhia.
Classificação FCI - grupo 9 – Cães de Companhia;
- Seção 1.1.1. – Bichons e Raças Assemelhadas;
- Sem prova de trabalho.
ASPECTO GERAL - cão pequeno, tronco alongado, com uma pelagem branca e bem longa, muito elegante, de cabeça erguida, com confiança e imponência.
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PROPORÇÕES - o comprimento do tronco ultrapassa, em torno de, 38% a altura na cernelha.
- O comprimento da cabeça é igual a 65% (6/11) da altura na cernelha.
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TALHE
- altura na cernelha:
para os machos 21 a 25 cm na cernelha.
Para as fêmeas de 20 a 23 cm.
- – comprimento: (padrão não comenta).
- peso: de 3 a 4 quilos.
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TEMPERAMENTO - esperto, afetuoso, muito dócil e inteligente.
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PELE – bem ajustada e toda bem amoldada ao corpo, pigmentada com manchas escuras e vermelho vinho, especialmente no dorso. A orla das pálpebras, a terceira pálpebra, rima labial e as mucosas são pretas.
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PELAGEM – simples, sem subpêlo, densa, de textura sedosa, brilhante, caindo pesadamente e bem longa em todo o corpo, permanecendo lisa ao longo da linha superior, sem indício de ondulação ou encaracolado.
No tronco, o comprimento do pêlo ultrapassa o da altura na cernelha e cai, pesadamente, no solo, como um manto bem assentado sobre o tronco, o qual deve modelar, sem dividir-se nem formar tufos ou mechas.
Os tufos ou mechas são admitidos nos membros anteriores, desde o cotovelo e, nos posteriores, desde o joelho abaixo até as patas. Na cabeça, a pelagem é bem longa, tanto na cana nasal, onde se confunde com a barba, quanto no topo do crânio, de onde cai, até mesclar-se com a das orelhas. Na cauda, os pêlos caem de um só lado do tronco, quer dizer, sobre um dos flancos e sobre a coxa, o comprimento alcança os jarretes.
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COR - branco puro, admitindo-se o marfim pálido. Traços de laranja pálido, sob a condição que pareçam pêlos sedosos, são admitidos, mas indesejáveis, constituindo, portanto, uma imperfeição, dando uma impressão de pêlos sujos. Não são admitidas as manchas definidas, ainda que pequeníssimas.
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CABEÇA – de comprimento igual a 65% (6/11) da altura na cernelha. Tendendo a larga, um pouco maior que a metade do comprimento.
- Crânio - de comprimento, ligeiramente, maior que o do focinho; a largura, entre as arcadas zigomáticas, é igual ao comprimento, conseqüentemente, um pouco maior que a metade do comprimento total. No sentido do comprimento, a linha superior do crânio é pouquíssima arqueada; o topo do crânio, entre as orelhas, chato, com occipital muito pouco marcado; arcadas superciliares, juntamente com os seios frontais, são muito pronunciadas; sulco sagital ausente ou pouquíssimo marcado; as faces laterais do crânio são sutilmente arqueadas.
- Stop - muito marcado, fazendo um ângulo de 90º.
- Focinho - comprimento é igual a 65% (4/11) do comprimento total da cabeça, portanto, menor que a metade. As regiões sub-orbitais são bem cinzeladas. A altura é, um pouco, menor que 20% do comprimento.
As faces laterais são paralelas, mas, visto de frente, não parece quadrado, enquanto que, a face anterior se harmoniza, através de curvas, com as laterais. A linha superior do focinho é reta, com a cana nasal bem marcada no segmento central.
- Trufa - visto de perfil, fica no alinhamento da cana nasal. A linha anterior do focinho é vertical. Volumosa, arredondada e com as narinas abertas. É, rigorosamente, pigmentada de preto.
- Lábios - visto de frente, a oclusão dos lábios forma um semi-círculo bem aberto. Desenvolve-se na mesma profundidade da comissura. Os lábios superiores tocam, perfeitamente, ajustados os inferiores, em toda sua extensão, de modo que, a linha inferior fica delineada pela mandíbula. A rima labial é, também, rigorosamente pigmentada de preto.
- Mordedura - moderadamente desenvolvidos, de aparência leve e perfeitamente articulada. A mandíbula forma a linha inferior, reta, com a ponta do queixo com articulação em tesoura. As arcadas dentárias articulam-se perfeitamente e os incisivos fazem a oclusão em tesoura. Os dentes são brancos, bem desenvolvidos e numericamente completos.
- Olhos - de tamanho maior do que seria normal, abertos, de contorno tendendo ao redondo, pálpebras bem ajustadas, de inserção frontal, que aflora, um tanto ressaltados, jamais profunda. De cor ocre carregado e a orla das pálpebras, preta. Visto de frente, a esclerótica deve permanecer oculta.
- Orelhas - de formato tendendo ao triângulo e largura, em torno de, 33% (1/3) do comprimento. Inserção alta, acima das arcadas zigomáticas, portadas pendentes, caídas rente ás faces. Pouca mobilidade.
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PESCOÇO – não obstante seja, fartamente, revestido de pêlos longos, a nuca permanece bem delineada. A linha superior é arqueada, com o comprimento cerca da metade da altura na cernelha, portado erguido, sem apresentar barbela.
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TRONCO - o comprimento, medido da ponta do ombro à ponta da nádega, é 38% maior que a altura na cernelha.
- Linha superior – reta, até a inserção da cauda.
- Cernelha – ligeiramente, acima da linha superior.
- Dorso – de comprimento, em torno de, 65% da altura na cernelha.
- Peito - amplo de profundidade abaixo do nível dos cotovelos, com as costelas, moderadamente, arqueadas. O perímetro torácico é 66% (2/3) maior, que a altura na cernelha. Esterno muito longo.
- Costelas – (padrão não comenta).
- Ventre - (padrão não comenta).
- Lombo - (padrão não comenta).
- Garupa - o contorno continua o da linha superior, sendo muito larga e longa, angulada, em torno de, 10º com a horizontal.
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MEMBROS
Anteriores - vistos no conjunto, são bem articulados ao tórax e bem aprumados.
- Ombros – escápula é igual a 33% (1/3) da altura na cernelha e angulada de 60º a 65º com a horizontal. Tende a ser paralela ao plano médio, longitudinal, do tronco.
- Braços – de comprimento maior do que o da escápula e igual aos 40% a 45% da altura na cernelha, angulado a 70º com a horizontal . Bem ajustado ao tórax, nos dois terços proximais, trabalhando, quase, paralelo ao plano médio longitudinal do tronco.
- Cotovelos – trabalha paralelamente ao plano médio longitudinal do tronco.
- Antebraços – seco, com os músculos pouco desenvolvidos, mas de ossatura robusta em relação às proporções da raça. Mais curto que o antebraço, medindo cerca de 33% da altura na cernelha.
- Carpos – no prumo do antebraço, com bastante mobilidade, sem nodosidade e revestido de pelagem fina.
- Metacarpos – com as mesmas características do carpo, sendo reto em virtude do pouco comprimento.
- Patas – redondas, dígitos compactos e arqueados, com a sola das almofadas, plantares e digitais, pigmentadas de preto. Unhas escuras, preferencialmente, pretas.
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Posteriores - vistos em conjunto, ossatura robustos e paralelos. Vistos por trás, aprumados desde a garupa.
- Coxas – com músculos rígidos e o perfil posterior arqueado. Paralela ao plano médio longitudinal do tronco é, relativamente, pouco angulada. De comprimento próximo aos 40% da altura na cernelha e largura, um pouco, menor que o comprimento.
- Joelhos – (padrão não comenta).
- Pernas – com a crista da tíbia pouco marcada, fazendo um ângulo de 55º com a horizontal e de comprimento, ligeiramente, maior que o da coxa.
- Metatarsos -
- Jarretes – angulado a 140º com a tíbia, a distância da ponta ao solo é, ligeiramente, maior que 33% (1/3) da altura na cernelha e, perfeitamente, aprumado.
- Patas – com características idênticas à dos anteriores.
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Cauda - inserção no alinhamento da garupa, é grossa na raiz, terminando em ponta. Comprimento em torno de 60% da altura na cernelha, formando uma grande curva, cuja ponta recai sobre a linha central da anca, tocando a garupa. A cauda fazendo uma curva lateral para um dos lados do tronco, é tolerada.
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Movimentação – uniforme, rasante, fluente, com passadas curtas e muito rápidas no trote.
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Faltas - avaliadas conforme a gravidade, valendo, inclusive, para o estrabismo bilateral e para o comprimento do tronco que ultrapasse os 43% da altura na cernelha.
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Faltas eliminatórias - cana nasal romana fortemente acentuada; prognatismo acentuado, se alterar o aspeto formal do focinho. Nos machos, altura acima de 26 cm ou abaixo de 19 cm; nas fêmeas, acima de 25 cm ou abaixo de 18 cm.
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DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
1. divergência ou convergência acentuada das linhas superiores do crânio e do focinho;
2. trufa, despigmentação total ou pigmentação diferente do preto;
3. despigmentação total das pálpebras;
4. prognatismo superior;
5. olhos porcelanizados;
6. anurismo ou braquiurismo congênitos ou adquiridos;
7. pelagem ressecada;
8. qualquer cor diferente do branco exceto o marfim pálido;
9. manchas de qualquer cor, por menor que forem;
10. mono ou criptorquidismo; ou desenvolvimento insuficiente de um ou de ambos os testículos.

Mastife Inglês

Um poderoso cão de guarda, o Mstiff é considerado uma raça tradicionalmente inglesa, apesar de alguns afirmarem que tem origem nas ilhas britânicas. Seus antepassados devemm ser buscados entre os mastins assírios, descendentes por sua vez do Mastim do Tibet. O Mastiff é um cão de trabalho, e já foi usado para muitas funções, em outros tempos: na caça, na guerra, para guarda pessoal e patrimonial. Hoje, é essencialmente um cão de guarda e de defesa. A cinofilia lhe tem grande estima, tanto por seus dotes estéticos como pelas qualidades psicofísicas. É, sem dúvida, um cão grande, volumoso, vigoroso e simétrico. É uma mistura de força, coragem, bom humor e docilidade. Tem um nariz largo, olhos pequenos e afastados, orelhas pequenas, finas ao tato. A cauda tem implantação alta, é larga na raiz e vai se afinando até a ponta. A pelagem é curta e espessa, não muito fina nos ombros, no pesscoço e no dorso. O Mastiff inglês, apesar de sua força, é um cão amoroso e tranquilo com a sua família. É desconfiado com estranhos, e sabe ser terrível, se for obrigado a atacar

Mastin Napolitano

História 

Napole, cidade italiana, encravada na região da Campânia, é banhada pelo Mar Tirreno e no verão ostenta um dos céus mais azuis do país. A máfia italiana, porém, a vê com bons olhos não pelo excelente clima, mas sim por ser o berço da Camorra – um dos ramos mais importantes, eficientes e lucrativos da família – e também de Al Capone, o lendário gângster que enriqueceu sob os auspícios da Lei Seca nos EUA dos anos 30. Nada mais natural que o Mastino Napoletano, em 1946, depois de anos quase extinto, ressurgisse em Napole. Seu arrebatamento, força física e apego à família são traços típicos das terras napolitanas.
A espessa névoa do tempo encobre as origens mais remotas do Mastim, ou Mastino Napoletano, como preferem seus criadores mais ortodoxos. Há muitas hipóteses para seu surgimento, todas passíveis de crédito. Alguns afirmam que ele seria descendente dos cães que Alexandre, o Grande, conheceu na Grécia e logo trouxe a Roma. Outros sustentam que seria descendente direto dos molossos romanos, usados nas guerras contra os exércitos inimigos. Ainda há quem credite sua ascendência ao cruzamento entre os molossos romanos e os “Pugnaces Britannie”, trazidos da Inglaterra pelos soldados romanos.
Por último há a possibilidade de ter sido trazido ao Mediterrâneo em navios fenícios, há milênios. Estas suposições têm em comum a crença que o progenitor do Mastino seria um cão de características molossóicas que viveu no Tibete. Porém, alguns estudiosos discordam desta linha de raciocínio e investigam o passado do Mastim em cães europeus.
Se a origem é indefinida ainda, a época da aparição está bem registrada por Columela, um grande orador da Roma antiga: “o cão guardião da casa deve ser preto, ou escuro, para atemorizar o ladrão de dia e poder atacá-lo à noite, sem ser visto. A cabeça é tão importante que se apresenta como a parte mais importante do corpo, as orelhas são caídas e pendem para a frente…”
Além de ser usado para guarda, seu trabalho junto ao Exército era importantíssimo. Como as lutas eram corpo-a-corpo, a investida de centenas destes cães – cada soldado romano possuía um exemplar – representava muitas baixas no exército inimigo. Foi usado também para diversão do público em lutas contra touros nas arenas. Há algumas indicações de ter sido utilizado também para sacrifício de cristãos. Para Enrico Furio Dominici, em Florianópolis – SC, um italiano criador de Mastins há 16 anos, esse uso da raça não aconteceu, “o Mastim nunca foi usado para matar cristãos, eles só atacam para defender o dono e seu território. Já vi alguns filmes americanos que mostram esse absurdo. Em Roma, no Coliseu, os cristãos eram devorados por leões. Qualquer um que visite o Coliseu poderá comprovar isso, junto aos guias turísticos.
O tempo passou, mas o Mastim manteve suas Características desenvolvidas na região da Campânia: Durante a 2ª Guerra Mundial, muitos exemplares morreram.
Como ele age na guarda
Às vezes a gente fica observando-o de longe, imaginando o que estará pensando, sozinho no quintal, com aquele ar de superioridade. Imponente, grande, forte, corajoso, feio e ao mesmo tempo lindo, movimentação segura, tranqüila… parece um marechal!
Falando de seus cães com muito entusiasmo, Eduardo M. Maranhão, de Catanduva – SP, explica que o Mastino tem até uma estratégia de guarda, como a de um marechal mesmo: “Ele se senta numa posição estratégica, num local de onda possa observar toda a movimentação de pessoas dentro e fora da casa, como se fosse ele o responsável único e absoluto por tudo e pela resolução de todos os problemas”.
Para delimitar o território que lhe será destinado à guarda, ele fareja todo o local durante os dois primeiros dias, marca os cantos com urina, circula sem correr pelo ambiente ao qual se apega em demasia – informações confirmadas por todos os criadores consultados. Esse grande apego ao dono e ao seu território faz com que o Mastino demonstre uma profunda aversão a estranhos. “Quando chego em casa, com o carro, minha cadela praticamente me revista e, se tiver pessoa estranha dentro do carro, ela fica muito desconfiada”, afirma Aníbal Rebequi Pereira, de Bragança Paulista, SP, descrevendo o comportamento de sua fêmea em relação à estranhos.”É um cão que age silenciosamente. Quase não late, vai de mansinho e ataca pulando sobre a pessoa”, conta Roseli Pereira, esposa de Aníbal, que também lida diariamente com os cães. Ela conta que, há algum tempo, quando a casa do vizinho estava em construção, havia alguns pedreiros que trabalharam lá durante meses, ficando por isso conhecidos até pelos cães, embora nunca tenham passado do muro para dentro de sua residência. Certa vez, deixaram cair uma ferramenta no seu quintal e um dos pedreiros, julgando que não havia perigo, pulou para lá para pegar o objeto. “Bastou ele pular o muro para que a cadela, sentada à porta da cozinha, atenta a tudo, saísse correndo, sem latir, para pegá-lo. A sorte é que ele percebeu e voltou logo para o outro lado. Se ela tivesse alcançado, poderia machucá-lo muito e até tê-lo matado”. De fato, não teria sido difícil que a suposição de Roseli se concretizasse, principalmente graças ao tamanho, peso e força excepcionais, aliados a uma forma certeira de ataque. “O Mastino nunca vai morder a perna de alguém. Ele pula no rosto da pessoa, buscando seu pescoço, já com intenção de matar”, afirma Aníbal, que já teve oportunidade de constatar isso assistindo a um treinamento de ataque. “Mas não é um cão de má índole”, segundo Maranhão, que explica que, “pelo contrário, é até muito amoroso com os donos. Meus cães querem sempre ficar em volta da gente, recebendo carinho, brincando”. “E são até muito afáveis com crianças”, acrescenta o criador João Carlos Marinoni, de Curitiba, PR, fato também comprovado por Aníbal, quando do nascimento de seu filho: “Ele não teve ciúmes do nenê, queria ficar junto do carrinho, tomando conta dele”.
Uma característica do Mastino Napoletano é a expressão de ferocidade que assume quando se vê na incumbência de defender seu dono. “A expressão é aterradora. Ele levanta a cabeça e as orelhas, fica imponente, retesa os músculos, os olhos ficam mais brilhantes, e conforme a tensão aumenta, ficam mais vermelhos devido ao aumento do fluxo de sangue”, afirma Marinoni.

“Parece mais um animal selvagem”, acrescenta Maranhão, “mostra os dentes, começa a urrar, enruga a testa e os olhos brilham de maneira impressionante. Todo mundo se assusta só com a expressão dele”.
Quanto ao ataque, Marinoni explica por fases: quando da aproximação de um estranho, primeiramente, ele fica alerta e tende a rosnar. Se a pessoa se aproximar mais, ele se “arma” para o ataque. Se estiver deitado, ou sentado, se levanta, prepara os músculos para o ataque, retesando-os. Se a pessoa insistir em avançar no território, ele salta sobre ele e a derruba, sendo capaz de machucá-la muito devido a seu peso.
Outro fator que contribui bastante para a eficiência deste cão é a sua mordedura muito possante. Içan Samaur, de São Paulo, SP, relata que “durante o ataque, ele pega a presa e não a solta; segura até rasgar a vítima. Pega a presa e a chacoalha, não a soltando mais. E se derrubar a pessoa, ele sai arrastando-a”. Içan já viu isto acontecer em treinamento. “O cão pega no braço do treinador e não o larga”, afirma ele. A forte mordedura do Mastino é algo que seus criadores podem comprovar facilmente. Maranhão tem um cão chamado Barone, de 2 anos e 70 quilos. Numa brincadeira que costuma fazer, Eduardo enrola um pano, o segura em uma das extremidades, enquanto Barone morde a outra. Então ele o gira em torno de si. Barone consegue se sustentar no ar com todo o seu peso sem o menor prejuízo para os seus dentes. Aníbal Pereira, por sua vez, conta que costuma dar ossos de boi para sua cadela e que esta os tritura em segundos, sem muita dificuldade. “outro dia, dei um osso de vaca para a minha cadela, e ela, sem esforço, quebrou-o inteiro e comeu. Acho que se ela morder uma pessoa, poderá deixá-la seriamente machucada”.
De modo geral, o Mastino não se assusta com tiros, fogos de artifício e trovões, entre outros ruídos – pelo menos no dizer de seus criadores. Aníbal Pereira teve até oportunidade de comprovar esse fato. Já atirou perto de seus cães com um revólver calibre 38. No sítio, ele treina tiro ao alvo. “Pode-se atirar o quanto quiser que ele não liga, não se amedronta”. Porém, Eduardo M. Maranhão acredita que o medo de tiros ou outros ruídos não pode ser atribuído a essa ou àquela raça. “Tudo depende do condicionamento do cão”. Ele conta que já levou sua cadela a uma exposição no qual houve uma prova de tiro. Ele recorda que ela ficou alerta, mas não com medo. “Em relação à relâmpagos e trovões, existe uma regra para todos os cães – por herança ou significado genético – de “procurar abrigo”, diz ele. Marinoni, por sua vez, afirma que seus cães não demonstram o menor temor a relâmpagos ou trovões e que nestas ocasiões, eles latem ostensivamente.
No carro, na calçada, ou em qualquer outro local a ser guardado, o comportamento do Mastino parece ser o mesmo. Quando um estranho se aproxima, ele fica alerta, rosna, arma-se para o ataque, mas se contém se receber um comando em contrário do dono, segundo afirmação dos criadores. O carro é defendido como se fosse uma continuação da casa, ou como propriedade do próprio cão. No passeio, que ninguém se atreva a botar a mão em sua cabeça e muito menos a fazer qualquer gesto mais brusco, pois ele reage violentamente. Essa é uma característica que Maranhão faz questão de conservar para que o cão “nunca abra a guarda a ninguém”, porque acredita que se permitir que alguém o agrade, mais tarde um estranho poderá persuadi-lo.
Maranhão alerta: “Todo proprietário de Mastino deve ter consciência de que não pode deixar seu cão absolutamente à vontade, sem domínio sobre ele, pois quando um Mastino parte para um ataque, é muito difícil fazê-lo parar. Deve-se evitar o ataque, impedindo o cão no momento em que ele se prepara para tal. Até então, será possível refreá-lo”. Tempos atrás, a mãe de Eduardo, que mora em São Paulo, foi passar uns dias em sua casa em Catanduva. Saiu para passear pela cidade com uma amiga. Na volta, ela abriu o portão e foi entrando à vontade. A despeito da convivência que teve com os cães durante 15 dias, eles não se fizeram de rogados e saíram em sua direção. “Eu dei ordem para eles pararem e eles imediatamente obedeceram”, lembra Eduardo. Marinoni afirma que seus Mastinos, mesmo sem terem sidos treinados, são extremamente obedientes. “Se você os soltar do canil durante dois ou três minutos e em seguida der-lhes uma ordem de retorno imediato, eles voltarão sem criar problemas, não resistem à ordens”.
“Cão de guarda por excelência”. Quem comprova essa afirmação é Maranhão. Ele conta que, um conhecido seu, que morava em Goiânia, saiu para fazer cooper em companhia de seu cão e em dado momento, distanciou-se dele mais ou menos 20 metros. Na ocasião, um desconhecido tentou assaltá-lo e o cão, mesmo de longe, percebeu a situação ameaçadora que envolvia seu dono. Correu e atacou o assaltante, machucando-o muito. O mais interessante é que esse cachorro conhecia muitas pessoas na cidade e nunca avançava em ninguém justamente por esse motivo, mas foi capaz de perceber que seu dono vivia uma situação de perigo. Eduardo conta que esse cão acabou morrendo envenenado e acredita que foi mesmo por “vingança do assaltante”. “Mas não foi fácil matá-lo. Esse não comia nada fora de seu comedouro e a pessoa que o envenenou teve de colocar o alimento ali. Caso contrário, não o conseguiria”.
O Mastino Napoletano é um cão bastante ágil, considerando-se que é bastante pesado – pesa de 55 à 85 Kg. Segundo seus criadores, embora tenha aparência de “molenga” (devido à pele solta), ele é capaz de saltar a uma altura de 1,5 m. aproximadamente. Fazer amizade com um Mastino é uma empreitada muito difícil. “Antes de abrir os olhos (quando nascem), os filhotinhos já avançam na mão da gente. Com 20 ou 30 dias, eles começam a fazer “reconhecimento das pessoas”. É possível fazer amizade com ele até os 8 meses, no máximo até um ano de idade. A partir daí, é muito difícil”, afirma Aníbal Pereira. Quem conseguir ter um amigo Mastino “terá um companheiro devotado, de exclusiva confiança e que nunca vai deixá-lo numa situação de perigo”. Esta é a opinião de Eduardo M. Maranhão, que acredita estar 100% seguro com seus cães “Eles parecem que dão a vida pela gente”, conclui.
Padrão oficial da raça 
CBKC nº 197a de 11/04/94.
FCI nº 197f de 19/11/91.
País de Origem: Itália (Napole)
Nome no país de origem: Mastino Napoletano
Aparência Geral: de porte grande e conformação de um broquimorfo, cujo comprimento do tronco é maior que a altura na cernelha.
Proporções importantes:
Altura na cernelha: machos de 65 a 73* cm.; fêmeas de 60 a 68 cm. (* o clube especializado da raça na Itália diz que a medida 73 cm. para machos está errada, valendo os dados do item Talhe).
Comprimento do tronco: 10% maior que a altura na cernelha.
Cabeça: 30% da altura, aproximadamente.
Relação crânio-focinho: 2 por 1
Comportamento e caráter: caráter firme, leal, sem ser mordaz ou agressivo injustificadamente, defensor da propriedade e das pessoas assumindo sempre um comportamento vigilante, inteligente, nobre e majestoso.
Cabeça: braquicefálica, massuda, com o crânio largo na altura dos zigomas, seu comprimento total atinge cerca de 30% da altura na cernelha. Pele abundante com rugas e pregas, das quais, partindo do canto distal externo da pálpebra, surge uma prega típica e bem marcada indo até a comissura labial. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas.
Crânio: largo e achatado, particularmente entre as orelhas e ligeiramente convexo na região anterior. As arcadas zigomáticas são muito pronunciadas, mas com músculos planos. A largura é maior que 50% do comprimento total da cabeça. As arcadas superciliares são muito desenvolvidas, a sutura metópica é marcada, a apófise occipital apenas marcada.
Região Facial:
Trufa: sobre a mesma linha da cana nasal sem projetar-se além da linha anterior dos lábios; deve ser volumosa com narinas grandes e bem abertas. A pigmentação acompanha a da pelagem: preta nos exemplares pretos, escura nos de outras cores e marrom nos de pelagem mogno.
Focinho: muito largo e profundo, seu comprimento corresponde ao da cana nasal, sendo próximo a 33% do comprimento total da cabeça. As faces laterais são paralelas, de maneira que, visto de frente, dá ao focinho uma forma, praticamente, quadrada.
Lábios: de pele pesada, espessa e abundante. Visto de frente, os lábios formam um “V” invertido. A linha inferior do focinho é formada pelo contorno do lábio superior. Sendo o ponto mais baixo a comissura labial, situada na vertical do canto externo do olho, com as mucosas visíveis.
Maxilares: forte, com ossos mandibulares bem robustos e arcadas dentárias perfeitamente encaixadas. A mandíbula deve ser bem larga com incisivos alinhados.
Dentes: brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos. Os incisivos do maxilar tocam com sua face posterior , a face anterior dos incisivos da mandíbula (mordedura em tesoura).
Olhos: de inserção frontal, bem afastados e ligeiramente aprofundados, com o contorno das pálpebras tendendo ao redondo. A cor da íris acompanha a cor da pelagem.
Orelhas: em relação do talhe do cão, são pequenas, de formato triangular, inseridas acima das arcadas zigomáticas. Quando inteiras, são achatadas e portadas pendentes e rente às faces, quando operadas formam um triângulo quase equilátero.
Pescoço:
Perfil: linha superior levemente arqueada.
Comprimento: em torno de 28% da altura da cernelha.
Forma: de tronco de cone e bem musculado, o perímetro, na metade do seu comprimento, é igual a 80% da altura na cernelha.
Pele: a linha inferior do pescoço é rica em peles soltas que formam uma barbela dupla, menos abundante, começa logo atrás da mandíbula e termina na metade do comprimento do pescoço.
Tronco: o comprimento do tronco ultrapassa a altura da cernelha em 10%.
Linha superior: a linha superior do dorso é reta, onde a cernelha se apresenta larga, longa e não muito elevada.
Dorso: largo de comprimento em torno de 33% da altura da cernelha. A região lombar deve fundir-se harmoniosamente com o dorso, pela musculatura de largura bem desenvolvida. Caixa torácica ampla, com costelas longas e bem arqueadas. O perímetro torácico ultrapassa em 25% a altura na cernelha (altura + 25%).
Garupa: larga, robusta e bem musculada. Com angulação em torno de 30°. Comprimento igual a 30% da altura na cernelha. Ancas proeminentes a ponto de alcançar a linha superior do lombo.
Peito: largo, amplo com os músculos peitorais bem desenvolvidos. A largura está em relação direta com a do tórax atingindo os 40% a 45% da altura na cernelha. A ponta do esterno está situada no mesmo nível da ponta do ombro.
Cauda: com base larga, grossa na raiz; robusta, adelgando-se ligeiramente, para a ponta. O comprimento atinge o nível dos jarretes. Amputada, a cerca de 66% do seu comprimento, portanto permanece cerca de 33%. Em repouso é portada pendente e em cimitarra; em movimento, eleva-se até a horizontal, ou um pouco mais do alto do dorso.
Membros anteriores: em conjunto, os aprumos vistos de qualquer ângulo são verticais com uma ossatura robusta e bem proporcionada.
Ombros: de comprimento em torno de 30% da altura na cernelha fazendo um ângulo de 50º a 60º com a horizontal. A musculatura é bem desenvolvida com músculos longos e bem contornados. O ângulo da articulação escápulo-humeral é de 105° a 115°.
Cotovelos: abundantemente revestidos por uma pele frouxa, trabalhando moderadamente ajustados à parede torácica.
Antebraços: de comprimento quase igual ao do braço em posição perfeitamente vertical, dotado de uma ossatura robusta e de uma musculatura seca e bem desenvolvida.
Carpo: articulado na vertical do antebraço, bem largo, seco e liso.
Metacarpo: chato, articulado no prumo do antebraço. Inclinado em torno de 70° a 75° com a horizontal. De comprimento aproximado de 16,5% do comprimento do membro, do solo ao cotovelo.
Pata: redonda, volumosa, com os dedos bem arqueados e bem fechados. Almofadas plantares secas, solas duras e bem pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.
Membros posteriores: no conjunto são robustos e poderosos, cuja proporção assegura a propulsão necessária ao movimento.
Coxa: medindo 33% da altura na cernelha fazendo um ângulo em torno de 60° com a horizontal. Larga com músculos grossos e proeminentes, claramente evidenciados. Angulação coxo-femoral é de 90°.
Pernas: de comprimento um pouco inferior ao da coxa e anguladas de 50° a 55°, dotada de robusta ossatura em musculatura bem modelada.
Joelhos: angulação femoro-tibial em torno de 110° a 115°.
Jarretes: bem longos em relação às pernas, de comprimento igual a 25% da altura na cernelha; angulação tibio-tarsiana em torno de 140° a 145°.
Metatarso: robusto e seco, de forma quase cilíndrica; e perfeitamente a prumo. De comprimento em torno de 25% da altura na cernelha. Ergôs, eventualmente presentes deverão ser amputados.
Pata: menor que a dos anteriores, redondas, com dedos fechados. Almofadas plantares secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.
Movimentação: constitui uma das características típicas da raça. O passo é indolente, lento, semelhante ao do urso. O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O Mastino Napoletano raramente galopa. Andadura preferida: passo e trote. O chouto é tolerado.
Pele: espessa, abundante e solta em todo o corpo, particularmente na cabeça onde desenha numerosas pregas ou rugas, e na linha inferior do pescoço, aonde forma barbela.
Pelo: brilhante, denso; todos de igual comprimento, no máximo 1,5 cm., uniformemente liso e fino. Sem apresentar qualquer início de franja.
Cor: de preferência cinza, cinza-chumbo e preto, com eventuais pequenas manchas brancas no centro do antepeito e na ponta dos dedos como também, mogno, fulvo e fulvo-avermelhado (cervo). Todas as cores podem ser tigradas. O avelã, cor de rola (rolinha) e isabela.
Talhe: altura na cernelha: machos de 65 a 75 cm. e fêmeas de 60 a 68 cm., com uma tolerância de mais ou menos 02 cm.
Peso: machos de 60 a 70 quilos; fêmeas de 50 a 60 quilos.
Nota: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção da sua gravidade.
Faltas que desqualificam para o julgamento: (no exame preliminar): prognatismo pronunciado (inferior); cauda enrolada; altura fora dos limites tolerados.
Desqualificações:
1. retrognatismo (prognatismo superior).
2. convergência ou divergência acentuada das linhas crânio e focinho.
3. cana nasal côncava ou muito arqueada.
4. despigmentação total da trufa.
5. despigmentação total da orla das duas pálpebras.
6. estrabismo bilateral.
7. ausência de rugas, pregas ou barbelas.
8. monorquidismo, criptorquidismo.
9. anurismo (ausência de cauda), braquiurismo (cauda curta); congênito ou adquirido.
10. manchas brancas muito extensas.
11. manchas brancas na cabeça.

Norwich Terrier

Em 1870, um criador de Cambridge obteve um pequeno terrier vermelho, muito vivaz, ao qual chamou de norwich. Também um tal Hopkins criou um terrier parecido, mas com pelagem preta e vermelho, ou cinzenta e vermelha, ao qual chamou trumpington terrier. As duas raças, mais tarde foram unidas numa só: o norwich
Apesar de sua antiguidade, a raça só foi reconhecida pelo The Kennel Club em 1932, como o nome de Norwich Terrier.
Em 1964 o Kennel Clube Inglês reconheceu os dois como raças diferentes. A variedade de orelhas eretas continuou sendo chamada de Norwich, a de orelhas caídas passou a ser chamada de Norfolk e ambas as raças se desenvolveram com grande sucesso após a separação.
É uma das menores raças do grupo e como todo terrier, é energético e exímio caçador. Na convivência com a família o norwich têm uma personalidade encantadora e são leais ao seu dono. São cautelosos com estranhos, mas aceitam bem todos a quem são apresentados.
São excelentes cão de alarme e se adaptam facilmente à vida dentro de casa, desde que ele tenha espaço e exercícios para gastar a energia. Na classificação de inteligência o norwich se encontra em 56º posição entre as 133 raças pesquisadas por Stanley Coren, em seu livro “A inteligência dos Cães”.
É uma raça de pêlo duro e não enfrentam muda na mudança de estação. Mesmo assim, precisa de cuidados para que seu pelo se mantenha saudável e bonito. Como sua pelagem repele a maioria dos pós, o norwich não necessita tosa e escovação frequente, algo que o diferencia dos outros terriers.

PADRÃO DA RAÇA 
Padrão FCI nº 072.
Origem: Grã-Bretanha;
Nome de origem: Norwich Terrier;
Utilização: caça.
Classificação FCI – grupo 3 – Terrieres;
Seção 2. – de Pequeno Porte;
ASPECTO GERAL - de um cão pequeno, patas curtas, fogoso, rechonchudo e sólido; substancioso e boa ossatura. As cicatrizes de honra, inevitáveis nos terriers não devem ser injustamente penalizadas. O Norwich é um dos menores terrieres. De índole amável e não é brigão, extremamente ativo e de constituição rústica.
TALHE – altura na cernelha: de 25 à 26 cm.
- - comprimento: (padrão não comenta).
peso: (padrão não comenta).
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TEMPERAMENTO - alegre e intrépido.
- -
PELE - (padrão não comenta).
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PELAGEM - formada por pêlos duros, de arame, e retos, assentados; subpêlo é denso. É mais longo e arrepiado no pescoço, formando uma juba que emoldura a face. Na cabeça e orelhas é curto e liso, com excessão dos ligeiros bigodes e sobrancelhas.
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COR - todos os tons de ruivo, trigueiro, preto e castanho ou grisalho. Marcas brancas são pouco aceitáveis mas admitidas.
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CABEÇA - o comprimento do focinho é menor que um terço do comprimento do crânio, do occipital ao stop.
Crânio - longo e ligeiramente arredondado, boa largura entre as orelhas.
Stop - bem marcado.
Focinho - forte e cuneiforme.
Trufa - (padrão não comenta).
Lábios - bem fechados.
Mordedura - bem estruturados e fortes. Dentes fortes e muito grandes; mordedura em tesoura perfeita e regular, isto é, os incisivos superiores recobrem os inferiores em contato justo e são engastados ortogonalmente aos maxilares.
Olhos - pequenos, de formato oval, escuros, muito expressivos, brilhantes e vivos.
Orelhas - eretas, bem separadas, inserção no topo do crânio. De tamanho médio e pontudas na extremidade. São portadas perfeitamente retas, em atenção. Podem deitar para trás no caso contrário.
- -
PESCOÇO – forte, de bom comprimento em relação ao equilíbrio geral, harmoniosamente inseridos nos ombros bem oblíquos.
- -
TRONCO - compacto.
Linha superior – horizontal.
Cernelha – (padrão não comenta).
Dorso – curto, peito bem profundo.
Peito - longo.
Costelas – bem arqueadas.
Ventre - (padrão não comenta).
Lombo - curto .
Garupa - (padrão não comenta).
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MEMBROS
Anteriores - membros curtos, poderosos e retos; em movimento, trabalham corretamente direcionados para frente
Ombros – (padrão não comenta).
Braços – (padrão não comenta).
Cotovelos – trabalham rente ao tórax.
Antebraços – (padrão não comenta).
Carpos – (padrão não comenta).
Metacarpos – firmes e aprumados.
Patas – redondas. Coxins grossos, pé de gato. Em stay firmes como em movimento e corretamente direcionadas para a frente.
- -
Posteriores - longos, fortes e musculados;
Coxas – (padrão não comenta).
Joelhos – bem angulados.
Pernas – (padrão não comenta).
Metatarsos – (padrão não comenta).
Jarretes – curtos e grande poder propulsivo.
Patas – redondas. Coxins grossos, pé de gato. Em stay firmes como em movimento e corretamente direcionadas para a frente.
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Cauda - não há obrigatoriedade em operar a cauda
a) cortada medianamente curta, inserida no nível da linha superiror e portada empinada.
b) de comprimento moderado para o equilíbrio geral; espessa na raiz adelgaçando para a ponta; portada tão reta quanto possível, portada acima da horizontal sem ser empinada em excesso.
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Movimentação - membros anteriores movimentam-se corretamente direcionados para a frente; os posteriores seguem a trilha dos anteriores; os jarretes são paralelos; angulação permite mostrar as almofadas plantares.
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Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
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DESQUALIFICAÇÕES - as gerais.

Old English Sheepdog (Bobtail)

O bobtail deve seu nome à cauda curta, típica da raça. Na Argentina, como em outros paises de língua não inglesa, é chamado velho pastor inglês. A antiguidade da raça é um fato comprovado, ainda que hoje, como pastor, seja mais empregado no Novo Continente que no Velho, onde muitas vezes sua maior popularidade é como cão de luxo e companhia. Ausência quase total de cauda neste cão, a voz particularíssima, o passo um pouco parecido com o balanço de um urso, sua grande afetuosidade e inteligência justificam a admiração que suscita nos ambientes elegantes. De todos os novos, é como hábil colaborador dos pastores que esta antiga raça inglesa encontrou estima e confiança através dos séculos.
Não é fácil precisar a arigem desta raça. Apresenta diversas analogias com o russo owtchar, do qual não se tem notícia segura, más sabe-se que vários exemplares chegaram ä Inglaterra em barcos provenientes do Báltico. Ë muito parecido com o briad francês e o Bergamasco italiano. Na Inglaterra há aqueles que reconhecem entre os antepassados do bobtail o barbon e o deerhound.
A raça alcançou a estabilidade das suas características atuais há aproximadamente um século, difundindo-se sucessivamente no Sul da Inglaterra e no Norte, isto é na Escócia, originando presumivelmente o bearded-collie.
À diferença do que ocorre com a raça escocesa, uma antiga tradição queria que se amputasse a cauda ao botail; diz-se que na origem deste costume estava a necessidade de distinguir os cães de trabalho, isentos de impostos, dos de luxo, pelos qual esta necessário pagar impostos.
PADRÃO DA RAÇA: 
Aspecto geral - forte, quadrado, de constituição robusta, pelagem densa, com os olhos e a boca revestidos pela pelagem da cabeça.
Talhe
altura: mínimo, machos 61 cm e fêmeas 56 cm.
comprimento: (padrão não comenta).
peso: (padrão não comenta).
Pelagem - dupla, abundante, áspera e reta. A cabeça é recoberta as orelhas são moderadamente recobertas, o pescoço e os anteriores são bem recobertos, mais abundante nos posteriores. A abundância de pêlos é mais importante que o comprimento.
Cor - cinza, acinzentado ou azul: corpo e posteriores de cor uniforme, com ou sem manchas brancas nas extremidades dos membros. A cabeça, pescoço, membros anteriores e face ventral do corpo devam ser brancos, com ou sem manchas. Qualquer tonalidade de marrom é indesejável.
Cabeça - 1:1
Crânio – volumoso e quadrado, arcadas superciliares bem arqueadas.
Stop - bem definido
Olhos – bem separados, escuros, azuis ou um de cada cor, pálpebras pretas.
Orelhas – pequenas, portadas caídas rente às faces.
Focinho – forte, quadrado e truncado.
Trufa - grande e de cor preta com narinas amplas.
Lábios - (padrão não comenta).
Mordedura – em tesoura, tolerável em torquês.
Tronco - bem curto e compacto com linha superior ascendente.
Pescoço – de bom comprimento, forte e graciosamente arqueado.
Dorso – com a cernelha mais baixa que o lombo.
Lombo – forte, largo e ligeiramente arqueado.
Costelas – bem arqueadas.
Peito – profundo e amplo.
Ventre – (padrão não comenta).
Membros -
Ombros – bem inclinados
Anteriores – retos e de boa ossatura.
Posteriores - bem angulado, coxas largas, jarretes curtos, sem ergôs.
Patas – pequenas, arredondadas, fechadas, dedos bem arqueados.
Cauda – costuma-se amputá-la completamente.
Movimentação - com roll semelhante ao do urso, podendo fazer o passo de camelo. A cabeça pode ser portada naturalmente mais baixa.
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
Manchas nas áreas uniformes devem ser desencorajadas

Otterhound

Já vimos que na Inglaterra existe o foxhound para a raposa, o harrier para a lebre e o cervo, o bloodhound pra o javali, o beagle também para a lebre e principalmente, para o coelho selvagem. Outro sabujo especialista é o otterhound, caçador de nutrias (“otter” significa nutria), animal que vive nas tocas cuja entrada esta situada debaixo do nível da água. Em galerias superiores, em terreno seco, a nutria pare e cria seus filhotes: formidável nadadora alimenta-se de peixes e é muito temida pelos piscicultores, cujo patrimônio empobrece. O otterhound possui, portanto, as qualidades necessárias para caçar nútrias no seu habitat natural.
A respeito das suas origens, supõe-se que deveria dum cruzamento entre o terrier de pêlo duro e o southerhound, ou entre o harrier e um terrier de pêlo ou um griffon (é possível que alguns griffons nivernais tenham sido importados à Inglaterra com esse propósito); finalmente, alguns fazem que o otterhound descenda do blodhound e de um cão desconhecido, que teria lhe conferido o pêlo duro característico da raça.
PADRÃO DA RAÇA: 
OTTERHOUND*
(*) Otterhound = sabujo de lontra.
Padrão FCI nº 294.
Origem:Grã-Bretanha ;
Nome de origem: Otterhound;
Utilização: caça de lontra.
Classificação FCI – grupo 6 – Sabujos e Cães de Pista de Sangue;
Seção 1.1.1. – Sabujos de Grande Porte.

ASPECTO GERAL - de grande porte, membros retos saudável, pelagem áspera com uma cabeça majestosa, tronco robusto e flexível, bom alcance de passadas. Pelagem rústica, dupla e patas grandes é essencial. Movimentação fluente. Sabujo de grande porte, antes de tudo construído para longos dias de trabalhos na água, mas capaz de galopar em terra.
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TALHE
- altura na cernelha:
machos 67 cm;
fêmeas 60 cm.
- - comprimento: (padrão não comenta).
peso: (padrão não comenta).
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TEMPERAMENTO - amável e temperamento equilibrado.
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PELE - (padrão não comenta).
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PELAGEM - longa de 4 a 8 cm, densa áspera, dura sem ser de arame, e impermeável; de aspecto duro. Pêlos mais macios na cabeça e naturalmente na parte inferior dos membros. Subpêlo visível devendo, tanto a pelagem quanto o subpêlo ter uma leve textura oleosa. Não deve ser tosado para exposições. A apresentação deverá ser natural.
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COR - todas as cores reconhecidas para os sabujos são permitidas: inteiramente coloridos em, cinza, areia, ruivo, trigueiro, azul; essas podem ter leves marcas brancas na cabeça, antepeito, patas e ponta da cauda. Os cães brancos devem apresentar uma leve coloração limão, azul ou marcas de texugo características. Preto-e-castanho, azul-e-castanho, preto-e-creme, ocasionalmente fígado, castanho-e-fígado, castanho-e-branco. Cores não permitidas: fígado-e- branco, corpo branco com marcações preto e castanho claramente separadas. A pigmentação das mucosas deve harmonizar-se, embora não necessariamente, combinando com a cor da pelagem; por exemplo um sabujo castanho pode ter a trufa e a orla das pálpebras marrons. Permitida a trufa levemente manchada.
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CABEÇA - bem delineada, muito imponente, mais profunda que larga, bem torneado nos malares, , com ligeira elevação do occipital. Sem traços carrancudos ou de inchaço na testa, expressão aberta e amável. A distância da trufa ao stop é ligeiramente menor que do stop ao occipital. O conjunto da cabeça exceto a trufa bem revestida com pêlos ásperos, terminando em leves bigodes e barba.
Crânio - crânio suavemente arqueado sem ser rústico nem caricaturesco
Stop - marcado embora sem exageros
Focinho - robusto, profundo.
Trufa - bem ampla, e narinas bem abertas.
Lábios - bem pendentes e pesados sem exageros.
Mordedura - maxilares fortes, largos bem encaixados com uma mordedura em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores ultrapassam os inferiores de maneira justa e são nascidos ortogonalmente aos maxilares.
Olhos - inseridos moderadamente profundos; olhos de falcão revelados suavemente. A pigmentação da orla das pálpebras varia conforme a cor da pelagem (um sabujo azul e castanho tem olhos castanhos). Olhos amarelos são indesejáveis.
Orelhas - característica exclusiva da raça. Longa, pendente, inseridas no nível do canto dos olhos; atingindo facilmente a trufa quando levadas à frente, com a dobra característica. Bordas dobradas ou enroladas para dentro conferindo um curioso cacho de aspecto de cortina – item essencial que não deve passar desapercebido. Bem revestidas de pêlos e franjadas.
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PESCOÇO – longo, poderoso, de conexão suave com os ombros bem angulados. Ligeira barbela é permitida.
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TRONCO -
Linha superior – de nível.
Cernelha – (padrão não comenta).
Dorso – largo
Peito - profundo com a caixa torácica bem arqueada em formato oval e razoavelmente profunda.
Costelas – bem anguladas para trás proporcionando bastante espaço para os pulmões e o coração; nem muito ampla nem muito estreita.
Ventre - (padrão não comenta).
Lombo - curto e forte.
Garupa - (padrão não comenta).
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MEMBROS
Anteriores - membros com boa ossatura, retos do cotovelo ao solo.
Ombros – bem inclinados.
Braços – (padrão não comenta).
Cotovelos – (padrão não comenta).
Antebraços – (padrão não comenta).
Carpos – (padrão não comenta).
Metacarpos – fortes e ligeiramente inclinados.
Patas – grandes, redondas bem arqueadas, almofadas plantares e digitais grossas e corretamente direcionados para a frente. As membranas do palmípede são evidentes.
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Posteriores - muito fortes; visto de qualquer ângulo, bem musculados, visto por trás, moderadamente afastados. Angulação moderada.
Coxas – pesadamente musculadas.
Joelhos – (padrão não comenta).
Pernas – pesadamente musculadas.
Metatarsos – (padrão não comenta).
Jarretes – bem curtos e corretamente direcionados para a frente. Verticais
Patas – grandes, redondas bem arqueadas, almofadas plantares e digitais grossas e corretamente direcionados para a frente. As membranas do palmípede são evidentes.
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Cauda - (rígida) de inserção alta, portada para cima em alerta ou em movimento, jamais enrolada sobre o dorso e pode pender, quando em repouso. Grossa na raiz, afinando para a ponta; a última vértebra caudal deve alcançar o nível dos jarretes e é portada reta ou ligeiramente curva. Os pêlos na face ventral da cauda mais para longos e mais profusos do que na face dorsal.
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Movimentação - muito solta e bamboleante a passo; passando imediatamente para uma passada longa e flexível, saudável e trote ativo. O galope é suave excepcionalmente longo.
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Faltas - avaliadas conforme a gravidade.

Pastor Alemão

Ainda como caçador, no período paleolítico, o homem era acompanhado nas suas andanças pelos continentes europeu e asiático, e mesmo na viagem para a América do Norte, por cães selvagens que se alimentavam dos restos dos animais caçados.
Tornando-se sedentário, necessitando proteger as plantações e criações de animais, principalmente ovelhas, fornecedoras de carne e lã, o homem viu no cão o vigia necessário e o domesticou.
No norte da Holanda e no Turquestão foram encontrados esqueletos de cães e de uma espécie domesticada de ovelha que teriam vivido há 8000 anos, mostrando a estreita relação entre os dois animais.
A continuidade ancestral do pastor alemão atual pode ser comprovada pela semelhança entre eles e fósseis de cães que teriam vivido na Idade do Bronze e, na Alemanha, entre os séculos XII e XIII.
Desenvolvendo a agricultura extensiva, sem cercas, os alemães necessitavam de cães que evitassem a invasão das culturas pelas ovelhas. Para essa atividade foram criadas todas as famílias de cães pastores.
Assustadiças e debandando pelo simples pânico de um só elemento, o pastoreio das ovelhas exige um animal forte e com movimentação desenvolta com o mínimo gasto de energia.
O moderno cão pastor alemão teve sua origem no cruzamento de cães usados no pastoreio nas regiões alemãs de Wüttemberg, da Turíngia, das duas Saxônias e da Germânia meridional.
Em 1899 foi fundada a Verein für Deutsche Schäferhunde (SV), hoje sediada em Augsburg e possuindo mais de 100 000 sócios distribuídos por 19 sociedades estaduais alemãs. O primeiro cão registrado na SV foi Hektor Linksrein, mais conhecido por Horand v. Grafrath, de propriedade do capitão da cavalaria Max v. Stephanitz, uma das maiores lideranças do programa de unificação da raça. Horand deu origem ao tronco genético responsável por tudo que hoje existe do pastor alemão. A SV influencia a criação pastoreira em todo o mundo.
O pastor alemão é o cão que provoca mais emoções no público. Usado pelas forças militares alemães nas duas Grandes Guerras foi odiado pelos aliados, proibido de entrar em alguns países e teve o nome trocado para pastor alsaciano. Felizmente, por suas atividades de guarda, guia de cego, pastoreio, farejador, companheiro, cão policial e estando presente no salvamento em todas as catástrofes que atingem a humanidade, o pastor alemão mudou esta imagem. Hoje é a única raça de cães que está entre os três primeiros lugares em registros de filhotes em quase todos os países com cinofilia adiantada.
O standard da raça seguido no Brasil, o do FCI, exige um cão harmonioso, substancioso, nobre, expressão forte e valente sem ser hostil. Deve ser um animal mais longo que alto, numa proporção de 10:8.8. Mediano, com altura, medida na cernelha, entre 55 a 60 cm para as fêmeas e 60 a 65 cm para os machos. Excetuando o branco, todas as cores são permitidas. O cinza ferro, o cinza com partes amarelas, o preto e o amarelo com capa preta são as cores mais encontradas, sendo aceita pequena mancha branca no peito.
A pelagem é dupla, o pêlo denso e um sub-pêlo, situado mais profundamente e que, como uma lã de vidro, protege o animal contra insetos, umidade e temperaturas extremas. As típicas orelhas devem ser bem implantadas, moderadamente pontudas, largas na base, abertas para frente e trazidas eretas quando em atenção e com as linhas medianas perfeitamente verticais e paralelas entre si.
Olhos medianos, amendoados, implantados obliquamente, com a coloração mais escura possível e nunca salientes. Pescoço forte que, quando o animal está em movimento, mantém perfeito prolongamento entre a cabeça e o tronco. A garupa deve ser longa, de boa largura e levemente inclinada. A cauda deve ser cheia, com implante disfarçado na garupa; em repouso desce suavemente em curva tipo sabre e, em movimento, eleva-se tornando um prolongamento do dorso. Importantíssimo no pastor alemão são as angulações dos trens anterior e posterior. As angulações dos membros posteriores consistem de uma série de ângulos retos entre os ossos. Com o membro fletido, o fêmur e a tíbia e a tíbia e o metatarso devem formar ângulos aproximados de 90 graus e o eixo do coxal forma um ângulo de 45 graus com o plano horizontal do dorso. No trem anterior, o úmero e a escápula formam um ângulo de 90 graus, o metacarpo deve ter uma inclinação de 30 graus em relação ao solo, a escápula deve formar um ângulo de 45 graus com o plano horizontal da linha superior e o pescoço um ângulo de 45 graus com a linha do dorso. Há uma correlação entre os ângulos formados pelos ossos dos trens anterior e posterior. O tamanho dos ossos são também muito importantes, devendo o fêmur e a tíbia serem do mesmo comprimento, assim como a escápula e o úmero. Estas características angulares, aliadas a uma forte musculatura, permitem ao pastor alemão realizar, sem grandes esforços, a sua marcha elástica, ampla e harmônica que caracterizam o trotador por excelência. Os membros movimentam-se em diagonal e em dois tempos: ao impulsionar com o membro traseiro esquerdo avança o anterior direito e ao impulsionar com o traseiro direito avança o dianteiro esquerdo. Num determinado momento, os quatro membros ficam fora do chão com o animal livre no ar sem apoio (trote flutuante). Diferentemente de outras raças, durante o movimento os pés aproximam-se da linha média do corpo permitindo maior rendimento e um maior equilíbrio. Uma máquina de andar.
STANDARD OFICIAL PARA A RAÇA PASTOR ALEMÃO
(Standard FCI Nº 166/23.03.1991/D.)
O cão Pastor Alemão ressalta logo à primeira vista como um animal harmonioso, bem proporcionado, mais logo do que alto e com um perfeito equilíbrio entre todas as diversas partes do seu todo. É um animal nobre, forte e vivaz, substancioso, sem ser grosseiro, evidência tanto em repouso como quando em repouso como quando em movimento, perfeito apuro muscular e lapides, tal um atleta em perfeita forma.
É dotado de uma personalidade marcante, expressão direta e destemida, sem, contudo se mostrar hostil, confiança própria, firmeza de nervos e uma certa reserva que não o predispõe à amizades imediatas e indiscriminadas; enfim de uma nobreza natural e marcante, seguro de si e que por si só impõe confiança, respeito e admiração.
Seus caracteres sexuais secundários são evidentes, dando ao exemplar, logo à primeira vista, a aparência de um macho ou de uma fêmea; aqueles com um porte e comportamento decididamente masculino e estas inconfundivelmente femininas, insertas, porém, de qualquer fragilidade estrutural ou brandura de temperamento.
PELAGEM
Cão Pastor Alemão possui pelagem dupla; sub-pêlo e sobre-pêlo. A quantidade de sub-pêlo vária conforme a estação do ano e o tempo de vida ao ar livre, mas deve estar sempre presente, a fim de protegê-lo da água, temperaturas extremas e insetos. A sua ausência é considerada como falta e como tal punida.
O sobre-pêlo apresenta-se em 3 (três) tipos:
PÊLO RIJO NORMAL: Neste tipo, ideal, o sobre-pêlo é o mais denso possível, composto de fios retos, duros, e bem deitados ao corpo. A cabeça inclusive, interior das orelhas, partes interiores das pernas, patas e dedos são providos de pêlos mais curtos e menos ásperos. Já no pescoço a pelagem é levemente mais comprida e forte. Nos membros dianteiros e traseiros os pêlos são em seus anteriores levemente mais curtos e bem deitado ao corpo: alonga-se e elevando-se para as faces posteriores em extensão aos metacarpos e jarretes, chegando, quando nas coxas, a formar calças moderadas.
O comprimento nesse tipo vária levemente na média dos 5 (cinco) centímetros, todavia o muito curto, chamado de rato, ou topeira é indesejável.

PÊLO RIJO COMPRIDO: Os fios são mais alongados, nem sempre retos e antes de tudo não bem deitados ao corpo. Na parte inferior das orelhas e em suas faces posteriores, já bem mais alongados e delicados, formados por vezes tufos. Nas faces posteriores dos membros, assim como na inferior da cauda, pelo seu alongamento, chegam a formar bandeira e, quando nas coxas densos culotes. O tipo de cauda é sempre tufado. Esse tipo de pelagem não se apresenta com a mesma resistência da normal, razão porque é indesejável, permitindo-se, todavia, na reprodução os possuidores de sub-pêlo denso em todo o corpo.
PÊLO COMPRIDO: Ë bem mais alongado que o precedente, mais sedoso e ondulado, repartindo-se normalmente em dois ao longo da linha de dorso, caindo para os flancos. Geralmente, esses animais são dotados de peitos mais estreitos com formação de focinho mais afilado. Este tipo, indesejável, deve ser proibido à reprodução.
COLORAÇÃO
Excetuando o branco, todas as cores são permitidas no cão Pastor Alemão: preto, cinza-ferro, cinza ou unicolor ou com partes marrom, amarelo, bege e cinza claro, capa-preta e todas as suas variações. Em todos esses tipos, uma pequena mancha branca no peito não é sinal de defeito.
O sub-pêlo é, com exceção dos animais pretos, sempre levemente colorido.
A coloração do filhote é somente definida quando do aparecimento do sobre-pêlo definitivo.
PIGMENTAÇÃO
No cão Pastor Alemão todas as colorações deverão ser fortes, ricas e de pigmentação bem definida sem o menor indicio de desbotamento. Sinais de despigmentação como: olhos claros, unhas brancas, partes internas dos membros, inferior no tronco e cauda esbranquiçada, deverão ser penalizadas de acordo com sua intensidade. Os brancos e os de características albinos serão desqualificados e vetados a reprodução.

ESTRUTURA
O cão Pastor Alemão é um cão de utilidade, trotador por excelência e, como tal, sua estrutura foi criada para atender às exigências de seu trabalho sob as mais diversas condições.
ALTURA: É um animal levemente acima do tamanho médio. A sua altura, medida por uma perpendicular tirada da ponta da cernelha, com a pelagem comprida, ao solo em nível, tangenciando o cotovelo, deverá ser:
Para os machos: de 60 a 65 cm.
Para as fêmeas: de 55 a 60 cm.

Variação para mais ou para menos diminuem o seu valor com cão de utilidade e como tal deverão ser penalizados.
COMPRIMENTO: É tomado em perfeita horizontal da ponta do externo a ponta do ísquio.
PROPORÇÃO: O cão Pastor Alemão é mais comprido do que alto e a fim de melhor poder cumprir as finalidades para a qual foi criado, a proporção ideal, entre comprimento e altura é aquela compreendida na razão de 10:8.8.
CABEÇA: Forte e de traços bem marcantes, caracterizando-se pela nobreza. Deve ser bem proporcionada ao corpo sem, contudo ser grosseira, muito embora certo grau de rusticidade, especialmente nos machos, seja falta menor do que um super-refinamento.
CRÂNIO: Moderadamente largo entre as orelhas. Quando visto de frente, a lesta é somente um pouco abaulada, sem sulco central ou então só levemente abaulada, vai se inclinando e afilando em direção ao encaixe do focinho onde forma um “stop” obliquo não muito marcado, mas sempre presente.
FOCINHO: Em forma de cunha, alongado e forte, sua linha superior praticamente reta é paralela a um prolongamento imaginário da linha da testa. Visto de frente, com boa base e de narinas bem desenvolvidas, delineadas e sempre úmidas.
BOCHECHAS E LÁBIOS: De bom desenvolvimento, correndo lateralmente numa curvatura suave e sem projetar-se para a frente. Lábios fortes, firmes e bem aderidos oferecendo perfeito fechamento á boca.
MAXILARES: Fortemente desenvolvidos, oferecendo perfeito e sólido encaixe aos dentes. O inferior fraco, estreito e curto, aparentado proeminência do focinho é falta e como tal punida.
ORELHAS: Devem ser moderadamente pontudas, bem implantadas, largas na base, abertas para frente e trazidas eretas quando em atenção: sendo ideal aquela posição na qual suas linhas medianas sejam perfeitamente verticais e paralelas entre si.
Bem inseridas, bem coladas e bem trazidas e equilibradas com a cabeça contribuem para a aparência e expressão do animal.
Orelhas muito pequenas, muito grandes, de inserção baixa, abertas, não firmes, caidas e operadas são indesejáveis. As mortas devem ser proibidas à reprodução.
Os filhotes, usualmente, não se erguem permanentemente antes do 4º ao 6º mês e algumas vezes ainda mais tarde.
OLHOS: De tamanho médio, amendoados, implantados obliquamente e nunca salientes. A sua cor deve ser a mais escura possível, tolerando-se, todavia os mais claros desde que se harmonizem perfeitamente com a coloração geral do animal. Sua expressão deve ser bem viva, inteligente e serena.
DENTES: Em número de 42 (20 superiores e 22 inferiores) na dentição definitiva, fortemente desenvolvidos, branquíssimos e de perfeita implantação. Com a boca fechada a face interna dos incisivos superiores deverá atritar com a face externa dos incisivos inferiores (mordedura em tesoura) o que dá ao animal uma presa mais segura e um menor desgaste dos mesmos. Quando os incisivos da arcada inferior deixarem de atritar com a face interna dos superiores, separando-se, haverá prognatismo superior, o que constitui uma falta. Quando os incisivos superiores baterem contra os incisivos inferiores (mordedura em torquês) é de todo indesejável. A face interna dos incisivos inferiores atritando com a face externa dos incisivos superiores ou os sobrepujando, apresentando-se o prognatismo inferior que constitui uma falta muito grave.
A ausência de qualquer dente, é falta e como tal punida de acordo com as normas. Dentes de cinomose descoloridos, quebrados e gastos serão punidos de acordo com a gravidade.
PESCOÇO: Deve ser forte, musculoso, bem torneado, oferecendo uma ligação harmônica entre cabeça e tronco completamente livre de dobras ou peles soltas em sua parte inferior.
Com o animal em atenção, cabeça e pescoço devem alçar-se; quando em movimento o porte ideal será com a cabeça mais a frente e em perfeito prolongamento do dorso e cernelha e nunca para o alto ou para baixo.
LINHA SUPERIOR: Esse conjunto deve oferecer uma continuidade harmônica entre Cernelha, Dorso, Lombo, Garupa e Cauda; perfeitamente equilibrado.
CERNELHA: Deve ser forte, bem desenvolvida e conformada, mais alta do que o dorso e inclinando-se levemente para este, oferecendo um perfeito encaixe das omoplatas (e vértebras).
DORSO: Perfeitamente reto e horizontal, fortemente desenvolvido, sem abaulamentos ou convexidades e relativamente curto.
LOMBO: Quando visto pôr cima, deve ser largo e forte unindo-se suavemente ao dorso, e quando visto de lado, não apresenta espaço entre a última costela e a coxa.
GARUPA: Longa, de boa largura e levemente inclinada e bem recoberta de músculos. Garupa horizontal ou plana, muito curta ou caída são consideradas como faltosas e ideal aquela que apresenta uma inclinação de perto de 30º com a linha do dorso, partindo desta em ligação suave.
CAUDA: Cheia, devendo a última vértebra alcançar, no mínimo, a ponta do jarrete e usualmente ainda mais baixo; de inserção disfarçada tipo sabre. Quando o animal em movimento, a cauda deve elevar-se tornando-se um prolongamento do dorso; maiores elevações depreciam a aparência sendo permissíveis em caso de excitação, até uma linha imaginária que seria a perpendicular sobre a sua inserção: ultrapassá-la ou não sair de repouso (cauda morta) é falha.
Cauda em gancho e algumas vezes em lateral é indesejável. Caudas cortadas ou aparadas desqualificam; as muito curtas e as de extremidades rombudas, devido à anquilose, acavalamento ou fusão de vértebras são faltosas.
TRONCO: A estrutura geral do corpo deve dar a impressão de profundidade e solidez, mas sem excesso de volume. O seu comprimento deve ultrapassar a altura da cernelha na proporção devida, os curtos e alongados deverão ser personalizados.
ANTEPEITO: Iniciando-se no pró-externo, bem cheio e descendo bastante entre os membros sem, contudo, ultrapassar a ponta do cotovelo; não revelando largura demasiada e muito menos qualquer indício de concavidade.
PEITO: Profundo e de boa capacidade oferecendo bastante espaço para pulmões e coração. Bem projetado para a frente com o pro-externo salientando-se bem a frente dos ombros, quando cisto lateralmente.
COSTELA: Devem ser de boa saliência com relação à coluna vertebral, inclinando-se para trás com relação à esta em ângulo perto de 45º. Bem espaçadas e desenvolvidas, unindo-se em baixo ao estremo que desce suavemente acima do ponto do cotovelo. Não devem Ter curvatura em forma de barril e não serem achatadas.
ABDOMEN: Firme, nunca flácido nem caído. A linha inferior é apenas levemente entrante nos flancos, mas nunca esgalgada, sendo nas fêmeas muito menos acentuada no que nos machos.
MEMBROS:
Dados a sua condição de trotador, no cão Pastor Alemão os membros devem ser proporcionados e angulados de tal maneira que permite, sem uma alteração de sua linha superior, avançar as pernas propulsoras próximas ao centro de gravidade do animal, assim como distender as anteriores em igual extensão.
ANGULAÇÕES ANTERIORES: AS omoplatas devem ser compridas e bem coladas ao corpo, ficando suas extremidades superiores bem unidas para a frente, num ângulo de 135 graus com a linha de dorso, em direção ao ponto onde articula com o úmero(braço) de igual comprimento, formando o ângulo escápulo-umeral bem próximo aos 90 graus. O conjunto assim formado, denominado ombro, deve apresentar-se consistente, bem colado ao corpo, musculoso e nunca solto ou entrante.
POSTERIORES: Deve também consistir numa série de ângulos retos, considerados os ossos em relação uns aos outros. O fêmur (osso da coxa) deve ser paralelo à omoplata e a tíbia (perna) ao úmero. O conjunto da coxa deve ser largo e bem musculoso, com o fêmur e a tíbia alongados e de igual comprimento, formando entre si um ângulo próximo também a 90º.
PERNAS: Os ossos das pernas, antebraço, devem ser retos e ovalados; nunca redondos chatos ou com esponjocidades. Como duas pilastras, perfeitamente verticais ao solo sob todos os ângulos, devem equilibrar com a massa do animal, e sem serem grosseiros, contribuírem para a impressão geral de substância. Ossos tortos, mal aprumados, de formação raquítica são decididamente indesejáveis.
METACORPOS: De comprimento médio, firmes e fortes; oferecendo bastante molejo. Devem formar com a linha de solo um ângulo próximo a 60º e, quando vistos de frente, situarem-se no mesmo eixo das pernas. Os eretos, cedentes e desviados são indesejáveis.
METATARSOS: Curtos, lisos, de seção bastante forte; salientando-se em ponta resistente e bem definida. Quando o animal em perfeito “Stay” e de perna avançada, forma um ângulo de 45º com a linha de solo e o recuado situa-se em perfeita vertical vistos por de trás perfeitamente paralelos e colocados no prumo de encaixe na bacia.
PÉS: Fortes, compactos, com dedos bem arqueados; providos de almofadas grossas, bem unida, duras e de bastante espessura; unhas curtas, fortes e escuras. Ergots encontram-se as vezes em determinadas linhagens, devendo ser cortados após o nascimento. Os chamados “pé de gato”, assim como os finos, de dedos espalmados e os de “lebre” são indesejáveis.
MOVIMENTAÇÃO
É desembaraçada, harmônica, ampla e elástica: parecendo, sem esforço, macia e ritmica. Trotador por excelência, sua andadura se processa pela forma mais simples; em 2 tempo, isto é, em diagonal. Ao propulsionar com o traseiro esquerdo avança o dianteiro esquerdo, tudo numa sequência rápida, rente ao chão, sem qualquer deles se elevarem alto, quer no seu impulso traseiro, quer no alcance dianteiro.
Atingindo bem a frente na mediana do corpo próximo ao centro de gravidade, o forte propulsor agarra-se ao chão e então, metatarso, joelho e coxa, entrando em ação empuxo fortemente para trás, transmitindo através da garupa ao lombo, dorso e cernelha um vigoroso impulso aos anteriores ocasionando a abertura dos ombros em sua máxima amplitude o que vem permitir às pernas dianteiras alcançarem o mais possível a frente em perfeito equilíbrio com o avanço traseiro, sem perda em rendimento; movimento esse mantido graças às perfeitas correlações angulares e a completa coordenação muscular do conjunto.
As pernas do cão Pastor Alemão não se movimentam em linhas paralelas e separadas como em outras raças, mas seus pés aproximam-se sempre da linha mediana do corpo, para a manutenção do equilíbrio e maior rendimento durante o trote e é por essa razão que, quando visto pela frente ou por trás, seus pés parecem movimentar-se juntos; não devendo todavia, nessa sequência, cruzarem-se, oscilarem os jarretes ou forçarem os joelhos para fora, o que seria falta. Em todo esse movimento há sempre um ponto de apoio, todavia, nos melhores exemplares dotados de ideias angulações, posição de garupa e perfeita firmeza da linha superior, dando sequência rápida de passadas e ideal coordenação muscular, chega o momento em que o animal mantém-se completamente livre no ar sem nenhum apoio e a isso se denomina “Trote flutuante”, condição somente alcançada em cães pertencentes a raça Pastor Alemão.
CARÁTER E TEMPERAMENTO:
Temperamento forte, caráter incorruptível, firmeza de nervos, atenção, fidelidade, coragem e alto espírito de luta são caracteristicas marcante da raça; todavia, embora não dado a amizade imediatas e indiscriminadas, quando em companhia de seu condutor deverá permitir a aproximação calma de estranhos, denotando confiança e perfeita controle nervoso, mas, quando exigido, ardente e alerta, capaz e desejoso de servir com toda a força de seu caráter e temperamento.
AVALIAÇÃO DE FALTAS:
DESQUALIFICANTES: Albísmo – animais brancos – orelhas aparadas – orelhas mortas – caudas cortadas – caudas mistificadas – monorquidos – criptorquidos – descontrole nervoso – medo de tiro.
MUITO GRAVES: Prognatismo inferior – falta de 4 pré-molares ou outro qualquer dente excetuado o 3º molar – Caudas de extremidades rombuda – timidez – Falta de confiança – nervosismo – agressividade exagerada – mordedor de medo – sensibilidade ao tiro.
GRAVES: prognatismo superior – falta de 3 pré-molares ou de um terceiro pré-molar o de um terceiro pré-molar o de um terceiro pré-molar – dentição cariosa – sinais fortes de despigmentação – maxiliares fracos – caudas muito curtas – caudas enrroscadas – ausência de sub-pêlo – falta de nobreza – apatia – indiferença – falta de harmonia e proporção -machos afeminados – fêmeas masculinizadas – falta na linha superior – faltas em aprumos – raquitismo – falta de expressão típica do cão d Pastor Alemão.
SIMPLES: mordedora em torquês – falta de 2 pequenos pré-molares – mau porte de orelhas – cabeça refinadas – focinhos alongados – faltas na conformação de pés – deficiência muscular – pelagem imprópria – dentes afetados (descoloridos, gastos, escuros, estragados por cinomose, etc) – olhos claros.
MENORES: falta de um pequeno pré-molar – mau porte de cauda – olhos arredondados – olhos salientes – pelagem imprópria por condições temporárias – musculatura labial enfraquecida – pele solta no pescoço (barbela).

Pastor Belga

No fim do século passado, na Bélgica, a situação das raças pastora apresentava-se confusa: o país estava inundado de cães de todo tipo e estatura, de origens incertas, seguidamente medíocres como condutores de rebanhos, quando não perigosos para o viajante. Em uns pais como a Bélgica, onde está viva em todos os estratos sociais e paixão por selecionar e melhorar as raças de animais domésticos resulta paradóxica a escassa atenção prestada ao cão pastor.
Mas os cinófilos atuaram com decisão. Guiados por Reul, da Escola Veterinária de Cureghem, conseguiram agrupar em poucas raças e variedades dos cães que, mais que outros haviam conservado as características consideradas fundamentais e as qualidades necessárias para auxiliar eficazmente o homem no exercício do pastoreio. Assim chegou-se a fixar um grupo de raças belgas de pastores (groenendael, malinois, tervueren, laekenois) e algumas de suas variedades.
PASTOR BELGA GROENENDAEL – Por sua atrativa linha estética, a pelagem reluzente (longa espessa, preta) o groenendael hoje pode competir com os melhores cães de luxo e de companhia. Com esta raça volta a acontecer o que a muitos outros pastores: a inteligência, as qualidades intelectivas e físicas difundiram a sua utilização em setores distintos do original; é assim que este pastor, valente, afetuoso, vigilante, se há revelado ótimo para a defesa e a guarda e tem sido empregado vantajosamente como auxiliar de ação policial e bélica. Entre as raças de pastores belas, é a mais difundida. Criada por Nicolau Rose, proprietário do castelo de Groenendael, ao sul de Bruxelas, originou-se do acasalamento entre Petite, uma fêmea preta com mancha branca no peito, e o macho Piccard D’ Uccle (exemplar adquirido diretamente a um proprietário de rebanhos) que tinha características físicas análogas as de Petite. Num primeiro momento pensou-se em batizar “Rose” à Raça, em homenagem ao criador, mas conferir este nome a um cão preto como carvão pareceu um contra-senso. Foi assim que se pensou no lugar de origem, o castelo de Groenendael.
PASTOR BELGA LAEKENOIS - Considerado o mais raro dos pastores belgas, ainda é pouco conhecido (e reconhecido) fora do seu país natal. Distingue-se imediatamente pela pelagem singular, áspera, tipo arame, embora não encaracolada.
Esta raça favorita da rainha Maria Henriqueta da Bélgica, e recebeu seu nome do casleto de laeken, onde ela morava. A raça foi oficializada na Bélgica em 1897.
Os laekenois não servem apenas para guardar ovelhas, mas também roupa branca, de cama e mesa. os animais são roriginários da região de Bloom, perto de Antuérpia, sede de importante ind;ustruia de panos de linho. Postos para “corar” ao sol, nos campos, são vigiados pelos cães de pastor.
PASTOR BELGA TERVUREN - O Tervueren, que se diferencia do groenendael por mostrar a cor loura acarvoada, é considerado mais robusto e muitos criadores o utilizam, precisamente para reforçar o sangue da raça afim. Além disso, pode-se dizer que possuem todas as características comuns aos demais cães pastores belgas. O Tervuren surgiu na Escola Belga de Ciência Veternária sob a orientação do professor Reul em 1891.
Com a mesma origem dos demais pastores belgas, o Tervuren demonstra, algumas vezes, o seu parentesco com o Groenendael: do acasalmento de dois Groenendael pode nascer um filhote Tervuren.
PASTOR BELGA MALINOIS - Na região noroeste do país vive o malinois, cão rústico mas não grosseiro, robustíssimo e por esta razão apto para os trabalhos mais diversos. É o único pastor belga de pêlo curto. É também, segundo consta, o mais antigo, originário da região de Malines, famosa por suas rendas.
Ironicamente, foi só quando o valor deste cão muito robusto declinou, no fim do século 19, que todo mundo voltou a se interessar por ele.
Os cães desta raça obtêm sua coloração final, adulta, aos 18 meses de idade.
PADRÃO DA RAÇA:
PASTOR BELGA
Groenandael – Tervueren
Malinois – Laekenois
Padrão FCI nº 015.
Origem: Bélgica;
Nome de origem: Bergers Belges Groenandel, Malinois, Tervueren, Laekenois;
Utilização: pastoreio.
Classificação FCI - Grupo 1 – Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto os Suíços);
Seção 1. – Cães Pastores;

ASPECTO GERAL - quadrado, elegante, robusto, mediolíneo, de cabeça erguida, de olhar esperto e inquiridor.
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TALHE – altura na cernelha: machos 62 cm e fêmeas 58 cm.
- tolerância: + 4 cm /- 2 cm
- perímetro torácico: mínimo 75 cm, na oitava costela.
- profundidade de peito: 31 cm.
- comprimento: 62 cm.
- peso: (padrão não comenta).
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TEMPERAMENTO - (padrão não comenta).
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PELE - (padrão não comenta).
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PELAGEM - dupla, subpêlo lanoso e denso, pêlo de aspecto, comprimento e direção variados, abundante, denso e bem texturizado.
Pêlo longo – curto na cabeça, face externa das orelhas e terço distal dos membros exceto a face posterior do antebraço, do cotovelo ao carpo, revestida de pêlos longos e franjados Longo e liso no restante do tronco e, mais longo e abundante, ao redor do pescoço e antepeito, onde forma uma juba. Na entrada do pavilhão auditivo forma tufos sendo eriçados abaixo da base das orelhas. Muito longo na face posterior das coxas e na cauda, formando plumagem. Groenandel e Tervueren.
Pêlo curto – muito curto na cabeça, face externa das orelhas e face anterior do terço distal dos membros. Curto no restante do tronco, mais denso e eriçado na cauda. No pescoço, forma um colar desde a base das orelhas à ponta do esterno. A face posterior das coxas, franjada com pêlos longos. Malinois.
Pêlo duro – caracterizado pelo grau de aspereza e rusticidade da sua pelagem eriçada. Pêlos de igual comprimento por todo o corpo, sendo obrigatória a presença de pêlos um pouco mais longos e mais duros nos supercílios e focinho. Cauda sem franjas. Laekenois.
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COR
- Groenandael: preto unicolor.
- Tervueren: fulvo-encarvoado, bem saturado. Fulvo claro ou esmaecido não pode ter qualificação EXCELENTE.
- Malinois: fulvo-encarvoado, com máscara preta.
- Laekenois: fulvo com traços de encarvoado, principalmente, no focinho e cauda.
Tolerada uma pequena mancha branca no peito, e ponta dos dígitos.
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CABEÇA - 1:1 – // – comprimento 25 cm – paralelismo de crânio-focinho.
Crânio - comprimento 12,5 cm (metade do comprimento da cabeça), largura média, sulco sagital pouco acentuado.
Stop - moderadamente definido.
Focinho - comprimento de 12,5 a 13 cm, bem cinzelado sob os olhos, largo na base, estreitando-se suavemente.
Trufa - preta, narinas largas.
Lábios - finos, fechando bem ajustados e pretos.
Mordedura - em tesoura, tolerável em torquês.
Olhos - castanho escuros, inserção rente com a pele, tamanho médio, amendoados. Orla das pálpebras, preta.
Orelhas - inserção alta, triangulares, concha bem curvada, rígidas e porte ereto.
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PESCOÇO – ligeiramente alongado e arqueado, sem barbelas.
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TRONCO - comprimento = altura. Nas fêmeas, pode ser um pouco mais longo. Linha superior de nível. Linha inferior em suave curva ascendente.
Cernelha – marcada.
Dorso – reto.
Peito - pouco largo e profundo, no nível do cotovelo; antepeito pouco largo.
Costelas – mais arqueadas no terço superior.
Ventre - em graciosa curva, seguindo a linha do esterno.
Lombo - reto, largo e bem musculado.
Garupa - suavemente inclinada e moderadamente larga.
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MEMBROS - ossatura toda consistente, musculatura forte e seca
Anteriores - retos aprumados trabalhando paralelos.
Ombros – escápulas longas, bem anguladas e amoldadas ao tórax.
Braços – (padrão não comenta).
Cotovelos – (padrão não comenta).
Antebraços – (padrão não comenta).
Metacarpos – fortes, curtos e bem modelados.
Patas - tendendo a ovais, dígitos arqueados e bem fechados, unhas escuras, almofadas espessas e sola flexível.
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Posteriores - robustos, trabalhando aprumados no mesmo plano dos anteriores
Coxas – (padrão não comenta).
Joelhos – (padrão não comenta).
Pernas – (padrão não comenta).
Metatarsos – (padrão não comenta).
Jarretes – (padrão não comenta).
Patas – tendendo a ovais, dígitos arqueados e bem fechados, sem ergôs, unhas escuras, almofadas espessas e sola flexível.
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Cauda - inserção média, grossa na raiz e comprimento no nível dos jarretes. Em repouso portada pendente com a ponta curvada para trás. Em movimento eleva-se, acentuando a curvatura do terço distal, sem enrolar.
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Movimentação - lépida e fluente, com máxima cobertura de solo, demonstrando-se sempre infatigável.
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Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
Caráter: agressivo ou medroso.
Trufa, Lábios, pálpebras: traços de despigmentação.
Dentadura: prognatismo superior leve ausência de pré-molares ausência do primeiro pré-molar (P1) que fica logo atrás dos caninos tolerada, sem penalização falta de dois pré-molares (P1) ou apenas um outro, qualquer que seja, degrada um qualificativo.
Olhos: claros.
Ombros: muito verticais.
Posteriores: fracos, jarretes retos.
Patas: espalmadas.
Cauda: portada muito alta, formando anel, desviada do alinhamento do plano medial do tronco.
Pêlo: ausência de subpêlo Cor: cinza, cores pouco saturadas ou esmaecidas, máscara com cores reversas.
Obs.: as faltas na cor e na pelagem são as características que revelam a influência de uma raça noutra.
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DESQUALIFICAÇÕES - as gerais:
1. dentadura: prognatismo inferior ou superior pronunciado falta de três pré-molares, qualquer que sejam ou de dois molares.
2. orelhas: caídas ou recuperadas.
3. cauda: ausente ou amputada, qualquer que seja o motivo.
4. cor: manchas brancas fora do antepeito ou dos dígitos. Tervueren e malinois ausência de máscara.
5. sexo: machos monórquidos ou criptórquidos
6 caráter: exemplares inacessíveis ou muito agressivos, como os hiper-nervosos e medrosos No julgamento será valorizado o caráter calmo e ousado.

Pastor de Shetlan

Não é à toa que o Pastor de Shetland chama a atenção. Ele reúne a beleza do Collie a um porte pequenino, perfeito para compartilhar o interior das moradias humanas. Ainda pouco criado no Brasil, não é muito conhecido. Sempre que passeio com meus Shelties adultos, há quem pergunte se são filhotes ou miniaturas de Collie, concorda Cristiane Nanô .Explico sobre a raça e as pessoas se encantam com a possibilidade de ter em seus apartamentos um cão semelhante à adorada Lassie do cinema.
Mas a beleza não é a única receita do sucesso do Pastor de Shetland. Ele ocupa o sexto lugar em inteligência no ranking de Stanley Coren, publicado em seu livro A Inteligência dos Cães. Isso significa que o astuto Sheltie deve agradar até mesmo àquele dono que nunca teve experiência com adestramento de cães. Observador nato, ele aprende sem esforço a rotina e as normas da casa. Sempre atento e disposto a agradar ao dono, ele requer simplesmente um firme “não” para deixar de repetir alguma travessura, comenta Cristiane.
Esperteza e também muita agilidade fazem do Sheltie um dos cães de destaque em esportes como o agility.
Tantas qualidades se justificam. O Sheltie é um cão desenvolvido para ser ajudante geral em fazendas, fazer companhia e dar alarme contra animais e pessoas intrusas. A raça, originária das Ilhas de Shetland, na Grã-Bretanha, descende de cães nativos ancestrais do Collie e do Border Collie. Mais tarde o tipo foi refinado por acasalamentos selecionados com o Collie e, supõe-se, também com raças de pequeno porte, como Spitz Alemão, Papillon e, talvez, English Toy Spaniel, diz o historiador britânico Malcom Hart, especializado em Shelties.
A tarefa mais comum dos Shelties era conduzir em fila o principal meio de carga da ilha: os pôneis de Shetland, que não eram tão pequenos como são hoje, informa Malcom Hart, cuja tese ele expôs no Congresso Mundial do Pastor de Shetland, em 2000. Outras tarefas eram manter ovelhas afastadas das hortaliças e recolher rebanhos deixados pastando por longos períodos nas terras elevadas e pantanosas da ilha.
A maior criação de Pastor de Shetland ocorre nos Estados Unidos. Em 2004, nada menos do que 15.606 filhotes foram registrados no American Kennel Club, a 18ª posição entre 150 raças. O comprador norte-americano procura esse cão por sua versatilidade e praticidade do tamanho, informa Patricia Ferrel, criadora e historiadora do American Shetland Sheepdog Association (Assa, www.assa.org ). Fundado há 76 anos, o clube tem cerca de 1.500 associados.
São promovidas em todo o país atividades como obediência, agility, pastoreio, pet terapia, flyball, frisbee, freestyle e eventos de conformação (exposições de beleza). Existem cerca de 75 clubes norte-americanos exclusivamente voltados para eventos com Shelties, ligados à Assa, conta Patricia. Nas provas de tracking (rastreamento), o Pastor de Shetland está dando o que falar. Ele é um exímio seguidor de pistas usando o olfato, como fazem os cães de caça, explica Patricia.
No Brasil a raça foi introduzida na década de 70. Naquela época, o estilo de vida das pessoas permitia cães maiores, e o Pastor de Shetland foi recebido com pouco entusiasmo. O brasileiro preferia comprar um Collie por ser maior e mais vistoso, comenta Cristiane.
Mas o panorama vem mudando. Os registros da raça cresceram 84% nos últimos cinco anos. Esse índice, bastante superior ao do crescimento da criação nacional de cães como um todo, resultou no aumento de mais do dobro, no período, da participação do Sheltie na nossa cinofilia.
Nas épocas de maior calor, o Sheltie perde boa parte do subpelo. Como esse cão não tem odor forte, são desnecessários banhos freqüentes. Mas uma escovação semanal com escova de pinos é essencial. Promove o brilho da pelagem, tira nós e emaranhados que atrapalham a ventilação adequada aos pêlos, além de manter a limpeza. Na hora do banho, um conselho: Seque cuidadosamente o Sheltie para evitar umidade no subpelo, orienta Hilda. O ideal é secar com soprador que não produz ar quente, evitando ressecar a pelagem ou deixar secar ao sol.
GRUDE COM OBEDIÊNCIA E DINAMISMO 
O estilo de companhia do Pastor de Shetland torna-o muito ligado ao dono. Ele obteve nota 10 em manter-se por perto do dono
Pela forte ligação que o Sheltie estabelece com o dono, pode reclamar se sentir falta dele.
O ideal é o dono interagir meia hora por dia, pelo menos, com seu Pastor de Shetland.
Mais notas 10 foram dadas à raça em obediência, adestrabilidade e inteligência. É muito fácil adestrar o Sheltie; ele quer agradar ao dono o tempo todo, ressalta Cristiane. Desde filhote é muito observador e aprende intuitivamente, acrescenta Hilda.
O Sheltie tem muita energia e é guloso. Ele precisa de dieta equilibrada e de exercícios para não engordar nem extravasar energia roendo, frisa Hilda. Se vive em apartamento, duas caminhadas diárias de quinze minutos cada uma são suficientes para mantê-lo alegre e saudável.
Com o dono, é um cão conversador. Empolga-se tanto para dar alerta que ganhou 10 também nesse item. Desde cedo, é preciso interromper os latidos excessivos com um “não” bem firme.
Os consultores chamam a atenção para a propensão da raça à timidez.
Desde filhote, é preciso socializar intensamente o Sheltie, fazendo-o ter contato com pessoas e animais, para evitar que se torne tímido demais.
FICHA DA RAÇA 
Outros nomes: Shetland Sheepdog, Sheltie (apelido carinhoso).
Classificação CBKC/FCI: Grupo 1, Pastores e Boiadeiros (exceto Suíços); seção Cães Pastores.
Usos: companhia, atividades esportivas, pastoreio e pet terapia.
Porte: 34,5 a 39,5 centímetros na cernelha (machos) e 33 a 38 centímetros (fêmeas).
Pelagem: dupla. O pêlo de cobertura é mais longo, mais áspero e reto. O subpelo é macio, curto e denso. Tem juba em torno do pescoço, emoldurando a cabeça, maior nos machos.
Ambiente ideal: adapta-se bem a ambientes externos e internos, desde que tenha companhia do dono.
Exercício: no mínimo, ficar solto em área externa ou fazer uma caminhada de pelo menos meia hora por dia (ou duas de 15 minutos).

Pelado Mexicano

É um cão nu, isto é desprovido de pêlo. Está particularmente difundido no México; mais ou menos numeroso, é encontrado também na Argentina, Chile e outros países da América do Sul e América Central.

A origem do pelado mexicano é muito antiga; já antes da conquista européia os indígenas alimentavam-se com a sua carne, que era muito apreciada. Consideravam-no representante do deus Xolotl (de quem deriva evidentemente o seu nome), divindade que, de acordo com a concepção religiosa daqueles povos, tinha a missão de guiar as almas dos mortos aos lugares do seu destino eterno.

No estado da Colima, em túmulos recentemente descobertos encontraram-se efígies humorísticas de argila polida, que representam cães muito parecidos aos xolotlzcuintle atual.

PADRÃO DA RAÇA:
Padrão FCI nº 234 / 22-05-1995 / P.
Origem: México;
Nome de origem: Xoloiztcuintle;
Utilização: Variedade Standard : Cão de guarda e proteção.
Variedade Miniatura : Cão de companhia.
Classificação FCI – – grupo 5 – Cães Spitz e Tipo Primitivo;
- Seção 6 (Cães tipo primitivo)
a) Variedade Standard
b) Variedade Miniatura
Sem prova de trabalho.

ASPECTO GERAL - é muito atrativo: sua característica principal é a ausência total ou quase total de pêlo com pele suave e ajustada. Seu corpo é bem proporcionado com peito amplo e tórax espaçoso, membros longos e cauda longa. Sua conformação recorda ao Manchester Terrier.
- -
PROPORÇÕES - o tronco é ligeiramente mais longo em relação a sua altura. Aproximadamente de 10:9, permitindo-se as fêmeas ligeiramente mais longas que os machos. Os cães longilíneos de membros curtos devem ser penalizados.
- -
TALHE – altura na cernelha:
a) Variedade Standard: de 35 a 58 cm aceitando-se até 60 cm.
Os exemplares maiores se desqualificam.
b) Variedade Miniatura : (ou de piso) mede 35 cm como máximo.
- - comprimento: (padrão não comenta).
peso: (padrão não comenta).
- -
TEMPERAMENTO - é silencioso e tranqüilo, alegre, alerta e inteligente, desconfiado com os estranhos, bom guardião e excelente companheiro.
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PELE - devido à ausência total de pêlo, a pele desta raça adquire grande importância; é lisa, muito sensível ao toque, e mais quente como resultado de uma emanação de calor direta a diferença das raças com pêlo, nas quais o calor se dispersa através da ventilação natural; portanto a pele requer maiores cuidados, por carecer de proteção natural, ao estar exposta ao sol e às inclemências do tempo. Não se penaliza as cicatrizes acidentais. O cão pode transpirar pelas patas (almofadas e membranas interdigitais) pelo que quase não fica ofegante.
- -
PELAGEM - a característica desta raça é a ausência total de pêlo no corpo (cão desnudo); ainda que apresente alguns pêlos hirsutos curtos e densos na frente na nuca de qualquer cor, que nunca devem alcançar nem o comprimento nem a suavidade do topete do Cão de Crista Chinês ou Tai-Tai. É usual encontrar pelo áspero nas patas e ao final da cauda; se não existir no deve ser penalizado. Os espécimens de pelo longo são desqualificados.
- -
COR - prefere-se as cores uniformes sólidas e escuras. A gama varia do negro, cinza enegrecido, cinza louza, cinzas escuro, avermelhado, fígado, bronze ou ruivo; também se apresentam manchados em qualquer cor incluindo manchas em branco.
- -
CABEÇA - visto de cima, é larga e forte porém muito elegante, adelgaçando-se para o focinho.
Crânio - do tipo lupóide; com a crista occipital pouco marcada.
Stop - Ligeiro, porém bem definido com as linhas superiores crânio-focinho quase paralelas.
Focinho - visto de perfil é reto, com a maxila e a mandíbula muito fortes.
Trufa - deve ser bem escura nos cães escuros, rosa ou café nos exemplares bronze ou ruivos e manchada nos cães manchados.
Lábios - modelados e ajustados. Bochechas ligeiramente desenvolvidas.
Mordedura - os incisivos devem ocluir perfeitamente com mordedura em tesoura; o prognatismo superior e inferior (retrognatismo) assim como desvios dos maxilares considera-se faltas muito graves. Não se penaliza a ausência de pré-molares e molares.
Olhos - são de tamanho mediano e de forma amendoada com expressão alerta e sumamente inteligente; a cor varia de acordo com a cor da pele, em tons pretos, café, castanho, âmbar ou amarelo. Prefere-se o mais escuro possível e os dois da mesma cor. As pálpebras são pigmentadas de preto, café ou cinza, permitindo-se as pálpebras claras ou rosadas, sem que seja o mais apropriado.
Orelhas - as orelhas são longas, grandes, expressivas, muito elegantes e de textura delicada; recordam as orelhas de morcego. Sempre portadas eretas em estado alerta; nesta posição seu eixo deverá ter uma inclinação de 50° a 80° em relação a uma linha horizontal. Não se aceitam os exemplares com orelhas cortadas ou caídas: devem ser desqualificados.
- -
PESCOÇO – portado alto. Proporcionalmente longo. Delgado, flexível, bem musculado, ligeiramente arqueado e sumamente elegante. A pele do pescoço é firme, elástica e ajustada, sem barbelas. Os cachorros (filhotes) apresentam rugas que desaparecem com a idade.
- -
TRONCO - fortemente construído.
Linha superior – do dorso parece perfeitamente reta; são indesejáveis os exemplares com o dorso cedido (lordose) ou carpeado (xifose) nem longelíneo de membros curtos.
Cernelha – parece pouco marcada.
Dorso – retilíneo;
Peito - visto de perfil é largo e profundo, descendo até o cotovelo. Visto de frente o antepeito tem boa amplitude; a quilha do esterno não é proeminente.
Costelas – ligeiramente arqueadas, nunca planas
Ventre - bem recolhido.
Lombo - forte e musculoso.
Linha inferior – elegantemente marcada, começando pela parte inferior do peito e terminando na retração ventral, a qual é musculosa e bem recolhida.
Garupa - o perfil superior da garupa é levemente convexo; sua inclinação forma um ângulo aproximado de 40°; de conformação sólida, musculosa e levemente arredondada.
- -
MEMBROS
Anteriores - vistos de frente são retos, bem aprumados, proporcionados ao corpo e de bom comprimento.
Ombros – planos e musculosos com boa angulação escápuloumeral que permite um passo largo, fluente e elegante.
Braços – (padrão não comenta).
Cotovelos – firmes ajustados ao tórax, nunca salientes.
Antebraços – (padrão não comenta).
Carpos – (padrão não comenta).
Metacarpos – (padrão não comenta).
Patas – as patas são alongadas (pata de lebre) com os dedos recolhidos e compactos; apresentam pêlos hirsutos; as unhas são curtas e de cor preta nos exemplares escuros e mais claras nos cães bronze ou ruivos. As almofadas plantares são fortes e muito resistentes a qualquer terreno. As membranas interdigitais são bem desenvolvidas.
- -
Posteriores - vistos por atrás parecem perfeitamente retos e paralelos; coxas Os jarretes unidos são fortemente penalizados.
Coxas – largas e fortemente musculadas nunca juntas. As angulações coxofemorais, são amplas, indispensáveis para permitir uma ação livre e poderosa aos membros.
Joelhos – As angulações de joelho são amplas, indispensáveis para permitir uma ação livre e poderosa aos membros.
Pernas – (padrão não comenta).
Metatarsos – As angulações tíbio-társicas são amplas, indispensáveis para permitir uma ação livre e poderosa aos membros.
Jarretes – (padrão não comenta).
Patas – as patas são alongadas (pata de lebre) com os dedos recolhidos e compactos; apresentam pêlos hirsutos; as unhas são curtas e de cor preta nos exemplares escuros e mais claras nos cães bronze ou ruivos. As almofadas plantares são fortes e muito resistentes a qualquer terreno. As membranas interdigitais são bem desenvolvidas; os ergôs devem ser amputados de todos os membros.
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Cauda - de inserção baixa, longa, fina e inteira com alguns pêlos hirsutos; prolongando-se até os jarretes e adelgaçando-se para a ponta; em ação é portada alegremente elevada em forma curva, nunca enroscada sobre o dorso. Em repouso é caída terminando em um gancho ligeiro. Em algumas ocasiões a coloca entre as pernas para o ventre, sendo este um sinal de timidez.
- -
Movimentação de acordo com as angulações, deve deslocar-se com passos elegantes, largos e flexíveis; trote rápido, desenvolto com a cabeça e cauda sempre alta.-
- -
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
Cabeça muito larga; tronco muito largo; caráter tímido ou agressivo. Despigmentação exagerada (albinismo); pelo em outras regiões não especificadas; pele frouxa, solta e enrugada; barbela; presença de ergôs; olhos claros, redondos e esbugalhados; cauda curta; corpo muito longo com membros curtos.
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DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
- cães com capa de pelo em todo o corpo;
- orelhas cortadas ou caídas;
- prognatismo superior ou inferior (retrognatismo);
- topete longo e suave como no Cão de Crista Chinês;
- exemplares maiores que 60 cm;
- cauda cortada.

Pequinês

A forma primitiva do pequinês talvez se encontra num cão raposino do sudeste asiático, proveniente por sua vez, como todos os da sua raça, do cão das turfeiras. A sua verdadeira origem é desconhecida. Somente sabe-se que é muito antigo talvez contemporâneo da aparição do Celeste Império.
Na China existe uma curiosa lenda que estabelece origens, não científicas da origem do pequinês. Um dia, um leão apaixonou-se por uma macaca pequena, com a qual quis casar-se; mas era necessário primeiro, apresentar-se ante o deus Hai-ho, que disse ao leão: “Se estás disposto a sacrificar a tua estatura e a tua força por amor a esta macaca, consigo que te cases com ela”. O leão aceitou de boa vontade; o fruto dessa união foi o cão pequinês que conservou o porte orgulhoso e expressão nobre do rei da selva, unidos à graça e à ternura duma macaquinha.
O pequinês foi levado para a Europa, mais exatamente para a Inglaterra, em 1861, depois da queda de Pequim e da destruição do Palácio de Verão em mãos das tropas franco-inglesas. Oficiais ingleses levaram como presa de guerra alguns exemplares, dos quais um foi oferecido como presente à rainha Vitória. A criação européia contou, desse modo, com os seus primeiros antepassados.
À continuação desenvolveu-se de tal modo, com tanto cuidado, que se obtiveram exemplares de beleza inigualável. No seu país de origem, ao contrário, a raça decaiu subitamente e foi necessário reimportar reprodutores da Europa e da Austrália.
As dimensões, os dados somáticos e as características gerais sofreram modificações importantes, cada vez mais afastados do padrão. A confrontação entre o standard oriental, redigido há uns trinta anos ou mais, e o standard europeu o demonstra claramente. Desconhecemos, por outra parte, as condições atuais da criação na China.
Às qualidades estéticas o pequinês alia certo grau de inteligência. É atento, brincalhão e afetuoso. Dentro de casa intromete-se em tudo. É preciso, porém, Ter cuidado com os olhos, que são frágeis; muitos deles ficam cegos.
PADRÃO DA RAÇA 
Classificação FCI: grupo nº 9
Padrão 207 b
País de Origem: China – Pekim
Nome no país de origem: Pekingese
Utilização: Companhia
Aparência Geral - pequeno, compacto, de aparência leonina. Ossatura pesada e tronco vigoroso, bem constituída é essenciais para a raça, leal, destemido, reservado.
Talhe
- altura (padrão não comenta)
- comprimento (padrão não comenta)
- peso: Maximo machos 5 quilos e fêmeas 5,5 quilos.
Pelagem
- dupla: pêlo longo, liso e um pouco rústico. A juba é profusa ocupando o pescoço. Franja profusas revestem as orelhas, a face posterior dos membros, a cauda e os dedos. O subpêlo é espesso.
COR - todas as cores e marcações são permitidas exceto o albino e fígado. Os particolores devem ter as marcações bem distribuídas.
Cabeça - grande proporcionalmente mais larga que profunda.
Crânio - amplo largo entre os olhos, achatado entre as orelhas.
Stop - bem pronunciado.
Olhos - grandes, límpidos, arredondados, escuros e brilhantes, pálpebras pretas.
Orelhas - formato de coração, de inserção no nível do crânio, portadas caídas rente a cabeça com franjas longas e profusas. A ponta não ultrapassa a linha do focinho.
Focinho - largo, com ruga bem pronunciada sobre maxilar firme. Perfil chato, nariz bem alojado entre os olhos.
Trufa - preta. Curta e larga: narinas grandes, abertas e pigmentação lábios e contorno dos olhos, preto.
Lábios - pretos linha nivelada, não podendo deixar dentes e íngua aparente.
Mordedura - prognata, mandíbula firme.
Tronco - linha superior levemente descendente.
Pescoço - bastante curto e grosso.
Dorso - curto e plano.
Lombo - (padrão não comenta)
Costelas - constelas bem arqueadas.
Peito - tórax largo.
Ventre - cintura bem marcada.
Garupa - (padrão não comenta).
Membros -
Ombros - com escápulas firmes.
Anteriores - curtos, robustos, com ossatura forte; ossos levemente arqueados.
Posteriores - apesar de mais leves que os anteriores são firmes e bem delineados.
Patas - grandes, chatas, não arredondadas, com longas franjas, levemente voltados para fora. Os anteriores pisam apoiando-se, somente, nas patas.
Cauda - inserção alta, firme, portada levemente curvada sobre o dorso e caída para qualquer dos lados.
Movimentação - andadura com balanço lento e garboso na dianteira (leve roll). Este movimento típico não deve ser confundido com a oscilação causada por falta de firmeza dos ombros. Durante o movimento os posteriores tendem ao eixo central.
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
Desqualificações - as gerais.

Pinscher Miniatura

Origem
As origens são conhecidas, mas a sua presença aparece documentada por numerosas representações antigas. Sabe-se que o pinscher era encontrado nas florestas da Alemanha, há séculos, onde passou a ser criado. O verdadeiro movimento deu-se em 1895, com a fundação do pinscher Clube Alemão, que redigiu o primeiro padrão da raça. Mas especula- se que o pinscher descende do cruzamento do Italian Greyhound, com o pequeno techel (o nosso conhecido “Salsichinha”).
Na Alemanha são encontrado dois tipos de tamanho: o médio e o miniatura. No Brasil só temos exemplares MINIATURAS. Há ainda outros tipos de pinscher na Alemanha e Estados Unidos: o Afghan Pinscher, que surgiu do cruzamento do Griffon e Schauzer, que são conhecidos como grandes caçadores de ratos, e o Pinscher Manchester, de tamanho maior, que foi usado na criação da raça Dobermann.
Na Alemanha, no princípio do século, começaram a aparecer nas ninhadas exemplares de pelo duro, e exemplares de pelo liso (curto), isto é, animais com pelagem de texturas diferentes numa mesma ninhada. Estabeleceu-se, então, por parte do clube correspondente, que nenhum exemplar de pelo curto seria inscrito, se não descendesse, pelo menos de três gerações de pelo curto. Não se registrou mais nenhum animal que não pudesse preencher este requisito. A seleção deu resultados concretos e hoje é difícil que apareçam indivíduos de ambas as variedades em uma mesma ninhada. Os de pelo duro são os SCHNAUZER, e os de pelo liso (curto) são os PINSCHER.
Características gerais 
Classificado como cão de luxo, apesar de ser excelente guarda, seus traços característicos são a distribuição bem proporcionada do corpo: a altura, medida da cernelha ao chão, deve ser rigorosamente igual ao comprimento desde a cernelha até a raiz da cauda, para o macho. Para a fêmea admite-se uma pequena tolerância na proporção, sendo que as fêmeas podem ser um pouco mais compridas.
É um cão de grande mobilidade, ágil, de aspectos muito elegantes. Temerário e alerta, embora de caráter dócil, revela- se ótimo guardião da casa. É muito desconfiado com estranhos.
Por seu pequeno porte, e também por suas qualidades de guardião, é um cão que se adapta muito a apartamentos.
Se observarmos o andar de um Pinscher vê-se outra característica da raça: suas passadas curtas e rápidas.
Possuem uma audição bastante aguçada e percebe com facilidade a aproximação de estranhos. Por esta razão é considerada excelente cão de guarda: seu latido alerta o dono e afugenta os estranhos.

Além dessa qualidade é um cão fácil de cuidar. A pelagem lustrosa e curta dispensa maiores cuidados.
Temperamento Especial 
É um cão muito agitado, que gosta de chamar a atenção de todos que estão à sua volta para si mesmo. Apesar de gostar de crianças, não se aconselha que conviva com crianças muito paquenas, pois podem machucá-lo (dado o seu tamanho), e consequentemente provocar nele uma reação violenta.
É um cão muito fiel ao dono e, mas agressivo com estranhos, não tem medo de nada, nem de ninguém, como que não tendo consciência de seu diminuto tamanho.
É, também, um tanto brigüento, pouco sociável com outros cães, sendo aconselhável mantê- lo afastado dos outros animais. No mais, é uma raça fácil de ser criada, por ser de saúde resistente, dificilmente ficando doente.
O Pinscher tem somente um padrão de tamanho definido oficialmente: que é de 25 a 30 cm de altura, da cernelha (que é a região onde as espáduas se encontram) ao chão. Quando ele ultrapassa 30 cm de altura, ou quando não atinge 25 cm, está fora dos padrões, o que o desclassifica para competições.
A cada cria costumam nascer de 4 a 6 filhotes. O corte das orelhas, por motivos estéticos, deve ocorrer entre os 2meses e meio e 3 meses. O corte do rabo , geralmente é feito nos primeiros dias de vida. Procure sempre um médico veterinário para essas tarefas.
Cuidados com o pinscher 
É um cão que dispensa maiores cuidados. Dois banhos mensais já são o suficiente para mantê- lo limpo, desde que seja escovado duas vezes por semana.
Como ele é um cão, já por tipicidade da raça, agitado, não se deve deixar que o provoquem, mesmo sendo “engraçadinho” vê – lo reagir corajosamente aos estímulos, pois nessas ocasiões, os batimentos cardíacos aumentam muito, e tais atitudes, podem levá-lo a problemas cardíacos. Deve – se evitar deixa-lo na frente da casa para ser provocado por meninos que passam pela rua: isso é muito estressante para ele. O invés dessas atitudes, brincar com ele é uma boa atitude. Ele é, também, muito carinhos e gosta de muito “dengo”.
No inverno, como tem pelos curtos, o pinscher sente muito frio. É aconselhável deixa-lo dormir em lugares abrigados e vestir “roupinhas”, facilmente encontradas em lojas especializadas em animais.
ALIMENTAÇÃO
Uma boa ração e água é o suficiente. Hoje, existe no mercado rações industrializadas de primeira linha, que suprimem todas as necessidades do animal, não sendo necessário dar mais complemento alimentar.
Consulte seu veterinário para orientar sobre o esquema de desverminação, que deverá ser feita periodicamente. Vermes e parasitas debilitam seu bichinho, podendo, inclusive, leva-lo à morte.
PADRÃO OFICIAL 
CBKC nº185, de 11/4/94 FCI nº185 d, de 25/6/86
País de origem: Alemanha Nome no Brasil: Pinscher Anão Nome no país de origem: Zwergpinscher Utilização: Companhia guarda e trabalho Prova de trabalho: Para o campeonato, independe.
Aparência Geral: o Pinscher Anão é uma versão reduzida do Pinscher, sem as faltas do nanismo (aspecto de anão). Suas características são similares às do Pinscher, embora seu temperamento e comportamento sejam os de um cão pequeno. Este cão miniatura, de pelagem macia, pode ser facilmente mantido no menor apartamento; entretanto cumprirá sua tarefa de cão de guarda.
Detalhes do Padrão: Cabeça: forte, alongada, com occipital não pronunciado. O comprimento total (desde a ponta do nariz ao occipital) em proporção ao dorso (desde a cernelha à base da cauda) é de aproximadamente 1:2. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas, a testa é achatada e sem rugas. Stop: leve, mas definido.
Focinho: é profundo, terminando em cunha e de ângulo moderadamente obtuso. A trufa é cheia e de cor preta; variando de acordo com a tonalidade da pelagem, para os cães vermelho e castanho.
Dentes: fortes e de cor branco puro, com mordedura em tesoura.
Orelhas: inteiras – inserção alta, em forma de V, portadas dobradas, caídas rente às faces; as orelhas, naturalmente, pequenas são portadas eretas. Cortadas: de inserção alta, cirurgicamente aparadas de forma simétrica e portadas eretas.
Olhos: escuros, de tamanho médio, ovais e de inserção frontal. As pálpebras inferiores são firmemente ajustadas, ocultando a conjuntiva.
Pescoço: forte, linha superior de nobre elegância, com a nuca graciosamente arqueada. Seco, com a pele firme na garganta, sem barbelas.
Tronco: peito moderadamente largo, com as costelas chatas, e, seção transversal oval. O antepeito, modelado pelo esterno, projeta-se à frente da articulação do ombro. A linha inferior passa abaixo dos cotovelos, suavemente ascendente na direção caudal, moderadamente acentuada na região da verilha. A distância, desde a última costela até o ilio, é curta, de modo a configurar um cão compacto de acoplamento curto. O comprimento total do tronco é aproximadamente igual à altura na cernelha. O dorso é curto e levemente descendente. A linha superior é elegante e levemente arqueada, desde a forte primeira vértebra da cernelha, passando pelo dorso, até a garupa, levemente arredondada até a raíz da cauda.
Cauda: de inserção alta, é aparada na terceira vértebra e portada erguida. Anteriores: escápula inclinada e bem angulada com o úmero. Os membros são finos, se bem que, fortemente musculados. Vistos de qualquer ângulo, são retos, com os cotovelos trabalhando rente ao tórax.
Posteriores: as coxas são bem anguladas e fortemente musculadas, com os jarretes bem angulados.
Patas: curtas, redondas, com os dedos compactos e bem arqueados (pé de gato), as unhas são escuras, com almofadas grossas e fortes.
Pelagem: curta e densa, suavemente assentada, lustrosa, sem falhas.
Cor: cores sólidas, em várias tonalidades, do castanho ao vermelho cervo, bem como as cores duplas (preto com marcas castanho). Nos cães preto e castanhos, é desejável marcas bem nítidas assim localizadas: nas faces, no focinho, acima dos olhos, sob o queixo, na garganta, dois triângulos no antepeito na altura do esterno, nas patas e membros anteriores, na face interna dos membros posteriores, na região anal e sob a cauda. Altura: de 25 a 30cm na cernelha.
Faltas: aparência muito leve, muito baixo ou roliço, de estrutura pesada, sem substância, aparência franzina, testa pesada ou redonda; cabeça de pardal, cabeça de maçã, rugas na testa; orelhas de inserção baixa ou mal operadas; olhos claros, muito pequenos ou grandes demais; malares salientes, barbela, mordedura em torquês, prognatismo superior ou inferior; focinho curto, pontudo ou estreito; dorso longo demais, carpeado ou selado, garupa caída, cotovelos abertos; jarretes de vaca, posteriores retos demais ou pernas em barril, patas de lebre, passo de camelo, pelagem escassa, pontos coloridos, listas de enguia, sela escura e todas as outras marcações que indiquem descoloração. Nota: os machos devem apresentar dois testículos, visivelmente normais, totalmente descidos na bolsa escrotal

Poodle

O Poodle, também chamado de Barbone e Caniche, é considerado uma das raças mais inteligentes, obedientes, dóceis e versáteis. Por possuir tais características e uma aparência encantadora, é considerado o mais popular das raças. O nome deriva da palavra alemã “pudel”, que significa “chapinhar na água”. No passado, esse animal serviu como excelente cão de busca. Embora moderno lebre o antigo Water Spaniel Irlândes, a linhagem do Poodle continua um mistério.
Na França este cão é chamado Caniche (Canard = pato) porque houve um tempo em que era considerado um excelente resgatador (que vai buscar a caça abatida e a traz para o seu dono) de aves selvagens aquáticas.
Comprar um filhote de Poodle, de pequno porte, não é coisa fácil. Normalmente ele cresce e transforma-se num cão bem maior que o desejado. Este problema é causado pela falta de informação quanto à criação correta da raça.
O correto é criar sempre Poodles de igual tamanho. Assim, os descendentes terão o mesmo porte dos pais. Essa regra, no entanto, só funciona se for seguida, no mínimo por 6 gerações. Visando apenas lucro, os criadores inescrupulosos cruzam exemplares de tamanhos diferentes com a intenção de produzir uma ninhada maior e de filhtoes menores. A receita deles é acasalar uma fêmea maiorzinha com um machinho bem menor. O resultado são mais filhos, mas de tamanhos imprevisíveis.
Quem quer levar um Poodle para casa e não ter muitas surpresas com o seu tamanho, o melhor a fazer é verificar o tamanho dos pais. O número de filhotes da ninhada também é um bom indicador. Normalmente o Toy dá em média de 2 a 3 filhotes; o Anão, de 4 a 6, o Médio de 7 a 10 e o grande de 9 a 14 filhotes.
Porém, nada disso garante que o filhote será do tamanho desejado. O certo mesmo é a honestidade do criador, por isso, o ideal é comprar filhotes apenas de criadores idôneos. Se você não conhecer nenhum canil peça a indicação no Kennel Clube mais próximo de sua cidade e se garanta legalmente, exigindo no contrato de compra e venda a descrição da variedade, caso ela não conste no pedigree.
Os Poodles com menos de 25 cm são chamados de Micro. Geralmente, em função do tamanho, tem a ossatura muito delicada e fogem das características exigidas no padrão da raça. A cabeça costuma ser grande e abobadada, os olhos redondos e proeminentes e a moleira aberta quando adulto.
Estas características podem torná-los animais fracos, propensos a fraturas e até à morte após uma simples queda.
Os poodles, em geral, são excelentes companhias para as crianças. Topam qualquer brincadeira sempre com muito entusiasmo. Na foto ao lado está a Daniela, com 3 anos, e a Fifi, uma poodle com 22 cm.
Os Poodles, pelo sistema CBKC podem ter quatro tamanhos:
TOY - até 28 cm
ANÃO - de 28 a 35 cm
MÉDIO - de 35 a 45 cm
GRANDE - de 45 a 60 cm
Padrão da Raça -
APARÊNCIA GERAL
Pelagem frisada, cacheada ou encordoada, constantemente alerta, ativo, de fácil aprendizado. Movimenta-se com uma andadura leve e saliente.
O pescoço é forte e bem proporcionado; as pernas dianteiras retas e paralelas, as pernas traseiras são musculosas; a cauda polada, alta no traseiro e ereta; o peito profundo e as costelas são protuberantes. Como cão de utilidade, a pelagem profusa atrapalhava a natação do animal, daí a necessidade da tosquia.
PELAGEM
-Cacheada e encaracolada
COR
- preto, branco, marrom, cinza e abricó.
Marrom - puro, quente, bem escuro e bem uniforme. As tonalidades do marrom não devem chegar ao bege, nem sequer aos tons derivados, mais claros, como também, ao marrom escuro que tende ao preto, quer dizer a cor negro berinjela.
Cinza - uniforme: suas gradações de tonalidade não devem chegar ao preto, nem ao branco.
Abricó - de tonalidade uniforme, sem tender ao bége ou ao creme, nem ao vermelho ou ao marrom avermelhado, ou chegar aos derivados do marrom.
CABEÇA - distinta, retilínea, proporcional ao tronco. De comprimento sutilmente maior que 40% (2/5) da altura na cernelha. Sem ser rústica e massuda ou exageradamente refinada. O cinzelamento é notado através da pele.
CRÂNIO - bem modelado, de largura menor do que a metade do comprimento da cabeça. As linhas superiores, do crânio e do focinho, são ligeiramente divergentes (a direção dessas linhas formam um ângulo de 16 a 19 graus). Visto de cima, o crânio apresenta aspecto oval, enquanto de perfil, é suavemente arqueado.
STOP - muito pouco marcado, como todo cão mediolíneo.
OLHOS - de expressão fogosa, inserção ligeiramente oblíqua no nível do stop. A orla das pálpebras confere aos olhos uma forma amendoada. Para os Poodles pretos, brancos, cinzas ou abricós, os olhos são pretos ou marrons, bem escuros, nos exemplares marrons, podem ser de cor âmbar escuro.
ORELHAS - bastante longas, portadas pendentes ao longo das faces, inseridas no prolongamento da linha, traçada a partir de um ponto na face dorsal da trufa, que passa pelo canto distal do olho. Chatas, com as pontas arredondadas, as orelhas alargam-se após a inserção. Revestidas por pêlos ondulados e bem longos. O Poodle cuja orelha não alcança a comissura labial não poderá obter a qualificação Excelente.
FOCINHO - linha superior reta, de comprimento em torno de 90% do comprimento do crânio. Os dois ossos maxilares se alinham quase paralelos. De aspecto sólido, elegante, sem ser pontudo. A linha inferior do focinho é delineada pelo perfil da mandíbula e não pelo bordo inferior, do lábio superior.
TRUFA - marcada e desenvolvida, com perfil vertical; narinas abertas. Trufa preta nos exemplares pretos, brancos e cinzas; marrom, nos exemplares marrons; nos exemplares abricôs, em toda a gama do marrom escuro, podendo chegar ao preto, ainda que essa última cor, não seja preferida, mas apenas aceita para evitar uma possível despigmentação.
LÁBIOS - sutilmente desenvolvidos, de preferência secos e espessura média; o lábio superior pousa sobre o inferior, sem ultrapassá-lo. Pretos, nos exemplares pretos, brancos e cinzas; pigmentados, nos marrons e, nos exemplares abricós, em toda a gama de marrom escuro, podendo chegar ao preto, ainda que, esta última, não seja a cor preferida, apenas aceita. As comissuras labiais não ficam evidenciadas.
MAXILARES - articulados normalmente e com dentes sólidos. A falta de um dos últimos molares não é penalizada em julgamento ou por ocasião duma seleção.
TRONCO
PESCOÇO - firme seção oval, de comprimento médio, menor que o da cabeça, bem proporcionado, ligeiramente arqueado após a nuca; portando, garboso, a cabeça alta. Barbela ausente.
ANTERIORES - Ombros e braços: cernelha moderadamente desenvolvida. Ombros oblíquos e musculados. Angulação escapulomeral de 90 a 110 graus. Escápula e úmero de igual comprimento.
Antebraços: membros anteriores perfeitamente retos e paralelos, elegantes, bem musculosos e com boa ossatura. A distância do cotovelo ao solo é igual a 55% da altura na cernelha.
Carpos: no mesmo alinhamento da face anterior do antebraço.
Metacarpos: firmes, sem serem pesados e, vistos de perfil, quase retos.
Patas: de preferência pequenas, fechadas, ovaladas com dedos compactos e bem arqueados, ligamentos fortes, aprumados sobre almofadas duras e espessas. As unhas são pretas, nos exemplares pretos e cinzas, pretas ou marrons, nos exemplares marrons; nos brancos, as unhas têm todas as gamas do marfim, podendo chegar ao preto, conforme a pigmentação da pele. As unhas brancas são consideradas defeito. Nos abricós, devem ser coloridas em toda a gama do marrom escuro, podendo chegar ao preto, cor apenas aceita.
POSTERIORES - Coxas: robustas e bem musculadas.
Pernas: vistas por trás, paralelas, com a musculatura bem desenvolvida e bem aparente. A articulação dos jarretes é bem volumosa. As angulações, coxofemoral, tibiofemoral e tibiotarsiana, devem ser bem acentuadas, evitando que o conjunto reto possa resultar numa inclinação indesejável da garupa.
Tarsos e Metatarsos: verticais. Membros posteriores sem ergôts.
Patas: com as mesmas características dos anteriores.
CAUDA - de inserção bem alta, no nível da linha superior. Amputada, excisando dois terços e permanecendo um terço do seu comprimento natural, ou, no caso dos Poodles cacheados, pela metade. A cauda inteira, contudo, não constitui falta. Nos Poodles encordoados a caudectomia é desnecessária, podendo permanecer inteira. Em movimento, a cauda é portada obliquamente.
MOVIMENTAÇÃO

O Poodle movimenta-se com uma andadura leve e saltitante.

TOSA

LEÃO: necessariamente tosado: lombo e flancos, desde os membros posteriores até as últimas costelas; o focinho, em cima e embaixo, a partir das pálpebras inferiores; as faces, as patas anteriores e posteriores, deixando pompons ou braceletes e motivos. É aconselhável o bigode, para todos os exemplares.

MODERNA: Pelagem nos quatro membros, da seguinte forma: Necessariamente tosado: membros, cabeça e cauda, igual a tosa Leão. No tronco deve ser aparada, com 1 cm de linha superior, aumentando gradualmente em volta dos ombros e no alto dos membros.

SELA INGLESA: acrescentar à tosa Leão, motivos nos membros posteriores, braceletes nos braços e punho. Na cabeça, um topete. Neste tipo de tosa, o bigode é facultativo

Pug

Este cãozinho charmoso, mascarado, de cara achatada, olhos saltados e cauda enroscada, pode mesmo encher a casa de alegria. Sua energia e simpatia são contagiantes. Adora correr e pular sobre as pessoas, transformando qualquer momento numa verdadeira festa. Recebe as visitas como um verdadeiro anfitrião, animado e solícito, reunindo sobre si o foco das atenções, pois é impossível resistir a tanta empolgação.
Às vezes cai num sono profundo, merecido depois de tantas gracinhas.
Por ser um cão de companhia, adora ficar junto das pessoas da casa, mas pode ser também um ótimo cão de guarda, ideal para lugares pequenos, pois é limpo e quieto e extremamente alerta com estranhos.
ORIGEM DA RAÇA

De origem chinesa, o PUG foi levado à Holanda por volta do século XVI pela Companhia Mercante de Navegação Holandesa, dita Companhia das Índias, e foi bastante apreciado pelas damas da sociedade como cão de colo. Depois chegou à Inglaterra que o adotou e mais tarde redigiria o seu padrão. Antes, porém, no início do século XVII, já era difundido em vários países europeus como Itália, França, Espanha e Alemanha. Sempre tido como animal de estimação da nobreza e alta sociedade, sua trajetória remonta os episódios com Napoleão Bonaparte, Willian the Silent, o rei da Holanda e mais recentemente com o Duque de Windsor.

Sem o aviso de um pequeno Pug, Willian teria morrido nas mãos dos espanhóis. O latido de alerta do cão avisou sobre a invasão e salvou uma vida real. O Pug tornou-se o cão oficial da corte, e o túmulo de Willian exibe, além dele, seu querido cão de estimação.
Contudo, sua origem permanece menos certa que os serviços que presta. Ele pode ter ascendência asiática ou européia e o nome provavelmente pode se referir a um tipo de sagüi de aparência (também chamado de Pug).

Possui também outros nomes como, por exemplo: Mops do verbo “Moppen” que significa “de aspecto franzido”, na Alemanha.

Os ingleses o batizaram de Pug ou “Pug-Dog”, isto é “coisa diminuta”, “cão diminuto”.

O nome Carlino ou Carlini foi usado pela primeira vez na França, pelo aspecto cômico, curioso e mal-humorado ao mesmo tempo, que lhe conferem as rugas e a pigmentação particular do rosto, o nome de um ator, célebre no papel de Arlequim, com o qual o rosto redondo, com mascara preta, revelava certa afinidade.

No Brasil a difusão da raça ainda é muito pequena, mas basta que seja um pouco divulgada para demonstrar seu potencial de carisma que há muito já foi descoberto pelo mundo.

Padrão Oficial da Raça 
APARÊNCIA GERAL: Quadrado e massudo apresenta-se Multum in parvo (muita substância em pequeno volume), o que transparece em sua forma compacta.

TALHE: – a altura e o comprimento não são comentados pelo padrão

PESO: – ideal 6,3 e 8,1 quilos.

PELAGEM: fina, lisa, macia, curta e brilhante.

COR: prateado, abricó, castanho, preto; em nítido contraste com a cor da faixa preta no dorso o mais escuro possível, que se estende do occipital à raiz da cauda, e é à máscara, no focinho, nas orelhas e bochechas e o diamante na testa.

CABEÇA: grande, arredondada.
CRÂNIO: sem sulco mediano.
STOP: padrão, não comenta.
OLHOS: muito grandes, de formato globular, escuros, brilhantes, expressão doce e alerta.
ORELHAS: finas, pequenas, macias como veludo. Há dois tipos:
- Orelha em rosa, pequena, caída, dobrada para trás, exibindo a face interna.
- Orelha em botão, caída para frente, com a ponta pousando junto ao crânio, abotoando o pavilhão auditivo e apontando para os olhos. Dá-se preferência a orelha botão.
FOCINHO: curto, rombudo, quadrado, sem ser projetado para cima, com rugas claramente definidas.
TRUFA: preta.
LÁBIOS: padrão, não comenta.
MORDEDURA: ligeiramente prognata inferior. O maxilar inferior largo; incisivos inferiores, praticamente em linha reta.
TRONCO: curto e compacto. Linha superior reta e de nível.
PESCOÇO: forte, grosso, levemente arqueado, bom comprimento.
DORSO: curto e compacto.
LOMBO: curto e forte.
COSTELAS: bem arqueadas.
PEITO: Largo.
MEMBROS: ombros bem inclinados.
ANTERIORES: muito fortes, retos, de comprimento moderado e bem ajustado ao corpo.
POSTERIORES: muito fortes, de comprimento moderado, joelhos bem angulados e bem ajustados ao corpo. Visto por trás, retos e paralelos.
PATAS: ovais, com dedos separados, unhas pretas.
CAUDA: inserção alta, enrolada em aspiral, o mais apertado possível, pousada sobre a anca, duplamente enrolada é altamente desejável.

MOVIMENTAÇÂO: Os membros movem-se nos planos paralelos, dos ombros e corretamente direcionados para frente. Usa os membros anteriores com decisão, com bom alcance à frente e os posteriores movendo-se livremente fazendo pleno uso da articulação do joelho. Um leve roll nos posteriores é típico na movimentação.

FALTAS: avaliadas conforme a gravidade.

FALTAS GRAVES: desvio lateral do maxilar, dentes ou língua aparentes, com a boca fechada, são defeitos muito graves.

NOTA: Os machos devem apresentar os dois testículos, visivelmente normais, bem acomodados na bolsa escrotal.
CUIDADOS ESPECIAIS 
Quando as fêmeas forem criar a atenção deve ser redobrada e o veterinário deve estar em alerta. Devido o focinho muito curto os filhotes devem nascer rápido para evitar morrerem asfixiados. É normal perder algum filhote durante o parto.

Por sua pelagem curta não requer muitos cuidados com higiene. Enquanto filhote um banho mensal é suficiente para a conservação da limpeza, o Pug não é um cão de cheiro forte, mas as rugas do rosto devem ser limpas com algodão embebido em água com Higiapele misturados na mesma proporção, uma vez a cada cinco ou seis dias. Os ouvidos devem ser limpos semanalmente com algodão embebido com produtos específicos.
O Pug é um cão sem muita pelagem por baixo, por isso sente um certo frio se deixá-lo dormir ao relento, principalmente nas épocas de maior frio ou quando houver queda de temperatura.

Por ter o focinho extremamente curto, sua pré-disposição a má respiração faz com que tenhamos certos cuidados com gripes e resfriados, e possam vir a trazer maiores complicações, por isso mantenha-o longe de geladeiras e jamais dê a ele nada gelado.

Porém, mesmo no inverno, não agasa-lhe muito seu cão, ele deve ter sua resistência abalada se for colocado roupas e tirado roupas, este tira e pôe altera a temperatura do animal, e conseqüentemente sua saúde.

Rottweiler

I. Histórico do Rottweiler 
O Rottweiler é uma das mais antigas criações conhecidas pelo homem. Ela pode ser traçada nos idos do século I quando eles acompanhavam as legiões romanas através dos Alpes, guardando prisioneiros de guerra e pastoreando o gado. O imperador Nero, é dito, mantinha um número deles ao redor de seu palácio para desencorajar intrusos. Mais tarde, Rottweilers serviram como condutores e cão carroceiro, e seus proprietários descobriram que seus valores estavam sempre seguros em longas jornadas para os mercados quando vinham amarrados no pescoço destes grandes animais.
Ele recebeu esse nome por causa da antiga cidade de Rottweil: Rottweil Metzgerhund (cão de açougueiro de Rottweil). Os açougueiros criaram esta raça de cães com a única finalidade de trabalho. Assim no decorrer do tempo, desenvolveu-se um excepcional cão de guarda e pastoreio e que também foi utilizado como cão de tração.
A fama desta poderosa e corajosa raça espalhou-se através da Europa e do Novo Mundo. Felizmente, cuidados tem sido tomados por dedicados e responsáveis criadores para reter as características dominantes de força, inteligência, bravura e devoção ao dever. Todas estas qualidades eram valorizadas pelos antigos romanos e atravessaram os tempos até hoje.
II. O padrão da raça 
Aparência Geral:
A criação de Rottweiler visa um cão forte, preto, com marcações em mogno claramente definidas, o qual, apesar da aparência geral maciça, deve possuir nobreza. É particular indicado para o trabalho, um excelente guarda e companheiro.
O Rottweiler é um cão robusto, em tudo a sua estrutura compacta, forte e bem proporcionada denota grande força, agilidade e resistência. Sua aparência dá imediata impressão de determinação e coragem, sua conduta é autoconfiante, decidida e destemida. Seu olhar calmo indica boa natureza. É muito alerta nas suas reações com relação a seu ambiente e seu dono.
Tamanho:
Altura na cernelha
- machos de 60 a 68 cm.
fêmeas de 56 a 63 cm.
Machos – 61 – 62 cm pequenos
63 – 64 cm médios
65 – 66 cm grandes (altura desejada)
67 – 68 cm grandes demais
Os machos são caracteristicamente maiores, com ossatura mais pesada e mais masculino na aparência.
Fêmeas – 55 – 57 cm pequenas
58 – 59 cm médias
60 – 61 cm grandes (altura desejada)
62 – 63 cm grandes demais
A proporção deve ser considerada em lugar da altura sozinha. Profundidade de peito deve ser cinqüenta por cento da altura. O comprimento do corpo ao esterno à protuberância do isquio, não deve exceder a altura nos ombros em mais de 15%.
Cabeça:
De tamanho médio, larga entre as orelhas, linha do crânio moderadamente arqueada. Arcos zigomáticos e stop bem desenvolvido; o comprimento do focinho não deve exceder à distância do stop ao occipital. Crânio de preferência seco; contudo algumas rugas podem aparecer quando o cão está em alerta.
Focinho:
Cana nasal reta, larga na base afinando ligeiramente na direção da ponta. A trufa é mais para oval que para redonda com narinas pretas.
Lábios:
Pretos, caindo fechados, com os cantos da boca cerrados, gengivas escuras,clareiam em animais mais velhos.
Dentes:
42 em número (20 superiores e 22 inferiores); fortes, corretamente colocados, encaixando em mordedura tesoura – incisivos inferiores tocando por dentro dos incisivos superiores.
Faltas sérias: Qualquer falta dentária, mordedura em torquez.
Desqualificações: Prognatismo superior ou inferior, mais de 4 faltas dentárias.
Olhos:
De tamanho médio, de forma amendoada e na cor marrom-escuro, com pálpebras bem ajustadas.
Faltas sérias: Olho amarelo (olhos de falcão); olhos de cores diferentes; olhos desiguais em tamanho ou forma. Falta de cílios nas pálpebras.
Orelhas:
Caídas, proporcionalmente pequenas, de forma triangular; bem colocadas lateralmente no crânio de modo a fazê-lo parecer maior quando em alerta. A orelha termina aproximadamente ao nível do meio das bochechas. Quando corretamente portada a borda interna deita achatada contra a face.
Pescoço:
Forte, moderadamente longo, bem musculado com uma linha superior ligeiramente arqueada subindo dos ombros, seco, sem barbelas ou peles soltas.
Tronco:
Peito espaçoso, largo e profundo, com antepeito bem desenvolvido e costelas bem arqueadas. Dorso reto, forte e firme. Lombo curto, forte e profundo. Flancos não esgalgados. Garupa larga, de comprimento médio e ligeiramente arredondada, nem reta nem muito caída.
Peito:
Profundo ao nível dos cotovelos.
Lombo:
Curto, profundo e bem musculado.
Garupa:
Larga, de comprimento médio, ligeiramente inclinada.
Cauda:
Normalmente portada na horizontal – dando a impressão de prolongamento da linha superior. Portada ligeiramente acima da horizontal quando o cão está excitado. Alguns cães nascem sem cauda, ou um tamanho bem curto. A cauda é normalmente amputada junto ao corpo. A inserção de cauda é mais importante do que o comprimento.
Quartos dianteiros:
Escápula – longa, bem deitada a 45 graus de ângulo. Cotovelos bem ajustados no corpo. A distância da cernelha ao cotovelo e a do cotovelo ao solo é igual.
Pernas:
Fortemente desenvolvidas com ossos pesados e retos. Não muito juntas.
Metacarpos:
Fortes, elásticos e quase perpendiculares ao solo.
Quartos traseiros:
Angulação dos quarto traseiros balanceada com os quartos dianteiros.
Coxas:
Moderadamente longas largas e bem musculadas.
Joelho:
Moderadamente angulado.
Pernas:
Longas, poderosas, extensamente musculadas articuladas a jarretes fortes, metatarsos perpendiculares ao solo. Visto que por trás as pernas são paralelas e abertas o suficiente para servir ao corpo corretamente construído.

Pés:
Algo mais longo do que os pés dianteiros, dedos bem arqueados não voltados nem para dentro nem para fora. Ergots, se existentes, devem ser removidos.
Pelagem:
O pêlo externo é reto, áspero, denso, comprimento médio, deitando achatado. Subpelo deve estar presente no pescoço e coxas, mas não deve aparecer através do pêlo. O Rottweiler deve ser exibido ao natural, sem trimming, exceto para remover os bigodes, se desejar.
Falta: Pelagem ondulada.
Faltas sérias: Pelagem muito curta, rasa ou aberta; falta de subpelo.
Desqualificação: Pelagem longa.
Cor:
Sempre preta com marcações do ferrugem ao mogno. As bordas das marcações entre o preto e o ferrugem devem ser claramente definidas. As marcas deverão estar localizadas como se segue: um ponto acima de cada olho; nas faces como uma faixa em cada lado do focinho, mas não na cana nasal; na garganta; marca triangular em cada lado da ponta do esterno; nos anteriores do carpo para baixo até os pés; na face interna dos posteriores descendo em frente ao joelho e alargando para frente dos posteriores do jarrete para os pés; mas não eliminando completamente o preto atrás das pernas; sob a cauda. Uma pincelada preta nos dedos. O subpelo é cinza ou preto.
A quantidade e localização para as marcas de ferrugem são importantes e não devem exceder dez por cento da cor do corpo. Marcações insuficientes ou excessivas devem ser penalizadas.
Faltas sérias: Excesso de marcações; manchas brancas em qualquer lugar do cão (alguns fios brancos não constituem marca), marcações muito claras.
Desqualificações: Qualquer cor base que não o preto; total ausência de marcação.
Movimentação:
O Rottweiler é um trotador. A movimentação é harmoniosa, segura, potente e desembaraçada, com forte tração e poderosa propulsão. Anteriores e posteriores movimentam-se sem desvios para dentro ou para fora, as pegadas traseiras devem tocar as pegadas dianteiras. No trote os quartos dianteiros e traseiros são mutuamente coordenados enquanto que o dorso permanece firme; quando a velocidade aumenta as pernas convergem sob o corpo na direção da linha central.
Caráter:
O Rottweiler deverá possuir uma expressão de coragem com um distanciamento autoconfiante que não lhe permita a imediata e indiscriminada amizade. Ele possue um desejo inerente de proteger a casa e a família e é um cão inteligente de extrema dureza e adaptabilidade com forte desejo de trabalho.
Um juiz deverá retirar da pista qualquer Rottweiler assustado ou agressivo.

Timidez:
Um cão deverá ser julgado fundamente tímido se, recusando parar para o exame ele recua diante do juiz; se ele teme uma aproximação por trás, se ele teme ruídos repentinos e incomum sem grau acentuado.
Agressividade:
Um cão que ataca ou tenta atacar o juiz ou seu condutor é definitivamente agressivo. Uma atitude agressiva ou beligerante contra outros cães não deverá ser considerada agressividade.
Faltas:
O Padrão é uma descrição do Rottweiler ideal. Qualquer falta na estrutura que se afasta do cão de trabalho acima descrito deverá ser penalizado de acordo com a extensão do desvio.
Desqualificações:
Prognatismo superior ou inferior, falta de quatro dentes ou mais. Pelagem longa. Qualquer cor base que não o preto; total ausência de marcações.
IV. Cão de guarda ideal 
Já faz algum tempo que o Rottweiler é considerado um dos cães mais eficientes na função de guarda.
Preto, musculoso, compacto e com uma expressão assustadora quando está bravo, é considerado um dos cães com a aparência mais intimidatória, fator importante para uma guarda eficiente.
Ele ainda conta com um ótimo fator a seu favor – a desconfiança. O Rottweiler não gosta de estranhos e não adianta tentar, pois não faz amizade de jeito nenhum com desconhecidos. Não adianta querer ganhar sua confiança para depois roubar ou assaltar os donos e a propriedade. Ele já nasce com um instinto muito aguçado e, portanto, não permite a aproximação de estranhos e muito menos contatos próximos com ele.
A forma de ataque da raça pega muita gente de surpresa. O Rottweiler fica normalmente imóvel e silencioso quando alguém vai, por exemplo, invadir seu território. A partir do momento que a pessoa entra em seus domínios, ataca de maneira firme e rápida, sem vacilar. Em seguida morde a vítima com extrema força, imobilizando-a, pois não a larga, fazendo um bom estrago no local atingido. Acontece que sua potência de mordedura é enorme devido a conformação curta do focinho e os músculos muito bem desenvolvidos da mandíbula (possibilitam maior pressão) e a disposição dentária em forma de tesoura – os dentes da frente do maxilar superior ficam um pouco à frente dos inferiores (facilita a retenção da presa).
Se, por exemplo um assaltante estiver em cima do muro da casa, o Rottweiler não ficará latindo e pulando para tentar pegá-lo como fazem algumas outras raças de guarda. Ele permanecerá quieto, observando, e só avançará se houver a invasão local.
Embora pesado, ele tem também bastante agilidade lateral (consegue pular de lado, mudando rapidamente de lugar), devido ao excelente desenvolvimento de seus membros posteriores, uma herança do passado de cão boiadeiro quando tinha de se livrar de coices do rebanho. Essa agilidade lateral é muito útil, pois ajuda nas brigas, fazendo que o cão se livre mais facilmente de qualquer tipo de ataque – mordidas, pauladas, tentativas de imobilização, etc.
É consenso entre os criadores que o instinto de proteção da raça com relação ao dono é tão grande, que se ele for ameaçado, a reação do cão será bem mais rápida e eficiente e o ataque mais forte do que nos casos em que não há ameaça ao dono. O Rottweiler tem um espírito de liderança muito aguçado, por isso, é preciso que seu dono saiba lidar com ele. Precisa ser enérgico nas ordens, impor sua vontade, fazendo com que o cão o obedeça não pela força, mas sim pela postura firme, para que ele entenda a seguinte mensagem: aqui quem manda sou eu”. Só assim, o animal aprenderá a respeitar o dono especialmente no caso dos machos, que possuem essa liderança mais pronunciada.

Saluki (Galgo Persa)

Entre as dinastias XIII e XVII, o Egito suportou a dominação dos hiscos, povos asiáticos nômades e combativos. Seguindo as suas tropas, parece que iam numerosos cães de caça (lebréis) asiáticos, teriam sido cruzados com lebréis egípcios, formando assim os primeiros antepassados salukis. É certo que na atualidade, no Egito não existem salukis, mas unicamente sloughi; mas deve-se notar que, com exceção do pelo, muitas características são comuns a ambas as raças, e pode ser que os cruzamentos mencionados entre lebréis egípcios tenham-se produzido somente nas regiões mais próximas ao Eufrates, quase na fronteira Persa. No final da XVII a, dinastia depois da guerra de liberação, o Egito, vitorioso, estendeu as suas fronteiras até o próprio Eufrates. Também desse modo poder-se-ia explicar a convivência de lebréis asiáticos e egípcios, assim como a localização da raça. Outros opinam que o saluki pode ser uma derivação do tazi ( lebrel afegão), existente desde a época de Gengis Khan e Tamerlão.
Os salukis atuais descendem diretamente dos mais antigos cães de carreira do mundo, que foram talvez os primeiros cães adestrados pelo homem para a caça. Lindo e elegante, de pelo liso e brilhante, e largas franjas na cauda, nas orelhas e nas coxas, o saluki não requer corte especial de pelo nem tratamento algum para a sua apresentação nas mostras.
PADRÃO DA RAÇA - Bruno Tausz
ASPECTO GERAL: de graça e simetria, de grande velocidade e resistência, a combinação de forçae agilidade, lhe permite caçar gazelas ou outra caça, sobre terreno arenoso ou montanhoso e pedregoso. De expressão digna e amável, com um olhar profundo, fiel e penetrante.
CABEÇA: longa e estreita; crânio, moderadamente, largo e reto, entre as orelhas, stop moderado, conferindo, em conjunto, uma imagem de nobreza. Trufa preta ou marrom.
Olhos: grandes e ovais, inseridos no plano da pele, de cor escura a castanho, brilhantes.
Orelhas: longas, com mobilidade, revestidas de pêlos longos e sedosos, caindo junto a cabeça.
Boca: dentes fortes e alinhados.
PESCOÇO: longo, flexível, bem musculado.
TRONCO: dorso muito longo, os músculos, levemente, arqueados no lombo.
MEMBROS ANTERIORES: ombros inclinados e bem articulados, bem musculados, sem rusticidade. O peito é profundo e, moderadamente, estreito. Os membros anteriores são retos e longos, do cotovelo ao carpo.
MEMBROS POSTERIORES: fortes, garupa longa, joelhos, moderadamente, angulados, jarrete curto, sugerindo potência, para corrida e salto.
Patas: moderadamente alongadas, dígitos longos e bem arqueados, formato, entre pés de gato e de lebre, no conjunto, forte e flexível, bem guarnecidas de pêlos, entre os dígitos.
CAUDA: longa, de inserção baixa e portada, naturalmente, curvada, na face ventral, bem guarnecida de franjas longas e sedosas, sem formar tufos.
PELAGEM: lisa e sedosa; leves franjas, na face posterior dos membros e nas coxas; às vezes, leves franjas lanosas, nos ombros e nas coxas (na variedade de pêlo liso, os termos são os mesmos, com exceção da pelagem, que não tem franjas).
Cor: branco, isabela, bege, dourado, vermelho, cinza e castanho, tricolor (branco, preto e castanho), preto e castanho e todas as variações dessas cores.
TALHE: a altura varia entre 58 cm e 71 cm, para os machos e, as fêmeas, são, proporcionalmente, menores.

Samioeda

Este cão é um dos mais antigos que se conhecem, pois descende diretamente, com pureza total, do cão que acompanhou nas suas migrações às tribos dos samoyedas, uma das raças típicas da Sibéria, cujas origens devem-se buscar na pré-história.
A milenária união com o homem deu a esta raça uma domesticidade talvez única entre os animais, mas nunca separada do rigor com que cumpre as tarefas de cão guardião que sempre lhe foram confiadas. Considerado por muitos o mais lindo cão vivente, foi introduzido na Inglaterra há mais de um século e, desde então, figura entre os protagonistas mais destacados das exposições cinófilas.
PADRÃO DA RAÇA -
ASPECTO GERAL: cão Ártico, de figura quase quadrada. De aspecto elegante, revelando robustez, graça, agilidade, dignidade e segurança.
CABEÇA: de crânio robusto e cuneiforme; crista occipital levemente marcada. Stop bem marcado. Focinho forte e profundo; de comprimento quase igual ao do crânio, reduzindo o perímetro gradualmente até a trufa. Cana nasal reta. Os lábios se fecham no nível das bochechas ultrapassando-as ligeiramente. Trufa bem desenvolvida. A linha dos lábios é levemente recurvada nas comissuras, criando o característico sorriso de Samoieda.
Maxilares: articulados em tesoura, sendo tolerada, mas evitada, a mordedura em torquês.
Olhos: marrom escuros, de forma amendoada, inserção bem profunda, oblíqua e bem separados; de expressão inteligente e esperta.
Orelhas: de inserção alta e bem afastadas, relativamente pequenas, triangulares, eretas, com boa mobilidade e ligeiramente arredondadas na ponta.
PESCOÇO: forte, de comprimento moderado e portado erguido e confiante.
TRONCO: de comprimento ligeiramente maior que sua altura na cernelha; o peito é bem profundo; o cão é compacto, mas ágil. Dorso é reto, de comprimento médio e bem musculado. Juba abundante. As fêmeas podem apresentar o dorso ligeiramente mais longo; o lombo bem firme e o ventre moderadamente esgalgado. Visto de frente, o antepeito é bem profundo e bem largo sem ser em barril. Os flancos são bem cintados. A garupa é bem cheia, forte, musculada e levemente inclinada.
MEMBROS: bem articulados e musculados; ossatura robusta e bem desenvolvida. As escápulas são bem inseridas, longas e oblíquas. Visto de frente, os anteriores são aprumados e os cotovelos bem ajustados trabalhando rente ao tronco. Os metacarpos são fortes e flexíveis. Os posteriores, vistos por trás, também se apresentam aprumados, paralelos e fortemente musculados. Os joelhos e os jarretes são bem angulados e a articulação do jarrete é bem baixa. A amputação dos ergôs dos filhotes deve ser feita aos 3 a 4 dias de idade.
PATAS: ovais e flexíveis; os dedos são ligeiramente separados e arqueados.
CAUDA: em atenção ou em movimento, é portada curvada para a frente, sobre o dorso ou de lado, em repouso, de um modo geral, é portada pendente, chegando a alcançar o nível dos jarretes.
MOVIMENTAÇÃO: o Samoieda é um trotador. A andadura é fluente e enérgica; os anteriores com bom alcance de passada e os posteriores têm boa propulsão.
PELAGEM: dupla, sendo a externa abundante, rústica, flexível e densa. O subpêlo é curto, suave, denso e serrado; pêlos mais longos, retos e duros atravessam o subpêlo para armar a pelagem externa. O pêlo forma uma juba em torno do pescoço e sobre os ombros, emoldurando a cabeça, principalmente, nos machos. Na face externa das orelhas, na cabeça e na face anterior dos membros, o pêlo é curto e liso. A base das orelhas é bem guarnecida de pêlos. Os espaços interdigitais encontra-se os pêlos de proteção. A cauda é abundantemente revestida. Nas fêmeas a pelagem é freqüentemente mais curta e de textura mais suave.
COR: branco, creme ou branco e biscoito (a cor de fundo deve ser branco com ligeiras marcas biscoito e jamais parecer bege). A trufa, lábios e orla das pálpebras devem ser pretas. A trufa pode apresentar, às vezes, uma ligeira despigmentação.
TALHE: altura ideal: machos é de 57 cm à 3 cm, e nas fêmeas é de 53 cm à 3 cm.
FALTAS GRAVES: olhos amarelos; orelhas caídas; estrutura fraca; ossatura leve; jarretes de vaca acentuado; pêlo ondulado, longo, fraco e escorrido; características sexuais indefiníveis; cauda em gancho duplo; desconfiado.
DESQUALIFICAÇÕES:
1. – olhos azuis ou heterocromáticos (cada olho de uma cor diferente);
2. – prognatismo superior ou inferior;
3. – qualquer cor de pelagem não descrita neste padrão;
4. – natureza desconfiada ou agressiva.
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal totalmente descidos e bem acomodados na bolsa escrotal.
Comentários: qualquer afastamento dos itens deste padrão será considerado como falta e julgado considerando os méritos do exemplar, a aparência geral e a estrutura.
Os exemplares cujo afastamento seja por atipicidade ou deformidade são passíveis de desqualificação.
Ver igualmente o regulamento de Exposições.
A correspondência dentária não inclui somente a dentadura, mas igualmente os maxilares que devem ser bem desenvolvidos.
A Fórmula Dentária é:
(2 x (3iS+1cS+4pS+2mS)) + (2 x (3iI+1cI+4pI+3mI)) = 42 dentes
onde S = superior; I = inferior; i = incisivos; c = caninos; p = pré-molares; m = molares

São Bernardo

Colosso da espécie canina, símbolo legendário de força e abnegação. O Cão São Bernardo desperta a admiração incondicional do homem, que aprecia suas extraordinárias qualidades estéticas, sua fidelidade e inteligência.
A história deste cão célebre está ligada a da Hospedaria de São Bernardo, fundado pouco antes do ano 1000 pelo jovem Bernardo de Mentón, com a finalidade de recolher os caminhantes e extraviados aos quais surpreendera a tormenta ficando sepultados na neve. Morto Bernardo, varias gerações de monges seguiram o seu exemplo; mas somente na metade do século XVII os monges de São Bernardo decidiram recorrer, para sua obra de auxílio, a cães capazes de enfrentar as neves e os perigos dos altos Alpes.
Segundo alguns autores, os próprios monges teriam criado a raça, antes que recebesse o nome de Hospedaria, cruzando cães montanheses dos Pirineus com alanos alemães; mas esta hipótese não parece confirmada pelas informações que se conseguiu reunir. Tudo permite supor que o São Bernardo provém, pelo contrario,, do mastim do Tibet, sobre cuja difusão escreveu Keller: “Do altiplano do Tibet, o animal domesticado difundiu-se pelo Netpal, Infia e ao mesmo tempo China. A cultura assírio-babilônica conheceu-o durante muito tempo. Parece que não foi conhecido no Egito dos faraós, mas documenta-se a sua presença em tempos de Alexandre; precisamente depois do êxodo de Alexandre da índia até seu ingresso na Grécia como presente do rei Poro. Assim inicia-se em terra grega a criação do molosso, que mais tarde continua, entre os povos de Toma. Os colonizadores romanos conduzem o molosso à Suíça através dos Alpes, assim como a outras localidade da Europa central e ocidental”. Que os romanos, fundadores de importantes colônias na Suíça, tenham levado consigo seus molossos é confirmado por numerosas descobertas da época.
O grande cão romano constitui, logo, o material de origem de um molosso suíço; com o correr do tempo, os exemplares criados nos Alpes sofreram mutações gradativas até alcançar uma variedade autônoma.
Em 1820, a raça estava ameaçada de extinção. Não foi fácil a sua restauração. Um pouco de essa razão, um pouco porque os monges se preocuparam mais pela robustez dos exemplares que por suas qualidades estéticas, não todos os cães da Hospedaria conseguiram ser, como hoje se diria “de exposição”. Os aficionados é que mantiveram pura a raça e cuidaram da criação exclusivamente do ponto de vista dos valores estéticos e seus esforços neste sentido foram coroados pelo maior dos êxitos.
Desde há muitíssimo tempo existem dois tipos de São Bernardo: o exemplar de pêlo longo e o de pêlo curto. Os monges da Hospedaria cuidaram, em especial, da produção de exemplares de pêlo curto, e com boas razões: o pêlo longo oferece bom apoio para a neve que, ao pousar-se nele, transforma-se em grossas agulhas de gelo duríssimas e pesadas, que às vezes tornam impossíveis os movimentos do animal: já aconteceu de alguns exemplares morreram aprisionados nesta couraça de gelo.
E obvio que os moermos meios de comunicação, assim como as atuais estradas, permitem aos viajantes superar os passos alpinos com toda a comodidade; portanto a função original do cão São Bernardo é menos decisiva. Apesar de tudo, este cão ainda é capaz de ser útil ao homem; os monges da antiga Hospedaria utilizam-no como cão de avalancha e, uma vez mais, o São Bernardo logra fazer perdurar a sua lenda. Na foto ao lado cães São Bernardo em Bariloche tiram fotos com os turistas.
PADRÃO DA RAÇA 
Aspecto geral - porte grande, vigoroso, robusto, musculoso, cabeça poderosa e expressão muito inteligente. Nos cães com máscara escura, a expressão pode parecer mais austera, sem conteúdo agressivo.
Talhe
altura: mínima; machos 70 cm e fêmeas 65 cm.
comprimento: (padrão não comenta).
peso: (padrão não comenta).
Pelagem -
a) Pêlo curto: dupla: densa, pelo liso, macio e resistente. Coxas moderadamente revestidas. Mais densa e longa na raiz da cauda, diminuindo ligeiramente até a extremidade. A pelagem da cauda é densa, sem formar bandeira.
b) Pêlo longo: à única diferença e o pêlo moderadamente longo, liso ou levemente ondulado, nunca encaracolado ou crespo e mais assentado O pêlo do dorso, do lombo a garupa, geralmente é mais ondulado. A pelagem da cauda é densa, e o pêlo é moderadamente longo. Na face e nas orelhas o pelo é curto e macio, permitindo-se o pelo um pouco mais longo na base das orelhas. Membros anteriores ligeiramente franjados e, nas coxas, o pêlo é abundante formando culotes.
Cor - branco e vermelho em várias tonalidades ou com predominância do vermelho sobre o branco. Manchas matizadas com marcações em branco. Tanto as cores avermelhadas quanto as tonais idades de marrom amarelado têm o mesmo valor.
Marcações: peito, patas e a ponta da cauda brancos, assim como a linha superior do focinho, uma mancha na testa e na nuca. E desejável o colar inteiramente branco. O manto jamais deverá ter uma só cor, sem mancha branca.
Cabeça - muito forte e imponente.
Crânio - massudo e largo, levemente arqueado, em suave curvatura, lateral com arcadas zigomáticas proeminentes e bem desenvolvidas, occipital moderadamente marcado. Arcadas superciliares bem desenvolvidas e quase ortogonais ao plano longitudinal. Sulco sagital profundo na raiz do focinho, bem marcado entre os olhos, desfazendo-se, gradualmente em direção ao occipital. Do canto distal do olho até o occipital, os planos das faces são divergentes no sentido caudal Em atenção, a pele da testa forma pregas mais ou menos pronunciadas.
Stop - bem marcado.
Olhos - inserção medianamente junta e profundidade moderada, tamanho médio, marrom escuro. As pálpebras inferiores geralmente apresentam leve ectrópio.
Orelhas - tamanho médio, bem desenvolvidas na base, triangulares, com pontas arredondadas, inserção relativamente alta, levemente separadas, caídas rente, tocando as faces com o bordo anterior e o posterior ligeiramente afastado.
Focinho - curto e quadrado na raiz, maior que o comprimento. Cana nasal reta ou levemente romana, com um sulco raso bem largo.
Trufa - preta, bem desenvolvida, larga, narinas abertas.
Lábios - pretos. O superior bem desenvolvido, suavemente recortado, formando um arco na linha inferior, caindo ligeiramente.
Mordedura - em tesoura, em torquês ou leve prognatismo inferior. admite-se a falta de P1 Desejável mucosas pretas.
Tronco -
Pescoço - inserção alta, poderoso, erguido quando em atenção, normalmente próximo a horizontal ou ligeiramente abaixo, Nuca bem musculosa e marcada. Barbela bem pronunciada.
Dorso - muito largo, reto.
Lombo - forte, curvando suavemente até a garupa.
Costelas - bem arqueadas.
Peito - profundo, a nível dos cotovelos.
Ventre - nitidamente destacado e levemente esgalgado.
Garupa - levemente arqueada.
Membros -
Ombros - oblíquos e largos, poderosos e muito musculados, cernelha bem marcada.
Anteriores - antebraço extraordinariamente musculado. Braços retos e robustos.
Posteriores - muito fortes, coxas bem musculadas, jarretes moderadamente angulados.
Patas - largas, bem ajustadas, dedos fortes e bem arqueados. Ergôs podem ser removidos.
Cauda - larga e forte na raiz, longa e bem pesada, terminada em ponta, vigorosa e caimento reto ou ligeiramente curvada em seu terço distal quando em repouso. Em atenção, a cauda é portada acima da horizontal.
Movimentação - (padrão não comenta).
Indesejável - ectrópio excessivo, excesso de rugas.
Faltas - qualquer desvio dos termos do padrão deve ser considerado como falta devendo ser penalizada na exata proporção de sua gravidade. Cauda encrespada ou em penacho. Todas as outras cores, salvo da máscara escura na cabeça e nas orelhas. Lábios inferiores muito pendentes.

Schnauzer Gigant

Descrição da Raça
É uma das diversas raças de Schnauzer. Como a maioria das raças grandes, esta também necessita de uma quantidade considerável de exercícios.

Esta raça se originou na Alemanha, durante a Idade Média, através do Schnauzer padrão. Tornou-se popular por servir como cão de pastoreio, mas sua maior necessidade de alimento, em comparação com algumas outras raças, fizeram com que se tornasse menos popular, principalmente para fazendeiros com orçamentos apertados e com recursos limitados.

Sua popularidade cresceu outra vez no final do século 19, principalmente por poder ser usada como cão de guarda.

O Schnauzer Gigante possui pelagem externa áspera, e a interna é densa e macia, a cor é preta ou de pimenta-e-sal, pesa entre 32 e 45 quilogramas e medem entre 59 e 70 centimentros.

É um cão grande, poderoso, dominante e que necessita de um treinamento e um alimentador consistente.

O treinamento adiantado e consistente é necessário pois o Schnauzer Gigante tende a ser muito intencional. Sua habilidade de compreender um comando nem sempre pode ser traduzida em obediência. Um Schnauzer Gigante bem treinado responderá velozmente e poderá aprender comandos muito rapidamente.

Schnauzers Gigantes costumam ser cães muito leais e inteligentes, são leais a familia, adoram as crianças e tem uma enorme paciência com elas,é um defensor nato,aprende tudo com muita rapidez, e gosta de que ensinem truques novos para ele, quando filhotes são extremamente daninhos. Mas não tem quem não se apaixone pela raça, pois apesar do grande tamanho são extremamente carinhosos e meigos com seus donos e ele adora bolinhos.

Schnauzer Miniatura

É sabido que os cães costumam sentir amizade pelos cavalos. Mas existem os que tem uma verdadeira predileção pelo nobre animal: entre estes sobressai o schnauzer.

Quando na Europa, central especialmente, estava quase completamente coberta de grandes bosques e os viajantes deviam fazer cansativas travessias em diligência, a presença do schnauzer era indispensável: durante o trajeto diurno corria ao lado dos cavalos, quase nos seus calcanhares; cada tanto se adiantava a eles para inspecionar o caminho, latindo furiosamente quando advertia algo suspeito. Nas horas noturnas acomodava-se junto ao pontilhão.

Hoje, temos conhecimento, de que os Schnauzers são cães de certa forma antigos, através de pinturas de Albrecht Dürer, Rembrandt e outros, datadas de meados do século XV.

As origens deste cão são confusas e podem-se vincular com as do terrier mais antigo. Por outra parte, o schnauzer é um verdadeiro terrier; na Itália, na França e outros paises é classificado entre os cães guardiões, cujas tarefas cumpre com grande valentia; isto não impede, entretanto, que seja considerado entre os terrier, como bem diz o seu nome alemão de schnauzer pinscher (“pinscher” significa, precisamente, “terrier” e Schnauzer que deriva da palavra alemã, que significa FOCINHO, referindo-se aos pêlos abundantes que a raça apresenta na região do focinho, que ao alongar-se, forma BIGODES, aparentando-se mais a uma BARBA ABUNDANTE, que é a principal característica das raças Schnauzers, além das longas sobrancelhas.).

Provém de Württemberg, da Baviera e de Baden-Baden, mas há muito tempo que se difundiu, também, na Suíça setentrional e na Alemanha, com o nome de pinscher de pêlo duro.

Suas múltiplas qualidades (é forte, vigilante, muito robusto, rude, dinâmico, fiel, inteligentíssimo) fazem dele um cão particularmente apto para a guarda e a defesa pessoal e também para a companhia; graças a seu caráter jovial e graciosa fisionomia, caracterizada pelo pêlo do focinho, que ao alongar-se, forma “bigodes” e sobrancelhas muito longas.

Com o nome de Wirehaired Pinscher (Pinscher de Pêlo Duro), pela primeira vez, um Schnauzer foi apresentado em uma exposição canina oficial, na Alemanha, em 1879, sendo que, a primeira Exposição Especializada de Schnauzers, somente viria a acontecer em Stuttgart, Alemanha, em 1890.

Atualmente, de acordo com critérios da F.C.I., os Schnauzers pertecem ao Grupo 2, onde estão incluidos os cães do tipo Molossos, Boiadeiros Suiços, Pinschers e Schnauzers .

O Schnauzer Miniatura ganhou popularidade internacional a partir da Segunda Guerra Mundial, chegando mesmo a ultrapassar o Schnauzer Standart em número de registros.

Existem três tamanhos de Schnauzers, sendo eles:
1. Miniatura ou Anão
2. Standard
3. Gigante

As cores encontradas nos Schnauzers são:
1. Sal e Pimenta
2. Preto
3. Preto e Prata
4. Branco.

Setter Inglês

O setter inglês distingue-se, segundo a cor da pelagem, em três variedades (não raças, já que os dados somáticos são idênticos): o lemon belton, de pelagem branca com manchas cor de laranja, o blue belton, de pelagem branca com manchas e pintas preto-azuladas, e o liver belton, de pelagem branca com manchas castanhas. O blue belton, às vezes, mostra tonalidades cor de fogo acima dos olhos, neste caso são chamados tricolores.
Este setter também é denominado setter lawerack, embora impropriamente: o lawerack constituiu em outra época uma variedade importante de setter inglês, hoje quase desaparecida.
Originalmente, o setter era de cor branca com manchas pretas e vermelhas; tinha, além disso, uma constituição um tanto maciça. Colaboraram para refiná-lo vários criadores, que dedicaram os seus esforços e cuidados a este cão; entre eles estava Lawerack. De origem muito modesta, (quando jovem exercia o ofício de sapateiro), herdou dum parente distante uma grande fortuna, o que lhe permitiu dedicar-se à sua paixão: a caça. Foi assim que advertiu que o setter, então existente no condado de Shrop, não possuía as qualidades cinegéticas e estéticas que desejava. Adquiriu dois exemplares brancos com pintas azuis (blue belton), iniciou a criação e a seleção. Empregou toda a vida nesta tarefa, mas finalmente conseguiu criar cão magnífico. Aos setenta e três anos de idade publicou um livro – The setter – que ainda hoje é considerado um das obras mais interessantes da literatura cinófila. Mas, como foi dito, Lawerack limitou-se a selecionar uma linha se setter, os quais, embora maravilhosos, foram logo superados por outros, principalmente pelos exemplares que Llewellin, sucessor de Lawerack, levou a um alto grau de perfeição. Ainda hoje, os exemplares desta linha são muito apreciados (setter llewellin), também modificados pela constante obra de seleção a que foram submetidos no transcorrer do tempo.
PADRÃO DA RAÇA 
Padrão FCI Nº 2 / 07 . 09 . 1998 / GB
Origem: Grã-Bretanha.
Data da publicação: 24/ 06/1987.
Utilização: cão de aponte.
Classificação F.C.I.: Grupo 7 Cães de Aponte.
Seção 2.2 – Pointeres e Seteres britânicos e Irlandeses
Com prova de trabalho.
ASPECTO GERAL: de tamanho médio, com os contornos definidos e de estampa e movimentação elegantes.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: muito ativo, com forte instinto de caça. Extremamente amistoso e de boa índole.
CABEÇA: portada alta, longa, razoavelmente seca.
REGIÃO CRANIANA
Crânio: bem desenvolvido, oval entre as orelhas, com a protuberância do occipital bem marcada.
Stop: bem definido.
REGIÃO FACIAL
Trufa: de cor preta ou fígado, de acordo com a cor da pelagem. Narinas são largas.
Focinho: moderadamente, profundo e bem quadrado. A distância, da ponta da trufa ao stop, é igual ao comprimento do crânio, desde o stop até o occipital.
Lábios: devem ser, moderadamente, pendentes
Maxilares / dentes: maxilares fortes de comprimento aproximadamente igual. Dentes perfeitos e mordedura em tesoura perfeita, regular e completa. Dentes superiores articulam-se sobrepostos rentes aos inferiores e dispostos em posição ortogonal aos maxilares. É desejável a dentadura completa.
Olhos: ovais e inseridos no plano da pele, brilhantes, meigos e expressivos. Cor variando entre o avelã e o marrom escuro, melhor, o mais escuro. Somente no fígado belton, os olhos, ligeiramente, mais claros são aceitáveis.
Orelhas: de comprimento médio, inserção baixa, portadas caídas, rente às faces, em dobra nítida; e a ponta aveludada, a região proximal é revestida de pêlos finos e sedosos.
PESCOÇO: razoavelmente longo, musculoso e seco, levemente, arqueado na nuca e, nitidamente, recortado onde ele se articula com a cabeça. Na direção do ombro, se alarga, bem musculoso, de forma elegante e sem barbela.
TRONCO: de comprimento médio.
Dorso: curto e nivelado.
Lombo: largo, ligeiramente arqueado forte e musculado.
Peito: profundo no antepeito, boa profundidade entre as escápulas. Costelas arredondadas, bem arqueadas; profundo, no prumo das costelas falsas, isto é, com a caixa torácica bem desenvolvida.
CAUDA: inserida no alinhamento da linha superior, de comprimento médio, até no máximo o nível dos jarretes, Bandeira ou franjas pendentes em longas mechas. As franjas iniciando logo abaixo da raiz da cauda, são maiores no segmento medial e diminuem suavemente para a ponta: pêlos longos, brilhantes, macios e sedosos, ondulados, mas não encaracolados. Portada quase nivelada ao dorso, em sutil curva ou em forma de cimitarra, sem tendência a se elevar, com movimento vigoroso e açoitante.
MEMBROS
ANTERIORES:
Ombros: oblíquos e bem angulados.
Cotovelos: bem baixos, trabalhando rente ao tórax.
Antebraços: retos e bem musculados, com ossos de seção redonda.
Metacarpos: curtos, fortes, retos e de seção redonda.
POSTERIORES: bem musculados incluindo as pernas. Longos da garupa ao jarrete.
Coxas: Longas.
Joelhos: bem angulados.
Jarrete: é bem curto e, perfeitamente, direcionado para frente.
PATAS: bem almofadadas, compactas, protegidas por pêlos entre os dígitos, bem arqueados.
MOVIMENTAÇÃO: fluente e graciosa, revelando velocidade e resistência. A movimentação dos jarretes revela forte propulsão nos posteriores, que, vistos por trás, trabalham aprumados. Cabeça portada naturalmente alta.
PELAGEM
PÊLOS: desde a nuca, alinhada com as orelhas, a pelagem é longa e sedosa, ligeiramente ondulada, sem ser encaracolada ou encacheada; nos segmentos proximais dos membros anteriores e posteriores, cai, bem franjada.
COR: preto e branco (azul belton), laranja e branco (laranja belton), limão e branco (limão belton), fígado e branco (fígado belton), ou tricolor, isto é, azul belton-e-castanho ou fígado, belton-e-castanho; aqueles sem manchas grandes pelo corpo, mas salpicadas (belton) são os preferidos.
TALHE:
machos: 65 a 68 cm
fêmeas: 61 a 65 cm
NOTA DA COMISSÃO DE PADRÕES: “BELTON” é um termo usualmente utilizado para a descrição da pelagem característica do seter inglês. Belton é uma vila em Northumberland. Este termo foi criado e divulgado pelo livro sobre o seter inglês escrito pelo Sr. Edward Lavarack, criador que exerceu preponderante influência no atual aspecto da raça.
FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

Shar Pei

Origem: 
A origem do Shar- Pei é incerta. Pode ser um descendente do Chow Chow, a quem se assemelha pela “língua azul”. É possível que tenha surgido inicialmente no Tibete ou no Norte da China há 20 séculos, sendo que os primeiros exemplares da raça eram bem maiores do que os atuais O tipo físico original do Shar-Pei foi se perdendo na própria China, a partir do final da década de 40. Foi o preço pago pelo mundo canino em conseqüência da Revolução Comunista no país, em 1949. Nessa época, a raça quase foi extinta. A posse de cães e outros animais de estimação viraram um luxo proibido. Abriu-se uma exceção para os cães de camponeses que comprovadamente os usavam para caça. Os demais só poderiam ter o direito de existir se seus proprietários arcassem com multas altíssimas. Caso contrário, a sentença era a execução, cumprida pelos soldados de Mao Tse Tung. Os cães “não trabalhadores” do país viram alimento para o povo esfomeado
Característica:
De aparência exótica e bastante singular, o Shar-Pei é um cão compacto, ágil e forte, caracterizado pela pele solta que forma pregas pelo corpo. Tem orelhas pequenas e retangulares, dobradas em direção aos olhos. Sua cauda é vertida em direção ao tronco e sua pelagem é curta e eriçada.
Parece estar sempre um pouco “triste”, mas é um cachorro alegre e que se adapta bem a casa. Tranqüilo e leal tem particular facilidade em se relacionar com as crianças.
A principal característica física da raça – a abundância de rugas – foi recentemente alterada pelos chineses, mas quando filhote o Shar-Pei ainda é considerado o cão mais enrugado do mundo.
Essas características rugas do Shar-Pei requerem cuidadas especiais, já que entre suas dobras acumulam-se facilmente sujeira e umidade, podendo ocasionar seborréia, dermatite e micose, ocasionando eventuais feridas na pele (que podem evoluir para um câncer de pele) e mesmo mau cheiro.
Para evitar este quadro, a única recomendação segura é manter o cão sempre bem seco e limpo. De preferência após o banho o dono deve secá-lo com uma toalha e deixá-lo ao sol a fim de eliminar os resquícios de umidade
As rugas da cabeça podem também causar problemas de vista, especialmente se caem na frente dos olhos, pois acabam fazendo com que as pálpebras e cílios entrem nos olhos (entrópio), causando uma irritação que pode evoluir para lesões na córnea, levando à cegueira. Para evitar isso, recomenda-se que se dê 3 pontos nas pálpebras do cão ainda filhote a fim de que se formem “pregas” que impedem que as pálpebras caiam sobre os olhos. Esse procedimento só surte efeito quando o cão é filhote, pois a musculatura está em processo de desenvolvimento, o mesmo não cabendo para o cão adulto, com a musculatura desenvolvida. Neste caso, o único recurso é uma cirurgia definitiva, que retira parte de pálpebra. Assim, ao primeiro sinal de irritação nos olhos é conveniente procurar um veterinário para um diagnóstico preciso.
SER SHAR PEI É: 
• Aprender rapidamente os hábitos de higiene
• Gostar de ficar deitado ao lado dos donos, na maior tranqüilidade.
• Nada de grandes agitos e correrias.
• Dar-se bem com pessoas estranhas
• Nem sempre gostar de outros cães, herança das raças de luta
• Viver bem em lugares grandes ou pequenos
• Ser caseiro, de fácil adaptação
• Não precisar de mais de 15 minutos de passeio por dia
• Latir pouquíssimo
• Gostar de crianças, ainda que canse logo e não agüente horas de folia
• Chamar atenção onde quer que esteja
• Conquistar corações com um jeito especialmente envolvente e cativante.
PADRÃO DA RAÇA
APARÊNCIA GERAL: forte e compacto. Shar-Pei significa “Pele de Areia”. A pele deve ser flexível e áspera, enquanto a pelagem é curta e eriçada. Na sua infância, ostenta pesadas pregas por todo o corpo. No cão adulto, as pregas pronunciadas, ficam limitadas á cabeça e cernelha.
PROPORÇÕES IMPORTANTES: o comprimento do tronco, do esterno à nádega, é, aproximadamente, igual à altura na cernelha; as fêmeas podem ter o tronco, sutilmente, mais longo. O comprimento do focinho é, aproximadamente, igual ao do crânio.
COMPORTAMENTO – TEMPERAMENTO: ativo e ágil. Calmo, independente leal e afeiçoado às pessoas.
CABEÇA
REGIÃO CRANIANA: o crânio é arredondado e largo na base, mas achatado e largo na frente.
Stop: moderado.
PREGAS: as pregas da pele, na cabeça, devem ser profundas sem, entretanto, obstruir os olhos. A descrição chinesa da forma da cabeça é “Who Lo Tau”, que significa, cabaça. Essas rugas fazem, na fronte, uma marca, que reporta ao Símbolo da Longevidade na China. Essa característica é essencial para a raça, porque, a Marca da Longevidade, aparece, apenas, em felinos, como os tigres e os leões. Em cães, apenas, nas raças do tipo mastife.
Cuidados:
Alimentação: Forneça ração de boa qualidade ao seu cão 2 vezes ao dia na quantidade indicada pelo fabricante. Comida caseira, gordura, farináceos e molhos são prejudiciais, por não conter o nível nutricional essencial que seu cão necessita, podendo causar também dermatite. Não se esqueça de deixar a disposição água fresca à vontade.
Higiene:
O Shar-pei detesta chuva e sujeira, por isso não precisa muitos banhos. Quando necessário, escolha um dia quente para o banho. Utilize sabão de côco, enxugue bem as suas dobrinhas evitando assim, assaduras, dermatites e sarnas. Verifique sempre os ouvidos se estão bem secos, se ainda estiver molhado, seque com cotonetes com cuidado. Mantenha sempre as rugas limpas e secas. Oleosidade excessiva também pode causar dermatite.
Para manter os olhos limpos lave-os periodicamente com chá de camomila gelado. Se as pálpebras virarem para dentro (entrópio por excesso de rugas) é necessário cirurgia corretiva. Alguns criadores dão pontos nas pálpebras dos filhotes para minimizar o problema.
Acomodações:
Partindo da premissa que o seu cão é um novo membro da família escolha um bom lugar para ele ficar, dentro de casa. Confeccione uma caixa para servir de cama, coloque algum pano, tipo cobertor, no inverno o Shar-pei sente muito frio, não deixe o seu cão dormir em lugares úmidos ou com vento. O piso a onde o seu cão ficará maior tempo não deve ser liso como lajota, cerâmica, etc… De preferência use piso de cimento não muito áspero ou carpete, para não prejudicar o seu desenvolvimento.

Shih-Tzu

Em chinês “shih-tzu” significa leão. Na região budista o leão éconsiderado um animal-atributo da divindade; nas pinturas antigas, o próprio Buda era representado, às vezes, junto a um leão. Agora já não há leões na China, nem sequer no Tibet; talvez por esta razão os pequenos cães de aspecto leonino sejam tão apreciados pela população daquelas regiões.
Formados provavelmente na corte do Celeste Império, através do cruzamento dos pequenos cães sagrados do Tibet com os antepassados do pequinês contemporâneo, foram importados pela primeira vez à Inglaterra em 1930; desde então, muitos exemplares foram criados com sumo cuidado na Europa. Infelzmente, em alguns casos, foram cruzados com pequineses para obter uma altura menor.
OUTROS NOMES: Chrysabthemum dog, Lion dog.
Padrão da Raça 
Padrão FCI nº 208;
Origem: Tibete;
Nome de origem: Shih-Tzu;
Utilização: companhia.
Classificação FCI – grupo 9 – Cães de Companhia;
- Seção 5 – Cães do Tibete;
- Sem prova de trabalho.
-
ASPECTO GERAL - robusto, pelagem abundante, porte, distintamente, arrogante com cabeça bem lembrando o crisântemo, de temperamento amistoso e independente, inteligente ativo e alerta.
- -
PROPORÇÕES - (padrão não comenta).
- -
TALHE – altura na cernelha: máxima 26,7 cm.
- – comprimento: (padrão não comenta).
- peso: de 4,5 a 8,1 quilos. Ideal de 4,5 a 7,3 quilos.
Altura, Tipo e características da raça são da maior importância e não devem ser preteridas pelo tamanho.
- -
TEMPERAMENTO - (padrão não comenta).
- -
PELE – (padrão não comenta).
– -
PELAGEM – longa, densa não cacheada, com bom subpêlo. Uma leve ondulação é permitida. Recomenda-se que os pêlos da cabeça sejam atados.
- -
COR - todas as cores são permitidas; uma faixa branca na fronte e na ponta da cauda são altamente desejadas nos particolores.
- -
CABEÇA – cabeça larga, redonda, profusamente peluda, com pêlos caindo sobre os olhos, bem separados, boa barba e bigodes. Os pêlos crescendo para cima no focinho conferem-lhe uma clara semelhança com o crisântemo.
- Crânio -
- Stop - reto, de nível ou levemente arrebitado, quadrado e peludo, sem rugas. Cana nasal em linha com a pálpebra inferior ou levemente abaixo.
- Focinho - bem largo, curto, com cerca de 2,5 cm da ponta ao stop.
- Trufa - preta, podendo ser cor de fígado, em cães dessa cor, ou com marcações fígado, com pigmentação o mais homogênea possível. Narinas bem abertas, stop bem definido. Trufa inclinada para baixo ou pontuda são características altamente indesejáveis.
- Lábios - de nível.
- Mordedura - larga, ligeiramente, prognata inferior ou em torquês.
- Olhos - grandes, redondos, escuros, inseridos bem separados, sem ser proeminentes. Expressão calorosa. Nos cães de cor fígado, ou com marcações dessa cor, olhos mais claros são permitidos, desde que a íris cubra o branco dos olhos.
- Orelhas - grandes, com lóbulos longos, portadas caídas inseridas, ligeiramente, abaixo da abóbada craniana. Deve, ser tão profusamente cobertas de pêlos que, se confundem com a pelagem do pescoço.
- -
PESCOÇO – bem proporcionado, graciosamente arqueado, suficientemente longo, para portar a cabeça alta.
- -
TRONCO - a distância, entre a cernelha e a raiz da cauda, é maior que a altura na cernelha. Bem compacto e forte.
- Cernelha – (padrão não comenta).
- Dorso – reto
- Peito - largo e profundo.
- Costelas – (padrão não comenta).
- Ventre - (padrão não comenta).
- Lombo - (padrão não comenta).
- Garupa - (padrão não comenta).
- -
MEMBROS
Anteriores - curtos, com boa musculatura e ossatura, tão retos quanto possível.
- Ombros – firmes, bem oblíquos.
- Braços – (padrão não comenta).
- Cotovelos – (padrão não comenta).
- Antebraços – (padrão não comenta).
- Carpos – (padrão não comenta).
- Metacarpos – (padrão não comenta).
- Patas – arredondadas, firmes com boas almofadas plantares, parecendo grande pela pelagem abundante.
- -
Posteriores - membros curtos e musculosos, com boa ossatura. Visto por trás, retos. Coxas devem parecer volumosas, em virtude da pelagem abundante.
- Coxas – bem arredondadas e musculosas
- Joelhos – (padrão não comenta).
- Pernas – (padrão não comenta).
- Metatarsos – (padrão não comenta).
- Jarretes – (padrão não comenta).
- Patas – arredondadas, firmes com boas almofadas plantares, parecendo grande pela pelagem abundante.
- -
Cauda - de plumagem abundante, inserção e porte altos, alcançando, aproximadamente, o nível do alto do crânio, o que confere uma aparência equilibrada.
- -
Movimentação – altiva, fluente, com longo alcance à frente e forte propulsão dos posteriores, exibindo as almofadas plantares.

Spitz Alemão / Lulu da Pomerânia

O spitz alemão remonta da idade da pedra, a origem vem do Turfspitz (canis familiaris palustris) são as mais antigas raças de cães da Europa Central. Muitas outras raças foram reproduzidas a partir delas. Nos países de língua não germânicos os wolfspitz são conhecidos como keeshonds e o Spitz anão como Pomerânia.

O nome Pomerânia deriva de uma pequena região agora compartilhada entre a Alemanha oriental e a Polônia ocidental. A raça veio originalmente de lá, presumivelmente derivado de um Spitz. A Rainha Charlotte (a esposa do Rei George III) importou um casal da Inglaterra em 1767. Ela deu nome a eles de Phoebe e Mercúrio. Ela gostou tanto da raça que mandou pintar vários quadros e, essas pinturas podem ser vistas em vários locais em Londres. Nestas pinturas está claro que o pômerania era substancialmente maior que a variedade moderna – pesando talvez 12 quilos comparados ao dia moderno 2.5 quilos em média.

O envolvimento de Rainha Victoria foi de grande importância para o desenvolvimento da raça. Embora ela fosse neta de Charlotte, ela parece não ter se encontrado com os caes até 1888 quando viajava pela Itália. Ela parece ter obtido vários cães em Florença, e desenvolveu uma afinidade particular com a raça. Seu cãozinho favorito, o Turi estava ao seu lado quando morreu. O interesse da Rainha Victoria teve um impacto na evolução em cães menores – o Pomerânia dela pesava aproximadamente 6 quilos.

Com a popularidade da Rainha Vitória o público aumentou o interesse pela raça e, com isso o interesse pelo pomerânia cresceu. O Kennel Clube reconheceu a raça em 1870 mas até 1900 havia relativamente poucos exemplares competindo nas exposições.

O primeiro Pomerânia registrado pelo Kennel Clube americano (AKC) foi Dick em 1888.

Seu nome em diferentes regiões: 

Lulu é apelido da raça na França e no Brasil .

Pomerânia é o nome que americanos e canadenses usam e que em seus padrões deve ter de 1,3 a 3,1 quilos. Como a nossa criação se baseava na americana até 1986, muitos estão mais familiarizados com tal nome.

Spitz Alemão é o nome da raça no País de origem, a Alemanha, e adotado pela Federação Cinológica Internacional, que rege mais de 70 países, inclusive a maior parte da criação brasileira.

PADRÃO DA RAÇA
SPITZ ALEMÃO,
INCLUSIVE O
KEESHOND E POMERÂNIA
(Deutscher Spitz, inklusive Keeshond und Pomeranian)Padrão FCI nº 097 / 05-03-1998 /
Origem: ;
Nome de origem: Deutscher Spitz (Wolfspitz, Grosspitz, Mittelspitz, Kleinspitz, Zwergspitz);
Utilização: companhia.
Classificação FCI - – grupo 5 – Cães Spitz e Tipo Primitivo;
- Seção 4. – Spitz Europeus;

ASPECTO GERAL - o que seduz nos Spitz é a sua beleza de suas pelagens mantidas eretas pela abundância do subpêlo. Particularmente impressionante é a exuberante juba em torno do pescoço e a frondosa cauda emplumada portada, de maneira soberba, deitada sobre o dorso. A cabeça de raposa de olhos aguçados e inteligentes e as orelhas pequenas, pontudas e de inserção conferem ao spitz alemão aquele ar característico impertinente.
- -
PROPORÇÕES - a proporção entre a altura na cernelha e o comprimento do tronco: 1: 1.
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TALHE – altura na cernelha:
a) Wolfspitz / keeshond 49 cm ± 6 cm
b) Spitz gigante 46 cm ± 4 cm
c) Spitz médio 34 cm ± 4 cm
d) Spitz pequeno 26 cm ± 3 cm
e) Spitz anão / pomerânia 20 cm ± 2 cm
Cães abaixo 18 cm indesejável.
- – comprimento: (padrão não comenta).
- peso: cada variedade do spitz alemão deve ter um peso correspondente ao seu tamanho.
- -
TEMPERAMENTO - o spitz alemão é sempre alerta, esperto e excepcionalmente devotado ao seu amo. De fácil condução é fácil de treinar. Sua desconfiança para com estranhos e a ausência do interesse para a caça o tornam ideal como cão vigia, para o lar e fazenda.
Não é tímido sequer agressivo. Seus mais importantes atributos são a resistência a mudanças climáticas, a robustez e a longevidade.
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PELE - de revestimento ajustado ao corpo sem qualquer ruga.
- -
PELAGEM - dupla. Longa reta, eriçada com subpêlos curtos retos e algodoados. Nas faces, orelhas, face anterior dos membros e nas patas, o pêlo é curto e fechado; no restante do corpo é longo e opulento. No pescoço e nos ombros onde o pêlo arma-se bem rígido e perpendicular ao corpo ficando bem arejado. Não é ondulado, cacheado ou agrupado em tufos. Não se reparte na linha de dorso, mas se estende, bem arejado, em todos os sentidos, atingindo seu comprimento máximo na linha inferior do pescoço e da cauda. A face posterior dos membros é guarnecida de fartas franjas descendo e diminuindo gradativamente de comprimento. Nos anteriores a franja se estende do cotovelo ao metacarpo; nos posteriores o culote desce somente até o jarrete. A cauda é frondosamente emplumada.
- -
COR - a) Wolfspitz / keeshond: cinza sombreado.
- b) Spitz gigante: preto, marrom e branco.
- c) Spitz médio: preto, marrom e branco, laranja, cinza sombreado, outras cores.
- d) Spitz pequeno: preto, marrom e branco, laranja, cinza sombreado, outras cores.
- e) Spitz anão / pomerânia: preto, marrom e branco, laranja, cinza sombreado, outras cores.
Spitz preto: a pele e o subpêlo devem ser pretos e a pelagem é negra brilhante sem vestígios de branco ou de qualquer outra marcação.
Spitz branco: pelagem toda em branco puro, sem nuances, particularmente amarelas que freqüentemente aparecem nas orelhas.
Spitz marrom: pelagem de cor marrom escuro toda uniforme.
Spitz laranja: unicolor, uniforme, sem apresentar tonalidades intermediárias.
Spitz sombreado de cinza / keeshond: o sombreado cinza é um cinza prateado com as pontas dos pêlos pretas. Focinho e orelhas pretas, olhos arredondados e bem definidos revelados por delicadas pinceladas de linhas pretas partindo do canto externo dos olhos para o ângulo mais baixo da orelha, arrematado com marcas bem definidas e sombreadas formando uma sobrancelha; juba dos ombros mais clara; anteriores e posteriores sem qualquer marca preta sob os cotovelos ou joelhos, exceto por pinceladas pretas nos dígitos; ponta da cauda preta; face ventral da cauda e culotes em cinza prateado pálido.
Spitz de outras cores: o termo outras cores inclui todos os tons de cores como creme, sable claro, sable alaranjado, preto e castanho e particolor (com branco sempre como cor principal). Manchas pretas, marrom, cinza ou laranja devem ser distribuídas pelo corpo inteiro.
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CABEÇA - de tamanho médio. Vista de cima, a largura máxima da região posterior reduz-se progressivamente até a ponta do nariz conferindo o aspecto cuneiforme.
Crânio -
Stop - de moderado para marcado, jamais abrupto.
Focinho - não muito longo, agradavelmente proporcionado ao crânio. (No Wolfspitz / Keeshond, spitz médio e gigante a proporção entre o comprimento do focinho e o do crânio é, aproximadamente 2:3, no spitz anão e no spitz toy, aproximadamente, 2:4.).
Trufa - pequena, arredondada e de cor preto puro, marrom escuro no spitz marrom.
Lábios - sem excessos, bem ajustados aos maxilares tocam-se sem encobrir-se e sem fazer qualquer vinco na comissura. O contorno dos lábios e das pálpebras são completamente pretos em todas as cores dos Spitzs e marrons nos exemplares marrons. Bochechas suavemente arredondadas sem ser proeminentes.
Mordedura - maxilares moderadamente desenvolvidos, revelando uma mordedura em tesoura com os 42 dentes obedecendo a fórmula dentária canina, isto é, dentes superiores ultrapassando ajustados os inferiores e ortogonalmente inseridos. A mordedura em torquês é permitida em todas as variedades.
Olhos - tamanho médio, alongados, levemente oblíquos e escuros. A rima dos olhos é preta em todas as cores e marrom escuro nos cães marrons.
Orelhas - pequenas, triangulares, pontudas, inserção alta, o mais próximo possível, sempre bem rígidas e empinadas para cima.
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PESCOÇO – de comprimento médio, inserção larga nos ombros, ligeiramente arqueado, sem barbelas, e revestido por uma juba espessa, profusa e farta.
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TRONCO -
Linha superior – começa na ponta das orelhas portadas eretas e ligando-se numa suave curva com o dorso curto e reto. A frondosa cauda emplumada, que cobre parcialmente o dorso, arredonda a silhueta.
Cernelha – a cernelha alta descende imperceptivelmente para o dorso.
Dorso – reto firme e o mais curto possível.
Peito - profundo bem arqueado, com antepeito bem desenvolvido.
Costelas – (padrão não comenta).
Ventre - (padrão não comenta).
Lombo - de acoplamento curto com o dorso, é largo e robusto.
Linha inferior – o esterno alcança o mais baixo possível; o ventre e apenas levemente esgalgado.
Garupa - larga e curta, sem ser caída.
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MEMBROS
Anteriores - retos, mais para frente larga.
Ombros – a escápula é longa e bem angulada. O antebraço é aproximadamente do mesmo comprimento, forma um ângulo de 90° com a escápula. Bem musculado e firmemente articulado através de músculos com o tórax.
Braços – (padrão não comenta).
Cotovelos – articulação forte, trabalhando rente ao tórax e corretamente direcionado para a frente.
Antebraços – de comprimento médio relativamente ao tronco, robusto e inteiramente reto. O contorno do antebraço é bem franjado.
Carpos – (padrão não comenta).
Metacarpos – robustos, de comprimento médio faz um ângulo de 20° com a vertical.
Patas – o menor possível, redondas e compactas, assim chamada pés-de-gato, com dígitos bem arqueados. As unhas e almofadas plantares são pretas em todas as cores, mas marrom escuro nos cães marrons.
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Posteriores - bem musculados e abundantemente franjados até os jarretes. Os membros posteriores são retos e paralelos.
Coxas – aproximadamente do mesmo comprimento da perna.
Joelhos – de articulação forte com angulação apenas moderada, movimentando-se corretamente direcionadas para a frente.
Pernas – aproximadamente do mesmo comprimento da coxa.
Metatarsos – (padrão não comenta).
Jarretes – de comprimento médio, muito forte e perpendicular ao solo.
Patas – o mais pequenas possível, bem compactos com dedos bem arqueados, assim chamados pés-de-gato. Almofadas plantares bem grossas. A cor das unhas e almofadas é o mais escura possível.
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Cauda - de comprimento médio e inserção alta. Lança se para cima e enrola-se para encobrir o dorso, reta desde a raiz. Deitada para frente sobre o dorso é frondosamente emplumada. Uma curva dupla na ponta da cauda é tolerada.
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Movimentação - fluente, em linha reta com boa e poderosa propulsão.
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Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
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Faltas graves - Faltas na estrutura.
• Cabeça muito plana, evidente cabeça de maçã.
• Trufa cor-de-rosa, rima palpebral ou labial despigmentada.
• No wolfspitz / keeshond, spitz gigante e spitz médio, faltas de dente.
• Faltas na movimentação.
• Nos spitz sombreados de cinza, falta das marcas características nas faces.
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DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
• Moleira aberta.
• Prognatismo superior ou inferior.
• Ectrópio ou entrópio
• Orelhas semi eretas.
• Manchas brancas definidas em cães não brancos.

Springer Spaniel Inglês

Por ter um faro aguçado e ser muito inteligente, o Springer Spaniel Inglês é utilizado pela polícia na identificação de carregamento de drogas.
Em 1885, foi criado na Inglaterra o Spaniel Club e, a partir daí, todos os cães do grupo spaniel, anteriormente classificados de acordo com o tamanho, passaram a ter suas características fixadas, dando origem às diversas raças conhecidas atualmente.
Passando por algumas transformações, o SPRINGER SPANIEL INGLÊS ganhou mais massa de cabeça, ossatura mais forte e maior abundância de pelagem, sendo reconhecida “raça” pelo The Kennel Club Inglês, a partir de 1902.
Por volta de 1924, ele começou a ganhar popularidade nos Estados Unidos com a fundação de caça do Springer Spaniel Inglês, entidade que muito colaborou para a divulgação da raça naquele país, levando-a a exposições e promovendo provas de campo, onde se procurava enfatizar sua natural habilidade para a caça.
A beleza da pelagem e o temperamento ativo, vigoroso, amigável, desejoso de agradar, são os pontos fortes do Springer, principalmente no Brasil, onde a raça é empregada em sua verdadeira utilidade: a caça.
A princípio, como era usado para a caça, ele descobria e levantava a presa para a rede, para o falcão ou lebre; hoje, ao contrário, é empregado exclusivamente para descobrir e cobrar a presa para o caçador armado de fuzil.
O Springer tem uma andadura característica: os membros anteriores, cuja oscilação deve partir do ombro, movem-se na mesma linha deste; leva os pés bem debaixo do tronco e a ação dos membros posteriores é sincronizada com a dos anteriores.
Quando se movimentam com lentidão, muitos Springers apoiam simultaneamente os dois pés do mesmo lado, o que constitui uma característica da raça.
A beleza da pelagem e o porte ativo deste cão fazem com que o SPRINGER SPANIEL INGLÊS chame a atenção onde quer que vá.
Nas exposições, seu sucesso é garantido, obtendo boas colocações e despertando o interesse das pessoas, sendo inúmeras as que se sentem atraídas pela raça, a ponto de desejarem possuir um exemplar.
Por outro lado, seu temperamento é excelente. Dócil, amigável, carinhoso e brincalhão, mas sem ficar exigindo atenção constante do dono, este cão pode ser um ótimo companheiro, alternando momentos de muita ação com outros mais tranqüilos.
Seu instinto de caçador, que o faz ficar sempre com os sentidos em alerta, também possibilita que ele seja empregado como um cão de alarme, dando sinal imediato ao menor ruído ou presença estranha.
O SPRINGER SPANIEL difere do COCKER SPANIEL, apesar de serem bastante confundidos, no seu temperamento, na sua nobreza, na sua estrutura e principalmente nas cores admitidas no seu padrão, que são: preto com marcação branca, fígado com marcação branca, tricolor que pode ser preto / branco / canela, ou fígado / branco / canela, azul e fígado ruão.
Embora seja uma raça própria para a caça e apreciadora de grandes espaços, o Springer é um cão que se adapta facilmente a pequenos espaços, desde que seja levado para passeios e corridas. Por ser um cão pouco barulhento e por ser delicado, aprendendo a carregar objetos e brinquedos sem estragá-los, é muito apreciado pelas crianças. Devemos não somente ensiná-los a não sacudir os brinquedos, mas também a trazê-los delicadamente até o seu dono.
Devido a seu faro aguçado, hoje esta raça está sendo utilizada pela Polícia para ajudar a localizar drogas. Nunca seja bruto com seu cão. Seja severo, mas com delicadeza, pois de seu comportamento sairá o de seu cão. Já notamos que donos neuróticos sempre tem cães neuróticos.
PADRÃO DA RAÇA 
APARÊNCIA GERAL: de estrutura simétrica, compacta e forte; temperamento alegre e ativo. É o mais alto de todos os Spaniels Britânicos, além de ser o de maior resistência e agilidade.
CARACTERÍSTICAS: essa raça tem origens remotas e puras, sendo a mais antiga dentre as de cães de esporte a tiro. Foi criada, originalmente, para localizar e levantar a presa, que era então caçada com rede, com falcão ou com cães Greyhound. Atualmente, é utilizada para localizar, levantar e trazer à mão do caçador a presa abatida a tiro.
TEMPERAMENTO: amigável, alegre e pronto a obedecer. Timidez ou agressividade são extremamente indesejáveis.
CABEÇA: crânio de comprimento médio, relativamente largo, ligeiramente arredondado, mais alto do que a cana nasal, de maneira a formar arcadas superciliares ou stop, com sulco mediano entre os olhos, o qual diminui progressivamente até o occipital, que não deve ser exageradamente proeminente. Bochechas lisas e secas. Focinho de comprimento proporcional ao crânio, razoavelmente largo e profundo, bem cinzelado sob os olhos, com o lábio superior quadrado e de boa profundidade. Narinas largas e bem desenvolvidas.
OLHOS: de tamanho médio, amendoados, cor avelã-escuro, inseridos na superfície da pele e bem alocados, com expressão alerta e bondosa. Não deve ter pálpebras caídas. Olhos claros são indesejáveis.
ORELHAS: lobulares, de bom comprimento e largura, inseridas na altura da linha dos olhos, pendentes, rentes às faces e bem franjadas.
BOCA: maxilares fortes, bem alinhados, com mordedura em tesoura perfeita (1), regular (2) e completa (3):
(1) PERFEITA – articulação em tesoura, onde os incisivos superiores ultrapassam os inferiores até a metade, tocando-os pela frente.
(2) REGULAR – com todos os incisivos alinhados.
(3) COMPLETA – todos os incisivos estão igualmente articulados em tesoura.
PESCOÇO: longo, forte e musculoso, sem barbelas, moderadamente arqueado, afinando progressivamente em direção à cabeça.
TRONCO: forte, compacto, bem proporcionado. Peito profundo, bem desenvolvido, com bom arqueamento de costelas. Lombo musculoso, forte e levemente arqueado.
ANTERIORES: membros retos, paralelos e de forte ossatura. Cotovelos bem ajustados, trabalhando rente ao tórax. Metacarpos fortes e flexíveis.
POSTERIORES: bem descidos, joelhos e jarretes moderadamente angulados, coxas largas, bem desenvolvidas e musculosas. Jarretes grossos são indesejáveis.
PATAS: fechadas, compactas, redondas, com almofadas plantares fortes e cheias.
CAUDA: de inserção um pouco abaixo do nível superior, jamais portada acima da linha do dorso. Amputada deve movimentar-se alegremente.
MOVIMENTAÇÃO: típica desta raça. Os anteriores são levados à frente a partir do ombro, com um bom alcance das patas dianteiras, de um modo livre e desembaraçado. Os posteriores, sempre se movimentam sob o corpo, acompanhando o alinhamento dos anteriores. Ao movimentar-se mais vagarosamente, costuma mostrar uma marcha a passos largos, característica da raça.
PELAGEM: assentada, reta, resistente às intempéries, jamais de textura grossa. São desejáveis franjas moderadas nas orelhas, porção inferior do corpo, anteriores e posteriores.
CORES: fígado e branco, preto e branco, ou ainda qualquer destas combinações de cores com marcações em castanho.
TAMANHO: aproximadamente 51 cm de altura.
FALTA: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos visivelmente normais, bem acomodados na bolsa escrotal.
ALIMENTAÇÃO
A alimentação do filhote deve ser dada:
– até os 4 meses dar 4 refeições ao dia;
– até os 12 meses dar 3 refeições ao dia;
– após os 12 meses dar 1 ou 2 refeições ao dia, conforme o seu gosto.
A alimentação de seu filhote deve ser bem dosada evitando-se:
– alimentos gordurosos;
– ossos pequenos e pontiagudos, de aves, suínos, etc.
– pães, bolachas, massas, biscoitos, doces, alimentos condimentados, etc.
A partir dos 4 meses pode-se acrescentar cálcio na alimentação se for necessário e para isso é melhor você consultar um Médico Veterinário de sua confiança.
NÃO SE ESQUEÇA:
- Dê água limpa e fresca para o seu cão durante todo o dia.
- Um cão triste e sem apetite deve ser levado ao Veterinário.
Filhotes com 20 dias HIGIENE E TRIMMING (TOSA).
Uma das regras básicas para seu filhote se manter sempre com saúde e alegre é a LIMPEZA.
Não pense que, por se tratar de um filhote com 2 meses, o mesmo só deverá ser limpo através de panos úmidos, talcos ou loções.
Em nosso sistema de criação, os filhotes, aos 30 dias, já tomaram o seu primeiro banho, fato esse que se repete sempre que necessário, ou mesmo semanalmente.
Entretanto, devemos, ao dar banho em um filhote, obedecer a uma série de requisitos:
1) Verificar primeiramente se o filhote não está doente;
2) Dê banho de preferência em horas e dias quentes;
3) No verão use água fria e no inverno use água morna;
4) Escolha uma hora em que você não terá de interromper o banho, evitando assim que o cãozinho se resfrie;
5) Faça do banho uma hora alegre e não um martírio para o filhote.
O BANHO 
Você vai precisar de: sabão de coco, xampu de boa qualidade, condicionador, algodão, álcool iodado ou éter, escova de pinos (para exposição) ou rastelo e um pente de metal.
Antes de lavar o seu filhote, ele deve ser escovado, para retirar qualquer nó que se tenha formado na pelagem, verificando também se existe algum parasita.
Proteja o conduto auditivo com um pedaço de algodão, pois assim evitará a entrada de água, o que causaria inflamação e dores de ouvido no cão.
O banho deve ser dado com água fria no verão e morna no inverno, usando primeiramente o sabão de coco. Enxágüe bem e lave novamente, desta vez usando o xampu.
Enxágüe várias vezes, verificando se o filhote está bem limpo, e só então passe o condicionador, nas franjas da orelha, patas, barriga e peito, enxaguando-o novamente.
Após o banho deve-se tirar o excesso de água com uma toalha, secando-o depois com um secador de cabelos, até o mesmo ficar completamente seco; passando ao mesmo tempo o rastelo ou a escova de pinos, para tirar os possíveis nós, e nas franjas por último passa-se um pente de metal.
AS ORELHAS: A parte externa das orelhas do filhote deve ser escovada para evitar que se formem nós nos pêlos e acúmulo de pó, comida ou mato, se o filhote correr na grama.
A parte interna deverá ser mantida limpa empregando-se, para isso, algodão embebido levemente em éter ou álcool iodado.
Não se deve nunca “enfiar” cotonetes até o fundo do conduto auditivo. Uma limpeza mais aprofundada deverá ser efetuada pelo Veterinário.
ATENÇÃO: Nunca limpe com água o conduto auditivo de seu animal de estimação.
PELAGEM: Para manter a pelagem com boa aparência deve-se escovar, se não for um cão que vá para exposição, pelo menos a cada 10 dias e tosar a cada 30 à 60 dias, conforme o crescimento do pêlo do cão. Quando for tosar o seu cão, peça ao esteticista canino que faça a tosa da raça. A escovação no filhote deve ser feita desde cedo para que ele se acostume aos cuidados indispensáveis para a sua aparência.

Sussex Spaniel

No grupo de spaniels, o sussex ocupa um lugar intermediário entre o Clumber e o cocker. Originário da Inglaterra, precisamente do condado de Sussex, como o seu nome indica, até há pouco tempo estava difundido principalmente no sul daquele país: hoje, embora trate-se de um caçador experimentado, dotado de olfato finíssimo e resistente como um pequeno sabujo, ardoroso e inteligente, é relegado pelos caçadores por causa da cor da pelagem, que se confunde facilmente com o terreno. Embora sua origem seja muito remota, foi reconhecido oficialmente somente em 1885.
Cão tranquilo quando está em repouso, mostra-se vivaz e ativo ao trabalho; é apto para a caça em terrenos que não apresentam dificuldades excessivas.
PADRÃO DA RAÇA
Padrão FCI nº 127 / 05-02-1999 / P.
Data da publicação do padrão original válido: 14-06-1990.

Origem: Grã-Bretanha;
Nome de origem: Sussex Spaniel;
Utilização: Levantador de caça.
Classificação FCI - grupo 8 – Cães Recolhedores, Levantadores e d’Água; – seção 2. – Levantadores de caça.
- Com prova de trabalho.

ASPECTO GERAL - massudo, solidamente construído. Ativo, cheio de energia, cuja característica da movimentação é um inconfundível balanceio que o distingue de qualquer outro spaniel.
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PROPORÇÕES - (padrão não comenta).
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TALHE – altura na cernelha: de 38 à 41 cm.
- – comprimento: (padrão não comenta).
- peso: aproximadamente 23 quilos.
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TEMPERAMENTO - habilidade natural para o trabalho, ladra quando trabalha em terrenos com vegetação espessa. De bom caráter e gentil. Agressividade é altamente indesejável.
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PELE - (padrão não comenta).
– -
PELAGEM - pêlos abundantes e assentados sem tendência a encaracolar e farto subpêlo para resitir às intempéries. Orelhas revestidas com pêlo macio e ondulado, mas não muito profusos. Anteriores e posteriores moderadamente bem franjados. Cauda bem revestida de pêlos mas sem franjas.
- -
COR - um rico fígado dourado e pêlos com nuanças douradas nas pontas; dourado predomina. Fígado escuro é indesejável.
- -
CABEÇA - bem balanceada.
- Crânio - largo, revelando moderada curva entre as orelhas, nem plano ne cabeça de maçã, com sulco mediano. Arcadas superciliares bem enrugadas; occipital definido, sem ser pontudo.
- Stop - pronunciado.
- Focinho - (padrão não comenta).
- Trufa - narinas bem desenvolvidos e cor fígado.
- Lábios - (padrão não comenta).
- Mordedura - mandíbula forte com uma mordedura em tesoura, perfeita, regular e completa, isto é, dentes superiores ultrapassando os inferiores e inseridos ortogonalmente nos maxilares.
- Olhos - de cor avelã, bastante largo, sem ser cheio, mas de expressão suave sem deixar muito a conjuntiva à mostra.
- Orelhas - grossas, bem largas e lobulares, inseridas moderadamente baixo, logo abaixo do nível dos olhos. Caídas rente às faces.
- -
PESCOÇO – longo, forte e ligeiramente arqueado, sem portar a cabeça muito abaixo do nível do dorso. Ligeira barbela mas uma boa franja de pêlos.
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TRONCO - forte e nivelado sem indícios de esgalgamento desde a cernelha até a garupa.
- Cernelha – (padrão não comenta).
- Dorso – bem desenvolvidos e musculosos na largura e profundidade.
- Peito - profundo e bem desenvolvidos; nem muito arqueado nem largo.
- Costelas – as posteriores devem ser profundas.
- Ventre - (padrão não comenta).
- Lombo - bem desenvolvidos e musculosos na largura e profundidade.
- Garupa - (padrão não comenta).
- -
MEMBROS
Anteriores - – mais para curtos e fortes. Membros com boa ossatura e musculosos.
- Ombros – inclinados e muita mobilidade.
- Braços – (padrão não comenta).
- Cotovelos – (padrão não comenta).
- Antebraços -
- Carpos – grossos e fortes.
- Metacarpos – curtos e boa ossatura.
- Patas – redondas, bem almofadas, bem franjadas entre os dígitos.
- -
Posteriores - – membros curtos e fortes com boa ossatura. Não podem parecer mais curtos que os anteriores ou superangulados.
- Coxas – ossatura pesada e musculosa.
- Joelhos – (padrão não comenta).
- Pernas – (padrão não comenta).
- Metatarsos – (padrão não comenta).
- Jarretes – longos e fortes.
- Patas – redondas, bem almofadas, bem franjadas entre os dígitos.
- -
Cauda - de inserção baixa jamais portada acima do nível do dorso. Alegremente ativa. Usualmente cortada num tamanho que varia de 12,75 – 17,75 cm (5-7 ins).
- -
Movimentação - tanto nos anteriores quanto nos posteriores fluente com o balanceio característico.
- -
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
- -
Faltas graves - (padrão não comenta).
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Teckel - Dachshund

Dachshund, teckel, basset, cofap, salsicha, seja qual for o nome o pequeno Dash ganha simpatia e apego ao dono.
É um cão de toca, onde trabalha para a caça da raposa e do furão.
Sua história vem desde monumentos funerários do antigo Egito que não mostram cães muito diferentes do atual teckel alemão, mas, isso náo é suficiente para considerar a raça de origem egípcia, por outro lado, no Perú e no México encontram-se estatuetas que representam cães muito parecidos com os Teckels egípcios. Pode-se supor, pois, que o dachshund tenha-se formado ou pelo menos se aperfeiçoado, na Alemanha em tempos muito remotos.
Entre nós é considerado mais um cão de companhia, inteligente e afetuoso. Na Alemanha e Inglaterra ainda é usado para caça de animais de toca.
É dotado de um olfato apuradissimo, que, lhe permite seguir a mais tênue das pistas. Apesar da desproporção entre o corpo longo e os membros curtos não deve parecer sem graça.
Existem 3 tipos de pelagem em 3 tipos de tamanho: pelo curto, longo e duro, miniatura, anão e standard, quanto as cores também diferem devido à pelagem:
• pêlo curto: – dourado, preto e também o arlequim
• pêlo longo: – nas mesmas côres do pêlo curto
• pelo duro: – todas as cores dos pêlos curto, marcas brancas no peito são admitidas.

PADRÃO OFICIAL CBKC 

País de origem: Alemanha.
Nome no país de origem: Teckel.
Utilização: caça em tocas. Prova de trabalho: para o campeonato, independente.
APARÊNCIA GERAL: de corpo longo, baixo, robusto, musculoso e membros curtos. Cabeça de expressão inteligente e porte altivo. Apesar de ter membros curtos e o corpo longo, jamais deve parecer um aleijão, desajeitado com movimentação prejudicada, nem ser leve ou esgalgado.
CABEÇA: longa, afinando gradualmente para a trufa, vista, tanto de cima como de perfil.
FOCINHO: longo e estreito terminando pela trufa, cuja cor varia, do preto ao marrom, de acordo com a pelagem. CANA NASAL: ligeiramente arqueada.
LÁBIOS: ajustados, assentes, encobrindo a mandíbula sem serem profundos. Comissuras labiais pouco acentuadas.
MAXILARES: bem articulados, tão bem desenvolvidos quanto a dentadura, cuja abertura se inicia logo atrás do prumo dos olhos. Caninos fortemente desenvolvidos articulam-se com os inferiores tocando os superiores pela face interna. Os incisivos inferiores articulam-se tocando os superiores pela sua face externa. Mordedura em tesoura.
STOP: pouco marcado. Quanto menos marcado, mais típico.
CRÂNIO: inclinando gradualmente até a ponta da trufa. Cana nasal fina e sutílmente arqueada. A arcada superciliar é fortemente pronunciada.
OLHOS: tamanho médio, ovais, inserção oblíqua, olhar esperto, expressão amistosa, jamais desafiadora. Cor castanho-escuro brilhante, puro ou avermelhado, válida para todas as cores da pelagem. Olhos porcelanizados, azuis ou perolados não constituem falta grave; entretanto; nos exemplares cinzentos ou malhados são apenas indesejáveis.
ORELHAS: inserção alta, planas e bem arredondadas nas pontas, moderadamente longas, com bastante mobilidade e portadas para trás em toda a sua extensão e caídas com os bordos anteriores tocando as faces.
PESCOÇO: relativamente longo, musculoso, sem barbelas, linha superior graciosamente arqueada na nuca e portando a cabeça alta.
ANTERIORES: o duro trabalho nas tocas, sob a terra, requer anteriores musculosos, compactos e bem desenvolvidos.
OMBROS: escápulas longas, largas e inclinadas, firmemente acopladas à caixa torácica bem desenvolvida; musculatura rígida e bem moderada.
BRAÇOS: o úmero forte e do mesmo comprimento que as escápulas com as quais forma um ângulo reto (90º) e guarnecido de musculatura firme, trabalham com movimentos livres, rente ao tórax..
ANTEBRAÇOS: curtos, inclinados, o menos possível, para dentro, com musculatura elástica e poderosa nas faces anterior e lateral. De comprimento aproximadamente igual ao da altura do peito ao chão ou a terça parte da altura na cernelha.
CARPOS: largos e grossos, por outro lado, a distância que os separa é menor do que a das articulações escápulo-umerais, assim sendo, os membros anteriores não são absolutamente paralelos.
METACARPOS: curtos, grossos e fortes, vistos de perfil sutilmente inclinados para frente; vistos de frente, são levemente direcionados para fora. A pele que os reveste pode formar alguma dobra abaixo da articulação cárpica ou acima das patas.
PATAS: grandes e redondas, ligeiramente direcionadas para fora. São cinco os dígitos, embora apenas quatro em uso e ficam apoiados no solo; são compactos, fechados e bem arqueados, unhas fortes e voltadas para fora, com almofadas compactas, com a sola dura e resistente.
TRONCO: linha superior reta, com a cernelha alta e o lombo ligeiramente arqueado.
ANTEPEITO: esterno forte e projetado para frente formando uma depressão (saboneteira) de cada lado. Visto de frente, a caixa torácica é oval e descida até a metade do comprimento do antebraço. Visto de cima e perfil, é ampla, para abrigar coração e pulmões bem desenvolvidos.
PEITO: alarga-se na altura do coração e dos pulmões; muito longo; o ponto mais baixo do peito visto de perfil fica oculto, quando os membros anteriores são corretamente proporcionados.
COSTELAS: amplas e chatas anguladas para trás e as falsas costelas estendem-se em direção ao lombo fazendo a conexão do tórax com o abdome.
DORSO: curto e firme; linha superior reta, começando por uma bela curva na cernelha.
LOMBO: curto, largo e firme, com a linha superior ligeiramente arqueada.
VENTRE E FLANCOS: bem esgalgado, com a membrana da “corda”, que se liga à garupa ligeiramente tendida. GARUPA: larga, longa, redonda musculosa, compacta, modelada e pouco angulada.
POSTERIORES: inversamente aos anteriores, visto por trás, devem ser retos e paralelos.
COXA: o ilíaco é moderadamente curto e angulado, com a horizontal, articulando-se perpendicularmente (ângulo reto: 90º) com o fêmur, de bom comprimento e firme, proporcionando um bom esqueleto para guarnecer a coxa com boa massa muscular de músculos compactos e firmes, modelando a parte posterior bem cheia e arredondada.
PERNAS: bem musculada apresenta tíbia articulando-se em ângulo reto (90º) com o fêmur.
JARRETES: grandes e fortes, o calcâneo proeminente, tendão de Aquiles, grande.
METATARSOS: ossos longos, bem articulados com os jarretes ligeiramente arqueados na frente, sem ergôs.
PATAS: redondas, formadas por quatro dígitos bem fechados e bem arqueados com suas almofadas digitais pisando por inteiro, uniforme e juntamente com a almofada plantar; unhas curtas, pretas ou marrons, conforme a cor da pelagem.
CAUDA: inserção no alinhamento do dorso fazendo suave curva sem levantar muito alto.
TECKEL PÊLO CURTO – PELAGEM E PÊLO:
a) TECKEL UNICOLOR: vermelho, amarelo-avermelhado, amarelo com ou sem interferência de pêlos pretos, entretanto, uma cor pura é preferível e o vermelho mais do que o amarelo-avermelhado e o amarelo. Cães intensamente marcados com interferência de pêlos pretos pertencem a essa variedade. Nessa variedade a trufa e as unhas são pretas, tolerando-se o marrom.
b) TECKEL BICOLOR: cães pretos, chocolate, cinzentos ou brancos com marcações CASTANHO ou amarelas sobre os olhos, nas faces, nos lábios, na face interna das orelhas, no antepeito, nas regiões inferiores dos membros, nas patas, na região do ânus e no terço próximo da face ventral da cauda. As marcações CASTANHO muito extensas não devem ser almejadas. A trufa e as unhas são pretas nos cães pretos, marrons ou chocolate, cinza nos cinzentos e nos brancos podendo ser cor de carne, porém, não desejável. Nos brancos é preferível, trufa e unhas pretas. Nos unicolores e nos francos bicolores, exceto os brancos, marcas brancas não são desejáveis, entretanto, as pintas brancas no antepeito, são toleradas.
c)TECKEL ARLEQUIM: a pelagem é marrom-claro, cinza-acastanhado, às vezes até branca, com malhas irregulares de contorno pouco marcado de cor cinza-escuro, castanho, amarelo-avermelhado ou preto, malhas grandes são indesejáveis. É desejável que nem a cor clara nem a escura predominem.
O Teckel poderá ser também tigrado, de cor vermelha ou amarelo com riscas escuras. A cor do nariz e das unhas é a mesma dos unicolores e dos bicolores.
d) PÊLO: curto, duro brilhante, assentado, revestindo todo o corpo sem áreas de pêlos ralos. O pêlo lembra os fios de cereais na face inferior da cauda sem o aspecto de trincha ou, o inverso, parcialmente desnuda..
TECKEL PÊLO DURO: de uma forma geral, tem o mesmo aspecto do Teckel Pêlo Curto. À distância, sua silhueta deve ser a mesma.
PELAGEM: dupla (com subpêlo), fechada, dura e toda uniforme de mesmo comprimento, excetuando-se o focinho, guarnecido de bigodes, supercílios espessos, e na cauda, onde a pelagem é bem rica, os pêlos de comprimento maior, encurtam-se para a ponta, sem formar franjas. Nas orelhas, o pêlo é mais curto, quase raso harmonizando-se aos do tronco.
COR: todas são admitidas para a pelagem, trufa e unhas, sendo tolerada, mas indesejável, uma mancha branca no antepeito.
FALTAS: tudo o que o descaracteriza – pelagem macia, curta ou longa em qualquer parte do corpo; pêlos longos distribuídos irregularmente por todos os lados; pelagem crespa ou ondulada; cauda franjada.
TECKEL PÊLO LONGO: as características que o diferenciam do Teckel Pêlo Curto residem somente na pelagem longa e sedosa que lembra a do Setter Irlandês. Deve ser mais longa nas orelhas, formando uma excepcional franja, nos membros e na linha inferior do pescoço, tronco e cauda, em cuja face ventral, atinge seu maior comprimento. A cor da trufa e das unhas é a mesma dos Teckel Pêlo Curto.
DESQUALIFICAÇÕES:
1 – prognatismo, prognatismo superior;
2- carpos desviados para frente;
3- ombros soltos;
4 – cauda curta;
5 – peito fraco;
6 – monorquidismo; criptorquidismo.
FALTAS GRAVES (que impedem qualificação acima de MUITO BOM): constituição fraca; muito pernaltas ou que se arrastam; corpo caído entre os ombros; movimentação pesada ou desajeitada; dedos virados para dentro ou para fora; patas abertas; dorso selado ou carpeado; garupa mais alta que a cernelha; peito muito fraco; linha superior muito esgalgada como um Greyhound; posterior pouco musculoso; garupa fraca; anteriores e posteriores mal angulados; jarretes de vaca; pernas tortas; olhos azuis em cães de cores que não a cinza ou os malhados; má pelagem.
FALTAS SECUNDÁRIAS (que impedem a qualificação de EXCELENTE): orelhas mal inseridas; viradas para fora; estreitas, pontudas ou dobradas; stop pronunciado; maxilar fraco, muito pontudo; “dentes de cinomose”; cabeça muito larga e curta; olhos esbugalhados, olhos perolados nos cães cinza ou malhados, olhos insuficientemente escuros nas demais cores; barbela; pescoço curto, pescoço de cisne, pescoço longo; pelagem muito fina ou muito rala, pelagem trimada nos Teckel Pêlo Duro; cães com peso de nove quilos; muito junto ao chão (distância deve ser no mínimo 1/3 da altura da cernelha do cão).
VARIEDADES: três são as variedades quanto à natureza do pêlo: 1º TECKEL PÊLO CURTO; 2º TECKEL PÊLO DURO.
3º TECKEL PÊLO LONGO. O padrão do Teckel Pêlo Curto se aplica às duas outras variedades, salvo no que concerne ao pêlo. O Talhe do Teckel se subdivide em três, nas três variedades de pêlo.
1º TECKEL STANDARD: peso máximo nove quilos, sendo ideal entre 6,5 a 7 quilos.
2º TECKEL ANÃO: perímetro torácico, medindo atrás dos ombros, de 35 cm, máximo; peso máximo 4 quilos, aos 18 meses.
3º TECKEL TOY : perímetro torácico, medido atrás dos ombros, de 30 cm, máximo peso 3,5 quilos, aos 18 meses.

Terranova

Acredita-se que o terra-nova seja resultado do cruzamento entre o cão maltês da Noruega e o samoiedo ou o labrador. Os pescadores de bacalhau na Escandinávia introduziram esta raça no fim do século XVIII. De início dele foi utilizado como cão de caça, mas atualmente ele ajuda principalmente no salvamento no mar, por suas excelentes qualidades de nadador.
O terranova é um cão nobre, majestoso e poderoso. Força e intensa atividade de ossatura massuda, sem parecer pesado e indolente. Cão d’água, de tração de porte grande, com instinto natural de salva vidas e devotado companheiro. Excepcionalmente carinhoso, de natureza dócil.
PADRÃO DA RAÇA: 
Talhe - altura: média machos 71 cm e fêmeas 66 cm.
- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: machos 64 a 69 quilos; fêmeas 50 a 54,5 quilos.
Pelagem - dupla: assentada e densa, textura grossa e oleosa, resistente à água. A pelagem dos anteriores é bem densa. O tronco é bem revestido sem franjas no peito. Nos posteriores e ligeiramente menos densa que nos anteriores.
Cor - Preto: fosco azeviche, podendo ser matizado em bronze. Marcas brancas no peito, nos dedos e na ponta da cauda são aceitáveis.
- Marrom: pode ser bronze ou chocolate.
- Landseer: brancos com marcas, somente, pretas. A cabeça é, preferencialmente, preta com uma faixa branca estreita subindo do focinho por entre os olhos. No dorso uma sela preta perfeitamente marcada. O preto na garupa estende-se até a cauda. Pequenas manchas isoladas em preto ou outra cor são indesejáveis.
Cabeça - larga e massuda
Crânio - chato entre as orelhas occipital bem desenvolvido.
Stop - moderadamente pronunciado.
Olhos - pequenos, marrom escuros, bem separados, bem profundos, mas, sem mostrar a conjuntiva.
Orelhas - pequenas, inseridas bem para trás, no nível da linha superior do crânio, entre as orelhas, portadas caídas rente às faces, pelagem curta, sem franjas.
Focinho - curto, de contorno definido tendendo ao quadrado com pêlos curtos e finos.
Trufa - (padrão não comenta).
Lábios - cobrindo bem a mandíbula.
Mordedura - em tesoura, aceita em torquês. Dentes inserção ortogonal.
Tronco - linha superior de nível.
Pescoço - forte e bem inserido nos ombros.
Dorso - largo.
Lombo - forte e musculoso.
Costelas - bem arqueadas.
Peito - profundo e razoavelmente largo.
Ventre - (padrão não comenta).
Garupa - (padrão não comenta).
Membros -
Ombros - (padrão não comenta).
Anteriores - perfeitamente retos, bem musculados, cotovelos bem baixos trabalhando junto ao tórax.
Posteriores - muito bem construídos e fortes. Sem ergôs.
Patas - grandes com boa conformação e palmípedes.
Cauda - comprimento moderado, até pouco abaixo dos jarretes. Espessura moderada, pelagem bem densa, pêlos longos. Com o cão parado, a cauda deve pender com uma ligeira curva na ponta. Em atividade, eleva-se ao nível do dorso, mantendo uma ligeira curva na ponta.
Movimentação - livre, com ligeiro rolamento. Aceitável leve aproximação dos membros.
Faltas - lombo oscilante, jarretes de vaca, patas abertas ou voltadas para fora, caudas enroscadas ou curvadas sobre o dorso são altamente indesejáveis

Terrier Brasileiro (Fox Paulistinha)

ORIGEM
“Terrier Brasileiro” é o nome oficial do nosso conhecido “Fox Paulistinha”. De origem desconhecida, presume-se que tenha sido originário do cruzamento do Fox Terrier Pêlo Liso, com Jack Russel, e acasalamentos com cães brasileiros. Isso, porque, no início do século, filhos de fazendeiros iam estudar em universidades européias e voltavam cansados e suas mulheres traziam cães do tipo terrier de pequeno porte e que eram deixados nas fazendas e se acasalando com cães brasileiros. Surgiu, então, uma nova raça, cujo fenótipo fixou-se após algumas gerações. Com o desenvolvimento das cidades, os fazendeiros, junto com suas famílias foram atraídos para os centros urbanos, e São Paulo, o cão ficou conhecido como Fox Paulistinha.
Em 1920 já tinha as características que tem hoje. Mas, o CBKC não emitia registro de tais cães, nem reconhecia a raça. Em 1960 foi fundado o Terrier Clube do Brasil, com o objetivo principal de difundir e aprimorar a raça, tendo sido a raça reconhecida pelo CBKC. Como em 1973 nenhum exemplar da raça foi registrado, o CBKC cancelou o reconhecimento oficial da raça. Na mesma ocasião, o terrier Clube do Brasil encerrou suas atividades. No entanto, o Paulistinha continuou sendo criado por vários canis, e por causa da luta dos vários admiradores da raça, em 1995 o CBKC voltou a reconhecer oficialmente a raça, emitindo registros e definindo seus padrões.
CARACTERÍSTICAS GERAIS
O Fox paulistinha é um cão alegre e divertido, e, graças ao seu temperamento é freqüentemente empregado em números circenses. Mas, além disso, é um valente guarda e um bom caçador. Seu instinto de caçador aflora quando encontram animais selvagens, principalmente os de pêlo. Fox em inglês significa Raposa. Não vacila diante de ratos, perseguindo-os até matá-los, sendo, nesta tarefa, mais eficaz que os próprios gatos. por isso, se seu fox paulistinha precisar conviver com outros animais, acostume-o desde logo com eles, para evitar futuras contendas entre eles: se a convivência com eles começar cedo, não haverá brigas. O Terrier Brasileiro é um cão que requer poucos cuidados, proporcionando muitas alegrias ao dono, e facilmente adaptável à qualquer ambiente. Os banhos são raros, por causa da sua pelagem curta, mas não é desafeto á água: pelo contrário, adora nadar. Ate mesmo a criação de ilhotes é fácil. o acasalamento é feito quase sempre de forma natural, sem precisar de ajuda; a mãe cuida sozinha da prole e do ninho, mantendo-o limpo. Normalmente nascem 6 a 8 filhotes, e a própria cadela cuida do revezamento para que todos os filhotes tenham aceso a seu leite. No terceiro dia de vida a caudas deverá ser cortada, na articulação da segunda com a terceira vértebra. A própria mãe cuida dos “curativos”.
COMO CUIDAR DO SEU TERRIER BRASILEIRO
O Terrier Brasileiro, o nosso querido Fox paulistinha, é um cão que dispensa maiores cuidados. Um banho, na hora mais quente do dia com sabão neutro a cada 7 dias, sem é o suficiente, desde que se escove, pelo menos a cada dois dias, com uma escova de cerdas duras ou uma luva de borracha, à seco, para a retirada de pêlos mortos.
Deve-se manter o cão livre de parasitas (pulgas, carrapatos, ácaros) que provocam pruridos (coceiras). Ao se coçar o cão provoca ferimentos na pele, prejudicando a pelagem e abrindo uma porta para infecções oportunistas (como micoses, por exemplo).
Para evitar o aparecimento de ácaros nos ouvidos, recomenda-se a aplicação, após a limpeza com um algodão, de um anti micótico. Fale com seu veterinário para que ele indique um, dos vários existentes no mercado.
Quanto aos vermes, o problema é sério, pois eles se alimentam de proteínas que retiram do animal, debilitando-o, minando a sua resistência às doenças e comprometendo a sua saúde, além de provocar enterites (infecções intestinais), que podem até levar o bichinho à morte. Para evitar isso, recomendam-se doses periódicas de vermífugos de amplo aspecto existentes no mercado. Consulte seu veterinário para melhores orientações, e siga à risca suas instruções neste sentido.
Embora seja um cão de pequeno porte e para espaços exíguos, recomendam-se passeios diários: uma hora de caminhada, para cães que moram em apartamentos, é o ideal; o Fox paulistinha é um cão muito ativo e precisa extravasar esta vitalidade.
Quanto à alimentação, deve-se usar ração industrializada de primeira linha, pois uma ração de boa qualidade dispensa complementos vitamínicos e/ou alimentares, pois já é balanceada de acordo com as necessidades do animal. Até um ano use a ração específica para filhotes e após um ano, use a de manutenção. A ração especial para filhotes é mais rica em proteínas e cálcio do que a ração endereçada a um cão adulto.
Outra recomendação importante é que se mantenha o Fox paulistinha longe dos portões e lugares onde haja muitos estímulos externos, evitando excitá-lo e provocá-lo; é engraçadinho, mas o prejudica, pois sua pulsação, que já é acelerada, pode se acelerar mais ainda e até provocar ataques cardíacos. Desaconselha-se, portanto, que se leve muita agitação para a vida do Terrier Brasileiro: criado em um ambiente tranqüilo, ele terá um temperamento bem calmo. O que não se deve fazer, é colocá-lo em meio a pessoas que o provoquem e que não o respeitem, fazendo com ele brincadeiras inadequadas, fazendo dele um cão irritadiço, nervoso e agressivo. O que o “Paulistinha” (e todo cão) precisa é de muito carinho e bom tratamento. Dizem que o Terrier Brasileiro é um cão de um dono só: fiel e afeiçoadíssimo a ele. Se bem criado torna-se um bom companheiro para adultos e crianças, além de um bom cão de alarme.
PADRÃO OFICIAL
Padrão ainda sem tradução oficial pela CBKC
FCI: 341, de 4/6/96
País de Origem: Brasil
Nome no país de origem: Terrier Brasileiro
Utilização: caça de animais de pequeno porte, guarda e companhia.
Temperamento e Comportamento: incansável, alerta, ativo, e esperto; meigo e afável com íntimos, desconfiado com estranhos.
Cabeça: vista de cima, de formato triangular, larga na base, bem larga entre as orelhas, estreitando-se acentuadamente a partir dos olhos. Vista de perfil, a linha superior do focinho é ligeiramente ascendente da ponta do nariz ao stop, marcado por uma elevação curta e pronunciada na sutura naso-frontal e, ligeiramente arqueada até o occipital.
Crânio: arredondado, linha superior moderadamente arqueada. Visto de cima, as linhas laterais convergem em direção aos olhos. A distância, entre o canto distal dos olhos e a inserção da orelha é igual à distância entre os cantos proximal e distal do olho. Sulco sagital bem desenvolvido.
Stop: pronunciado
Focinho: visto de cima, a linha que liga os cantos externos dos olhos e a trufa, forma um triângulo isósceles forte e bem cinzelado na região suborbital, com a inclinação na raiz do focinho que acentua o stop.
Trufa: moderadamente desenvolvida e bem pigmentada, de cor escura, com narinas abertas.
Lábios: secos, perfeitamente ajustados aos maxilares, de modo que os superiores possuam sobre os inferiores sem ultrapassar, permitindo completo fechamento.
Bochechas: secas e bem desenvolvidas
Dentes: dentadura completa de 42 dentes, bem inseridos e bem desenvolvidos. Mordedura regular e perfeita oclusão em tesoura, com os caninos superiores perfeitamente encaixados à frente dos inferiores.
Olhos: inseridos na metade da distância entre protuberância do occipital e a trufa, bem afastados. A distância entre os cantos externos dos olhos é igual à dos cantos externos dos olhos à extremidade da trufa. Olhando para a frente, os olhos são moderadamente salientes e desenvolvidos, com as sobrancelhas levemente acentuadas. Arredondados, vivos, bem abertos e de expressão inteligente, de coloração o mais escuro possível. A variedade azul tem os olhos cinza-azulados e a variedade marrom, olhos marrons, verdes ou azuis.
Orelhas: inseridas lateralmente, na linha dos olhos, bem afastadas entre si, revelando bom espaço craniano. Formato triangular e terminação em ponta. Portadas semicaídas, com a parte caída voltada para a frente, apontando para a parte externa dos olhos. As orelhas não são operadas.
Pescoço: de comprimento moderado, bem proporcionado ao tamanho da cabeça, harmoniosamente inserido, tanto junto à cabeça quanto ao tronco. Seco, sem barbelas, linha superior ligeiramente curva.
Tronco: bem proporcionado, sem ser muito pesado, de aparência quadrada com linhas nitidamente curvas.
Cernelha: bem pronunciada, harmonizando-se com os membros anteriores.
Linha Superior: firme e reta, ligeiramente ascendente da cernelha para a garupa, com dorso relativamente curto e musculoso.
Lombo: firme e curto, e em perfeita e harmônica conexão com a garupa.
Garupa: bem desenvolvida e musculosa, ligeiramente inclinada, contorno curvo, com inserção de cauda baixa.
Antepeito: pouco pronunciado, moderadamente largo, permitindo um perfeito aprumo dos anteriores.
Peito: esterno longo, com costelas bem arqueadas em razão de sua orientação horizontal, moderadamente arqueado. Peito longo, bem profundo alcançando o nível dos cotovelos.
Linha Inferior: moderadamente curva ascendente no ventre, sem ser muito esgalgada.
Cauda: curta, caudectomia na articulação da segunda com a terceira vértebra caudal. A cauda natural é curta, não alcançando o nível dos jarretes, de inserção baixa, robusta, portada alta sem ser curvada sobre o dorso.
Membros Anteriores: vistos de frente, retos, moderadamente afastados, mas alinhados com os posteriores que também são retos, porém mais afastados.
Ombros: longos, com escápulas anguladas aproximadamente entre 110 e 120 graus.
Braços: úmero aproximadamente do mesmo comprimento da escápula.
Cotovelos: trabalhando bem ajustados ao tórax, no mesmo nível do esterno.
Carpos: angulação aberta.
Metacarpos: vistos de frente, retos e finos.
Patas: fechadas, corretamente direcionadas para a frente e cujos dígitos mediais são maiores.
Posteriores: fortemente musculados, coxas bem desenvolvidas, pernas em proporção às coxas. Jarretes altos, metatarsos retos, angulações bem abertas.
Coxas: bem desenvolvidas e musculadas.
Joelhos: de angulação aberta.
Pernas: proporcionais à coxa.
Jarretes: aprumados.
Patas: fechadas, compactas, mais longas que a das anteriores.
Movimentação: movimentação elegante, livre, rápida com passadas curtas.
Pele: seca, bem ajustada ao corpo, sem flacidez.
Pelagem: bem curta, lisa, de textura fina, sem ser macia, bem assentada ao corpo, do tipo pêlo de rato. Densa o suficiente para não permitir que a pele seja através. Mais rala na cabeça, orelhas, região inferior do pescoço, parte inferior e face interna dos membros e face posterior da coxa.
Cor: fundo branco predominante com marcações em preto, azul ou marrom. As seguintes marcações típicas e características devem estar presentes: marcação castanha acima dos supercílios, nas faces laterais do focinho e na face interna e borda das orelhas. Essas marcas poderão estar presentes em outras partes do corpo na passagem do branco para o preto. A cabeça deverá estar sempre marcada em preto na região frontal e nas orelhas, podendo apresentar estrias e manchas brancas, preferencialmente no sulco frontal e faces laterais do focinho, distribuídas o mais harmoniosamente possível
Talhe: altura na cernelha: machos de 35 a 40 cm, fêmeas de 33 a 38 cm, peso máximo 10 quilos
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
Defeitos de estrutura
aprumes
pelagem longa ou atípica
falta das marcas características
porte ereto das orelhas

Vizsla Pêlo Curto (Braco Húngaro de Pêlo Curto)

Este cão de caça, atlético e de porte médio, impressiona à primeira vista, parecendo enxuto, musculoso e cheio de vida. Sua pelagem se faz notar mais que qualquer outro traço; é lisa, macia, lustrosa e de um belo castanho-arruivado.
Acredita-se que os ancestrais do Vizsla acompanharam os magiares em sua invasão do território Húngaro. Seu sangue inclui, provavelmente, contribuições do antigo galgo da Transilvânia e do cão amarelo da Turquia, com adições mais recentes de sangue pointer.
Descende, talvez, de um braco alemão (O weimaraner?) e do pointer. O Magiar Ebtenyésztok Orzágos Egyesúlete diz: “Do ponto de ista da utilização não se pode fazer nada melhor que compará-lo com outros bracos. O pointer tem um método de busca muito rápido e um olfato bem desenvolvido, mas é mediocre na entrega e sua utilização é limitada. O cão de mostra alemão busca com lentidão maior, tem um olfato suficientemente desenvolvido, entrega bem segue a pista e pode ser utilizado em formas diversas. O braco húngaro, pelo contrário, busca com rapidez, é obediente, tem um olfato muito sensível, entrega em forma excelente, segue a pista. É, em síntese, um cão de mostra que reune em si todas as boas qualidades das duas raças já mencionadas”.
PADRÃO DA RAÇA
VIZSLA PÊLO CURTO
Padrão FCI nº 057/ 05-03-1998 / P
Data da publicação do Padrão original: 01-08-1982.
Origem: Hungria;
Nome de origem: Rövidszörü Magyar Vizsla;
Utilização: caça de aponte.
Classificação FCI - Grupo 7 – Cães de aponte
- Seção 1.1 – Cães de Aponte Continentais, Tipo Braco.
- Com prova de trabalho.

ASPECTO GERAL - caçador de porte médio, de aspecto elegante, de pêlo curto e cor fulvo. Sua construção é mais para leve. Ele apresenta uma harmonia completa entre a força e a beleza.
- -
PROPORÇÕES - o tronco é ligeiramente mais longo do que as raças de estrutura quadrada. A região do focinho é ligeiramente mais curta do que a craniana.
- -
TALHE – altura na cernelha: 56 – 61 cm, para as fêmeas 52 – 57 cm.
Variação de ± quatro centímetros é permitido desde que permaneçam proporcionais.
O equilíbrio do corpo tanto em repouso quanto em movimento é muito mais importante do que as medidas, expressas em centímetros.
- – comprimento: (padrão não comenta).
- peso: (padrão não comenta).
- -
TEMPERAMENTO - A raça ultrapassou as perdas da guerra e sua forma atual é caracterizada por seu adestramento fácil e rápido; por natureza ele dificilmente é capaz de suportar a brutalidade. Suas qualidades inatas: excelente memória, capacidade de adaptação a situações lhe conferem a qualidade de cão de caça do nosso tempo. Outra de suas qualidades inatas é um olfato excelente, um aponte claro e escultural, disposição notável pela busca e recolhimento, o gosto pelo trabalho na água e uma excelente manejo.
- -
PELE - bem pigmentada, ajustada sem dobras ou rugas.
- -
PELAGEM - Pêlos bem assentados no corpo, curto, reto, áspero, o ventre é pouco peludo. O pêlo das orelhas é mais para curto e mais sedoso, na cauda é mais longo.
- -
COR - trigueiro dourado ou diferentes tons da cor fulvo sable. Pequenas manchas brancas no antepeito e nas patas, bem como as marcas salpicadas não são falta.
- -
CABEÇA - seca nobre e bem proporcionada.
Crânio - moderadamente largo e ligeiramente arredondado. O sulco mediano é leve e a crista occipital moderadamente desenvolvida em direção à testa. O tamanho do focinho medido da ponta da trufa até o ponto médio entre os olho deve ser menor que a metade do tamanho total da cabeça. Relação crânio-focinho máxima 1:1.
Stop - moderado.
Focinho - cana nasal reta. Focinho não é alongado, mas largo.
Trufa - bem desenvolvida, as narinas bem abertas, cor de carne.
Lábios - moderadamente ajustados, mas não pendulares de cor marrom.
Mordedura - mandíbula bem desenvolvida, bem musculada; mordedura regular em tesoura.
Olhos - de formato ovalado; de expressão alerta e inteligente. A cor harmoniza-se com a cor da pelagem; é desejável uma tonalidade levemente mais escura. As pálpebras são bem ajde inserção média, de comprimento médio; em forma de “V” arredondado, portadas em arco caídas dobradas contra as faces; cobrindo bem o pavilhão auditivo.ustadas com a orla marrom.
Orelhas -
- -
PESCOÇO – de comprimento médio, bem musculado, ligeiramente arqueado, sem barbelas, inserido no tronco numa altura média.
- -
TRONCO - forte e bem proporcionado, um pouco mais longo que nas raças inscritas num quadrado.
Cernelha – pronunciada e musculosa.
Dorso – curto e reto.
Peito - fortemente desenvolvido, profundidade alcançando o nível do cotovelo.
Costelas – moderadamente arqueadas.
Ventre - (padrão não comenta).
Lombo - firme e ligeiramente arqueado
Garupa - firme, ligeiramente arredondada para a inserção da cauda.
- -
MEMBROS
Anteriores - retos e de boa ossatura.
Ombros – bem musculado; escápulas adequadamente inclinada e de movimentos fluentes.
Braços – (padrão não comenta).
Cotovelos – trabalhando bem ajustados rente ao tórax.
Antebraços – (padrão não comenta).
Carpos – (padrão não comenta).
Metacarpos – (padrão não comenta).
Patas – ligeiramente ovais. Dígitos fortes, bem arqueados e bem fechados; as unhas são fortes e marrons; as almofadas são elásticas e duras e de cor cinza-ardósia.
- -
Posteriores - bem musculados e moderadamente angulados.
Coxas – (padrão não comenta).
Joelhos – (padrão não comenta).
Pernas – (padrão não comenta).
Metatarsos – (padrão não comenta).
Jarretes – relativamente bem curtos.
Patas – ligeiramente ovais. Dígitos fortes, bem arqueados e bem fechados; as unhas são fortes e marrons; as almofadas são elásticas e duras e de cor cinza-ardósia.
- -
Cauda - de inserção mais para baixo, moderadamente grossa e adelgaçando-se em direção à extremidade ligeiramente recurvada para cima. Um terço é amputado. Se a cauda é correta, bela, portada horizontalmente a caudectomia não é obrigatória.
- -
Movimentação - animada, harmoniosa e com boa cobertura de solo. Típico movimento no campo é um galope plano e resoluto a uma velocidade média.
- -
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
- -
Faltas graves - (padrão não comenta).
- -
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
• Atipicidade.
• Acentuado afastamento demais de 4 cm das medidas descritas no padrão.
• Cabeça estreita, como as do whippet, ou do sabujo grosseiro.
• Trufa cor de rosa, cinza ardósia, preta ou manchada.
• Focinho Pontudo.
• Nariz romano pronunciado.
• Lábios pretos, caídos ou comissura labial caída.
• Prognatismo superior ou inferior maior que 2 mm. Mandíbulas torcidas.
• Olhos muito claros, cinza ou de cores diferentes. Ectrópio, entrópio. Pigmentação preta na orla das pálpebras.
• Barbelas acentuadas na garganta.
• Displasia atestada por veterinário.
• Movimentação muito presa, movimentação faltosa.
• Pelagem de cor mais clara que amarelo-cera, marrom.
• Multicoloridos, particoloridos, manchas brancas maiores no peito, patas brancas.
• Albinos.
• Cães medrosos com nervos fracos.

Vulpino Italiano

O vulpino italiano e o alemão, ou Pomerânia, tem tantos pontos em comum que podem-se confundir; entretanto, na raça italiana, talvez o olho seja um pouco maior, as orelhas um pouco mais longas e o crânio levemente mais globular. Se o italiano descende do alemão ou vice-versa é algo difícil de estabelecer. Na Itália, de qualquer modo, o vulpino sempre esteve muito difundido, principalmente na Toscana, onde era chamado “volpino de Florença”. Em Roma o chamava “cão do Quirinal”.
Sobre a origem da forma anã desta raça, existem desde tempos imemoriais, deve-se considerar que o homem, com fins utilitários, procurou desde épocas remotas aumentarem as dimensões de distintas raças; com esta tendência, cada vez mais acentuada, também se manifestou o desejo de obter animais de estatura pequena, inclusive anões: motivo de curiodidade e raridade, comparáveis aos bufões e anões que alegravam as cortes principescas. Estas formas estão representadas precisamente pelo vulpino, pelo pinscher anão, pelo pequeno lebrel italiano, pelo toy spaniel, o toy terrier e muitos outros.
PADRÃO DA RAÇA 
Padrão FCI nº 195 05-03-1998 / P.
Origem: Itália
Utilização: Cão de Guarda e Companhia.
Classificação FCI - grupo 5 – Cães Spitz e Tipo Primitivo; – Seção 4 – Spitz Europeus. Sem prova de trabalho.
ASPECTO GERAL - cão do tipo spitz de pequeno formato, muito recolhido, harmonioso, revestido de pêlo longo e eriçado.
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PROPORÇÕES - construção quadrada, a cabeça é longa quase 4/10 do comprimento do tronco.
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TALHE – altura na cernelha: machos de 27 a 30 cm. fêmeas de 25 a 28 cm.
- – comprimento: (padrão não comenta).
- peso: (padrão não comenta).
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TEMPERAMENTO - muito apegada à casa e aos familiares, temperamento muito pronunciado, vivaz, alegre e brincalhão.
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PELE - ajustada, esticada, sem ser lassa em qualquer das regiões.
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PELAGEM - denso, muito longo e excepcionalmente reto, de textura vítrea. Jamais deve ser caído e manter-se erguido, mesmo no caso no qual a pelagem não é muito densa. O tronco dá a impressão de estar envolvido como por um manguito, em particular no pescoço onde o pêlo forma um amplo colar. O crânio é revestido de pêlos de comprimento médio, que esconde a base das orelhas, o focinho de pêlos curtos. A orelha é revestida de pelagem muito fina e rasa. A cauda é guarnecida de pelagem muito longa. Nas bordas posteriores dos membros a pelagem forma franjas.
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COR - branco unicolor;
- ruivo unicolor;
- champanhe, admitido, mas não desejado. São toleradas nas orelhas, esfumados laranja-pálido, que constituem, portanto, defeito.
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CABEÇA - formato piramidal, seu comprimento total é quase 4/10 da altura na cernelha.
Crânio - de comprimento maior que o do focinho (6,5 / 5), sua largura bizigomática é maior do que a metade do comprimento total da cabeça (7,3 / 11,5), é de formato um tanto ovóide, seja no sentido sagital ou transversal; sutura metópica pouquíssimo acentuada, apófise occipital pouco marcada. A direção das linhas superiores do crânio e do focinho são levemente convergentes.
Stop - mais para acentuado. Os seios frontais, bem desenvolvidos, caem quase perpendicularmente sobre a raiz da cana nasal.
Focinho - de comprimento inferior ao do crânio com faces laterais convergentes é afilado. A cana nasal é reta. Visto de perfil, a linha inferior do focinho é formada pela mandíbula.
Trufa - úmida, fresca com narinas bem abertas. Visto de perfil, fica na mesma linha da cana nasal, em relação à linha anterior do focinho sem ser ressaltado. Sua pigmentação é sempre preta, tanto nos pretos quanto nos ruivos.
Lábios - os superiores, vistos de frente, determinam uma linha inferior reta. A comissura labial é oculta, para isto os lábios são muito curtos. A pigmentação é sempre preta.
Mordedura - de aparência não robusta, de desenvolvimento médio e encaixando perfeitamente no seu bordo anterior. Os ossos mandibulares são retos.
Dentes – brancos, alinhados, completos em desenvolvimento e número. A oclusão dos incisivos se faz em tesoura, tolerando-se em torquês.
Olhos - bem abertos e de tamanho médio; denotando atenção e vivacidade. Com orla das pálpebras arredondada inseridos em posição frontal sendo as pálpebras bem ajustadas ao globo ocular. A cor da íris é ocre carregado, a pigmentação da orla das pálpebras é preta.
Orelhas - curtas, formato triangular, inserção alta, aproximadas e portadas eretas, com cartilagem rígida e a face interna voltada diretamente para a frente. O comprimento da orelha é em torno da metade do comprimento total da cabeça.
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PESCOÇO – comprimento é aproximadamente igual ao comprimento total da cabeça. Seu porte é sempre ereto. A pele é bem ajustada.
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TRONCO - de construção quadrada, o comprimento, medido da ponta do ombro à nádega, é igual a altura na cernelha.
Linha superior – reta, ligeiramente convexo no lombo.
Cernelha – ligeiramente elevada acima da linha superior.
Dorso – (padrão não comenta).
Peito - profundidade até o nível do cotovelo, as costelas são bem arqueadas. Região do esterno longa.
Costelas – (padrão não comenta).
Ventre - (padrão não comenta).
Lombo - (padrão não comenta).
Linha inferior – a do esterno se eleva um pouco para a linha inferior do ventre. O encavo dos flancos é pouco acentuado.
Garupa - segue a linha do lombo – a inclinação na inserção da cauda é de 10° com a horizontal.
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MEMBROS
Anteriores - Vistos em conjunto: perfeitamente aprumados, paralelos entre si e relativamente ao plano médio do tronco.
Ombros – de comprimento igual a ¼ da altura na cernelha e em relação à horizontal tem uma inclinação de 60°.
Braços – mais longos que as escápulas e com uma inclinação de 65° com a horizontal. É quase paralelo ao piano médio do tronco.(padrão não comenta).
Cotovelos – trabalhando paralelos ao plano médio do corpo.
Antebraços – segue uma linha vertical e tem ossatura pequena – sua altura no cotovelo é ligeiramente maior que a metade da altura na cernelha.
Carpos – Vistos de frente, seguem a linha vertical do antebraço. Vistos de perfil, os metacarpos são fletidos.
Metacarpos – Vistos de frente, seguem a linha vertical do antebraço. Vistos de perfil, os metacarpos são fletidos.
Patas – de formato oval, com dedos unidos. A sola das almofadas plantares e digitais, bem como as unhas são pigmentadas de preto.
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Posteriores - Vistos por trás, em conjunto, devem seguir da ponta da nádega até o solo, uma linha perfeitamente vertical. São paralelos entre si.
Coxas – o comprimento é igual a 1/3 da altura na cernelha; e perfeitamente paralela ao plano medial do corpo.
Joelhos -
Pernas – o comprimento é um tanto menor que os das coxas. De ossatura leve e com uma inclinação de 55° a 60° com o horizonte.
Metatarsos – deve estar na vertical, em perfeito aprumo, tanto visto de perfil como por trás.
Patas – ovais como as anteriores e com todas as outras características.
Jarretes – a distância da ponta da articulação tíbio-társica e a sola das patas é ligeiramente maior do que 25% da altura na cernelha.
Patas -
- -
Cauda - inserida sobre a linha da garupa, é portada constantemente enrolada sobre o dorso. O comprimento é pouco menor que o da altura na cernelha.
- -
Movimentação - não deve saltitar nem a trote nem no galope. Em cada tipo de andadura seu movimento é amplo.
- -
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
- -
Faltas eliminatórias - trufa de cor diferente do preto;
- olhos esgazeados;
- cana nasal convexa;
- cauda entre as pernas
- altura acima de 3 cm. dos limites previstos.
- -
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
- prognatismo superior;
- divergência das linhas superiores do crânio e focinho;
- despigmentação total da trufa ou das orlas das pálpebras;
- orelhas totalmente pendentes;
- anuro ou braquiúro tanto congênito quanto adquirido;
- qualquer cor diferente do branco ou do ruivo;
- manchas ruivas sobre fundo branco; manchas brancas ou pretas sobre fundo ruivo;
- monorquidismo, criptorquidismo;
- desenvolvimento insuficiente de um ou dos dois testículos;
- um ou os dois testículos não bem descidos e acomodados na bolsa escrotal

Weimaraner

Alguns especialistas afirmam que weimaraner deriva de um cruzamento desejado pelo Grão Duque Carlos Augusto de Weimar, de onde vem o nome, entre um pointer amarelo e uma fêmea de raça não identificada. Streel, ao contrário, sustenta que a raça existia com anterioridade e atribui a sua derivação atual a um processo de albinismo.
Mais aceitável é a tese sustentada pela associação alemã do weimaraner, segundo a qual o antepassado da raça seria o leithund, considerado por sua vez descendente do Bracken e o weimaraner. Por exemplo, a forma do crânio, o dorso do focinho retilíneo, a depressão naso-frontal mínima, a moderna tendência dos lábios a caírem, a comissura labial pequena, a posição da cauda, etc.
A conservação através dos séculos, de particularidades congênitas tão típicas, constitui, por certo, uma demonstração da inalterabilidade da raça; pode-se excluir, portanto, a hipótese dum cruzamento eventual e pode-se reconhecer direito de precedência em relação a outras raças alemãs.
PADRÃO DA RAÇA 
ASPECTO GERAL: o weimaraner é um cão de caça, de tamanho médio para grande. É um cão de utilidade, de forte musculatura, elegante, bonito e harmonioso.
CABEÇA: em proporção ao tronco, nos machos mais larga que nas fêmeas.
stop: pouco pronunciado.
Trufa: mais escura que a cor da pele, tornando-se mais acinzentada em direção à cabeça.
Olhos: redondos, cor do âmbar claro ao escuro, de expressão inteligente e dócil. Nos filhotes são de cor azul-claro.
Dentadura: forte e perfeitos; mordedura em tesoura.
Orelhas: longas e largas, inseridas alto, seu comprimento alcança a comissura labial. Em atenção, ligeiramente voltadas para frente, com dobras.
PESCOÇO: musculoso, quase redondo, não muito curto, erguido com elegância. Insere-se harmoniosamente nos ombros e dorso. Sem barbelas.
TRONCO: bem proporcionado e musculoso; a relação comprimento do tronco / altura na cernelha = 12:11.
Peito: forte e bem profundo.
Dorso: firme, musculoso e reto. (*Um dorso longo como típico da raça não é considerado faltoso*).
CAUDA: cortada na idade de um ou dois dias.
Para os cães de pêlo curto e médio, reduzida mais ou menos à metade.
Para os cães de pêlo longo, cortam-se duas a três vértebras.
É inserida comparativamente mais abaixo da linha do dorso do que em outras raças e revela uma original tendência à caída vertical. Os exemplares de pêlo longo deverão ter boa franja.
ANTERIORES E OMBROS: altos, retos, paralelos, mas não muito afastados. Cotovelos trabalhando rente ao tórax e corretamente direcionados para frente, livres e retos.
POSTERIORES E GARUPA: paralelos e corretamente direcionados para frente. Boa angulação, membros bem desenvolvidos e musculosos. Garupa longa e pouco angulada.
PATAS E ALMOFADAS: fechadas e fortes, sem ergôs. Corretamente direcionadas para frente, dedos curvos, arqueados, unhas cinza claro e cinza escuro. Dígitos centrais muitas vezes mais longos. Almofadas grossas e duras, corretamente posicionadas.
MOVIMENTAÇÃO: em todas as modalidades deve ser fluente e com boa cobertura de solo. Anteriores e posteriores visivelmente paralelos. Galope longo e raso. No trote, o dorso permanece reto e nivelado, sem oscilações. A marcha é indesejável.
Altura na cernelha:
Machos: 59 a 70 cm. Ideal: 62 a 67 cm.
Fêmeas: 57 a 65 cm. Ideal: 59 a 63 cm.
COR: é o cinza, nas tonalidades: prata, rato e cervo, e nas tonalidades intermediárias dessas cores. São permitidas manchas brancas no peito e pequenas pintas nas patas. Tonalidade e marcações fogo e marrons no pêlo não são permitidas. O cinza-azul desclassifica o cão e o exclui da reprodução.
PELAGEM: pode ser de três tipos: Curta (ideal): lisa, assente, com ou sem subpêlo.
Média: lisa, assente, com subpêlo denso.
Longa: macia e longa, com ou sem subpêlo, de 3 a 5 cm de comprimento.
DESQUALIFICAÇÕES:
1. tamanho pequeno ou grande. Absolutamente atípico. Principalmente pesado ou linfático ou fraco ou raquítico. Estrutura defeituosa.
2. outra cor que não o cinza, nas tonalidades prata, cervo ou rato com suas variações. Pêlos brancos em cicatrizes não são consideradas faltas. Marcações marrons. Manchas excessivamente grandes no peito. Patas brancas;
3. total ou parcial falta de pêlo. Tipo de pelagem que não se enquadre nos tipos de pelagem padrão;
4. cabeça atípica, desproporcional. Cabeça de Buldogue;
5. nariz côncavo, stop pronunciado;
6. nariz nitidamente cor-de-rosa;
7. entrópio ou ectrópio. Olhos enviesados. Outra cor que não o âmbar e suas variações;
8. prognatismo. Faltas de dentes, com exceção do P1 e M3;
9. barbela pronunciada;
10. corpo nitidamente atípico ou deformado;
11. pronunciado peito em tonel;
12. pronunciado dorso carpeado ou selado;
14. patas de Basset;
15. displasia;
17. visivelmente prejudicado nos movimentos;
18. mono ou criptorquidismo.
WEIMARANER PÊLO LONGO
A variedade do weimaraner PÊLO LONGO é assim descrita:
O weimaraner pêlo longo difere do pêlo curto no tipo de pêlo e no corte da cauda. Todos os demais pontos do padrão são iguais.
O pêlo é macio e longo, com ou sem subpêlo. Liso ou ondulado. Na inserção das orelhas é mais longo. Na ponta das orelhas é permitido o pêlo aveludado.
Comprimento de pêlo nos flancos, de 3 a 5 cm. Sob o queixo, no antepeito e barriga, normalmente mais longo. Cauda com boa franja. Espaço entre os dedos com pêlo longo. Pelagem na cabeça menos longa que no corpo. A pelagem total muitas vezes só aparece após os 24 meses de idade.
O corte da cauda é feito aos 2 ou 3 dias de idade e corta-se apenas 2 ou 3 vértebras a partir da ponta da cauda.
A CABEÇA do weimaraner, onde se concentra toda sua força e beleza, é detalhada dentro do padrão da seguinte forma:
Moderadamente longa, em harmonia com o tamanho do corpo. Mais larga nos machos que nas fêmeas, no entanto em ambos com boa proporção entre a largura do crânio superior e o comprimento total. Proporções de comprimento, da ponta do nariz ao stop um pouco mais longo do que do stop ao occipital. Na têmpora, um aprofundamento. Occipital ligeiramente pronunciado na aparência. Através dos olhos, têmporas nitidamente traçáveis. Focinho comprido e, principalmente nos machos, forte, de perfil quase quadrado. Dorso do nariz reto, muitas vezes um pouco convexo, jamais côncavo. stop pouco pronunciado. Lábios pouco superpostos, com a gengiva em cor de carne. Ligeira comissura labial. Bochechas musculosas e bem definidas. Cabeça seca.

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Embora se trate de uma das raças inglesas mais antigas, só recentemente o welsh corgi cardigan passou a formar parte da cinofilia oficial. Suas origens parecem sumidas no mistério, e o motivo não é difícil de descobrir e pensamops que eram criados pelos celtas há uns três mil anos. Supõe-se que pertence ao mesmo antepassado que deu origem aos bassets alemães.

Os celtas que o levaram a Inglaterra apreciavam muitos seus dotes de inteligência e vigilância, o admitiam nas casas, e o utilizavam para a caçada. Esta estima pode advertir-se no fato de que lhe confiavam o cuidado das crianças.

Somente muito mais tarde, mas de todos os modos há séculos, o cardigan começou a ocupar-se de rebanhos; hoje é famoso, sobretudo como boiadeiro, além de ser cão guardião e de companhia.

Com o correr dos anos, as características originais da raça modificaram-se e reforçaram-se através de cruzamentos com outros cães britânicos, incluindo o collie, até chegar ao standar emetido pela Welsh Corgi Association e sancionado em 1934 pelo Kennel Club Inglês.

PADRÃO DA RAÇA: 
Aspecto geral - baixo, constituição forte, ossatura pesada e peito profundo. Pequeno, silhueta alongada e elegante, cauda baixa, de pincel, lembrando a da raposa.
Talhe - altura: 30 cm.
comprimento: 91 a 100 cm,
peso: relativo de acordo com a altura.
Pelagem - comprimento médio, densa levemente áspera, jamais dura ou sedosa. Permitido o trimming dos bigodes.
Cor - sem preferencia vermelho em todas as gamas; areia; as gemas de rajado; preto, com ou sem castanho ou pontos rajados, geralmente, acompanhadas de branco no peito, pescoço, faces, patas e ponta da cauda.
Cabeça - CF= 3:5
Crânio - moderadamente largo e chato entre as orelhas.
Stop - moderado, mas definido.
Olhos - de médio para grande, inseridos relativamente separados, com os cantos definidos. Cor escura âmbar escuro. Olhos azuis ou um azul e outro escuro nos exemplares de pelagem azul-merle.
Orelhas - grandes, moderadamente largas na base, pontas arredondadas, inseridas bem separadas e para trás portadas eretas, em atenção, inclinam-se levemente para frente.
Focinho - 7,5 cm, nem afilado, nem abrupto, com maxilares fortes e definidos.
Trufa - preta, narinas de tamanho moderado.
Lábios - ajustados.
Mordedura - em tesoura, admitindo-se em torquês.
Tronco - longo e forte, com a linha superior reta e horizontal, com uma leve inclinação da espinha acima da cauda.
Pescoço - musculoso, bem desenvolvido, especialmente nos machos.
Dorso - longo e forte.
Lombo - longo e forte.
Costelas - bem arqueadas.
Peito - largo, profundo abaixo do nível dos cotovelos.
Ventre - moderadamente esgalgado.
Garupa - (padrão não comenta).
Membros -
Ombros - fortes e inclinados.
Anteriores - curtos, fortes, ligeiramente arqueados no nível do peito, com uma curva moderadamente definida no carpo, cotovelos bem ajustados, trabalhando rente ao tórax.
Posteriores - fortes, curtos, de boa ossatura, coxas musculosas.
Patas - redondas, com almofadas grossas e fortes. Ergôs posteriores são removidos.
Cauda - moderadamente longa, como a da raposa em pincel. Inserida abaixo da linha superior, em repouso, portada baixa em ação, para cima sem curvar-se acima do dorso.
Movimentação - aplicada (esforçada), muito ativa, cotovelos trabalhando bem ajustados ao tórax.
Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
1. pelagem nitidamente longa.
2. qualquer merlinização que não em azul.
.3. área branca maior que 50%.

Whippet

Denominado antigamente “snap-dog” (cão-salto) pela forma com que batia a lebre, atirando-se sobre ela subitamente, o whippet poderia ser descrito como um greyhound em miniatura. È um cão sumamente veloz (alcança cobrir 65 quilômetros por hora), e na Inglaterra ainda hoje é empregado nas corridas.
Este cão foi criado há uma centena de anos pelos mineiros do norte da Inglaterra e especialmente selecionados para a caça à lebre. Seu pequeno porte é resultante dos cruzamentos efetuados entre o gryhound e o Fox terrier.
Inteligente, afetuoso, muito obediente, é tão vivaz como dócil e tímido. Adora a companhia das crianças. Embora de aspecto delicado, é excepcionalmente robusto, resistente aos agentes atmosféricos e poucas vezes adoece.
É limpo, sem odor; o seu pêlo, curtíssimo, não necessita tratamentos especiais e se vive no campo, ele mesmo cuida da sua higiene rolando pelo pasto.
Adapta-se aos apartamentos urbanos onde gosta de dormir na cama do dono; entretanto, é necessário que o whippet goste também de galopar em liberdade: um jardim, se as suas proporções são modestas, não lhe alcança.
Portanto, é aconselhável somente para aqueles que mesmo vivendo nos grandes centros urbanos, têm a possibilidade de levá-los ao campo pelo menos duas ou três vezes por semana.
PADRÃO DA RAÇA: 
APARÊNCIA GERAL: combinação equilibrada, potência muscular e força, com graça e elegância dos contornos. Construção de velocidade e de trabalho. Deve ser evitada qualquer forma de exagero.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: companheiro ideal, extremamente adaptável ao lar e aos esportes. Gentil, afetuoso e de caráter estável.
CABEÇA
REGIÃO CRANIANA:
Crânio: longo e seco, chato entre as orelhas, afilando na direção do focinho, moderadamente, largo entre os olhos;
Stop: ligeiro
REGIÃO FACIAL:
Trufa: preta, nos cães azuis, admitindo-se a trufa azulada; preta, nos cães de cor fígado, branco e particolor, aceitando-se a, despigmentação, parcial.
Mordedura: maxilares fortes, claramente, visíveis, com uma articulação em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores, ultrapassam os inferiores à frente, tocando-os, levemente, engastados, ortogonalmente, à mandíbula.
Olhos: ovais, brilhantes e de expressão muito viva.
Orelhas: em forma de rosa, pequenas e de textura fina.
PESCOÇO: longo, musculoso e elegantemente arqueado.
TRONCO:
Dorso: largo, firme e, ligeiramente, alongado, mostrando um arco natural, na altura dos rins, sem escarpar na garupa.
Lombo: sugere força e potência.
Peito: caixa torácica bem profunda, proporcionando espaço para o coração; e bem definido, costelas elásticas, musculosas, na articulação com o dorso.
CAUDA: sem franjas. Longa, afilando e, quando em ação, curva-se para cima, sem ultrapassar a linha do dorso.
MEMBROS
ANTERIORES: retos e aprumados; a frente não é muito larga.
Ombros: oblíquos e musculosos, escápulas alcançando a espinha dorsal, onde são, claramente, definidos.
Cotovelos: bem ajustados, trabalhando rente ao tórax.
Metacarpos: fortes, moderadamente elásticos.
POSTERIORES: fortes. O Whippet é capaz de cobrir grande extensão de terreno, ao movimentar-se e mostrar forte ação propulsora.
Coxas: largas,
Joelhos: bem angulados
Pernas: bem desenvolvidas.
Jarretes: bem curtos.
PATAS: muito bem delineadas, dedos bem destacados, e articulações bem arqueadas; almofadas plantares espessas e fortes.
MOVIMENTAÇÃO: desembaraçada; membros posteriores encaixando perfeitamente sob o corpo, para ter propulsão; os membros anteriores alcançam bem à frente, rente ao solo; apresenta a movimentação fluente, é observada pela frente ou por trás. No conjunto, o movimento não pode ser duro, picotado, curto ou alto.
PELAGEM
Pêlo: fina, curta e cerrada.
COR: todas as cores, ou combinações de cores, são permitidas.

Yorkshire Terrier

Originário da Grã-Bretanha, o Yorkshire Terrier, ou yorkie (como o Yorkshire é carinhosamente chamado), vem de uma mistura de diferentes terriers, tradicionais na arte da caça em tocas. Dentre as várias versões existentes sobre sua origem, a mais aceita fala do cruzamento entre o Black and Tan, o Skie Terrier e o Dandie Dinmont. Consta, ainda, uma intervenção do Maltês.
A princípio, o yorkie foi chamado de Terrier Escocês e, logo em seguida, de Terrier Escocês Anão de Pêlo Longo. Somente depois de vários anos, por volta de 1870, é que foi adotado o seu nome atual, em homenagem à região de sua origem.
Foi desenvolvido por operários de West Riding, no condado de York (Inglaterra), que buscavam um cão de companhia que fosse pequeno e pudesse ser utilizada na caça subterrânea, qualidade essa que, apesar de muito acentuada no princípio, desapareceu quase que por completo. Foi também companheiro fiel dos trabalhadores das minas de carvão, comuns em sua região. Somente em fins da era Vitoriana é que ganhou status, ao se tornar companheiro inseparável das damas da aristocracia e alta burguesia. Conforme os norte-americanos seguiam os costumes Vitorianos, eles também passaram a adotar o Yorkshire Terrier, sendo que o primeiro registro de um yorkie nascido nos Estados Unidos data de 1872.
Sua primeira aparição em exposições se deu em 1861, em Birmingham, ainda sob o nome de Terrier Escocês Anão de Pêlo Longo. Foi reconhecido como raça em 1885 pelo American Kennel Club e, em 1898, pelo recém criado The Kennel Club da Inglaterra. Seu primeiro padrão, de 1898, admitia dois grupos de tamanho: um de até 2,3 kg (preferidos para companhia) e outro entre 2,3 e 6 kg (indicados para enfrentar os grandes ratos). Seu padrão atual estabelece o peso máximo de 3,15 kg.
Cuidados ao Adquirir Seu Yorkie 
O yorkie manteve sua popularidade em alta, especialmente por seu tamanho diminuto, sendo escolhido, principalmente, por pessoas que moram em apartamentos e casa pequenas, ou sem quintal. Embora os Terriers sejam rústicos e fortes por natureza, há que se ter especial cuidado com exemplares muito pequenos, com menos de 1,3 kg. Estes exemplares costumam ter problemas de ordem genética, que impedem um desenvolvimento correto e saudável, quanto menor o cão, mais delicado, sujeito a acidentes e a alguns males que ocorrem na raça e menos resistentes a doenças ele se torna.
Além disso, a procura por exemplares pequenos criou termos oficialmente inexistentes, como “micro” ou “zero”. Não há tais classificações na raça!
Não se deve comprar o primeiro filhote em que se põe os olhos é importante que se visite alguns criadores primeiro e que se faça uma consulta ao Kenel local, a fim de melhor informar-se quanto à idoneidade do criador escolhido. Um bom criador dará garantias reais quanto à saúde de seu cão e estará disposto a efetuar o ressarcimento, caso venha a ocorrer algum problema com o filhote que seja de origem genética ou oriundo de seu canil. Alguns bons criadores, chegam mesmo a se recusar a vender um cão, caso achem que o temperamento ou estilo de vida do comprador não combine com o yorkie.
Temperamento
Um dos motivos que o tornam tão encantador tem suas raízes na própria função original da raça, ele é um Terrier, grupo de raças que se caracterizam por serem ativas, destinadas a localizar e caçar animais em tocas, sem a ajuda humana. Daí seu caráter independente, esperto, vivaz, auto-confiante e sua atitude sempre alerta. Aliás, como todo bom caçador, dará o alarme ao menor ruído estranho à rotina da casa. Por essa característica marcante, muitos o usam como cão de alarme, função na qual é extremamente eficiente.
Possui ainda um temperamento carinhoso e afável, fato que o torna uma companhia excelente. A despeito de seu tamanho, o Yorkshire é um cão muito ativo e independente, podendo conviver amigavelmente com crianças, embora deva-se ter cuidado para que estas não o machuquem com brincadeiras rústicas, às quais ele reagirá prontamente, mostrando seus limites. O yorkie não aprecia muito o convívio com outros cães, com quem certamente disputará território, não importando quão maior seja o outro cão.
Filhote
As pessoas que vêem pela primeira vez uma ninhada de yorkie, logo após o parto, ficam espantadas ao descobrir que os cãozinhos são quase inteiramente pretos, com um leve toque de fulvo acima dos olhos e nas pontas dos pés. À medida que o filhote cresce, a pelagem negra das patas desaparece gradualmente, de modo que estas se tornam fulvo até a altura do cotovelo nas pernas dianteiras nem acima dos joelhos nas traseiras. Na cabeça, pode-se observar igualmente, o fulvo surgindo de uma orelha à outra. Até que ela esteja completamente coberta de pêlos fulvo. A pelagem que recobre o corpo, começa a tomar a tonalidade correta de azul-aço escuro, a princípio somente no pescoço e, depois, através do dorso até a cauda, a qual costuma permanecer um pouco mais escura que o resto do corpo. As extremidades dos pêlos permanecem negras por algum tempo, mas acabam por desaparecer. Isto tudo se dá até o 240 mês de vida, quando o yorkie já terá a marcação de suas cores definida. É fascinante observar esta mudança de cor no yorkie, são poucas as raças em que ela varia tanto, desde o nascimento até a idade adulta. Devido à essa verdadeira metamorfose, consta que alguns criadores inexperientes sacrificaram ninhadas inteiras de yorkie, por pensarem tratar-se de mestiços.
Durante o processo de troca de dentes, a postura das orelhas pode sofrer alterações, mesmo naqueles cães que as têm levantadas desde o nascimento. Nessa época, elas podem ficar caídas, porém, quando o processo se completa, elas recobram a postura correta.
Um cuidado que se deve ter com o filhote é não permitir que ele pule de locais altos. Como seus ossos ainda estão fracos e flexíveis, qualquer choque nos ombros tende a projetar seus cotovelos para fora. Jamais espere do yorkie que ele tenha bom senso no que diz respeito ao seu tamanho, ele pulará de um local alto com o mesmo atrevimento que enfrentará um Rottweiler.
As Cores 
A distribuição e a tonalidade das cores do yorkie são sofisticações muito valorizadas desde seu primeiro padrão. É definido que o yorkie deve Ter duas cores: o azul-aço escuro e o fulvo. Pode-se definir o azul-aço como sendo uma cinza brilhante, quase preto, tendendo ao azulado, e o fulvo como um amarelo tostado. O azul-aço não deve ser escuro demais a ponto de ficar preto, nem muito claro a ponto de ficar prateado. Aliás, embora o prateado seja proibido pelo padrão é frequentemente obtido por criadores. Já os pêlos fulvos, são levemente mais claros nas pontas do que nas raízes e produzem colorido dourado intenso. É muito importante que uma cor não invada a outra.
Grooming
A pelagem do yorkie deve ser abundante e necessita de cuidados especiais para manter-se limpa e desembaraçada. Eis aqui algumas dicas para manter o pêlo do seu yorkie bonito e abundante:
Nunca use escova de nylon, elas quebram os pêlos. Devem-se usar escovas com cerdas metálicas, de preferência sem aquelas “bolinhas” em suas pontas;
Use um pente metálico com dentes menores em uma das extremidades e maiores na outra, o lado menor deve ser utilizado nos pêlos dos bigodes e em torno dos olhos;
Use uma tesoura sem pontas no trimming (tosa específica da raça ) dos pêlos das orelhas e das patas; Escove os pêlos diariamente para mantê-los livres de nós;
Banhe-o somente quando estiver sujo, geralmente uma vez por semana. A escovação o manterá limpo, exceto na parte que se molha com a urina do macho. Limpe essa área diariamente com um pedaço de tecido umedecido em água morna;
No banho, umedeça os nós com água morna e use os dedos para desembaraçá-los;
Lave o muco nos cantos dos olhos diariamente, com algodão embebido em água boricada ou soro fisiológico. Seque bem a área. O muco quebrará os pêlos dessa região se não forem removidos;
Após o banho, escove-o enquanto o seca com um secador de cabelos;
Os dentes devem ser limpos regularmente, consulte sempre seu veterinário.

Embora o trimming do yorkie seja simples, apenas nas orelhas e nas patas, alguns proprietários optam por fazer uma tosa “filhote”, também chamada de “pet”, ou a “Schnauzer”

Problemas Comuns a Raça 
• Fechamento tardio da moleira;
• Hérnia;
• Dentição dupla;
• Luxação de patela;
• Necrose asséptica
• Ceratoconjuntivite seca ( problemas na produção de lágrimas);
• Tártaro;
• Hidrocefalia;
• Prognatismo;
• Retrognatismo.

Padrão da Raça
ACB
GRUPO 5 – CÃES DE LUXO
APARÊNCIA GERAL: de um Terrier Toy de pêlo longo, cuja pelagem azul e canela é repartida no focinho e da base do crânio à extremidade da cauda e pende uniformemente e quase reta para baixo, de cada lado do corpo. O corpo é elegante, compacto e bem proporcionado. O porte alto da cabeça do cão e sua conduta confiante devem dar a aparência de vigor e auto-importância.
CABEÇA: Pequena e plana no topo, o crânio não muito proeminente nem redondo, o focinho não muito longo, com a mordedura nem em prognatismo inferior, nem em prognatismo superior, e os dentes sadios. Tanto uma mordedura em tesoura como nivelada são aceitáveis. O nariz é preto. Os olhos são de tamanho médio e não muito proeminentes; de cor escura e brilhando com uma expressão aguda e inteligente. As bordas dos olhos são escuras. As orelhas são pequenas, em forma de “V”, portadas eretas e inseridas não muito separadas.
CORPO: Bem proporcionado e muito compacto. O dorso é curto, a linha do dorso nivelada, com a altura do ombro sendo a mesma que na garupa.
PERNAS E PÉS – PERNAS DIANTEIRAS: Devem ser retas, os cotovelos nem para dentro, nem para fora.
PERNAS TRASEIRAS: Retas quando vistas de trás, mas os joelhos são moderadamente angulados quando vistos de lado. Os pés são redondos com unhas pretas. Quintos-dedos, se houver, são geralmente removidos das pernas traseiras. Quintos-dedos nas pernas dianteiras podem ser removidos.
CAUDA: Cortada num comprimento médio e portada ligeiramente mais alta que o nível do dorso.
PELAGEM: A qualidade, a textura e quantidade da pelagem são de primeira importância. O pêlo é brilhante, fino e de textura sedosa. A pelagem no corpo é moderadamente longa e perfeitamente lisa (não ondulada). Ela pode ser trimada a um comprimento que vai até o solo, para dar facilidade de movimentos e uma aparência mais em ordem, se desejado. Os pêlos que descem na cabeça são longos e podem ser arrumados com uma volta no centro da cabeça, ou repartidos no meio e arrumados com duas voltas. O pêlo no focinho é bem comprido. O pêlo deve ser cortado curto nas pontas das orelhas e pode ser trimado nos pés para lhes dar uma aparência limpa.
CORES: Os filhotes nascem preto e canela, normalmente mais escuros na cor do corpo, mostrando uma intercalação de pêlo canela até se tornarem maduros. A cor do pêlo no corpo e a riqueza do canela na cabeça e pernas são de importância primordial em cães adultos, para os quais se aplicam os seguintes requisitos de cores:
AZUL: É um azul-aço escuro, não um azul prateado, e sem estar misturado com pêlos castanhos, bronze ou pretos.
CANELA: Todos os pêlos canela são mais escuros na raiz que no meio, com uma tonalidade de canela ainda mais clara nas pontas. Não deve haver nenhum pêlo fuliginoso ou preto intercalado com alguns dos canelas.
COR NO CORPO: O azul se estende sobre o corpo da traseira do pescoço à raiz da cauda. O pêlo na cauda é de um azul mais escuro, especialmente na ponta.
PÊLOS QUE COBREM A CABEÇA: Um canela dourado vivo, de cor mais profunda nos lados da cabeça, nas raízes das orelhas e no focinho, com orelhas em canela vivo profundo. A cor canela não deve se estender para trás do pescoço.
PEITOS E PERNAS: Um canela brilhante vivo, não se estendendo acima do cotovelo nas pernas dianteira, nem acima do joelho nas pernas traseiras.
PESO: não deve exceder 3 kg.
CBKC Nº 86, DE 10/5/1994. FCI Nº 86F, DE 28/9/1988.
País de origem: Grã-Bretanha.
Nome no país de origem: Yorkshire Terrier.
Utilização: companhia.
Prova de trabalho: para o campeonato, independe.
APARÊNCIA GERAL: de pelagem longa; o pêlo cai perfeitamente reto, repartido por uma linha que se estende da trufa à extremidade da cauda, de maneira igual para cada lado. Muito compacto e de contorno definido, mantendo-se incólume, o que lhe confere um ar de importante. O conjunto de suas formas revelam vigor e boas proporções.
CARACTERÍSTICAS: Terrier de companhia, ativo e inteligente.
TEMPERAMENTO: repleto de vivacidade, e índole igual.
CABEÇA E CRÂNIO: cabeça mais para pequena e plana, sem apresentar o crânio muito proeminente ou abobadado e o focinho não muito longo. A trufa é preta.
OLHOS: de tamanho médio, escuros e cintilantes; expressão esperta e inteligente; de inserção frontal. Não sendo proeminentes, têm a rima palpebral escura.
ORELHAS: pequenas, em forma de V, portadas e eretas, sem serem muito afastadas, revestidas de pelagem curta, de cor fulvo-saturado e intenso.
MAXILARES: articulados em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores encobrem os inferiores em contato estreito e são engastados ortogonalmente aos maxilares. Os dentes são bem alinhados e os maxilares de igual comprimento.
PESCOÇO: de bom comprimento e elegante.
ANTERIORES: ombros bem oblíquos, antebraços retos, bem revestidos de pelagem fulvo-dourado intenso, que é muito pouco mais claro nas pontas que nas raízes, não ultrapassando acima do nível dos cotovelos.
TRONCO: compacto. As costelas são moderadamente arqueadas. O lombo é bem firme. O dorso é reto.
POSTERIORES: vistos por trás, membros perfeitamente retos. O joelho é moderadamente angulado. Bem revestidos de pelagem fulvo-dourado intenso cujas pontas são alguns tons mais claros que as raízes, não ultrapassando acima do nível dos joelhos.
PATAS: redondas. As unhas são pretas.
CAUDA: usa-se encurtá-la a um comprimento médio; revestida abundantemente com uma pelagem azul mais escuro que o restante do corpo, principalmente na extremidade. A cauda é portada um pouco mais alta que a linha superior.
MOVIMENTAÇÃO: passadas fluentes com boa propulsão. Anteriores e posteriores trabalham corretamente direcionados para a frente. Durante a movimentação a linha superior parece bem firme.
PELAGEM: no tronco, o pêlo é de comprimento moderado, perfeitamente reto (sem ondulações), brilhante, de textura fina e sedosa, nunca lanosa. Na cabeça a pelagem é longa, de cor fulvo-dourado intenso, e cor mais saturada nas faces, na base das orelhas e no focinho onde o pêlo é bem longo. A cor fulvo da cabeça, não deve alcançar o pescoço. Na pelagem, não poderá haver, absolutamente, qualquer mescla de pêlos escuros ou encarvoados na cor fulvo.
COR: azul-aço escuro (nunca azul-prateado), estendendo-se do occipital à raiz da cauda, jamais mesclados de pêlos fulvos, bronze ou escuros. No antepeito a pelagem é fulvo intenso e brilhante. Todos os pêlos de cor fulvo são mais escuros na raiz que no meio, ficando mais claros nas pontas.
PESO: até 3,150 quilos.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.